Regresso às Aulas – Fotografias

Setembro 5, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Paris
“Rentrée des classes”
Photo de Presse
vers 1980

anonyme
“Rentrée des classes”
Paris 1980

“Liberté d’expression” anonyme Classe Montessori à Berlin, 1949

Imagens retiradas do Facebook Culture und Kultur 

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Noma, a doença que corrói o rosto das crianças mais desfavorecidas

Setembro 5, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 24 de agosto de 2018.

Ana Cristina Marques

Afeta crianças dois 2 aos 6 anos que vivem em pobreza extrema. O casos mais frequentes ocorrem na África subsariana. Investigação recente aponta miséria como principal fator de risco.

É conhecida como o “rosto da pobreza”. Noma é uma doença que destrói o rosto das crianças que vivem em contextos de pobreza extrema. O termo vem do grego e significa “devorar”. É uma doença necrosante destrutiva da boca e do rosto. Conhecida há mais de 1.000 anos, só em 1994 a noma foi considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde. A entidade estima que, todo os anos, 140 mil crianças contraem a doença.

No princípio, a doença assume a forma de uma ferida no interior da boca, na gengiva, tal como se lê neste boletim informativo realizado pela OMS. A lesão evolui depois para uma “gengivite ulcerativa necrosante que se propaga rapidamente, destruindo os tecidos moles intra-orais e os ossos, progredindo para perfurar os tecidos duros e a pele do rosto”. Sem tratamento, o noma é considerada uma doença mortal em 90% dos casos mas, quando detetada precocemente, pode ser rapidamente travada (cuidados de higiene e antibióticos são parte da solução).

A doença em causa afeta sobretudo crianças dos dois aos seis anos de idade que têm uma alimentação deficiente, que vivem em pobreza extrema e cujo sistema imunitário está debilitado. Os casos mais frequentes ocorrem na África subsahariana, embora haja relatos raros descritos na América Latina e na Ásia. Uma vez afetados, os doentes podem morrer de septicemia, mas também de desidratação grave e de desnutrição. Já os sobreviventes ficam com graves mutilações faciais, bem como dificuldade em falar e comer. A par disto tudo, quem sobrevive à noma, garante a OMS, corre o risco de ser ostracizado socialmente.

O jornal espanhol El País cita uma pesquisa recente sobre a noma, na qual uma equipa dos Médicos Sem Fronteiras analisou um total de 74 casos recebidos naquele que o jornal descreve como sendo o primeiro hospital em todo o mundo dedicado à doença, em Sokoto, no noroeste da Nigéria. As conclusões do estudo, publicado na revista especializada PLOS NTD, apontam para aquilo que já então se desconfiava: o principal fator de risco é mesmo a miséria, com o problema a ser, sobretudo, uma dieta pobre e monótona, assente em papas de milho. O colostro, o primeiro leite que uma mãe dá ao filho, pode ser uma defesa contra a doença. Os investigadores admitem saber muito pouco sobre a doença, uma vez que os doentes vivem em lugares de difícil acesso.

 

Mais de 4 milhões de crianças refugiadas estão fora da escola, alerta Acnur

Setembro 5, 2018 às 6:00 am | Publicado em Relatório, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 29 de agosto de 2018.

Agência da ONU para Refugiados destacou história de um sírio que teve seu diploma universitário revalidado no Brasil e pode agora trabalhar; apenas seis em cada 10 menores refugiados frequentam ensino primário.

Um novo estudo da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, revela que 4 milhões de crianças refugiadas não frequentam a escola. Esse número equivale a um aumento de meio milhão de menores nessa situação em um ano no mundo.

O relatório Inverter a Tendência: Educação de Refugiados em Crise foi lançado nesta quarta-feira, em Genebra, na Suíça. Dos 68,5 milhões de pessoas que foram obrigadas a fugir de suas casas, cerca de 25,5 milhões receberam status de refugiados.

Futuro

Falando à ONU News, o porta-voz da agência, William Spindler, explica porque é preciso aumentar o apoio para promover a educação daqueles que recebem abrigo em outros países.

“Sem acesso à educação, o futuro destas crianças será comprometido. A nível mundial, 92% de todas essas crianças frequentam a escola. Mas das crianças refugiadas é somente 68%. Por isso é muito importante um investimento mais forte na educação de refugiados. ”

Ao destacar a história pessoal de alguns refugiados, o relatório apresenta o sírio Salim Alnazer, de 32 anos.

Ele trabalha como farmacêutico de uma empresa de transporte e logística em São Paulo, no Brasil, o país que reconheceu seu diploma universitário abrindo as portas para um emprego. Alnazer afirma que no Brasil,  “não só encontrou paz, mas também um futuro”.

Ensino Superior

O relatório insta os países anfitriões a matricular refugiados menores de idade em sistemas de educação que permitam o reconhecimento das notas até a entrada no ensino superior.

O estudo pede parcerias mais fortes entre setor privado, organizações humanitárias, de desenvolvimento e governos para que haja mais soluções sustentáveis ​​para a educação de refugiados.

Um dos maiores desafios é a educação de crianças, que compõem mais da metade do total de refugiados. Cerca de 7,4 milhões delas estão em idade escolar.

O documento revela ainda que apenas seis em cada 10 menores refugiados vão à escola primária, comparadas aos 92% de crianças no mundo. A agência defende que essa lacuna aumenta à medida que as crianças refugiadas ficam mais velhas.

Ensino Secundário

O estudo revela ainda que cerca de dois terços das crianças refugiadas frequentando o ensino primário não chegam ao secundário. No total, 23% delas frequentam o ensino secundário, em comparação com 84% das crianças no mundo.

Após a adoção da Declaração de Nova York para Refugiados e Migrantes em 2017, o Acnur disse que foram matriculadas mais de meio milhão de crianças refugiadas fora da escola.

Qualidade

A agência quer que mais seja feito para garantir o acesso de todos os refugiados à educação de qualidade.

O baixo acesso dos refugiados à universidade é uma das maiores preocupações. Apenas 1% deles tem a oportunidade de chegar a esse nível, uma proporção que não muda há três anos.

Para o alto comissário da ONU para refugiados, a escola é o primeiro lugar em meses, ou até anos, em que crianças refugiadas encontram alguma normalidade.

O chefe do Acnur, Filippo Grandi, disse que a menos que seja feito um investimento urgente, centenas de milhares de crianças vão se tornar essas estatísticas preocupantes.

 

O relatório citado na notícia é o seguinte;

Turn the Tide: Refugee Education in Crisis

I Encontro CPCJ Ferreira do Alentejo – 13 setembro em Ferreira do Alentejo

Setembro 5, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrições:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScSZCYE7owxyTMPNRK52npqaaxzPr6Uy_NpI55aEsn0uJHoxQ/viewform

Mais informações no link:

https://www.facebook.com/CPCJ-Ferreira-do-Alentejo-1652969631663310/

 

 


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