Pais estão a criar ‘bebés de estufa’

Agosto 22, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Expresso de 11 de agosto de 2018.

 

Menos de uma em cada duas crianças, abaixo de 5 anos, na África Subsaariana tem certidão de nascimento

Agosto 22, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da ONU News de 10 de agosto de 2018.

Uma iniciativa na África deve aumentar número de registros de nascimento de forma substancial, segundo uma análise do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Em comunicado, a agência elogiou o primeiro Dia de Registro Civil e Estatísticas Vitais na África, que é parte de um compromisso de governos locais de investir no sistema de certidões de nascimento de forma inovadora.

Proteção

Dados do Unicef revelam que menos de uma em cada duas crianças, abaixo de 5 anos de idade, é registrada. Caso a tendência continue, o número pode chegar a 115 milhões de crianças sem acesso a um documento de identidade e a serviços sociais básicos até 2030.

O continente africano é o mais baixo em quantidade de cobertura de registros civis e estatísticas. A diretora regional do Unicef para o leste e sul da África, Leila Pakkala, lembrou que a certidão é o passaporte da criança para serviços básicos e proteção.

A iniciativa depende de uso de tecnologia para tornar o registro e a obtenção de estatísticas mais acessíveis, simples e baratos.

Um sistema de dados, como Rapid Pro, opera com telefonia móvel para contabilizar o número de mortes e nascimentos, proporcionando um acompanhamento em tempo real.

integração

A iniciativa também espera contar com os serviços do sistema de saúde africanos para assegurar que todo recém-nascido receberá uma identidade legal.

A experiência do Unicef mostra também que os registros de nascimento aumentam com a integração aos serviços de saúde do país.

A agência citou o caso de Uganda, que conseguiu dobrar a taxa de certidões de nascimento para 60% devido a uma parceria com o setor da saúde. Já no Senegal, o registro de crianças aumentou, em áreas com baixas taxas, aproveitando campanhas de vacinação para identificar quem tinha ou não a certidão.

mais informações na notícia:

With less than 1 in 2 births registered, innovative approaches can boost birth registration in Africa

Esta mulher já salvou perto de 15 mil meninas da mutilação genital feminina

Agosto 22, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Notícias Magazine de 8 de agosto de 2018.

Nice Nailantei Leng’ete foi considerada, pela revista Time, uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2018.

Texto de Ana Tulha

Nice Nailantei Leng’ete ainda mal tinha recuperado da morte dos pais quando, no horizonte, se desenhou um novo revés: apesar de ter apenas oito anos, a jovem queniana preparava-se para se submeter à mutilação genital feminina (remoção ritualista de parte ou de todos os órgãos sexuais externos femininos).

Tanto que, no dia do ritual, ela e a irmã até acordaram às quatro da manhã, para se prepararem. Sim, prepararem, uma vez que, antes da prática, é suposto as meninas tomarem um banho de água gelada. A ideia é que a água fria sirva como anestésica para o ritual.

Mas, depois do banho, Nice começou a fintar o destino. Para isso, escondeu-se numa grande árvore, ao pé da casa do tio. A irmã foi atrás. E ali ficaram, até escurecer.

Depois, fizeram-se à estrada, até à casa de uma tia, que ficava a 70 quilómetros. À estrada, como quem diz. O medo de serem encontradas era tanto que fizeram o caminho pelo meio dos arbustos.

Mas o plano de fuga não correu bem à primeira. “Passado uma semana, descobriram que estávamos lá e o meu tio veio com um grupo de homens bater-nos e ameaçar-nos”, contou Nice Nailantei Leng’ete.

Não desistiu, ainda assim. Quando o dia chegou, voltou a fazer o mesmo. Mesmo que, desta vez, a irmã, receosa de voltar a ser espancada, tenha cedido à obrigatoriedade do ritual.

Nice não. Correu para o padrinho e só de lá saiu com a garantia de que não a iam forçar a ser mutilada durante um tempo, para que pudesse continuar a escola – regra geral, quando as meninas são circuncidadas, casam e deixam a escola.

“Eu vi a dor. Eu vi a morte. Desde os sete anos que assistia àquelas cerimónias na minha comunidade, com as meninas a serem submetidas à mutilação. Eu vi as minhas amigas saírem da escola e casarem-se. Eu queria continuar a minha educação”, contou.

Começava, assim, um trajeto que haveria de fazer da jovem queniana um símbolo na luta contra a mutilação genital feminina. Quase 20 anos volvidos, estima-se que Nice Nailantei Leng’ete já terá ajudado a salvar perto de 15 mil meninas.

Primeiro, porque a ousadia dela serviu de inspiração para outras meninas fazerem o mesmo. Depois, porque abraçou a causa como ninguém: começou por esconder as meninas que recorriam a ela em busca de ajuda; depressa passou a correr a aldeia para partilhar informações sobre saúde sexual e bem-estar.

A primeira prova incontornável do sucesso chegou em 2014, quando conseguiu convencer a comunidade em que vivia a renunciar oficialmente à prática da mutilação genital feminina.

Mas o trabalho ainda anda longe de estar terminado. “Ser capaz de proteger essas meninas mais jovens dessas práticas prejudiciais é o que eu quero fazer. É um trabalho importante. Quando vejo as meninas na escola, essa é a minha felicidade”, contou.

mais informações no link:

 


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