App nacional protege crianças de desenhos animados violentos na Internet e ganha adeptos no mundo

Agosto 7, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da Visão de 21 de julho de 2018.

A maior parte dos clientes de uma empresa de Braga está nos Estados Unidos da América (60%) e no Reino Unido, mas já está em mais de 200 países .

Quando se apercebeu que as filhas viam desenhos animados na Internet que pareciam originais da Disney, mas na verdade continham cenas “estranhas e violentas”, do género do “Mickey a cortar cabeças”, Hugo Ribeiro procurou uma aplicação para telemóveis capaz de garantir a filtragem do que era ou não era apropriado para as crianças. Como não encontrou uma solução dentro dos requisitos pretendidos, deitou mãos a esse projeto e, juntamente com Pedro Branco, criou a KiddZtube. Operacional desde o final de 2017, o sucesso chegou logo nos primeiros meses deste ano: a plataforma já disponibiliza mais de 1.200 vídeos, todos selecionados por professores a partir dos conteúdos infantis mais populares no Youtube, e atingiu, no semestre concluído a 30 de junho, o patamar das 250 mil crianças utilizadoras, em mais de 200 países, num total que supera os três milhões de vídeos vistos.

Os números são avançados à VISÃO por Hugo Ribeiro, diretor geral da Magikbee, a empresa de Braga que desenvolve este produto destinado a crianças e pais, acrescentado aos vídeos conteúdos didáticos e interativos. No final, as crianças são confrontadas com uma pergunta ou um desafio que, por regra, a equipa de professores que os cria tenta transformar numa ferramenta de aprendizagem. “Das cores, dos animais, até de músicas de Natal”, exemplifica Hugo Ribeiro. Cada vídeo pode estar associado a cerca de dez perguntas, que vão surgindo à vez sempre que a criança vê o mesmo desenho animado. Aos pais estão reservadas funcionalidades como a possibilidade de definirem um limite temporal de utilização por dia ou a de poderem rastrear os conteúdos visualizados pelos filhos.

Em março, a versão paga (4,99 dólares – ou 4,2 euros) da KiddZtube chegou a ser app para crianças mais vendida na Amazon, na área audiovisual, e ao início da tarde desta sexta-feira, 20, seguia na quarta posição (há atualizações de hora a hora). “É incrível como estamos a conseguir competir com gigantes a nível mundial como a Nickelodeon”, salienta o cofundador da Magikbee, que deixou o emprego na Sonae, na área do marketing da operadora NOS, para investir neste negócio. Também está disponível uma versão gratuita da aplicação, com cerca de 50 vídeos.

Inglês é a língua mãe

Os conteúdos selecionados no Youtube são todos em inglês e o alvo são crianças dos três aos oito anos. A opção está ligada ao facto de terem sido identificadas lacunas “à escala global”, no que respeita à monitorização dos desenhos animados que as crianças devem evitar, e também à vontade de chegar ao maior número de interessados. O mercado americano representa nesta altura 60% dos clientes da KiddZtube, seguido do Reino Unido, com um peso entre os 25 e os 30 por cento. “O resto dos nossos clientes está muito distribuído”, adianta Hugo Ribeiro, 38 anos e pai de uma menina com cinco e de outra com onze.

O sucesso do projeto levou entretanto a pedidos de outros professores para incluirem vídeos na plataforma, de forma a poderem depois usá-los no ensino de algumas temáticas, da geografia à história. Nesse sentido, a Magikbee criou a KiddZtube Academy, uma solução que permite seguir a evolução dos alunos.

 

 

A cada três minutos uma rapariga foi infetada com VIH em 2017

Agosto 7, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do site Sapo24 de 25 de julho de 2018.

Cerca de 30 jovens entre os 15 e os 19 anos foram infetados com VIH/Sida em cada hora de 2017, dois terços raparigas, pelo que a cada três minutos uma adolescente foi infetada, segundo um relatório hoje divulgado.

Intitulado “Mulheres: No centro da resposta ao VIH para crianças”, o documento é o mais recente relatório da UNICEF sobre a sida e foi hoje apresentado em Amesterdão, onde decorre uma conferência internacional sobre o tema.

A UNICEF considera que o facto de não se ter conseguido chegar a estes jovens está a desacelerar o progresso alcançado no mundo nas últimas décadas na luta contra a epidemia.

Henrietta Fore, diretora executiva da UNICEF, diz que os números identificam “uma crise de saúde mas também uma crise de ação”, e acrescenta que, “na maioria dos países, mulheres e raparigas não têm acesso a informação, a serviços ou até mesmo o poder de dizer ‘não’ a sexo desprotegido”.

De acordo com os números do relatório, só no ano passado morreram de sida 130.000 crianças e adolescentes com 19 anos ou menos, enquanto 430.000 foram infetados.

O documento precisa que os adolescentes entre os 10 e os 19 anos são quase dois terços dos três milhões de crianças e jovens (entre os 0 e os 19 anos) que vivem com VIH, e salienta que o número de mortes tem diminuído em todos os grupos etários, menos entre os adolescentes dos 15 aos 19 anos.

A propagação da epidemia entre raparigas, diz a UNICEF, está a ser impulsionada pela prática de sexo precoce, relações sexuais forçadas, “a incapacidade de ter uma voz em assuntos relacionados com sexo e a falta de acesso a aconselhamento e serviços de despistagem confidenciais”.

A UNICEF, com a agência das Nações Unidas de combate à sida, ONUSIDA, e outros parceiros, lançou iniciativas destinadas aos adolescentes, uma delas destinada a jovens de 25 países com mais casos de infeções e outra destinada a reduzir o número de novas infeções.

Estas iniciativas, e outras antes, levaram a um “sucesso significativo na prevenção da transmissão do VIH de mãe-para-filho”, indica o relatório, segundo o qual o número de novas infeções entre crianças dos 0 aos 04 anos caiu um terço entre 2010 e 2017.

Hoje, quatro em cada cinco mulheres grávidas com VIH têm acesso a tratamentos. Na região da África Austral, durante muito tempo das zonas mais afetadas, o Botsuana e a África do Sul têm agora taxas de transmissão de mãe-para-filho de apenas de 5%, e mais de 90% das mulheres com VIH estão em tratamento.

Descarregar o relatório Women: At the Heart of the HIV Response for Children nos seguintes links:

https://www.unicef.pt/actualidade/noticias/aids-report-2018/

https://www.unicef.org/hiv/hiv-women-heart-of-response

 

 

 

 

Nem permissividade, nem autoritarismo ensine-os a lidar com as consequências dos seus atos

Agosto 7, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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thumbs.web.sapo.io

Texto do site Sapolifestyle de 25 de julho de 2018.

Educar as crianças com base na autoridade deixou de funcionar. Mas o estilo permissivo que se generalizou também não surte bons efeitos. O que fazer, então? Pô-los a aprender com os seus próprios erros.

As livrarias estão cheias de manuais para educar os filhos, mas os filhos não param de arranjar formas de surpreender os pais – nem sempre pela positiva. A democratização da parentalidade, com base no princípio da cooperação (em vez de obediência), tem os seus efeitos positivos, mas deixa frequentemente nas mãos das crianças um poder que é dos adultos.

No livro The Collapse of Parenting (O Colapso da Parentalidade), o psicólogo e especialista em relações familiares, Leonard Sax, deixa um conselho liminar: “Comande, não pergunte, não negoceie”.

O médico norte-americano disse à CNN que, sem quererem, muitos pais estão a contribuir para um leque variado de problemas das novas gerações, nomeadamente, a obesidade e as doenças mentais

Leonard Sax admite que a educação autoritária, que tão bem funcionou no passado, já não é eficaz para os jovens de hoje. Mas isso não quer dizer que a obediência deva ser completamente substituída pela autogestão dos miúdos. Sax defende a premissa “ensinar as crianças através das consequências dos seus atos”. E alerta: “Mais rigidez quer dizer mais autoridade dos pais, mas isso também pode desencadear mais insanidade. Será assim tão mau permitir que a vida, e todos os seus imprevistos e circunstâncias, ocasionalmente atrapalhem as regras?”

Já Katherine Lewis, autora do livro The Good News About Bad Behavior (Boas Notícias Sobre o Mau Comportamento) defende que a velha ideia de que “quem manda sou eu, pura e simplesmente deixou de funcionar”.

Lewis tenta responder àquilo que considera ser “uma crise de autorregulação entre os miúdos” e acredita que esse fenómeno vai fazer com que quase metade das crianças venha a sofrer de problemas de humor, distúrbios emocionais ou algum tipo de dependência aos 18 anos.

Para Lewis, há quatro razões básicas para esta crise. A saber: a ascensão das redes sociais e da cultura tecnológica (que, garante, só faz o indivíduo “olhar para fora”), o declínio do tempo de vida em família, o desenraizamento social e uma educação pouco eficaz. “As crianças de hoje tendem a vaguear por aí sem grandes preocupações; são ensinadas a concentrar-se mais nas conquistas individuais do que no apoio à família, amigos e conhecidos”, disse a autora ao site da CNN.

Relativamente à responsabilidade dos pais, Lewis reforça que não os está a culpar, e pede que encarem a disciplina de outra forma. Primeiro, defende, é preciso “separar a nossa função de pais da ideia pré-estabelecida de que, como adultos, sabemos sempre o que é melhor”. E prossegue: “Embora essa abordagem autoritária tenha funcionado no passado, é ineficaz para a geração atual de jovens, mais familiarizada com a colaboração”, defende. “O volante já não está nãos mãos do pai e da mãe. Há hoje uma forte ideia de igualdade e eles sabem bem disso”.

Katherine Lewis explicou que, embora a educação autoritária ajude as crianças a serem melhores na escola e a evitarem alguns problemas, pode deixar cicatrizes emocionais. Razão pela qual, acredita, “muitos pais na década de 1980, criados por mães e pais autoritários, preferiram adotar uma abordagem oposta e seguir um estilo mais permissivo.”

O problema, sugere, é que fomos para o extremo oposto. “É daí que vem o culto da autoestima e da gratificação”, diz.

O que fazer? Renunciar à lei do medo que vigorava no passado e ajudar os miúdos a se auto-regularem. Não há receitas mágicas, é certo, mas existe uma regra permanente: “A única constante é encontrar uma forma de os consciencializar das consequências do que fazem, ao invés de avançar para a punição”, diz Lewis. “O castigo é algo imposto por alguém mais poderoso a outro, sem poder. As consequências ensinam-nos a aprender com os erros. São uma lição de vida”.

 

 


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