Curso Avançado em Ciberbulling – Curso E-Learning do Instituto CRIAP em setembro

Agosto 6, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Limite de Inscrição 31 AGO, 2018

mais informações no link:

https://www.institutocriap.com/formacao/curso-avancado-em-cyberbulling-e-learning/

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 77 sobre Terapia e actividades assistidas por Animais benefícios para a Criança

Agosto 6, 2018 às 1:00 pm | Publicado em CEDI, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 77. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Terapia e actividades assistidas por Animais benefícios para a Criança.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Como lidar com os amores de verão do meu filho?

Agosto 6, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do Diário de Notícias de 22 de julho de 2018.

Que preocupações trazem as redes sociais? Qual a idade ideal para ir de férias sozinho? Estas e outras questões respondidas pela terapeuta familiar Catarina Mexia.

Texto de Alexandra Pedro | Fotografia Shutterstock

Férias + adolescentes = paixões. Esta é uma equação quase sempre difícil de resolver para os pais. Os chamados «amores de verão», a que os familiares não costumam dar grande importância, podem significar muito para os adolescentes.

Para os jovens, esta será uma fase natural, mas estarão os pais preparados? Num mundo dominado pelas redes sociais (e pelos riscos que daí advêm), existem preocupações acrescidas e novas estratégias a adotar?

A psicóloga Catarina Mexia ajuda-nos a perceber o que significam realmente estas paixões de verão e como devem os pais lidar com elas. Esclarecemos ainda algumas dúvidas sobre a autonomia e a responsabilidade que devem ser atribuídas aos seus filhos.

Sabe, por exemplo, qual a idade ideal para os deixar ir de férias sozinhos?

Porque está o verão tão associado às paixões?
É uma realidade que acontece com todos os seres humanos. A maior disponibilidade – estarmos mais expostos, mais despidos -, bem como o facto de o nosso corpo libertar mais feromonas levam a que isso aconteça. Portanto, também os jovens estão mais suscetíveis a receber esse tipo de mensagens e passam pela fase de descoberta do outro e de si próprios.

De que forma é que os pais devem interferir nestas relações?
Em primeiro lugar, não sei se os pais devem interferir. Acho que os pais devem ter uma posição atenta e mostrar-se disponíveis. Mas, claro, tudo isto depende das idades de que estamos a falar. Os jovens desenvolvem-se muito mais cedo hoje e os desafios são muito diferentes em comparação ao que eram há uns anos.

Porquê?
O maior exemplo é que muitos namoros começam agora pelas redes sociais. Como me dizia um jovem de 16 anos há uns dias: «já ninguém pede o número de telefone, pede-se o insta». Portanto, hoje em dia, estes primeiros relacionamentos são guiados por um anonimato muito grande, vindo das redes sociais, e nos quais os pais nem sequer têm muita fé. As redes sociais servem quase como um cartão-de-visita e muitas vezes os jovens envolvem-se em relações que envolvem muitos riscos. Eles [os adolescentes] aceitam níveis de violência que eram intoleráveis.

Isso não será fácil de os pais compreenderem.
Os pais têm de perceber que tudo isto faz parte do crescimento e do ganho da autonomia destes jovens e das aprendizagens. Mas devem mostrar-se curiosos, não cuscos, e disponíveis para ser o conforto dessa relação.

Mesmo que os jovens queiram esconder a parte «amorosa» das suas vidas?
Não disse que seria uma tarefa fácil. É um equilíbrio muito difícil. Muitas vezes os pais querem deixá-los voar mas, ao mesmo tempo, temem não os manter em segurança.

Daí a importância do diálogo aberto entre pais e filhos?
Há temas que são praticamente obrigatórios: como a segurança na sexualidade, por exemplo. São conversas que os pais não podem deixar de ter com os seus filhos e é muito importante a forma como as têm. Apesar de serem informativas, podem também ser um momento e uma oportunidade de os seus filhos perceberem que, mesmo que as coisas não lhes corram bem, há ali alguém que os vai ouvir. Com quem podem conferir ideias e desabafar, até.

«Por vezes é importante colocarmo-nos, como pais, no lugar dos nossos filhos e recordarmos quando tínhamos a idade deles»

Estas paixões de verão podem trazer também as primeiras desilusões. Como devem os pais reagir a esses desgostos?
Nesses momentos, em que os jovens por vezes deprimem de forma séria, o truque é, mais uma vez, estar atento. Não devem desvalorizar aquele sofrimento de maneira nenhuma, porque eles estão a sofrer verdadeiramente. Às vezes é importante colocarmo-nos, como pais, no lugar dos nossos filhos e recordarmos que na idade deles também iríamos dar demasiada importância àquele momento. Há que valorizar o sofrimento, colocá-lo em contexto e ajudá-los a encontrar uma forma diferente de ver as coisas. Ou seja, ajudar os filhos a ver além daquela pessoa ou daquele acontecimento. E procurar valorizar outras amizades, outros convívios e outras atividades.

Em relação à sexualidade, deve ser um tema abordado por iniciativa dos pais ou estes devem esperar que o filho/a os procure para abordar o tema?
Na minha opinião, a responsabilidade é sempre dos pais. Quer no caso das raparigas, quer no caso dos rapazes. Se é a mãe ou o pai a fazê-lo, considero que isso terá a ver com a dinâmica da família. Não existe uma regra. Quanto ao momento certo, se existir uma relação próxima, os familiares vão perceber quando for a altura.

«É preciso ter noção dos riscos e das consequências das redes sociais»

Com a chegada das redes sociais, esta tornou-se uma questão ainda mais difícil?
Sim, porque agora também estamos a falar de segurança. É preciso ter noção dos riscos e das consequências. Estou a lembrar-me de um caso de um jovem homossexual, que trocou umas fotografias com um homem via Facebook e a mãe só soube quando as coisas correram mal. Está é uma situação limite mas é demonstrativa de como as redes sociais permitem esconder identidades que podem levar a situações extremas. Possivelmente, sem a possibilidade de anonimato e de criar perfis falsos, os pais deste jovem iriam perceber tudo mais facilmente.

Qual a idade ideal para deixar os jovens irem de férias sem os pais?
A idade não é um fator decisivo, mas sim o nível de maturidade. Há jovens de 16 anos completamente responsáveis e totalmente autónomos, enquanto há outros que não vão sozinhos para lado nenhum. Mas diria que os 16 anos são um marco.

 

 

 

 

 

 

Numa aldeia de Penela, pais constroem uma “escola” diferente, livre e inclusiva

Agosto 6, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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LUSA / Paulo Novais

Notícia do Público de 21 de julho de 2018.

A comunidade educativa das Cerejeiras tem muito pouco a ver com a ideia tradicional do ensino, desenvolvendo o projecto com base nas metodologias do movimento da escola moderna. Salas não têm quadros, não há trabalhos de casa e crianças podem andar descalças.

Lusa     

Nas Cerejeiras, uma aldeia de Penela, os pais decidiram criar uma “escola” diferente para os seus filhos, onde a aprendizagem é movida pela curiosidade de cada criança. O projecto até já motivou a ida de famílias estrangeiras para este município do distrito de Coimbra.

Apesar de estar numa antiga escola primária, a comunidade educativa das Cerejeiras tem muito pouco a ver com a ideia tradicional do ensino, desenvolvendo o projecto com base nas metodologias do movimento da escola moderna e do método Montessori.

Nas salas, não há quadros pretos, as mesas e cadeiras não estão dispostas em filas, não há trabalhos de casa, as crianças podem andar descalças e, pelas paredes, vários cartazes indicam tarefas (como limpar o chão ou regar as plantas), ou a disposição dos dias para cada aluno, projectos que estão a desenvolver ou parcerias com outros colegas.

Rita, de 10 anos, coordena o clube de russo que criou este ano. O irmão, Guy, está focado em fazer mais adubo para a pequena casinha que criaram atrás da antiga escola primária. Miguel, de oito anos, fala do seu projecto, através do qual ficou a saber tudo sobre vulcões.

Quando a reportagem da agência Lusa chega, no penúltimo dia de aulas, nenhum dos 12 alunos (com idades entre os cinco e os 10 anos) está dentro da sala. Há uma liberdade de movimentos das crianças, entre as salas e o espaço exterior, onde por essa altura todos gostavam de estar concentrados.

Chamar ao projecto uma “escola” pode até ser algo problemático, indica Pedro Branco, consultor pedagógico das Cerejeiras, remetendo para a noção clássica de escola: “É um lugar onde as pessoas teoricamente estão fechadas a aprender”.

“No caso das Cerejeiras, os miúdos são livres de aprender e fazer coisas. É a principal diferença: aqui há uma grande liberdade que, ao contrário do que se pensa, não restringe a aprendizagem. Muito pelo contrário, expande porque a criança é naturalmente um ser que gosta de aprender”, sublinha.

Facilitadores de aprendizagem

Por entre projectos que os alunos desenvolvem, as duas professoras que acompanham o trabalho das crianças aproveitam para ir integrando conhecimentos de matemática, português ou estudo do meio.

O próprio papel das professoras é diferente. Nas Cerejeiras, são “facilitadoras” da aprendizagem, diz Ana Gonçalves.

As competências adquiridas naquela comunidade educativa acabam por não estar compartimentadas em anos. Há crianças que não têm todas as competências do 1.º ano, mas que já estão a adquirir “competências do 4.º ano, porque foi necessário falar sobre elas”, refere a professora.

A docente que trabalhou como professora em escolas públicas encontrou neste projecto uma forma diferente de ensinar as crianças, onde, acima de tudo, é dada confiança às crianças.

“A grande diferença entre escola tradicional e esta escola democrática é a autonomia e confiança que damos à criança. Na tradicional, quem responde às perguntas sou eu, eu adulto, porque eu é que sou capaz”, diz.

Miguel, de oito anos, é isso que sublinha quando fala à Lusa: “Nós decidimos o que queremos fazer e também temos montes de projectos”.

Rita, de dez anos, já tinha tido a experiência da escola tradicional em Telavive, de onde se mudou com os pais e o irmão para Penela. “Nas outras escolas, estávamos sempre sentados na cadeira e só trabalhávamos naquilo que a professora queria. Aqui, podemos escolher em que é que queremos trabalhar e temos mais tempo para brincar”, diz a menina de dez anos, que em dois anos fala um português sem qualquer sotaque.

Os pais de Rita não podiam estar mais satisfeitos. Naturais da Rússia e da Bielorrússia, viviam em Telavive, Israel, e decidiram seguir o sonho de viver de uma forma diferente, “mais perto do campo, da natureza”, conta à Lusa Ilya Borin.

Fazem parte dos pais fundadores das Cerejeiras e escolheram Penela especificamente por causa daquele projecto educativo. Entretanto, mais famílias fizeram o mesmo percurso para aquele concelho do distrito de Coimbra ou para municípios vizinhos: duas famílias de Coimbra, uma de Londres (Inglaterra) e outra de Amã (Jordânia).

“Esta experiência é extraordinária. É o melhor que já fizemos para nós e para os nossos filhos. Eles estão muito felizes, muito calmos, muito tranquilos e também aprendem muito”, sublinha Ilya, engenheiro informático que trabalha a partir de casa.

Se antes via a Rita “ansiosa” e triste quando chegava a casa, hoje “quer é trabalhar e aprender”. A liberdade na aprendizagem não assusta o pai, referindo que a filha domina os conhecimentos do 4.º ano, ao mesmo tempo que adquire “mais tipos de conhecimento, mais aberto, mais criativo”.

Catarina Santana, também mãe fundadora, explica que o projecto é suportado por uma associação sem fins lucrativos criada pelos pais, que fazem uma doação mensal de 200 a 240 euros por mês.

Enquadramento legal

As crianças, registadas no ensino doméstico, contam com a presença de duas professoras do 1.º ciclo, assim como professores de educação física, música e artesanato, sendo que a associação está a trabalhar em dois caminhos para formalizar o projecto.

“Gostaríamos de encontrar um enquadramento legal para sermos mais livres. Ou nos afirmamos como escola internacional ou um caminho oposto e que para nós é mais interessante, que é a integração no ensino público enquanto projecto-piloto de autonomia e flexibilidade curricular”, refere.

Para isso, contam com a ajuda da própria Câmara de Penela, que está a trabalhar para que aquela comunidade educativa integre o ensino público, depois de terem recebido com grande satisfação o projecto que foi ocupar uma escola fechada pelo despacho que obrigava a encerrar estabelecimentos com menos de 20 alunos.

“Abraçámos o projecto de corpo e alma”, vinca o vereador da Educação, Rafael Baptista. “Há famílias a mudarem-se para cá e outras interessadas em mudar-se. O problema agora até é mais de habitação para instalar as pessoas”, notou.

No próximo ano, o projecto espera crescer e aumentar o número de alunos, passando também a garantir o 2.º ciclo. Segundo Catarina Santana, o sonho dos pais é garantir “o acesso às aprendizagens que querem até [os filhos] fazerem a opção de entrarem na universidade”.

Neste projecto, sublinha, os pais “fazem parte do processo de aprendizagem” e a própria relação com os filhos melhora. “Uma mãe dizia que na escola normal a filha pedia-lhe ajuda para terminar qualquer coisa porque tinha que ser. Agora, pede-lhe ajuda para desenvolver alguma coisa que ela quer mostrar na escola. Isto influencia a relação entre pais e filhos, promove continuidade entre casa e escola e também o bem-estar das famílias”.

 

 


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