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Junho 3, 2018 às 4:49 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Pais recorrem à justiça para pôr o filho de 30 anos fora de casa – EUA

Junho 3, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 22 de maio de 2018.

Os progenitores alegavam que o filho não contribuía para o pagamento das despesas da casa nem ajudava nas tarefas domésticas. A justiça norte-americana deu-lhes razão.

Os pais de um homem de 30 anos levaram o filho a tribunal por este se recusar a sair de casa, na cidade de Syracuse, no estado norte-americano de Nova Iorque — e a justiça deu razão aos queixosos.

O processo de despejo, que dura há três meses, foi levado ao supremo tribunal estadual após terem sido enviadas cinco cartas a exigir que Michael Rotondo saísse de casa. Os pais, Christina e Mark Rotondo, acusam o filho de não contribuir para as despesas (incluindo o pagamento da renda) nem de ajudar nas tarefas domésticas, e de se recusar a abandonar a habitação, de acordo com documentos judiciais citados pela estação britânica BBC News.

Michael, por sua vez, alega não recebeu os devidos avisos de despejo, chegando a dizer que estas não indicavam o número do quarto em que residia, e argumentava que tinha direito a pelo menos mais seis meses em casa.

Numa primeira carta, datada de 2 de Fevereiro de 2018, Mark Rotondo avisa o filho: “Depois de uma discussão com a tua mãe, decidimos que deves abandonar esta casa imediatamente”. Uma vez que Michael ignorou este primeiro aviso, a sua mãe emitiu, com a ajuda do advogado, Anthony Adorante, um aviso formal de despejo, a 13 de Fevereiro. “Um procedimento legal será instituído imediatamente se não sair [de casa] até 15 de Março de 2018”, diz uma missiva exibida pelo The Post-Standard, um jornal local de Syracuse.

Posteriormente, o casal ofereceu-se para ajudar a procurar outro sítio para viver, prometendo dar-lhe 1100 dólares (935 euros). “Existem empregos disponíveis até mesmo para aqueles com pouca experiência de trabalho como tu. Arranja um – tens de trabalhar!”, lê-se numa das cartas. O último aviso foi enviado a 30 de Março e pedia que Michael retirasse o seu veículo, aparentemente avariado, da propriedade.

O caso terminou esta terça-feira no supremo tribunal estadual de Nova Iorque, com o juiz que conduziu a sessão a afirmar que Michael Rotondo não tem direito a um pré-aviso de seis meses e a sugerir que o homem de 30 anos pode recorrer ao Airbnb para encontrar alojamento rapidamente.

Michael Rotondo anunciou que irá recorrer da sentença — e que não irá sair de casa dos pais até haver decisão sobre o recurso.

Em Portugal, os filhos saem de casa aos 29 anos

Portugal é dos países da União Europeia onde os jovens vivem até mais tarde em casa dos pais. Em média, os jovens portugueses vivem com os progenitores até aos 29,2 anos de idade, de acordo com dados do Eurostat referentes a 2017.

Malta é o país comunitário onde os jovens “abandonam o ninho” mais tarde (aos 32,2 anos), seguindo-se a Croácia (31,9), a Eslováquia (30,8), a Itália (30,1), a Grécia (29,4), a Espanha (29,3) e, em sétimo lugar, Portugal (29,2). Por outro lado, nos países escandinavos os jovens deixam de viver com os pais mais cedo: na Suécia, em média, aos 21 anos; na Dinamarca aos 21,1 e na Finlândia aos 21,9 anos.

 


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