VIII Jornadas da CPCJ de Sines – com a presença de Ana Perdigão do IAC, 30 maio em Sines

Maio 24, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Drª Ana Perdigão – Coordenadora do Serviço Jurídico do instituto de Apoio à Criança, irá participar nas jornadas no Painel III “Conflitos Parentais”.

Mais informações no link:

https://www.facebook.com/CPCJ-de-Sines-330232287048469/

 

 

XI Conferência Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, 29 maio no Centro de Estudos Judiciários

Maio 24, 2018 às 1:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/934-x-conferencia-criancas-desaparecidas

 

“Deixamos de ser um casal mas continuamos a ser pai e mãe”

Maio 24, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Ana Varão ao site dnotícias de 10 de maio de 2018.

Ana Varão, psicóloga

Ana Varão é psicóloga clinica, mediadora familiar e formadora na ‘Red Apple’. É também uma das oradoras da 1ª Conferência de Parentalidade – Pais à Maneira, que acontece no dia 12 deste mês, no Pestana Casino Park Hotel. A psicóloga traz à Madeira a temática ‘E viveram pais para sempre: coparentalidade positiva no divórcio’, área em que é especialista e sobre a qual deixa já algumas dicas.

Os pais estão preparados para continuar a desempenhar o seu papel após o divórcio?

Os pais precisam de ajuda no sentido de continuarem a ser pais, mesmo deixando de ser marido e mulher, e muitas vezes não sabem o caminho a seguir.

Costumo dizer que crescemos a ouvir histórias com um final feliz… A princesa casa com o príncipe e viveram felizes para sempre… Mas ninguém nos ensina a separar…

Então e o que é que acontece quando as coisas não correm bem lá no castelo? O que acontece quando a princesa deixa de estar apaixonada pelo príncipe? E quando existe “descendência real”, quando há filhos frutos desta “história de amor”?

Ainda há muito a ideia de que “é normal” os pais darem-se mal porque são um ex-casal! Pelo contrário!! Quando há filhos em comum, a bem dos filhos e do seu crescer saudável é por demais importante que os pais encontrem formas de se entenderem conseguindo comunicar positivamente sobre as crianças e a sua educação.

Quais são os principais problemas que surgem aquando da separação do casal?

A principal dificuldade num divórcio ou separação prende-se essencialmente com o conseguir separar o nosso papel de pais, do papel de cônjuges. Deixamos de ser um casal, mas continuamos a ser pai e mãe. E o mais difícil muitas vezes está nesta distinção: aquilo que são questões e emoções relacionadas com a conjugalidade, daquilo que são sentimentos e necessidades dos nossos filhos. Há um conjunto de questões que se nos colocam, e que competem a nós pais decidir! O que fazer agora, como fazer, como contar à criança? Como nos devemos comportar, como nos devemos relacionar um com o outro daqui em diante? Como continuar a ser pais sem ser um casal?

Há muita procura por ajuda por parte destes ex-casais, que se vêem a braços com um divórcio e filhos?

Vejo cada vez mais famílias a pedir ajuda e isso é muito positivo. Pais preocupados em minimizar os efeitos do divórcio e em conduzir todo o processo da forma mais tranquila possível, como é o caso das famílias que recorrem aos serviços de Mediação Familiar e que procuram formas conciliadoras de resolução de conflitos.

A minha intervenção enquanto Psicóloga passa por orientar todos os elementos da família em cada etapa do processo de divórcio: desde o momento de contar a decisão de separação aos filhos, passando pela saída de um dos progenitores de casa, até ao período pós-divórcio onde todas as relações e interacções familiares poderão ter de ser reajustadas. Enquanto Mediadora Familiar, o foco do trabalho centra-se no melhor interesse da criança e na sua dinâmica familiar, pela facilitação da comunicação estimulando-se a cooperação e tomada de decisões conjunta.

As crianças também precisam aprender “regras” por terem os pais separados?

As crianças vão aprender que por vezes as regras da casa do pai podem não ser exatamente iguais às regras da casa da mãe. Tal como as regras na escola podem por vezes ser diferentes das regras em casa. E não há necessariamente mal nisso… São formas diferentes de educar e nessas diferenças reside muita riqueza e ensinamentos para a vida. É essencial reconhecer que as crianças necessitam igualmente do pai e da mãe e, naturalmente, nenhum deles pode substituir ou preencher a função do outro. Cada um tem com a criança uma relação única e especial. Para os filhos, o pai e a mãe são os melhores pais do mundo, independentemente das suas ações para com outras pessoas. São os seus heróis e modelos e, como tal, cada criança quer e gostaria de manter estas pessoas especiais na sua vida!

Fala em divórcios bem e mal sucedidos. Qual a diferença?

Na verdade, não existem divórcios ou separações fáceis. Enquanto período conturbado, colocam-se a todos os elementos da família desafios e exigências. Mas de algum modo podemos falar em divórcios bem ou mal sucedidos se considerarmos os chamados factores de risco ou protecção, que têm um impacto decisivo na adaptação dos filhos ao divórcio. Em primeiro lugar, devemos manter as crianças longe do conflito. A par disso, torna-se essencial garantir aos filhos que o contacto com ambos os progenitores será mantido, que pai e mãe vão continuar a ser “pais”, mesmo depois da separação. Cabe aos progenitores, assegurar aos seus filhos que o amor por eles não termina com o fim da relação a dois. A questão coloca-se não no divórcio em si, mas antes no modo como os progenitores o conduzem. O que está em causa num “divórcio bem sucedido” é a qualidade da relação familiar, antes, durante e após a separação conjugal. É a garantia de que a família sobrevive à ruptura do casal, e que a parentalidade persiste para além da conjugalidade.

Que conceito é este de coparentalidade positiva, que pretende trazer até à conferência na Madeira?

O desafio é que dois sistemas parentais funcionem em parceria, como se de uma equipa se tratasse: a dupla parental. É pensarmos na metáfora dos colegas de trabalho ou parceiro de negócios. Não temos que privar nem ser melhores amigos do nosso colega de trabalho, mas temos que colaborar e conjugar esforços no sentido de atingir o mesmo objetivo.

Os pais estão separados, mas unidos no projecto comum de educar a criança de uma forma positiva. Para isso é necessário cooperação, respeito (ex: prezar uma imagem positiva do outro progenitor) e apoio mútuo. Cada um considera que o outro dá o seu melhor, no melhor interesse do filho.

As crianças serão melhor ajustadas quando os seus pais trabalham em conjunto após o divórcio por forma a promover as suas necessidades.

Acima de tudo importa que as crianças continuem a sentir-se especiais na vida dos seus pais e a receber a atenção e o carinho das pessoas mais importantes da sua vida. Casa é onde está o nosso coração, é onde nos sentimos amados e protegidos, não importa com quem nem onde estejamos.

 

 

 

CPCJ acompanharam menos 1.196 crianças e jovens em 2017 — relatório

Maio 24, 2018 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Diário de Notícias de 21 de maio de 2018.

As Comissões de Proteção das Crianças e Jovens (CPCJ) acompanharam em 2017 menos 1.196 crianças e jovens do que no ano anterior, um total que se situa ligeiramente abaixo das 70 mil, revela um relatório hoje divulgado.

De acordo com dados do sumário executivo do Relatório de Avaliação da Atividade das CPCJ, a que a Lusa teve hoje acesso, foram acompanhadas em 2017 um total de 69.967 crianças e jovens, contra 71.163 em 2016.

Mais de 57% das crianças e jovens acompanhadas pelas CPCJ têm entre 11 e 21 anos e cerca de 54,5% (38.155) são do sexo masculino e 45,5% (31.812) do sexo feminino, revela o documento.

De acordo com o relatório, hoje apresentado publicamente na Figueira da Foz, durante o Encontro Anual de Avaliação das Comissões de Proteção das Crianças e Jovens, o número de processos acompanhados pelas CPCJ em 2017 (onde se incluem processos transitados de anos anteriores, instaurados e reabertos) ascendeu a 71.021, menos 1.156 do que em 2016.

No texto lê-se ainda que das 309 CPCJ existentes a nível nacional, 13 “acompanharam mais de mil processos” e que, no conjunto, estes processos “representam cerca de um quarto do volume processual global nacional”, que se situou em 2017 em pouco mais de 71 mil.

“Os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, no seu conjunto, representam cerca de metade (49,4%) do volume processual global”, assinala.

Já o número de situações de crianças e jovens em perigo comunicadas às comissões por entidades (nomeadamente forças de segurança e escolas, responsáveis por mais de metade das sinalizações) e por cidadãos aumentou ligeiramente (mais 99) face ao ano anterior – 39.293 em 2017 contra 39. 194 em 2016 – e o número de arquivamentos “liminares” (cerca de 29% das situações de perigo comunicadas foram arquivadas), também aumentou (mais 633 casos), passando de 10.760 em 2016 para 11.393 em 2017.

Em 2017 foram diagnosticadas 15.317 novas situações de perigo, cerca de 40% do total relativa a negligência. Seguem-se os Comportamentos de perigo na infância e juventude com 18,3%, situações que colocam em causa o direito à educação (17,3%) e exposição à violência doméstica com 12,5%.

O relatório indica ainda, relativamente à caracterização dos agregados familiares, uma “elevada percentagem de famílias monoparentais (35%) e de famílias reconstituídas (12%)”, acrescentando que a maioria das crianças e jovens (90,5%) vive com a família biológica.

 

Lançamento do livro «A Joaninha ao Contrário e Outras Histórias» 29 maio no Goethe-Institut em Lisboa

Maio 24, 2018 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/events/1244177935713762/


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