Há mais de 136 mil crianças e jovens sem médico de família

Maio 23, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Observador de 10 de maio de 2018.

Miguel Santos Carrapatoso

De acordo com dados oficiais, existem mais de 136 mil crianças e jovens até aos 18 anos sem médico de família. Entre janeiro e março, havia quase mil recém-nascidos nestas circunstâncias.

São números preocupantes: existem neste momento, em Portugal, mais de 136 mil crianças e jovens com menos de 18 anos sem médico de família atribuído. Mais: olhando para os dados referentes ao período entre janeiro e março deste ano, é possível concluir que quase mil recém-nascidos também se viram privados de médico de família, isto apesar de a lei dterminar que todos os recém-nascidos têm de ter médicos de família à nascença.

A informação é avançada pelo jornal Público, depois de o Bloco de Esquerda ter questionado os 55 agrupamentos de saúde (Aces) sobre a atribuição de médico de família a recém-nascidos, crianças e jovens até aos 18 anos. Desses 55 agrupamentos, apenas 47 responderam, o que permitiu concluir, ainda assim, que existem mais de 136 mil crianças e jovens em idade pediátrica e 968 recém-nascidos (entre janeiro e março) sem médico de família.

Esta é a segunda vez que o Bloco exige saber se a lei, aprovada em setembro de 2016, estava ou não ser respeitada. Da última vez que o fez, em maio de 2017, foram registados mais de 4 mil recém-nascidos e mais de 108 mil crianças e jovens em idade sem médico de família. Ou seja, diminuíram os casos de falta de acompanhamento entre recém-nascidos, mas aumentou o défice de resposta para os restantes grupos.

É isso mesmo que nota Moisés Ferreira, deputado do Bloco de Esquerda. “Os números resultantes das perguntas de 2017 eram claramente preocupantes. Houve uma evolução, mas a lei continua longe de ser cumprida. Temos quase mil recém-nascidos sem médico de família atribuído e houve uma evolução negativa quando olhamos na idade pediátrica. É preciso encontrar uma solução. O que nos preocupa é que, não estando atribuído um médico a estes recém-nascidos, crianças e jovens, esta vigilância esteja a ser prejudicada”, afirmou o deputado, em declarações ao mesmo jornal Público.

O bloquista não poupa, aliás, críticas ao Governo socialista, que diz estar mais preocupado em “fazer anúncios” do que em fazer cumprir a lei.

“O Governo não pode ficar só por anunciar a legislação sem se preocupar que ela seja cumprida. Tem de fazer cumprir a lei para os recém-nascidos e tem de fazer mais para contratar médicos de família. Infelizmente, o Governo parece ficar mais pelos anúncios, não vai ver o que está a ser cumprido no terreno e no último ano e meio tem contribuído negativamente para a não resolução do problema com atrasos nos concursos para a colocação de médicos de família”, criticou Moisés Ferreira.”

Em declarações ao mesmo jornal, Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Médicos de Família, sublinhou a importância do acompanhamento permanente de recém-nascidos e crianças durante os primeiros dois anos de vida, sendo que as consultas aos cinco e 12 anos também são fundamentais.  “[Essa] vigilância que fica perdida sem um médico de família atribuído”, notou.

De acordo com as contas do jornal Público, os casos de falta de médico de família nestas idades registam-se, sobretudo, na região de Lisboa e Vale do Tejo. “É uma expressão claríssima da falta de médicos. Isto significa que 86% dos recém-nascidos sem médicos estão nesta região”, sublinhou Rui Nogueira.

O Público tentou contactar o Ministério da Saúde, mas o gabinete de Adalberto Campos Fernandes não respondeu às perguntas daquele jornal.

 

Exposição Colectiva de Ilustração Infantil, inaugurada no dia 26 de maio, em Loures

Maio 23, 2018 às 3:18 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Na Sala Multiusos do Pavilhão do Parque Adão Barata, em Loures, entre 26 de maio e 30 de junho, estará patente mais uma exposição da Coletiva de Ilustração Infantil, que conta com a participação de vários ilustradores.

Onze ilustradores, de vários locais do país, convidados pela Câmara Municipal de Loures, dão-nos a conhecer o seu trabalho, com uma viagem pelo universo das estórias infantis por eles desenhadas.

Ana Sofia Ambrósio, Dinis Mota, Estela Baptista Costa, Helena Veloso, Isabel Sousa, Joana Souto Mateus, João Concha, Margarida Rodrigues, Patrícia Alves, Paulo Galindro e Tânia Clímaco são os artistas convidados desta mostra de ilustração, cuja entrada é gratuita.

Para mais informações contate através dos telefones 211 150 662/211 150 663 ou pelo endereço eletrónico dc_galerias@cm-loures.pt.

A exposição estará aberta de terça-feira a sábado, entre os períodos 10h00/13h00 e 14h00/18h00, encerrando aos domingos, segundas-feiras e feriados.

Saiba mais AQUI.

Fotógrafo transforma crianças vítimas de bullying em super-heróis

Maio 23, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Josh Rossi

Notícia da SICmulher de 1 de maio de 2018.

Josh Rossi ofereceu uma experiência única a 15 crianças.

Recentemente, chegou às salas de cinema de todo o mundo o filme de super-heróis mais aguardado de sempre, “Vingadores: Guerra do Infinito“, que reúne personagens conhecidas da Marvel Comics, como ThorCapitão AméricaHomem de Ferro, entre muitas outras.

Posto isto, o fotógrafo norte-americano Josh Rossi decidiu transformar 15 crianças, vítimas de bullying, nos super-heróis que enfrentam a temível ameaça do vilão Thanos, que pretende dizimar metade de todo o universo.

Esta não é primeira vez que, o fotógrafo torna crianças em heróis de banda desenhada. No ano passado, por altura da estreia do filme “Liga da Justiça”, que reúne o Super-HomemBatman e companhia, Josh Rossi fez um ensaio fotográfico semelhante, mas desta vez com crianças portadoras de deficiências. Antes disso, a 4 de julho, o artista assinalou o Dia da Independência norte-americana nas redes sociais com uma fotografia da filha vestida de Mulher Maravilha, a super-herói da DC Comics.

fotografias no link:

http://www.fulltimephotographer.com/single-post/2018/04/09/Photographer-Gives-Bullied-Kids-Sweet-Revenge

Sarampo: 16% das crianças não são vacinadas na idade recomendada

Maio 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Público de 0 de maio de 2018.

Aos 13 meses, 15% das crianças não estavam protegidas contra a meningite meningocócica, o que denota a persistência de um atraso na vacinação que devia ser feita aos 12 meses de idade.

Margarida David Cardoso

Em 2017, ano em que o país registou dois surtos de sarampo, 16% das crianças com 13 meses não estavam vacinadas, como recomendado, contra a doença. E 15% das crianças com a mesma idade não estavam protegidas contra a meningite meningocócica, o que denota a persistência de um atraso na vacinação que devia ser feita aos 12 meses de idade. Estes dados revelam, contudo, uma melhoria em relação a 2016, constata a Direcção-Geral da Saúde (DGS) no Boletim do Programa Nacional de Vacinação, que divulga nesta quarta-feira.

Estes dados referem-se a um ano em que houve dois surtos de sarampo, num total de 27 infectados confirmados pela DGS, sendo que um deles, uma adolescente de 2017, acabou por morrer com uma pneumonia bilateral. Já este ano, um novo surto infectou 111 pessoas (que estão todas curadas). Estas ocorrências levam a DGS a concluir que “é necessário um maior investimento no cumprimento do Programa Nacional de Vacinação (PNV)”, de forma a não perder oportunidades de vacinação e comunicar a importância desta ser feita na idade recomendada, especialmente até aos 12 meses.

Para a DGS este atraso não é novidade. Mas não significa que as crianças não venham a ser vacinadas. De facto, aos dois anos, já 98% das crianças tinham, no ano passado, a primeira dose da vacina do sarampo (coorte de 2015). Também a cobertura vacinal da segunda dose, que deve ser tomada aos cinco anos, variou entre 96% e 98% nos menores de idade.

Ainda assim, no ano passado, este atraso não se verificou na vacinação recomendada aos dois meses, sendo que cerca de 95% das crianças com três meses tinham o esquema recomendado.

Os recentes surtos levaram a DGS a convocar pessoas com esquemas em atra­so – desde 2017 foram vacinadas assim mais de 60 mil pessoas – e a reafirmar a necessidade de o continuar a fazer, especialmente em áreas geográfi­cas com menor cobertura vacinal. A DGS conclui que estas campanhas de repescagem surtiram “bons resultados nos menores de 18 anos”, fazendo com que as coberturas da vacinação contra o sarampo sejam “mais elevadas do que as verificadas no ano anterior”. Estão, por isso, “cumpridos os objectivos nacionais e internacionais do programa de eliminação” da doença.

Reforço do trabalho em rede

Os restantes resultados da apli­cação do PNV são “excelentes”, diz a DGS. O boletim destaca o facto de cerca de 75% de grávidas terem sido vacinadas contra  tosse convulsa, no primeiro ano que a vacina integra o PNV. E de ter sido atingido o objectivo de 95% de vacinação para todas as vacinas avaliadas até aos sete anos de idade.

Quando à vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), associado ao cancro do colo do útero, a DGS olhou para os grupos que iniciaram a vacinação entre 2013 e 2016, quando a idade recomendada era aos 13 anos (até Setembro de 2014) ou aos 10-13 anos de idade (a partir de Outubro de 2014). Essa análise demonstra uma cobertura va­cinal superior a 85% para a primeira dose e quase sempre acima da meta dos 85% para a segunda dose.

A DGS termina este documento, a primeira edição de uma publicação anual que substitui o Boletim Vacinação, afirmando que “para que os profissionais saibam responder às questões de complexidade crescente dos cidadãos, deve ser reforçado o investimento na formação contínua dos profissionais que operacionalizam o PNV aos vários níveis e no trabalho em rede, entre as equipas locais, regionais e nacional da vacinação”.

 

 

 


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