V Encontro de Literatura para a Infância, 19 maio na ESELX

Maio 7, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações no link:

https://www.eselx.ipl.pt/comunidade/encontros/v-encontro-de-literatura-para-infancia/programa

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Como lidar com a fase da adolescência rebelde do meu filho?

Maio 7, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto e imagem publicados no Facebook do UDIJ no dia 17 de abril de 2018.

O tempo é um grande aliado neste processo. Devemos ter presente que os nossos filhos ao crescer, passam por várias fases e uma delas, provavelmente a mais difícil, é a adolescência.
Este é um tempo de plantar e saber esperar pelos frutos mais tarde. Agora é normal que as suas orientações já não sejam cumpridas como gostaria, agora pode até sentir que nada do que lhe diz ele cumpre ou aceita, sem pelo menos reclamar.
É uma altura de muitas mudanças, em que os nossos filhos começam a querer afirmar-se, a ter controlo da sua vida, a considerar que é altura de serem eles a comandar e por isso, sempre que são colocados numa situação em que têm que cumprir “ordens”, regras estabelecidas, elas são questionadas. Nesta altura, gritar, dar grandes sermões ou até mesmo ameaçar castigar, já não são de grande valia.

Deixe passar a fase de fúria do seu filho e depois converse com ele, oriente, seja firme na sua posição de pai e transmita-lhe segurança, autoridade (não autoritarismo). Pode parecer que ele não ouviu, que não quer saber, mesmo porque ainda é muito imaturo, mas a informação chega. Um dia, esta fase termina e tudo o que lhe foi transmitindo com amor e firmeza vai dar os seus frutos. É altura de treinar muito a sua paciência e saber esperar, nunca desistido. O seu filho, mesmo reclamando, espera de si orientação, regras, segurança, liderança, e claro, muito amor.

Relativizar:

Não esteja constantemente a repreender o seu filho por tudo o que ele faz. Sempre que o criticar, lembre-se que ele vai sentir que está errado, que nunca acerta ou que nunca o satisfaz.

É preciso encontrar uma medida onde o seu filho sinta que a chamada de atenção ao comportamento rebelde dele não muda em nada o amor que sente por ele e que aconteça o que acontecer, irá continuar a acreditar que ele pode fazer melhor do que fez hoje.
É muito importante que saiba separar a pessoa dos atos. Condene o comportamento indesejado, mas jamais misture esse comportamento ao que o seu filho é. Não lhe diga que ele é uma desilusão para si, liga-lhe antes que ficou triste ou chateado com determinado comportamento. Não lhe diga que ele deixou de ser o filho amoroso que era em pequeno, diga antes que ele deverá esforçar-se para ser mais amoroso com os pais, que o seu esforço em ser mau não resulta, porque o conhecem bem e sabem que ele é muito melhor pessoa do que quer mostrar, (acompanhe com um sorriso)

Não comparar:

Quando estiver a repreender o seu filho, nunca o compare com o irmão, primo ou amigo que tenha um comportamento exemplar. Ao contrário do que possa pensar, em vez de o encorajar a melhorar terá o efeito oposto. Ele sentir-se-á diminuído, humilhado e estará a desencoraja-lo a fazer melhor, criando entre vós uma distância cada vez maior.

Nunca lhe dizer que ele será mal sucedido a vida toda:

Por mais que a situação hoje seja complicada e a convivência difícil, esforce-se por ser positivo. Nunca ameace o seu filho, dizendo que caso ele não faça isto ou aquilo, ele nunca será alguém na vida.
Não é a ameaça de fracasso que vai estimular o seu filho adolescente, que já está numa fase difícil. Ele não está preocupado em antecipar problemas futuros, ele está focado no presente e não vai entender que os pais só querem protegê-lo do fracasso, vai sim interpretar as suas palavras como uma falta de confiança nele.
Dirija os seus esforços em estratégias para que ele melhore. Foque-se em que seja traçado um objectivo de cada vez, passo a passo. Priorize com ele o que precisa ser melhorado. Pode ser uma nota ou um comportamento. Se sentir dificuldade em fazer isto, procure ajuda profissional (para lidar com as questões emocionais, relação familiar, para um reforço escolar, etc.). Pode e deve sempre ir tentando construir com eles pequenos objectivos, para que ele sinta o gosto de ter vitórias naquilo que gosta de fazer.

Negociar:

Estabelecer regras e limites é fundamental, mas igualmente importante, especialmente nesta fase é negociar.
Se considera e informa o seu filho que ele deve desligar o computador em determinado horário, ou que quando sai com os amigos deverá chegar até uma hora estabelecida e ele não cumpre, o melhor é não reagir impulsivamente na hora. Espere o dia seguinte para ter uma conversa. Estarão ambos menos reativos e a probabilidade de haver mudanças de comportamento a médio prazo é maior. Demonstre firmeza, mas deixe o seu filho falar. Diga-lhe em que é que ele errou, transmita-lhe as consequências do seu ato, e termine dizendo que sabe que a partir dali ele saberá cumprir cada vez melhor e quanto mais ele cumprir, maior liberdade vai adquirindo porque demonstrando responsabilidade, poderá sempre ser beneficiado.

Porque é que o meu filho fora de casa tem um excelente comportamento com outras pessoas?

Muitos pais surpreendem-se pelo facto dos filhos serem amáveis e gentis fora de casa. Como se explica isto?
Para muitos adolescentes o amor do pai e da mãe é sempre acompanhado de exigências e de pontos de vista sufocantes, como se sentissem que o nível de amor dos pais dependesse de contrapartidas.

É frequente em consulta, ter à minha frente um adolescente sensível, colaborante, amável, cheio de ideias e projetos, enquanto os pais o descrevem como desmotivado, arrogante e rebelde. Isto é normal e não deve assustar os pais, nem fazê-los sentir-se incapazes ou menos amados pelos filhos.

Os avós, os tios, pais de amigos, professores ou pessoas próximas, podem ser grandes aliados para um desfecho positivo desta crise. Infelizmente, muitos pais vêem isso como uma competição, ou ameaça (não me obedece mas obedece aos outro), e acabam não usando a seu favor a abertura a terceiros.
É altura de ultrapassar as suas inseguranças e pedir ajuda a terceiros, eles poderão ajudar muito e aliviar a tensão familiar.

Tentar perceber o que está por detrás da rebeldia:

O comportamento do seu filho vem com mensagens subliminares e quase nunca é o que os pais pensam ser. Para o entender, fale menos e escute mais.
Se um pai desde a infância, passa mais tempo a dar ordens, a ralhar, sem dar espaço à conversa tranquila e interessada com o seu filho, está a perder a oportunidade de conhecer melhor, de perceber as mudanças que vão surgindo.
Nenhum comportamento começa do nada, sem motivos. O despertar de determinado comportamento na adolescência vem da própria transição, mas também carrega as inseguranças e pensamentos do jovem.

Demonstrar ao seu filho que o ama tal como ele é:

O adolescente rebelde sofre, e muito. Ele não acorda a planear como infernizar a vida dos pais por prazer, ele sofre internamente com exigências que não consegue cumprir, não consegue às vezes entender.

É natural os pais idealizarem um futuro para os filhos, segundo as suas crenças e experiências, contudo o percurso dos filhos será único, só deles. A forma como aprendem e crescem, é uma experiência deles e é aqui que geralmente se geram conflitos e mal entendidos. Os jovens acusam os pais de serem os responsáveis por não atingirem os seus sonhos e os pais acusam os filhos de não se terem tornado como eles deveriam ser. Claro que estão todos a dar o seu melhor, a dificuldade é que cada parte julga a outra sem se ouvirem realmente.

Na verdade os pais de adolescentes precisam aceitar duas perdas: A perda da sua criança, do seu bebé que cresceu, e a perda da ilusão de um adolescente ideal segundo a sua crença. Um jovem seguro, equilibrado, com objetivos claros de vida.
Aceitar o filho real, da forma que é, com seus defeitos e qualidades, é o primeiro passo para atenuar a rebeldia.

Fácil? Não, mas quando ele for adulto os frutos virão e serão tão mais doces quanto o amor, firmeza, segurança e aceitação oferecer ao seu filho enquanto cresce.

Autor: Sílvia Henriques, Assistente Social e Terapeuta Familiar – UDIJ

 

TPC – Tempo para Cooperar – Palestra na Casa da Praia – 16 maio

Maio 7, 2018 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/209266519804183/

 

“Quando se lê em criança, o cérebro cresce”, diz Carlos Fiolhais

Maio 7, 2018 às 6:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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“Devo aos livros aquilo que sou. Só me conheço a ler”, diz Carlos Fiolhais DANIEL ROCHA

 

Texto do https://www.publico.pt/ de 19 de abril de 2018.

Para assinalar dez anos de vida literária, João Manuel Ribeiro organizou as jornadas 10 de Letra. Primeiro no Porto e agora em Lisboa. Carlos Fiolhais é um dos convidados.

RITA PIMENTA

Começou a ler cedo, “ainda antes da escola”, e não tem dúvidas de que, “quando se lê em criança, o cérebro cresce, desenvolve-se, eu sou a prova disso”. Quem assim fala é o físico Carlos Fiolhais. “Devo aos livros aquilo que sou. Só me conheço a ler, foi assim que conheci mundos que não conhecia”, diz o cientista e um dos oradores das Jornadas Literárias 10 de Letra que decorrem nesta quinta-feira, em Lisboa, na Sociedade Portuguesa de Autores (a partir das 17h30). Uma conferência que comemora os dez anos de livros de João Manuel Ribeiro, autor de mais de 50 títulos e editor da Trinta por Uma Linha.

Carlos Fiolhais diz ver os livros como “uma grande invenção que pôs os cérebros a comunicar” e “que, de uma forma compacta, nos levou à revelação e ao conhecimento”. Conta ao PÚBLICO que foi para cientista porque na adolescência descobriu, em bibliotecas, livros de divulgação científica: “O meu cérebro escolheu um caminho. Um livro é um abridor de portas. Eu descobri que o mundo é misterioso e quis ajudar a desvendar o mistério da sua formação.”

Sobre os destinatários das obras, crianças, jovens ou adultos, diz: “Os livros são de quem os apanhar, a idade é algo que nem sempre se percebe. Já escrevi a pensar que era para ser lido por adultos, mas foram os mais jovens que os preferiram.” O contrário também já lhe aconteceu.

No caso de João Manuel Ribeiro, que escreveu o primeiro livro para a infância em 2008 (Rondel de Rimas para Meninos e Meninas, ilustrado por Anabela Dias), a entrada neste segmento deu-se por acaso. Convidaram-no, num colégio com que colaborava, para escrever uma história de Natal. “Sem me dar conta da responsabilidade, escrevi um conto breve que foi do agrado dos alunos; no Natal seguinte, voltei a escrever outra história com igual aceitação. Nunca mais parei, Sem querer, contaminei-me com esta literatura e, desde então, vivo para ela, inteiramente.”

No passado, teve “participações poéticas esporádicas no Jornal de Notícias e no Diário de Notícias jovem”. Destes dez anos de letras, o que retém de mais relevante é a publicação do primeiro livro, “por ser o primeiro e abrir a porta a todos os outros, sobretudo os de poesia (ainda tão mal-amada)”; a publicação de Meu Avô, Rei de Coisa Pouca, “por ser autobiográfico e pelo imenso prazer que me deu escrevê-lo”; os encontros com os pequenos leitores, “nessa árdua mas deliciosa tarefa de ‘fazer’ leitores”, e “as recentes traduções no estrangeiro, pelo reconhecimento que proporcionam”.

“Se não tivesse conhecido os teus livros, seria mais pobre”

E quem é que pode ficar indiferente a estas frases que algumas crianças lhe foram dirigindo durante a última década? “Gostava de ter sido teu companheiro de infância”; “tu só escreves poesia, mesmo quando escreves em prosa”; “esse livro [Meu Avô, Rei de Coisa Pouca] produziu em mim um sismo interior” e “se não tivesse conhecido os teus livros, seria mais pobre”.

O autor (doutorado em Ciências da Educação, pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, e Mestre em Teologia, pela Universidade Católica do Porto) criou recentemente a revista de literatura infantil e juvenil A Casa do João (com o Centro UNESCO de Amarante) e tem um propósito que extravasa a literatura: “Espero, luto e trabalho (quase sempre sem o conseguir) por um mundo justo, fraterno, plural, que seja, de facto, uma casa grande, de todos e para todos.”

Com estas jornadas, deseja “ajudar a descobrir que a literatura faz bem, é uma vitamina sem a qual nos tornamos ictéricos”. Espera também “chamar a atenção para a importância da literatura infantil e juvenil na vida das crianças (e não só) e contribuir para mostrar, apesar do seu destinatário e da sua especificidade, que é literatura como a outra; não é uma literatura menor”.

Diz Fiolhais: “Escrever bem é escrever para todos.” Depois, pergunta: “Para que idade é o Principezinho, de Saint-Exupéry?” E conclui: “Um bom livro fala-nos de coisas possíveis e impossíveis. Faz-nos pensar e sonhar. No Principezinho, há desde ciência a auto-ajuda.”

Quanto mais cedo, melhor

O cientista afirma ser viciado em leitura e não conseguir viver sem livros. “Quanto mais cedo se começar, melhor. Não me fizeram mal.” Recentemente, participou num projecto de livro e CD que fala de ciência a crianças dos três aos dez anos através de poesia e canções de José Fanha e Daniel Completo: Entre Estrelas e Estrelinhas — Este Mundo Anda às Voltinhas. “Procurei que os versos contivessem a lição de interrogar, observar, demonstrar. Uma chamada à ciência.” E diz gostar de cruzamentos, não de becos. “Cruzamentos de temas, de cérebros, de autores.”

O físico ainda não sabia o que iria dizer na conferência desta quinta-feira, mas tudo pode acontecer quando Carlos Fiolhais se entusiasma. A conversa com o PÚBLICO terminou na seguinte reflexão: “Por que seria que andavam de mão em mão as pombinhas da Catrina?”

As jornadas abrem com o psicólogo Eduardo Sá e a comunicação “As crianças e a leitura”. Segue-se um painel que reúne ainda os autores de literatura para a infância e juventude Luísa Ducla Soares e José Jorge Letria, sob o mote “A literatura, o indispensável supérfluo” e moderado por Helena Gatinho.

A encerrar, o presidente da Sociedade Portuguesa de Autores apresentará o livro Os Direitos das Crianças — Antologia Poética, que reúne poemas de cerca de 20 autores portugueses, espanhóis e brasileiros, como João Pedro Mésseder, José António Franco, Emiliana Carvalho (Brasil) António Garcia Teijeiro e Alfredo Ferreiro (Espanha).

 

 


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