Crianças aprendem regras de segurança – utilização comboios

Abril 25, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Destak de 10 de abril de 2018.

mais informações:

Teoria das inteligências múltiplas. Todos diferentes, todos especiais

Abril 25, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Storyfox

Texto do site http://uptokids.pt/

“O segredo para viver em paz com todos consiste na arte de compreender cada um segundo a sua individualidade”
– Federico Luis Jahn –

Todos nascemos diferentes e especiais. Todos temos dons para partilhar com o mundo. Todos temos características para aprender com os outros. Tal como Augusto Cury dizia, o sonho da igualdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças. Só quando aceitamos que são as diferenças que nos tornam únicos e especiais é que conseguimos integrar as especificidades de cada um como parte importante do todo.

Com interesses diferentes, motivações diferentes, formas de aprender diferentes, necessitamos de estímulos diferentes para avançar nas nossas descobertas, na forma como interpretamos o mundo, os outros e tudo o que nos rodeia. Uns são mais sensoriais, outros mais mentais. Há os que aprendem através da experiência no corpo, outros através da música. Uns aprendem através da lógica e da matemática, outros através dos mistérios da natureza… Se é verdade que não existem duas pessoas iguais, porque continuamos a insistir numa aprendizagem linear, “chapa 4” e homogénea?

Conhecer o que motiva as crianças de hoje em dia, o que as estimula, o que desperta a sua curiosidade ajuda-nos a escolher os melhores caminhos para chegar até cada uma delas. Se percorrer os mesmos caminhos nos leva sempre aos mesmos resultados*, o que nos impede de escolher um percurso alternativo?

No artigo anterior falei na Inteligência Corporal-Cinestésica, explicando que as crianças com este tipo de inteligência precisam movimentar-se, tocar e construir para conseguirem aprender, uma vez que processam o conhecimento através das sensações corporais. Hoje irei descrever a Inteligência Interpessoal e falar da empatia como força motora deste tipo de inteligência.

Inteligência Interpessoal

A Inteligência Interpessoal localiza-se no Lóbulo Frontal, que se encontra na parte da frente do cérebro e que tem grande importância em funções executoras, na flexibilidade mental, na resolução de problemas e é responsável por várias das características que definem a nossa personalidade. É neste lóbulo que acontece o planeamento das ações e dos movimentos, assim como o pensamento abstrato.

A Inteligência Interpessoal caracteriza-se por uma grande capacidade em sentir empatia com os outros, em compreender e interpretar as suas emoções, sentimentos, necessidades, intenções e motivações. É a capacidade de entender as outras pessoas e de trabalhar com elas, de relacionar-se com os outros e de fazer amigos. As pessoas que têm este tipo de inteligência mais desenvolvida são capazes de interagir e de comunicar de forma eficaz, utilizando uma comunicação verbal e não-verbal. Têm uma sensibilidade especial para compreender as expressões faciais, a voz, os gestos e a postura das outras pessoas, assim como uma grande habilidade para lhes responder de forma adequada, sem ideias pré concebidas. Muito empáticas por natureza, estas pessoas têm uma grande capacidade de identificar as qualidades das pessoas, encorajando-as e extraindo o melhor de cada uma delas.

Principais características das crianças que possuem a Inteligência Interpessoal mais desenvolvida:

  • Têm grandes capacidades de liderança;
  • Trabalham melhor em equipa, do que individualmente;
  • São bons comunicadores (comunicação verbal e não-verbal);
  • Bons mediadores de conflitos;
  • Criativos;
  • Gostam de cooperar;
  • Têm muitos amigos;
  • Interpretam bem as situações do dia-a-dia;
  • Preferem atividades em grupo;
  • Relacionam-se bem com os outros;
  • Conseguem “ler” bem os outros (as suas intenções, necessidades, desafios).

Como ajudar estas crianças?

Se for professor e tiver em sala uma ou mais crianças com este tipo de inteligência mais desenvolvida é importante que desenvolva dentro da sala de aula o trabalho cooperativo, em grupo, onde a criatividade e a aprendizagem ativa e divertida tenham espaço.

Estas crianças gostam de ajudar os outros.  

Assim podem ser tutores ou orientadores, ensinando os colegas mais novos ou aqueles com mais dificuldades. Se quiser trabalhar a confiança dos seus alunos fomente o trabalho em equipa: estas crianças têm grandes capacidades de liderança. Conseguem identificar e valorizar as mais-valias de cada colega. Desta forma estará também a fomentar uma auto-estima saudável nos seus alunos.

Muito empáticas e boas comunicadoras, estas crianças são boas a mediar conflitos entre os colegas. Esta capacidade em compreender o outro permite-lhes entender as diferentes posições, realçar os aspectos positivos e os mais desafiantes de cada perspectiva e comunicar de forma eficaz com cada parte envolvida no conflito. Se a sua intenção é ajudar estas crianças, coloque-as como responsáveis pela gestão dos conflitos da sala de aula. Elas irão sentir-se compreendidas, valorizadas e reconhecidas.

Para potenciar a Inteligência Interpessoal nos seus alunos aposte numa aprendizagem ativa, participativa, cooperativa e divertida, baseada em jogos. Aposte nas apresentações de grupo, pesquisas ativas, clubes académicos de discussão de ideias, reuniões sociais e partilhas criativas.

Em casa, pode ajudar as suas crianças a desenvolver este tipo de inteligência incentivando atividades com os restantes membros da família e da comunidade, tais como festas de aniversário, participação nas tarefas domésticas, em grupos juvenis, em trabalho voluntário, em festas da comunidade, grupos de escuteiros, etc.

“Diga-me e esquecerei.
Mostre-me e talvez eu me lembrarei.
Envolva-me e eu então compreenderei”
– Confúcio, 450 A.C  –

Como estimular a inteligência interpessoal em crianças onde este tipo de inteligência não está tão desenvolvido?

  • Fomentar a participação em atividades de grupo, principalmente aquelas que incentivam a cooperação como o desporto e o trabalho voluntário;
  • Incentivar a prática da escuta ativa (escutar para compreender, em vez de escutar para responder);
  • Participar em atividades que possibilitam o contato com outras pessoas como a dança, o teatro, terapia de grupo ou musicoterapia.

Professores, terapeutas, atores, médicos, vendedores e políticos são alguns exemplos de profissões que possuem este tipo de inteligência mais desenvolvida.

Acredito que é importante olhar para estas características com a intenção de potenciar mais-valias, ajudar nos desafios e integrar no todo. Todos somos necessários, todos contribuímos de forma única para a nossa realidade. Ter a capacidade de olhar para um grupo de crianças (e não só…), identificar as suas características fundamentais, e o centro de inteligência predominante (mental, emocional ou físico) ajuda-nos a conectar com cada uma delas em especial e com o grupo em geral.

*Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes
– Albert Einstein –

 

imagem@storyfox

Fiadeiras de histórias e oficina sobre o livro «Mana» PARA FAMÍLIAS com crianças dos 4 aos 5 anos, 28 abril na Biblioteca Camões

Abril 25, 2018 às 9:00 am | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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PARA FAMÍLIAS com crianças dos 4 aos 5 anos

Fiadeiras de histórias e oficina sobre o livro «Mana»
Neste livro maravilhoso vamos encontrar páginas riscadas, autocolantes colados ou desenhos rabiscados sobre as páginas e uma irmã mais nova que passou por ali… e deixou um rasto de destruição à sua passagem.
O que será que fez mais…?
Quem gosta de rabiscar?
Riscar, andar à batatada e outras coisas mais …?
Aparece e verás o que vai acontecer!
Entrada gratuita, mediante inscrição prévia.

Duração: 1h30
Nº Mínimo de participantes: 5 | Nº Máx. 10 (10 crianças + 10 adultos).

ATENÇÃO FAMÍLIAS
Inscrevam-se nas famílias LERlinhas: em cada mês uma família prepara uma história para ler na biblioteca. Quem alinha?

Biblioteca Camões
Data: 2018-04-28 às 11:00
Contactos: Tel: 218 172 360
bib.camoes@cm-lisboa.pt
Observações: Entrada gratuita, mediante inscrição prévia.

‘Selfitis’ é a nova terminologia para os viciados em selfies. Saiba se é um deles

Abril 25, 2018 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Texto da http://visao.sapo.pt/visaomais/ de 9 de abril de 2018.

Sara Rodrigues

Um estudo realizado na Índia demonstra que há seis razões principais para as pessoas tirarem selfies. A competição social e a busca de atenção são apenas duas

Quando, em 2014, vários jornais republicaram uma notícia que dava conta de que a Sociedade Psiquiátrica Americana iria classificar a selfitis – o vício em fazer selfies – como um distúrbio mental vários investigadores indianos ficaram em alerta. Logo depois, soube-se que a história não passava de um embuste (fake-news), mas os docentes ficaram com a pulga atrás da orelha. Assim, e como desde 1995, ano que foi publicado o primeiro estudo sobre “adições tecnológicas”, foram várias os distúrbios estudados e cunhados – como o vício da internet, dos videojogos online ou do telemóvel – porque não poderia existir também um ligado às selfies?

Juntaram-se investigadores de duas universidades indianas, Nothingham Trent e Thiagarajar School of Management, e pegaram numa amostra de 400 estudantes e em focus group com outros 200 (90% com menos de 25 anos). O estudo não pretende ser um retrato internacional ou mesmo da população indiana, já que, como referem os autores, a amostra foi selecionada nas universidades e não representa várias gerações, embora possa servir de base para futuros estudos empíricos sobre esta mania que alastrou pelo mundo inteiro.

Esta análise foi feita na Índia porque é este o país como mais utilizadores de Facebook e com o maior número de mortes relacionadas com a tentativa de fazer selfies em locais perigosos.

O estudo, publicado no International Journal of Mental Helth and Addiction, classificou os selfitis em três categorias: borderline, agudo, crónico.

Borderline – tira selfies pelo menos três vezes por dia, mas não as publica nas redes sociais
Agudo – tira selfies pelo menos três vezes por dia e publica-as nas redes sociais
Crónico – tira selfies de forma descontrolada o dia inteiro e publica pelo menos seis

Os investigadores identificaram seis fatores de motivação para os selfitis: os que querem aumentar a auto-confiança, os que buscam por atenção, para melhorar o humor, registar memórias quando se está num ambiente agradável, aumentar a integração no grupo que as rodeia e competição social.

A prevalência destes itens determina o grau de vício de cada um.

“O facto de esta história ter tido início numa notícia falsa, não quer dizer que a condição de selfitis não possa existir. Confirmámos a sua existência e criámos a Escala de Comportamento Selfitis”, referiu o investigador Mark Griffiths.

Os investigadores criaram uma grelha de 20 perguntas para aferir do grau de adição de cada um.

Responda a cada uma das perguntas utilizando uma escala de 1 a 5. Em que 5 quer dizer “concordo plenamente” e 1 quer dizer “discordo completamente”. Quanto maior a sua pontuação, maior a probabilidade de você sofrer de “selfitis”

1- Tirar selfies dá-me a sensação de estar a aproveitar melhor o ambiente em que estou

2 – Partilhar as minhas selfies cria uma competição saudável com os meus amigos e colegas

3 – Tenho muito mais atenção dos outros se partilhar as selfies nas redes sociais

4 – Consigo reduzir o meu nível de stress quando tiro selfies

5 – Sinto-me confiante quando tiro selfies

6 – Sou melhor aceite no meu grupo de amigos quando tiro selfies e as partilho nas redes sociais

7 – Consigo expressar-me melhor no meu ambiente através das selfies

8 – Fazer selfies em diversas poses ajuda a aumentar o meu estatuto social

9 – Sinto-me mais popular quando publico selfies nas redes sociais

10 – Tirar selfies melhora o meu humor e faz-se sentir feliz

11 – Sinto-me melhor em relação a mim mesmo quando tiro selfies

12 – Torno-me mais forte no meu grupo de amigos quando publico selfies

13 – Tirar selfies faz com que me lembre melhor de ocasiões e experiências

14 – Publico selfies frequentemente para ter mais “gostos” e comentários nas redes sociais

15 – Ao publicar selfies espero uma avaliação dos meus amigos

16 – Tirar selfies muda instantaneamente o meu humor

17 – Tiro selfies e olho para elas em privado como forma de aumentar a minha auto-confiança

18 – Quando não tiro selfies sinto-me separado do meu grupo de amigos

19 – Tiro selfies como troféus para a minha memória

20 – Edito ou uso filtros de imagem para que as minhas selfies fiquem melhor do que as dos outros

O estudo mencionado na notícia é o seguinte:

An Exploratory Study of “Selfitis” and the Development of the Selfitis Behavior Scale

 


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