Comida natural (e deliciosa) para bebés e crianças

Abril 2, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do https://www.noticiasmagazine.pt/ de 14 de março de 2018.

Usar apenas alimentos naturais ainda intimida a maioria dos progenitores. Porém, além de serem muito fáceis de confecionar, são também estas refeições saudáveis as melhores que podemos dar aos nossos filhos.

Texto de Ana Pago | Fotografias da Shutterstock

Os pais que nunca provaram um boião de comida pronta, deviam. Toda a comida parece apetitosa ao lermos os rótulos: vitela com legumes, jardineira de vitela, frango com arroz, cenouras com peru, banana e maçã, multifrutas com cereais.

Até que um dia a criança estrebucha, nós insistimos, levamos uma colher à boca – «mas afinal qual é o drama?» – e descobrimos que além de saber praticamente tudo ao mesmo, não nos é permitido controlar os ingredientes utilizados nem os sabores que servimos aos nossos filhos.

«Os alimentos naturais oferecem um leque de micronutrientes de que bebés e crianças necessitam para crescerem em todo o seu potencial», explica Michele Olivier, bloggerde comida e autora de Alimentação Natural Para Bebés (ed. Casa das Letras).

Ela mesma ficou impressionada quando se estreou a fazer as papas da filha mais velha, Ellie, aromatizadas com especiarias e ervas aromáticas, e constatou como é simples, saudável e bem mais barato do que comprar embalado.

«Já para não falar de que ser esquisito com a comida não é genético ou inevitável», diz. Apenas uma questão de lhes moldar o gosto na infância.

Veja quatro receitas de alimentação natural para os seus filhos aqui.

INÍCIO

Não existe um momento exato que diga aos pais que o bebé está pronto para diversificar a alimentação, mas por norma sucede entre os quatro e os seis meses, e as primeiras experiências irão definir a sua relação com a comida e até os hábitos alimentares em adulto. Posto isto, não stresse se ele cuspir o puré de feijão-verde pela terceira vez: as crianças podem ter de provar um alimento até 20 vezes antes de se acostumarem.

PURÉS

A ideia é aproveitar os mais simples para educar desde logo o paladar: puré de maçã com cravinho, de cenoura com cominhos, de batata-doce com maçã, pimento vermelho e coentros. Não se prenda à idade em que o bebé pode comer o quê: vá apresentando novos sabores, teste reações (inclusive alérgicas) e aumente aos poucos as quantidades e misturas oferecidas. Pode ainda introduzir alimentos aos pedaços em qualquer etapa.

NUTRIÇÃO

Crianças pequenas gostam de comida deliciosa, tal como os pais: maçãs com uma pitada de canela, abacate com um toque de hortelã picada. E ainda bem que assim é, já que as especiarias e ervas aromáticas, além de refinarem o sabor, têm propriedades medicinais validadas pela ciência: o gengibre facilita a digestão, a hortelã traz alívio às congestões nasais, a canela aumenta o poder cerebral e o cravinho reforça o sistema imunitário. Aposte ainda na baunilha, cebolinho, manjericão, coentros, tomilho e outras.

O MELHOR

Na hora de escolher alimentos, pense em sazonalidade, frescura e cor. Legumes e fruta congelados de imediato são ideais para consumir fora de época. Bebidas vegetais não equivalem ao leite animal mas, a usá-las, opte por leite de amêndoa ou de coco enlatado. Também os cereais integrais – aveia, quinoa, cevada, millet, arroz integral – são energéticos, saciantes e fáceis de integrar na alimentação, seja aos pedaços, misturados num puré ou triturados em papa.

EXPLORAR

Por ser doce, fruta é ótima para deixar a criança aventurar-se nos sabores (de preferência biológica e madura), começando pela maçã, pera, manga, banana, abacate, pêssegos e mirtilos. Legumes igualmente bons para avançar são a batata-doce, cenoura, ervilhas, espargos, abóbora-manteiga, curgete ou pimento vermelho. Citrinos, ovos, mel e oleaginosas devem ser evitados até a criança ter 1 ano.

MENTE ABERTA

Diante da teoria de que se pode saltar a etapa dos purés e começar logo com alimentos cortados aos pedaços, o melhor é experimentar diferentes abordagens e ver a que melhor se adequa à criança (cada qual com as suas características). Quer ela seja uma fervorosa adepta dos purés ou os troque de boa vontade por uma cenoura crua, o importante é sempre disponibilizar-lhe petiscos coloridos, nutritivos, saudáveis. E, claro, adaptá-los para saborear em família.

Vacinas na gravidez: rubéola

Abril 2, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A propósito desde meu artigo sobre a Rubéola uma mãe questionou-me relativamente ao seu caso em particular, pois descobriu que não estava imune à rubéola e estava grávida. Para saberem mais sobre esta patologia podem ler o artigo. A questão é? Deve ou não a grávida ser vacinada? Embora existam várias maneiras de pensar e também porque cada caso é um caso gostava na mesma de esclarecer sobre esta temática explicando alguns conceitos.

Imunidade

Primeiro de tudo convém entendermos o que é a imunidade e que influência tem na nossa gravidez.

Tipos de vacinas

Alguns exemplos de tipos de vacinas pois elas não são todas iguais nem na sua forma de actuação nem na composição.

Vacinas atenuadas
O Microrganismo (bactéria ou vírus vivos), obtido a partir de um indivíduo ou animal infectado, é atenuado por passagens sucessivas em meios de cultura ou culturas celulares, diminuindo assim o seu poder infeccioso. Como exemplo deste tipo de vacina existe a vacina contra rubéola, BCG, varicela, etc.

 

Vacinas inativadas
Os microrganismos são mortos por agentes químicos ou físicos. A grande vantagem das vacinas inativadas é a total ausência de poder infeccioso do agente, mantendo as suas características imunológicas. Ou seja, estas vacinas não provocam a doença, mas têm a capacidade de induzir proteção (estimular produção de anticorpos) contra essa mesma doença.

Estas vacinas têm como desvantagem induzir uma resposta imunitária subóptima, o que por vezes requer a necessidade de administrar várias doses de reforço.

Alguns exemplos das inativadas são hepatite A, hepatite B, influenza e HPV.

Vacinas conjugadas

As vacinas conjugadas são produzidas para combater diferentes tipos de doenças causadas por bactérias chamadas encapsuladas (que possuem capa protetora composta por polissacarídeos, substâncias parecidas com açúcares).
Exemplo: vacina pneumocócica 23 (protege contra 23 tipos de pneumonia).

Vacinas na gravidez

Muito se tem falado sobre as vacinas na gravidez. As vacinas são diferentes entre si nas suas composições e origens como vimos atrás.
Na gravidez, como a vacinação pode afetar o bebé o risco tem que ser muito bem medido. Pois também há risco da mãe contrair a doença e aí ainda será mais prejudicial para o bebé. Para isso deverá falar com o seu médico e saber qual a opinião dele neste caso.

CASO DA RUBÉOLA

• A vacina contra rubéola é composta de vírus vivo atenuado, e portanto, é contra-indicada na gravidez.
• Toda a mulher em idade fértil deve realizar uma colheita de sangue para saber o seu estado imunológico contra rubéola. Naquelas com resultado negativo (IgG negativo), deve-se aplicar a vacina e depois aí aguardar uns meses para ter a certeza que fica imunizada.
• Uma única dose da vacina contra rubéola é eficaz para criar imunização permanente em mais de 95% dos casos.
• A presença do vírus causador da rubéola na mulher que pretende engravidar ou grávida aumenta o risco de ocorrer um aborto espontâneo ou causar alterações ao feto.
• Não há problemas em receber a vacina durante a amamentação. Também não há problema em ser revacinada.

O QUE REPRESENTAM AS IGG E AS IGM?

IgG (Imunoglobulina G) e IgM (Imunoglobulina M) são anticorpos que o organismo produz quando entra em contato com algum tipo de micro-organismo invasor.
A diferença entre eles é que o IgM é produzido na fase aguda da infecção, enquanto que o IgG, que também surge na fase aguda, é mais específico e serve para proteger a pessoa de futuras infecções, permanecendo por toda a vida.
Quando pesquisamos IgG e IgM temos o objectivo de detectar o estágio de diversas doenças, entre elas a toxoplasmose, rubéola e a infecção pelo citomegalovírus:

• IgG negativo (não reagente) e IgM negativo (não reagente): nunca entrou em contato com o patógeno (nunca teve a doença ou nunca tomou vacina) e está susceptível a ter a doença, ou seja, se estiver em contacto com o microorganismo poderá ficar doente.

• IgG negativo e IgM positivo: infecção aguda (dias, semanas), ou seja, esteve em contacto com a doença há pouco tempo e ainda está a reagir.

• IgG positivo (reagente) e IgM positivo (reagente): infecção recente (semanas ou meses), ou seja, esteve há poucas semanas em contacto com a doença e já está a criar defesas.

• IgG positivo e IgM negativo: infecção antiga (meses ou anos) ou sucesso da vacina, ou seja, o seu corpo quando estiver em contacto de novo com a doença tem agentes que reconhecem e que a vão eliminar rapidamente.

Concluindo, o exame sorológico da rubéola é feito durante a gravidez e tem com objectivo detectar a presença de anticorpos contra a rubéola na corrente sanguínea (anticorpos IgG e IgM). A presença de anticorpos pode revelar se a mulher é imune ou entrou em contato com o vírus da rubéola recentemente. Para assim fazer um despiste e actuar em conformidade com os resultados obtidos.

 

Fonte: http://uptokids.pt

Corrida + Aventura Pais e Filhos 2018 – 14 Abril em Lisboa

Abril 2, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.jf-benfica.pt/corrida-aventura-pais-e-filhos-5a-edicao/


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