Crianças aprendem a programar robôs antes de saberem ler

Março 30, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.regiaodeleiria.pt/ de 8 de março de 2018.

Crianças em idade pré-escolar dão os primeiros passos no pensamento computacional, programando itinerários em pequenos robôs educativos. Estes percursos obrigam-nos a exercitar a capacidade de abstração e à construção de algoritmos. As imagens retratam alguns dos exercícios que estimulam o pensamento lógico. O projeto prepara-se para ser alargado a todo o concelho.

Pedagogia, um pequeno boneco com o formato de uma abelha e um mapa quadriculado. São estes os ingredientes de um cocktail que, em Porto de Mós, ajuda a melhorar o pensamento lógico e os resultados escolares. E tudo isto é conseguido num projeto inovador que envolve crianças do ensino pré-escolar. Sim, são crianças que aos 5 anos convivem com algoritmos e robôs em forma de abelha.

“Estes senhores são jornalistas e ouviram dizer que até trabalhávamos com robôs”, diz Maria José Silva, educadora no Centro Escolar de Porto de Mós e uma das coordenadoras do projeto “Pensamento Computacional, jogo/aprendizagem”. Aqui não se ensina programação, mas dão-se os primeiros passos para a entrada nesse mundo. A educadora fala para os seus alunos, numa sala da escola onde estão crianças de 5 e 6 anos que, quase sem darem conta, entram no universo do pensamento computacional. “Sabendo as capacidades das crianças dos 3 aos 6 anos é possível fazer muita coisa”, garante a educadora.

Este inovador projeto no universo pré-escolar venceu o prémio nacional no pré-escolar de e-twinning (uma rede de escolas europeias). E o “desenvolvimento do pensamento computacional: programação e robótica no jardim-de-infância” é a designação de um projeto-piloto em preparação pelo Município de Porto de Mós, em conjunto com o Centro de Competência Entre Mar e Serra, e que pretende dar continuidade e alargar este esforço.

Até maio está em curso o processo para formar docentes – cerca de dezena e meia – para posteriormente fazer chegar este tipo de aprendizagem aos restantes jardins-de-infância do concelho.

Telma Cruz, vereadora da Educação, lembra que “o desenvolvimento das competências associadas ao pensamento computacional se configura como uma nova forma de literacia para o século XXI”. Depois das oficinas de formação, chegam três dezenas de kits de robots para os jardins- de-infância do concelho. Depois, o projeto será avaliado e “em função dessa avaliação, passaremos à generalização e à aplicação de medidas de continuidade para o 1º ano”, acrescenta Telma Cruz.

Para já, é no jardim-de-infância de Porto de Mós que se lançam as primeiras sementes do pensamento computacional na pré-escola. Mas aqui aprende-se, brincando. “É a brincar que estes meninos aprendem”, diz a educadora. Pequenos robôs com formatos que espicaçam a imaginação infantil, ajudam na tarefa de tornar mais engraçado o desafio: os mais pequenos são levados a exercitar a capacidade de abstração, traduzida numa fórmula com coordenadas, fazendo lembrar equações matemáticas. O exercício parece simples: o robô está no início do percurso e é necessário dar-lhe instruções sobre o caminho a percorrer, num plano quadriculado, para chegar ao destino. E é essa programação mental que os mais pequenos fazem e depois traduzem em instruções – um algoritmo – para os pequenos robôs.

Todo o problema é resolvido com a seriedade de uma brincadeira mais exigente. É assim que o desafio é encarado pelo Pedro, a quem é pedido que dê instruções ao robô para que, no mapa quadriculado que está no chão, faça chegar ao Reino Unido o robô que está “estacionado” na quadrícula de Portugal. Segue-se o cálculo mental, a introdução das instruções (duas casas em frente e três à esquerda) e o pequeno autómato de aspeto infantil liga, com sucesso, os velhos países aliados.

Antes de se chegar aqui “começámos por fazer o que se faz em qualquer jardim-de-infância: perceber a localização no espaço, através do corpo”, aponta Maria José Silva. “Depois de tudo muito percebido, então podemos fazer outros exercícios”. E eles aí estão.

Mas não passará tudo isto de uma mera brincadeira? Os primeiros resultados parecem contrariar essa ideia. Irene Vale, educadora e coordenadora deste projeto, salienta que notou o aumento da motivação e descida do absentismo nas crianças. Acresce que os alunos aprenderam a programar e testar decisões, lidar com o erro, desenvolvendo o gosto e curiosidade pela programação. Aliás, a programação chegará mais cedo ou mais tarde à vida destas crianças. Há três anos, o Agrupamento de Escolas de Porto de Mós avançou com a disciplina de iniciação à programação. Arrancou em todas as escolas do 1º ciclo e já alargou ao 2º ciclo. “Gostamos de ser inovadores”, refere Rui Almeida, diretor do agrupamento. A aposta revela resultados: “obriga ao raciocínio lógico e ajuda os miúdos a pensarem”. Agora, chega ao pré-escolar. “É uma forma de iniciação na programação, e com alguns conhecimentos e raciocínio lógico”, diz. Rui Almeida considera que no futuro os alunos deverão ficar “mais aptos para perceber diversas matérias”, prevendo que “melhorem os resultados” escolares.

Carlos S. Almeida
Jornalista
carlos.almeida@regiaodeleiria.pt

 

Hora do Conto | Especial Dia Internacional do Livro Infantil – 2 abril na Biblioteca Municipal de Faro

Março 30, 2018 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://www.facebook.com/events/1778358012227587/

 

Sábados em Cheio na Biblioteca Municipal José Saramago – Loures em abril

Março 30, 2018 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://www.cm-loures.pt/media/pdf/PDF20180315144019293.pdf

 

E se eu chumbar de ano?

Março 30, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Photo by Jeremy Bishop on Unsplash

 

Chumbar de ano, falhar e errar!

Sinónimos do ponto de vista dos pais, habitualmente. E isto porque pais, filhos e escola é uma relação triangular que envolve receios e, por norma, muitas expectativas.

Como forma de reduzir os receios parentais, aumenta-se a necessidade de que os filhos tenham uma carreira académica de sucesso. Isto é, quando os filhos brindam os pais com boas notas constantes, além do orgulho sentido, os pais vivem uma preocupação a menos (já que educar vai suscitando sempre algumas). E isto, do ponto de vista dos filhos, traz por norma a carga das expectativas. Os filhos vão sendo muito elogiados pelos resultados, a família e amigos próximos reforçam os elogios e, sem que muitas vezes uns e outros se apercebam, já todos têm a expectativa da manutenção daquele estatuto e o próprio aluno vai percebendo que “este registo agrada… se vacilar e baixar as notas, agradarei ou não…”.

Afinal, que representação acarreta, emocionalmente, uma carreira académica brilhante, desde cedo?

Sucessos sucessivos e consequentes reforços positivos podem facilmente conduzir ao medo de falhar – o medo de errar. Os famosos “chumbos”!

No fundo, os filhos tendem a sentir sempre alguma expectativa sobre a sua prestação escolar. Uns esforçam-se por corresponder a essa expectativa e podem até vivê-la com ansiedade, bailando ao som da falha como possibilidade legítima (e evitando-a a todo o custo, mas sem desistir); outros a quem a possibilidade de não corresponder à expectativa os trava, logo na casa de partida, e nem tentam a sorte “ao jogo”.

Falhar e tentar de novo, faz parte do percurso de vida de todas as pessoas. As falhas têm a vantagem de nos ensinar novos caminhos, permitindo-nos renovar experiências e, com isso, crescer e criar autonomia emocional. Incutir aos filhos o trajeto das boas notas; o objetivo do quadro de honra é enviesar a realidade.

Na vida real, o caminho não é sempre sereno, as surpresas não são todas agradáveis, os objetivos não são todos cumpridos e os resultados das circunstâncias vividas nem sempre serão um fruto apetecido. Logo, permitir aos filhos espaço para falhar sem zangas, é criar a oportunidade de se confrontarem com essa frustração, originando um trabalho de gestão interna de tolerância ao erro, com consequente aprendizagem. É, acima de tudo, retirar-lhes o medo de errar!

Pode, depois, criar-se a dúvida sobre onde fica o limite de não exigir boas notas, mas ensinando que tem de haver empenho e algum esforço. E a resposta a essa dúvida é a atitude. A atitude de exigir responsabilidade, no entanto sem demonstrar reatividade emocional aos resultados académicos obtidos:

 

As notas são a única e necessária recompensa que os filhos têm como fruto do esforço investido no estudo.

Os pais devem demonstrar que a felicidade/orgulho sentido, é consequência daquilo que o próprio filho sente. Exemplo perante uma boa nota: “Que bom que estás contente! Fico tão feliz quando estás assim. E sei que é muito bom vermos o nosso esforço glorificado. Estudaste, conseguiste!”.

Perante uma nota negativa: “Como é que te sentes com o teu resultado?” (esperar a reação) “O que achas que podes fazer (ou “podemos fazer”, de acordo com a idade ou nos casos em que os pais possam sentir assim) para mudar este resultado?”

Evitar demonstrar preocupação com os resultados negativos, para controlar o sentimento (dos filhos) de “eu não agrado”, que muitas vezes conduz a um outro sentimento destrutivo “eu não sou capaz”.

O desinvestimento escolar dos filhos, que culminará no insucesso escolar, não é necessariamente uma decisão voluntária.

Os pais devem lembrar-se disto, como forma de evitar rótulos (nomear defeitos). A esta atitude, segue-se tensão na dinâmica familiar, sem quaisquer alterações desejadas no que é sentido como o foco do problema.

É necessário um auxílio especializado para auscultar as razões.

Relembrar sempre que o inverso de alunos “quadro de honra” não são maus alunos e, acima de tudo, não são maus filhos, nem filhos problemáticos.

Podem, simplesmente, ser filhos que não focam nas matérias escolares toda a sua energia, podendo isso até ser uma mais valia. Um foco absoluto no estudo, retirará tempo e capacidade para desenvolver outras áreas tão ou mais importantes na nossa condição de humanos: como a área emocional, onde está implicada a necessidade e capacidade de comunicação e relação com o outro.

Alunos não devem ser reforçados pelas suas notas positivas ou negativas.

As boas notas são o único reforço positivo necessário ao investimento de tempo implicado no estudo.

As más notas, ou mesmo negativas, deverão ser motivo de reflexão entre pais e filhos, sem que implique reações emocionais desagradáveis. Isto evitará a criação de expectativas e, sobretudo valorizará a crença de que, além de os pais serem interessados, atentos e envolvidos nas vidas dos filhos, as notas não têm qualquer influência no amor incondicional pelo qual se pauta a relação pais-filhos.

Os filhos devem estudar porque esse é o seu trabalho e porque os ajudará a conseguir com maior facilidade assimilar a matéria que virá a seguir. E esta é a única exigência-base que os pais devem colocar na relação, em termos do percurso académico.

 

Fonte: Up to Kids

É bom ajudar as crianças a fazerem os trabalhos de casa? – vídeo

Março 30, 2018 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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texto do http://blogue.rbe.mec.pt/

Ver programa completo.

Para mais informação e acesso à transcrição escrita clique aqui (por favor, deslize a página para baixo).


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