Férias de Páscoa no Museu Coleção Berardo – 26 e 29 de março e de 2 a 6 de abril

Março 19, 2018 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://pt.museuberardo.pt/ferias

GNR lança operação para prevenir comportamentos de risco de jovens em férias

Março 19, 2018 às 3:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 19 de março de 2018.

A GNR inicia hoje uma operação junto de escolas e nas fronteiras terrestres para prevenir comportamentos de risco pelos jovens que se deslocam a Espanha na altura das férias escolares da Páscoa.

Em comunicado, a GNR adianta que a operação “Spring Break” vai realizar-se entre hoje e dia 30 de março em todo o território nacional.

Até dia 30 de março, a GNR vai desenvolver ações de sensibilização junto da comunidade escolar e de fiscalização nas fronteiras terrestres de Vilar Formoso (Guarda), em Caia (Portalegre) e Vila Real de Santo António (Faro).

A operação, que será realizada em três fases, tem por objetivo prevenir a adoção de comportamentos de risco inerentes ao consumo de droga e álcool por parte da população mais jovem, que se desloca nesta altura do ano (Páscoa) para o sul de Espanha e Catalunha em férias escolares.

Na primeira fase da operação, entre hoje e sexta-feira, os “militares dos Núcleos Escola Segura realizam ações de sensibilização junto dos jovens, alertando-os para os comportamentos de risco associados a estas viagens, direcionado para o grupo-alvo de alunos do 9.º ao 12.º ano de escolaridade”.

Numa segunda fase entre sexta-feira e domingo (23 a 25 de março), “os militares dos comandos territoriais, com o apoio da valência de investigação criminal e de binómios cinotécnicos de deteção de droga, em coordenação com a Guardia Civil, realizam ações de fiscalização junto às fronteiras terrestres”.

O objetivo, segundo a GNR, é detetar a prática de ilícitos associados ao consumo de substâncias estupefacientes, bem como garantir as condições de segurança dos veículos que irão transportar os jovens.

Na terceira fase, que vai decorrer entre os dias 26 e 30, os militares dos comandos territoriais, realizam ações de fiscalização em estabelecimentos comerciais no âmbito da venda de álcool e produtos estupefacientes a adolescentes e jovens adultos.

As férias escolares da Páscoa são entre 26 de março e 06 de abril.

mais informações:

http://www.gnr.pt/noticias.aspx?linha=8223

Youtubers: para que os queremos?

Março 19, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 23 de fevereiro de 2018.

Podem ser úteis, engraçados, inspiradores, nenhuma das anteriores ou todas elas. No Festival P, a 3 de Março, no Hard Club, no Porto, vamos reunir quatro criadores de conteúdos bem diferentes. Yolanda Tati, Tubalatudo, C Feliz e Hugo Van der Ding vão falar sobre o que se faz pelo YouTube.

Sim, precisamos deles. E a resposta ao título pode ser esta: precisamos destes jovens (e de outros não tão jovens) por causa do humor, da reflexão que proporcionam e dos conhecimentos diversificados que transmitem em poucos minutos de vídeo. Yolanda Tati, Tubalatudo, C Feliz e Hugo van der Ding são quatro youtubers bem diferentes entre si e bem diferentes da maioria dos criadores de conteúdo que fazem carreira naquela plataforma de partilha de vídeos.

Daí o título completo da sessão ser “Rir, pensar e aprender: para que precisamos dos youtubers?”, incluída no programa do Festival P, que o PÚBLICO organiza no sábado, 3 de Março, no Hard Club, no Porto.

Quem segue o canal de Yolanda Tati sabe que esta jovem youtuber é irónica na abordagem do que chama a “filosofia do quotidiano” e de como adora a palavra vicissitudes. No mesmo vídeo, Yolanda é capaz de desmistificar os mitos acerca das mulheres negras, o racismo ou a integração e, logo depois, falar com humor sobre os maus hábitos de brasileiros, portugueses e angolanos: a pontualidade, a digestão nocturna (“bom garfo e mau relógio”), o vício e a “corrupção hard core”.

Tubalatudo, por sua vez, é sinónimo de utilidade. No seu canal, aprendemos como fazer um mini-barco, um spinner ou um skate eléctrico com uma impressora 3D. Ou, se preferirem, um carrinho de robô de duas rodas, uma pistola de papel ou os brinquedos mais incríveis em casa. O canal que Radu Caraus gere tem quase um milhão de subscritores e é a prova de que conteúdo útil (também) dá visualizações — e gera comentários construtivos.

Não que C Feliz se importe muito com a opinião dos outros. No seu canal, Catarina Oliveira quer superar barreiras que se atravessam inesperadamente e lutar pela inclusão e independência. Aos 26 anos, foi parar a uma cadeira de rodas — mas isso nunca a travou e é essa a inspiração que quer trazer ao YouTube. Por lá, fala de forma honesta sobre dificuldades e vitórias. “A vontade de ser feliz tem de prevalecer”, disse ela ao P3, em Agosto. Concordas?

Se Catarina te quer feliz, Hugo Van der Ding quer é ver-te a rir. Foi isso que fez nos cartoons que divulgava no Facebook da Criada Mal Criada, Celeste da Encarnação, Velha mas Moderna, Cavaca para Presidenta ou a sua sucessora, a primeira-dama independente, Brites de Almeida. E é isso que faz desde que chegou ao YouTube há um ano com a Meia Desfeita, o projecto de sketchs de humor que dirige, agora já sem bonecos.

O painel decorre das 15h às 16h30 e será moderado por Nelson Nunes, jornalista e escritor, autor de vários textos de opinião no P3 e, mais recentemente, do livro Isto Não É Um Livro de Receitas — se fosse, estaria melhor no painel da Fugas. Para que precisamos de youtubers, vai ele perguntar? Se calhar a resposta não cabe num título só.

 

 

 

 

O seu filho está distraído nas aulas? Então talvez seja indisciplinado

Março 19, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 25 de fevereiro de 2018.

Inquérito a professores mostra que a maioria considera que a responsabilidade da indisciplina na escola é dos pais. Mais de 60% recorrem à expulsão da sala. Investigador diz que tem que se lidar com o problema “no local que ocorre e não em casa”.

Estar distraído na sala de aula é um comportamento de indisciplina? Um inquérito a que responderam 2348 professores mostra que mais de 80% consideram que sim e que esta é aliás a situação de indisciplina que apontam como mais frequente na sala de aula.

Este inquérito, a que o PÚBLICO teve acesso, foi feito online pelo autor do blogue sobre educação ComRegras, o professor de Educação Física Alexandre Henriques, e os seus resultados podem também ser consultados a partir deste domingo naquela plataforma.

Sobre as situações de indisciplina que mais ocorrem nas salas de aula, os docentes foram confrontados com 20 hipóteses, que oscilam entre os alunos estarem distraídos (86,6%) e a agressão física aos professores (0,6%). No pódio, a seguir à distracção aparece a “interrupção das aulas com comentários despropositados”, “brincarem/fazerem palhaçadas”, “agredirem verbalmente colegas”, “entrarem e saírem das salas aos gritos e empurrões” ou “utilizarem sem autorização aparelhos tecnológicos”.

Apesar desta pormenorização, o presidente da Associação Nacional de Directores de Escolas e Agrupamentos Públicos (ANDAEP), Filinto Lima, ressalva que como “distracção se deve entender a perturbação frequente das aulas por parte de alunos que, por exemplo, também distraem os outros com palermices”.

Já Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), considera que o facto de os professores considerarem que distracção é indisciplina ilude aquela que deveria ser a “questão principal”. “Se estão distraídos por que é que isso acontece e o que se pode fazer para que não seja assim?” — questiona, lembrando a propósito estudos internacionais que dão conta desta característica dos alunos portugueses: gostam da escola, mas não das aulas.

O professor da Universidade do Minho João Lopes, que tem vários trabalhos sobre indisciplina na escola com base em entrevistas a docentes, dá conta que também tem verificado que “a ‘distracção’ é, de longe, o comportamento perturbador mais referenciado pelos professores”.

A este respeito lembra que, sendo a distracção um comportamento bastante normal entre os humanos, esta tende a ser maior nas salas de aula entre “os alunos com poucas competências para acompanharem a matéria que está a ser dada”.

A pequena indisciplina

Apesar das queixas sobre o mau comportamento dos alunos serem recorrentes, a maioria dos inquiridos (64%) considera que nas suas aulas há “pouca indisciplina” e 67,3% dizem o mesmo quando se pergunta sobre a sua escola em geral e não só na sala. Esta é uma percepção que vai ao encontro das queixas que os directores reportam ao Ministério da Educação e que baixaram drasticamente nos últimos anos: o número total de ocorrências participadas baixou de 1321, em 2013/2014, para 422, em 2016/2017.

Alexandre Henriques não deixa, contudo, de se manifestar surpreendido pelo facto de “dois terços dos inquiridos terem referido que há pouca indisciplina”, até porque, lembra, os dois inquéritos anteriores que realizou a directores, em 2016 e 2017, davam conta da existência de um número muito elevado, todos anos, de ocorrências nas escolas. “Hipoteticamente falando, podemos estar perante a banalização da pequena indisciplina. O que no passado era inaceitável, hoje em dia pode ser rotina”, afirma. Mas também há outra possibilidade, admite: “Podemos estar perante uma melhoria dos índices de indisciplina em Portugal.”

E o que fazem os professores perante as situações de indisciplina nas suas aulas? Das 12 hipóteses apresentadas, uma é usada por todos, “advertir com calma”, embora a frequência com que o fazem varie (ver infografia). Quase 93% dos professores referem que alteram a sua metodologia de ensino, 83,8% mandam recados para casa e cerca de 63% optam pela ordem de saída da sala de aula. Sobre esta última opção, Filinto Lima garante que “só é usada quando anteriormente foram utilizadas outras estratégias, que não resultaram”. E refere ainda que com estes alunos mais indisciplinados o problema, “geralmente, vai muito para além da escola”, o que leva a outra percepção generalizada entre os professores. Quando questionados sobre os factores que poderiam diminuir a indisciplina, o mais votado (86,2%) foi este: “maior responsabilização/penalização dos pais”.

“Este descartar de responsabilidades deixa-me triste”, comenta Jorge Ascenção. O presidente da Confap admite que há culpas que podem ser atribuídas a algumas famílias, mas frisa que neste alijar de responsabilidades, tanto por parte das escolas, onde os alunos passam a maior parte dos seus dias, como também de pais, “as vítimas continuarão a ser os jovens”.

“Os encarregados de educação não podem desligar o telefone a um professor, faltar às reuniões, mentir nas justificações de faltas e tudo isso acontece. Justifica-se por isso uma certa revolta e frustração por parte dos professores”, comenta Alexandre Henriques.

Filinto Lima defende que as “responsabilidades devem ser repartidas”. “Os pais não devem desvalorizar a escola e as escolas têm de encontrar estratégias para cativar estes alunos a quem a escola muitas vezes nada diz”, refere.

João Lopes deixa uma advertência: “Esta atribuição da indisciplina nunca alterará a situação, já que esta questão tem que ser lidada no local onde ocorre (sala de aula) e não em casa”. Por outro lado, refere, quando 72% dos inquiridos apontam  a “formação parental” como outro dos principais factores que poderão diminuir a indisciplina, fica evidenciado “o quanto os participantes atribuem esta a factores externos à sala de aula”. “Como, na verdade, jamais conseguirão formar pais, a estratégia está condenada ao fracasso”, avisa.

 

 


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