Páscoa nas Bibliotecas de Loures – 27 de março a 6 de abril

Março 17, 2018 às 5:34 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.cm-loures.pt/Conteudo.aspx?DisplayId=3972

Estudo inglês afirma que a tecnologia está a fazer com que as crianças não consigam pegar em lápis

Março 17, 2018 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 25 de fevereiro de 2018.

A crescente utilização de tablets e smartphones por parte dos mais pequenos está a fazer com que não ganhem força nos músculos dos dedos.

As crianças estão a a ter cada vez mais dificuldades no simples acto de segurar num lápis ou numa caneta. A culpa? Um estudo da britânica Heart of England NHS Foundation Trust diz que a culpa é da tecnologia.

Segundo os médicos deste conglomerado privado que são citados pelo The Guardian, a utilização excessiva dos touchscreens de smartphones ou tablets está a impedir que os músculos dos dedos das crianças se desenvolvam corretamente.

“As crianças estão a chegar à escola sem terem a força de mãos e destreza que tinham há 10 anos”, afirma Sally Payne, pediatra chefe do gabinete de terapia ocupacional da Heart of England.

“Hoje, os miúdos chegam à escola e quando lhes passamos um lápis para a mão, por exemplo, percebe-se que não têm as capacidades de movimento fundamentais”, diz Payne ao Guardian.”

“Para conseguirem agarrar num objeto deste género e movimentarem-no precisam de ter um grande controlo dos músculos mais sensíveis dos dedos “, acrescentou. “Eles precisam de ter muitas oportunidades para desenvolver essas aptidões.”

Para Payne, a natureza das brincadeiras de criança mudaram, isto porque “é mais fácil dar um Ipad a um miúdo do que encorajá-lo a brincar com coisas que o ajudem a desenvolver-se melhor, como Legos, cortes e colagens ou coisas feitas em corda, que eles possam puxar e esticar.”

O Patrick, de seis anos, tem vindo a participar todas as semanas (ao longo dos últimos seis meses) numa aula de terapia ocupacional que tem como objetivo ajudá-lo a desenvolver a força no seu dedo indicador — para que consiga pegar num lápis. A sua mãe, Laura, culpa-se da desvantagem do filho: “Em retrospectiva vejo que dei coisas tecnológicas ao Patrick para que ele brincasse, tendo com isto excluído quase todos os os outros brinquedos mais tradicionais. Quando ele entrou na escola fui contactado pelas professoras dele que que estavam preocupadas: ele estava a segurar no seu lápis como um homem das cavernas. Ele simplesmente não lhe conseguia pegar de outra forma qualquer. Por causa disso estava a ter dificuldades a aprender a escrever.”

A mãe de Patrick afirma ainda que apesar desta dura realidade, a terapia esta a funcionar bem e que agora tem uma “posição muito mais firme” em relação ao acesso à tecnologia. “Acho que a escola detectou o problema mesmo a tempo de ser corrigido, antes que surgissem danos irreparáveis.”

Mellissa Prunty, pediatra especializada na vertente da terapia ocupacional que se foca mais nos problemas de escrita, também está preocupada com o facto de cada vez haverem mais crianças a aprenderem a escrever muito tarde, por causa da tecnologia.

“Um dos problemas principais é o facto da caligrafia ser algo muito próprio de cada pessoa e isso desenvolve-se durante a infância”, explica a médica que também é a vice-presidente da National Handwriting Association (“Associação Nacional da Caligrafia”, em português) e diretora da clínica de investigação da Brunel University London.

Existem várias formas de “ensinar a escrever” nas escolas inglesas, sendo que muitas deles já usam tablets como auxiliares dos tradicionais lápis. Para a mesma Prunty, esta realidade é um problema grave, já  que muitas crianças também usa tablets fora da escola.

Karin Bishop, a directora adjunta da Royal College of Occupational Therapists, afirmou que: “É inegável a importância da tecnologia e a forma como ela já mudou o mundo onde os nossos filhos estão a crescer. Apesar de existirem vários aspectos positivos desta realidade, há cada vez mais indícios do seu impacto no crescente sedentarismo do nosso estilo de vida e das nossas interações sociais. À medida que as nossas crianças vão passando cada vez mais tempo dentro de casa e “online”, passam menos tempo a participar em actividades mais físicas.”

 

 

Só dois alunos foram expulsos da escola nos últimos três anos

Março 17, 2018 às 9:30 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 12 de março de 2018.

Expulsão só pode ser aplicada a maiores de 18 anos. Já a transferência compulsiva foi aplicada a 51 jovens. Mas está em queda.

CLARA VIANA

Em três anos, entre 2015/2016 e o ano lectivo corrente, a medida disciplinar de expulsão da escola só foi aplicada a dois alunos, segundo informações enviadas ao PÚBLICO pelo Ministério da Educação (ME). A expulsão da escola voltou a ser possível com o Estatuto do Aluno aprovado em 2012, mas o ME afirma não dispor dados anteriores a 2015/2016.

Só podem ser expulsos os alunos com mais de 18 anos, que por isso já não se encontram abrangidos pela escolaridade obrigatória. Por via desta medida, os alunos ficam impedidos de regressar à escola durante mais dois anos. Ou seja, são expulsos num ano lectivo e não poderão regressar nos dois anos seguintes.

A possibilidade de um aluno ser expulso tinha sido eliminada na revisão do Estatuto do Aluno aprovada em 2008, mas voltou a ser repescada pelo anterior Governo PSD/CDS em 2012.

A decisão de expulsão compete ao director-geral da Educação, com possibilidade de delegação, e só pode ser adoptada “quando, de modo notório, se constate não haver outra medida ou modo de responsabilização no sentido do cumprimento dos seus deveres como aluno”.

A segunda medida mais gravosa prevista no Estatuto do Aluno é a transferência compulsiva de escola, que também só pode ser decidida pelo director-geral de Educação a partir das propostas apresentadas pela escola nesse sentido. Segundo o ME, o número de alunos abrangidos por esta medida desceu de 75 em 2015/2016 para 51 em 2016/2017. Em 2014/2015 tinham-se registado 215 transferências compulsivas.

Se o número de transferências compulsivas está em queda, o mesmo quase não acontece com os processos enviados pelas escolas com vista à aplicação desta medida. Foram 140 em 2015/2016 e 139 no ano lectivo seguinte.

Também em queda, conforme o PÚBLICO já noticiou, estão os actos praticados no interior da escola que configuram um crime e que são reportados pelos directores ao ME. Passaram de 1321 em 2013/2014 para 422 em 2016/2017.

Segundo o Estatuto do Aluno, a transferência compulsiva de escola pode ser aplicada a estudantes a partir dos 10 anos, quando estejam em causa “factos notoriamente impeditivos do prosseguimento do processo de ensino dos restantes alunos da escola ou do normal relacionamento com algum ou alguns dos membros da comunidade educativa”.

O ME escusou-se a dar exemplos de práticas que possam entrar nesta definição. Mas Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, adianta que a transferência poderá ser aplicada, por exemplo, “a alunos que agridam um professor ou um funcionário ou que pratiquem uma agressão grave contra um colega”. Chama, contudo, a atenção de que “cada caso é um caso” e que na decisão “devem ser tidas em conta atitudes que funcionam como atenuantes (arrependimento do aluno, por exemplo) ou agravantes (ser reincidente, entre outras)”.

Filinto Lima diz que nunca propôs esta medida. “A suspensão da escola [que pode ter um prazo máximo de 12 dias] é a medida mais gravosa que geralmente é aplicada pelos directores”, acrescenta, para lançar um repto: “Está na altura de debater se o actual Estatuto do Aluno ainda serve a realidade das escolas, que nestes anos mudou muito.”

 

 

 


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