Portuguesa cria lençóis que reduzem risco de asfixia em recém-nascidos

Fevereiro 1, 2018 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da https://www.tsf.pt/  de 10 de janeiro de 2018.

LUSA

Mãe de dois filhos, Mónica Ferreira desenvolveu, com o apoio da Universidade do Minho, um sistema de lençóis que “reduz o risco de asfixia em recém-nascidos durante o sono”.

A universidade minhota explica, em comunicado enviado à Lusa, que Mónica Ferreira “amadureceu” o conceito no Laboratório de Ideias de Negócio e no Laboratório de Empresas da TecMinho e criou o “SafetyBabyBed” para impedir que os bebés de deslizarem na cama ou puxarem os lençóis para cima da cabeça. A universidade sublinha que “20% das crianças vítimas de morte súbita são encontradas com a cabeça coberta por roupa de cama”.

Segundo a Universidade do Minho, a ideia surgiu depois de a criadora daqueles lençóis “ter sido alertada pelos profissionais de saúde sobre o risco de sufocamento de bebés provocado pela roupa de cama e por ter conhecimento de situações de susto ocorridos com pessoas próximas”.

Mónica Ferreira explica no texto que “sabe-se que os lactentes, nos primeiros meses de vida, não têm ainda bem desenvolvido a perceção da obstrução e os reflexos de defesa”, pelo que o objetivo da solução desenvolvida é “proporcionar aos bebés e aos pais um sono mais tranquilo, diminuindo drasticamente o risco de abafamento”.

A academia minhota destaca o “design único que impede o bebé de deslizar para baixo dos lençóis, graças a um sistema de retenção/segurança que é ajustável consoante o crescimento e amovível a qualquer momento”. O modelo de lençóis integra ainda um fecho adaptado “para a criança não se destapar durante a noite, mantendo a temperatura ideal”.

O “SafetyBabyBed”, adianta a academia minhota, está em fase final de patenteamento, tendo sido já premido com o 1.º Prémio do programa “Novas Empresas Tecnológicas Têxteis”. O projeto tem contado com o apoio da TecMinho (interface universidade-empresa da Universidade do Minho), do Serviço de Pediatria e Neonatologia do Hospital de Guimarães e do CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal.

 

 

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