Alemanha usa coletes de areia para controlar crianças hiperactivas

Janeiro 23, 2018 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 20 de janeiro de 2018.

Cerca de 200 escolas recorrem a esta abordagem para acalmar crianças com diagnósticos de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção.

Cerca de 200 escolas alemãs estão a pedir a cada vez mais crianças indisciplinadas e hiperactivas que usem coletes cheios de areia. Será uma estratégia para as acalmar e manter sentadas nos seus lugares.

A história é relatada pelo diário britânico The Guardian. Os coletes de areia pesam entre 1,2 e seis quilogramas e custam entre 140 e 170 euros.

Por toda a Alemanha, há um número crescente de diagnósticos de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção, o que provoca alterações na atenção, impulsividade e grande actividade motora. Um conjunto de sintomas que se repercute no desenvolvimento, na aprendizagem e no ajustamento social.

A prática não é nova. Os defensores dos coletes de areia argumentam que estes são uma abordagem terapêutica menos agressiva do que medicamentos, como o uso de Ritalina. Os detractores encaram-nos como uma reminiscência de camisolas de forças que eram usadas para restringir pacientes violentos em hospitais psiquiátricos. E inquietam-se com a possibilidade de estigmatização.

“As crianças adoram usar os coletes e ninguém é forçado a usar um contra sua vontade”, declarou Gerhild de Wall, da escola Grumbrechtstrasse, no distrito de Harburg, em Hamburgo, ao The Guardian. “Os coletes ajudam-nas a ter um melhor sentido de si próprias, e isso, por sua vez, ajuda-as a concentrarem-se”.

Segundo explicou, os coletes só são usados em períodos de 30 minutos. Muitos querem usá-los. “Os alunos saltam a cada oportunidade de os usar. Nós garantimos que as crianças que não precisam deles também os vestem, o que ajuda a evitar que haja um estigma associado  ao seu uso”.

Essas explicações não convencem os críticos, que entendem esta abordagem questionável. Vislumbram o risco de os coletes serem encarados como uma espécie de remédio único. Também há quem entenda que esta abordagem procura garantir que a criança encaixa na turma, sem atender à sua individualidade.

Petição em Portugal

Em Portugal, estima-se que cerca de 70 mil crianças sofrem de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção. A terapêutica está muitas vezes reduzida à medicação.  O Infarmed aponta para uma duplicação das vendas de metilfenidato: de 133 mil, em 2010, para mais de 270 mil embalagens, em 2016.

Na Net, corre uma petição com o objectivo de pôr a Assembleia da República a discutir modos de adaptar o modelo escolar e social, de modo a salvaguardar o direito destas crianças a “uma educação e inclusão sem obstáculos, com complementaridade de apoios a nível terapêutico”. Os signatários são agora 1072.

mais informações na notícia do The Guardian:

Use of sand vests to calm children with ADHD sparks concern

I Encontro Natália Pais – “Actividade Lúdica – Passado, Presente e Futuro” 12 de março na ESE de Lisboa

Janeiro 23, 2018 às 4:44 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança (IAC) irá homenagear Natália Pais, sócia fundadora do IAC e grande mentora do Sector da Actividade Lúdica, que nos deixou recentemente.
Assim, temos o prazer de o convidar para o I Encontro Natália Pais, que se irá realizar no dia 12 de março de 2018, no Salão Nobre da Escola Superior de Educação de Lisboa, sob o tema “Atividade Lúdica – Passado, Presente e Futuro”, iniciando agora o que se prevê ser uma série de encontros com o seu nome.

As inscrições até o dia 7 de março.

mais informações no link:

http://www.iacrianca.pt/index.php/setores-iac-al/noticias-atividade-ludica/item/925-i-encontro-natalia-pais-actividade-ludica-passado-presente-e-futuro

 

 

Maltrato com patrocínio – A propósito do programa de televisão Supernanny

Janeiro 23, 2018 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Opinião de Eduardo Sá publicado no https://www.publico.pt/ de 18 de janeiro de 2018.

Estreou, recentemente, na SIC, o programa Supernanny. No contexto de cada episódio, e em presença de uma “ama”, é exposta uma situação problemática da vida diária de uma criança e colocados à discussão os desempenhos dos pais em relação aos seus filhos, com centenas de milhares de pessoas a ver.

É legítimo que uma estação televisiva discuta questões relacionadas com a parentalidade e com a educação e que, com isso, entenda estar a prestar um serviço público. Se bem que não se entende se, no caso de Supernanny ser um programa de informação, por que motivo não cumpre os critérios éticos que deveria respeitar ou, no caso de não o ser, não se percebe de que forma um programa de entretenimento pode ser alimentado com dilemas gravíssimos de famílias e de crianças reais. Em quaisquer circunstâncias, o aspecto mais sensível deste programa poderá resumir-se desta forma: será a exposição pública duma criança, tornando públicos aspectos de si que a comprometem para sempre, ao mesmo tempo que é violado um conjunto de direitos que a deveriam proteger, um maltrato? E, no caso de ser assim, quais as consequências que devem decorrer para quem permite que um filho seja exposto desta maneira e para quem pactua, por omissão, em relação a ela?

Comecemos por supor que estaremos a falar de um reality show alimentado por dramas relacionados com crianças que, eticamente, a SIC devia resguardar, reservar e proteger. Aliás, se uma estação televisiva não pondera os danos que a exposição, sem reserva, de crianças lhes pode trazer, com que autoridade moral cumpre um código deontológico, quando se trata de enquadrar notícias, por exemplo, em função do exercício de humanidade e de rigor que é expectável que tenha quando informa? É claro que se poderá sempre dizer, repito, que não se trata de informação mas de entretenimento. Mas pode um drama real duma criança — no contexto duma exposição que a compromete, para sempre — ser considerado… entretenimento? E como pode um espectador, para efeitos de informação, reconhecer-se numa estação televisiva que, sempre que informa, escolhe não ser tablóide, por mais que, quando se trata de expor a vida das crianças, com a conivência explícita dos seus pais, usa “expedientes de tablóide”, não respeitando o direito à reserva da sua intimidade e da sua vida privada, a par de atentar contra outros direitos de personalidade (como “o direito irrenunciável e intransmissível que todo indivíduo tem de controlar o uso de seu corpo, nome, imagem, aparência ou quaisquer outros aspectos constitutivos de sua identidade”)? Aliás, será sério que, depois duma criança ser exposta sem reserva, no final de um episódio, se esclareça que tamanho maltrato mereceu a autorização expressa dos pais? Não seria responsabilidade da SIC, presumindo que os pais destas crianças tenham sido impulsivos ou irreflectidos ao autorizar tal exposição, protegê-los a eles e a elas, de forma a não se tornarem coniventes, por omissão, num maltrato?

Tentarei ser mais enfático: será uma exposição como aquela que vimos em Supernanny uma negligência ou maltrato? Um maltrato! Porquê? Porque um acto como aquele não só não será motivo de orgulho ou de integridade como, ao contrário, acaba por expor, denegrir e estigmatizar uma criança. No hoje como no amanhã. Por outras palavras: por mais que a intenção dos pais possa não ter ido no sentido de lhe provocar dolo ou danos, acaba por ter essas consequências. Ou seja: quando por ignorância, por precipitação, movidos por pré-juízos ou por preconceitos, ou por dificuldade de se descentrarem de si e se colocarem no lugar dos filhos os pais promovem sofrimentos cumulativos, maltratam. Se, no entretanto, parecem não ter estimado os custos dos seus actos sobre os seus filhos e o que eles possam trazer-lhes de irressarcível ou irreparável, e parecem não compreender a dimensão do sofrimento que lhes trazem, mais acabam por maltratar. Fá-lo-ão por má-fé? Muitas vezes, admito que não. Todavia, pergunta-se se, em circunstâncias como essas, reunirão os requisitos indispensáveis para representarem os seus interesses, patrocinarem os seus direitos e, em consequência disso, para os terem à sua guarda.

Como poderemos, então, considerar doutra forma que não seja como perigosa a atitude destes pais para com estas crianças? Será que, à falta da consciência do maltrato e do perigo que tudo isto representa para os seus filhos, e diante da sua permissão para que a sua exposição se dê em horário nobre, alguém os elucidou ou protegeu? E, perante uma exposição tão grave e tão irreparável, o que faltará mais para que o Ministério Público actue e proteja as crianças expostas, dado que estes pais terão protagonizado, aos olhos de todos, actos susceptíveis de serem interpretados como de negligência e de maltrato que a Lei define como perigo? Quando, por maioria de razão, (a fazer-se fé em notícias, entretanto, divulgadas) terão recebido 1.000€ pelo programa do qual resultou este exercício tão grave?

Já agora, compreende-se que, num contexto destes, esta exposição seja protagonizada por uma psicóloga, desempenhando funções associáveis à prática da psicologia, por mais que se argumente que estará a desempenhar um argumento ou a assumir uma personagem? E não deve um técnico de saúde mental, seja em que circunstâncias for, resguardar a vida das crianças e, acima de tudo, protegê-las? E pode, porventura, reclamar respeito para si e para o exercício da psicologia e, ao mesmo tempo, deixar que uma criança, com o seu patrocínio, seja exposta, publicamente, sem pensar na forma como isso a irá afectar e no modo como isso irá comprometer a sua vida em todos os dias seguintes, após a conclusão daquele programa?

E como entender que uma violação tão grave dos direitos das crianças conte com vários patrocínios que apoiam a respectiva produção? Não teremos todos assistido a um maltrato com patrocínio? Por outras palavras, terão as marcas que se associaram a este acto de exposição pública de uma criança consciência da gravidade daquilo que o seu patrocínio subscreveu? Como podem esperar que, depois, os cidadãos as respeitem e considerem quando, para mais, algumas delas estão associadas às crianças?

E, finalmente, perante tudo isto, não seria sensato que a sociedade civil se manifestasse civicamente e se afastasse da estação televisiva e das marcas que apoiam um maltrato destes? Não devia ser um propósito nobre e sensato de todos nós que as passássemos a declinar e a repudiar? Este artigo foi originalmente publicado no site eduardosa.com

 

Crianças que comem mais peixe são mais inteligentes e dormem melhor

Janeiro 23, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.dn.pt/ de 4 de janeiro de 2018.

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Os participantes que comem peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI, do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe

Um estudo, publicado no Scientific Reports no mês passado, refere que as crianças que comem peixe uma ou mais vezes por semana dormem melhor e apresentam um maior QI.

Cientistas da Universidade da Pensilvânia, EUA, fizeram um inquérito a mais de 500 crianças na China, com idades entre os nove e os onze anos, questionando-as sobre a frequência com que tinham consumido peixe no mês anterior. As opções de resposta eram várias, nomeadamente “raramente”, “nunca” ou “pelo menos uma vez por semana”. Aos 12 anos, as mesmas crianças fizeram um teste de QI.

Depois de analisados os resultados, os investigadores concluíram que as crianças que comeram peixe uma ou mais vezes por semana apresentavam um maior nível de inteligência, quando comparadas com aquelas que responderam nunca comer peixe, ou comer menos de uma vez por semana.

Os que comiam peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe. Os que disseram comer “às vezes” tiveram mais 3.31 pontos.

Os pais das crianças foram ainda questionados sobre a qualidade do sono dos filhos – duração do sono, a frequência com que dormiam a sesta e o cansaço. As crianças que comiam mais peixe apresentavam menores perturbações do sono.

Os especialistas recomendam, assim, que as crianças sejam incentivadas desde pequenas a comer peixe, para que cresçam a gostar do alimento, refere a CNN.

“Falta de horas de sono está associada a comportamentos antissociais e défice cognitivo. Nós descobrimos que os suplementos que contêm ómega 3 reduzem estes comportamentos, por isso não é surpreendente que o peixe esteja por detrás disto”, referiu Adrian Raine, coautor do estudo, citado pelo Daily Mail.

Tendo em conta a faixa etárias dos participantes, não foi questionado qual o peixe por eles ingerido. No entanto, os especialistas tencionam estudar o consumo de diferentes tipos de peixe, de forma a perceber quais apresentam maiores benefícios para a saúde, tanto a nível cognitivo, como em termos de qualidade do sono.

Depois de analisados os resultados, os investigadores concluíram que as crianças que comeram peixe uma ou mais vezes por semana apresentavam um maior nível de inteligência, quando comparadas com aquelas que responderam nunca comer peixe, ou comer menos de uma vez por semana.

Os que comiam peixe semanalmente obtiveram mais 4.8 pontos nos testes de QI do que aqueles que responderam “raramente”, ou “nunca” comer peixe. Os que disseram comer “às vezes” tiveram mais 3.31 pontos.

Os pais das crianças foram ainda questionados sobre a qualidade do sono dos filhos – duração do sono, a frequência com que dormiam a sesta e o cansaço. As crianças que comiam mais peixe apresentavam menores perturbações do sono.

Os especialistas recomendam, assim, que as crianças sejam incentivadas desde pequenas a comer peixe, para que cresçam a gostar do alimento, refere a CNN.

“Falta de horas de sono está associada a comportamentos antissociais e défice cognitivo. Nós descobrimos que os suplementos que contêm ómega 3 reduzem estes comportamentos, por isso não é surpreendente que o peixe esteja por detrás disto”, referiu Adrian Raine, coautor do estudo, citado pelo Daily Mail.

Tendo em conta a faixa etárias dos participantes, não foi questionado qual o peixe por eles ingerido. No entanto, os especialistas tencionam estudar o consumo de diferentes tipos de peixe, de forma a perceber quais apresentam maiores benefícios para a saúde, tanto a nível cognitivo, como em termos de qualidade do sono.

 

 

 

PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social – 26-28 janeiro na Fundação Calouste Gulbenkian

Janeiro 23, 2018 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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PREÇO | Entrada Gratuita
LOCAL | Vários locais da Fundação Calouste Gulbenkian
SAIBA MAIS | http://back.ly/hCDjM

O PARTIS – Práticas Artísticas para a Inclusão Social é um programa de apoio a projetos que privilegiam a arte como meio de intervenção social junto de crianças e jovens em risco, reclusos e ex-reclusos, imigrantes, pessoas isoladas ou com deficiência, entre outros. Alguns dos projetos apoiados no quadro da segunda edição deste programa apresentam o seu trabalho no “Isto é Partis”. Esta mostra tem também um espaço de reflexão na conferência “Isto é Inclusão Social.”


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