Especial informação : Supernnay, o Debate (hoje na SIC 20.55 h) – com a participação de Dulce Rocha Presidente do IAC

Janeiro 22, 2018 às 1:51 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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A Drª Dulce Rocha, Presidente do Instituto de Apoio à Criança, irá participar no Especial Informação : Supernnay, o Debate” hoje pelas 20.55 h.

Informação disponibilizada pela SIC:

O painel do debate de hoje à noite na SIC, moderado pela jornalista Conceição Lino, é composto por:
– Dra. Dulce Rocha – IAC
– Dra. Rosário Farmhouse – CNPDPCJ
– Dra. Cristina Valente – Psicóloga
– Júlia Pinheiro – Direção de programas SIC

“Profundamente triste no seu sentir”: a menina que viveu 8 anos num galinheiro em Oliveira do Hospital

Janeiro 22, 2018 às 9:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 17 de janeiro de 2018.

© António Pedro Ferreira “Profundamente triste no seu sentir”: a menina que viveu 8 anos num galinheiro em Oliveira do Hospital

Marta Gonçalves

O rosto de Isabel tinha traços semelhantes aos de uma galinha, a cabeça era demasiado pequena para o corpo, os olhos grandes e rasgados, os lábios e os dentes tinham-se desenvolvido como se fosse um bico. Isabel tinha 9 anos quando em 1980 foi tirada de um galinheiro onde passou boa parte do tempo desde bebé. A mãe saía para trabalhar no campo e deixava a menina com os animais. Comia milho e couves como as galinhas, bebia uma caneca com café. Hoje, Isabel tem 48 anos.

A história chegou aos jornais nos primeiros dias de 1980, numa reportagem publicada pelo “Diário de Notícias”, que contava a forma como “a Menina Galinha” – assim foi Isabel Quaresma nomeada pelos órgãos de comunicação social na época – vivia (ou sobrevivia). No lugar da Vaqueira, não muito longe de Oliveira do Hospital, Isabel morava com mãe e o marido desta – que não era o pai de Isabel.

“A mãe dela é maluca”, contavam os vizinhos aos jornais. Isabel comia quando calhava. No casebre onde ficava alguém escreveu a tinta vermelha “atenção, aqui andam almas de outro mundo”. Na aldeia, as pessoas sabiam as condições a que a menina estava sujeita. “Vi muitas vezes a miúda cheia de trampa. A mãe não liga. Ela fica assim todo o tempo e ainda leva pancada por cima”, diziam.

“Uma criança de corpo disforme, subnutrida, aparentando uma idade que não tem, gesticula ao colo de uma senhora”, descrevia “A Capital” a 28 de janeiro de 1980.

A primeira denúncia surgiu em 1976, quando uma tia tentou levá-la para ser observada por médicos em Coimbra. Diagnosticada com deficiência profunda, Isabel precisava de ser internada para reabilitação. Mas não havia vaga em lado algum. De instituição em instituição, de hospital em hospital, Isabel acabaria por regressar a um dos primeiros lugares que conheceu: ao galinheiro.

“O comportamento da Isabel situa-se a um nível biológico elementar”

O caso ganhou notoriedade quatro anos depois, quando Maria Bichão, técnica de radiologia no Hospital de Torres Vedras, que levou a menina para sua casa durante 15 dias, denunciou o caso à comunicação social. O tema foi manchete de jornais, motivo de várias reportagens. “Estava longe de imaginar que ainda era possível viver-se nestas circunstâncias em que esta criança vivia. Mas mais grave ainda era o facto de a denúncia deste caso ter sido feita quatro anos antes sem que qualquer instituição desse o passo para resolver”, comentou a jornalista d’“A Capital” Maria Catarina, que acompanhou o caso.

Manuela Eanes, à época primeira-dama, viria a tomar um papel importante nesta história: levou Isabel para Lisboa para tentar a recuperação possível. Ficou a viver no colégio Ocupacional Luís Rodrigues, onde foi acompanhada.

“Pelo que me foi dado a observar, direi que se trata de uma criança com uma insuficiência intelectual muito provavelmente por motivo de abandono afetivo e social. O comportamento da Isabel situa-se a um nível biológico elementar, isto é, reações primárias de um ser animal ou humano”, contou João dos Santos, diretor do Centro de Higiene Mental Infantil de Lisboa,a “O Jornal” em fevereiro de 1980.

Isabel, que era “profundamente triste no seu sentir”, não chorava porque chorar “é a primeira forma de comunicação do ser humano e ela levou a sua curta existência votada ao mais completo dos abandonos”.

Em 1991, o Expresso esteve com Isabel. Foi das poucas visitas que a menina recebeu, a família já deixara de a ir ver. “Mantém gestos que lembram o sítio onde cresceu. Desloca-se com passos curtos, rápidos e bate os braços encolhidos”. Bater os braços era ainda uma das formas que usava para se expressar. Aos 27 anos, já conseguia andar sozinha em zonas planas, estava menos agressiva.

“Apesar de não falar, é muito inteligente, autónoma, adapta-se muito bem ao meio. Sabe mostrar o que quer e o que não quer”, relatava ao “Diário de Notícias” Cristina Conceição, psicóloga do centro em 2002. Desde então, Isabel continua internada em Fátima. Sem revelarem mais detalhes para preservar “a dignidade da utente”, o Expresso sabe que Isabel Quaresma, quase quase a celebrar mais um aniversário, “está bem”.

 

 

Investidores da Apple pedem medidas contra o vício das crianças no iPhone

Janeiro 22, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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ACF

Notícia do http://observador.pt/ de 9 de janeiro de 2018.

Dois dos maiores investidores da Apple escreveram uma carta aberta à empresa. No documento, pedem um verdadeiro combate ao vício das crianças no iPhone e nas redes sociais. Apple já respondeu.

Dois dos maiores investidores da Apple estão a pedir à empresa que combata o crescente vício das crianças no iPhone e na internet. Numa carta aberta, a Jana Partners e o California State Teachers’ Retirement System demonstraram uma grande preocupação com os efeitos da tecnologia e das redes sociais no desenvolvimento dos mais novos.

Os investidores, que juntos controlam 2 mil milhões de dólares de ações da Apple, afirmam que “existe um consenso crescente em todo o mundo, incluindo Silicon Valley, de que as potenciais consequências a longo termo das novas tecnologias precisam de ser ponderadas logo no início, e nenhuma empresa pode delegar essa responsabilidade”.

Em resposta aos investidores, como reporta a Bloomberguma responsável de comunicação da Apple afirmou que a empresa “sempre se preocupou com as crianças e trabalha arduamente para criar produtos que inspirem, entretenham e educam as crianças enquanto, ao mesmo tempo, ajudam os pais a protegê-las online. A empresa divulgou ainda que “novas funcionalidades” no controlo parental estão a ser preparadas para melhorar as ferramentas já existentes nos sistemas da Apple.

Os dois grupos pediram à Apple para criar ferramentas que ajudem as crianças a evitar a adição e garantir mais opções aos pais, para que consigam proteger a saúde dos seus filhos através do controlo do tempo passado à frente de um ecrã de telemóvel. Ainda que o atual sistema iOS já inclua algumas medidas de controlo parental, os investidores pedem mais: a possibilidade de personalizar a idade do utilizador do iPhone, a implementação de um limite de tempo em que o ecrã pode funcionar, horas do dia em que o telemóvel pode ser usado e bloqueio de algumas redes sociais.

A carta aberta cita estudos e investigações que atribuem ao uso exagerado de telemóveis vários efeitos negativos no desenvolvimento de uma criança. Desde os mais comuns, como falta de atenção na sala de aula e problemas de concentração, até questões mais graves como riscos mais altos de suicídio e depressão. Os dois grupos de investidores propõem ainda a criação de um comité de especialistas em desenvolvimento infantil que todos os anos produza um relatório para a Apple.

*Atualizado às 17h00 com resposta da Apple

 

 


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