150 Milhões de Escravos – teatro no Teatro da Trindade até 28 de Janeiro e no Teatro Cinema de Ponte de Sor de 1 a 11 Fevereiro

Janeiro 12, 2018 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações nos links:

http://www.inatel.pt/Fundacao/o-que-fazer/tti/p/Programacao/150-Milhoes-de-Escravos.aspx?ext=.

https://www.facebook.com/events/1705343886191489/

Encontro Anual dos Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF) da Zona Centro com a participação de Paula Duarte do IAC

Janeiro 12, 2018 às 2:15 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Vai decorrer no próximo dia 20 janeiro, pelas 9h30, o Encontro Anual dos Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF) da Zona Centro, na Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos. Este encontro é uma organização conjunta do IAC-Fórum Construir Juntos e do Agrupamento de Escolas de Figueiró dos Vinhos e tem como principais objetivos:

– Refletir sobre a Escola como palco de múltiplas problemáticas;
– Perspetivar o papel dos diferentes atores na resposta aos desafios atuais da Escola;
– Pensar a intervenção dos GAAF como uma estratégia de integração social.

A Dra. Paula Duarte, coordenadora do Fórum Construir Juntos (FCJ) do Instituto de Apoio à Criança, irá participar com a comunicação “Projetos “From peer to peer”e MAPCHIPP”

Contactos:

gaaf@aefv.edu.pt

236 559 170

http://www.aefv.edu.pt/2018/01/11/encontro-anual-gaaf-da-zona-centro-no-aefv/

Psicóloga explica o que é o divórcio às crianças em novo livro

Janeiro 12, 2018 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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Universidade do Minho

Notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 4 de janeiro de 2017.

Nuno de Noronha

Lara Santos, licenciada em Psicologia pela Universidade do Minho, lançou recentemente o livro “O Tomás não se quer divorciar dos pais”. A história pretende ser também um manual de boas práticas, ajudando a evitar que os menores sofram com a separação dos pais e a resolver o problema de forma mais adaptada e célere.

A autora trabalha no Sistema Público de Mediação Familiar do Ministério de Justiça e no projeto Laços – Fundação Vieira Gomes.

A obra propõe a mediação como meio eficaz na resolução alternativa de litígios familiares e na garantia do bem-estar dos filhos. A história, já apresentada em várias escolas e instituições, é adequada para a faixa dos 5 aos 12 anos de idade e inclui um guia para os pais saberem como lidar melhor com a situação.

“O objetivo do livro, bem como o da mediação, não é impedir o divórcio, mas sim evitar longos processos nos Tribunais de Família e, ainda, evitar o desgaste emocional associado, que vai ter repercussões negativas nos pais e, consequentemente, nas crianças”, refere Lara Santos. A mediação destes casos, quando é efetuada numa fase inicial do divórcio, tem uma elevada taxa de sucesso e, por vezes, não é levada a cabo por desconhecimento dos tribunais, técnicos e cidadãos em geral, acrescenta a autora.

Para Lara Santos, o divórcio é um “período difícil e traumático”, terminando muitas vezes abruptamente anos de um projeto de vida em comum. Os filhos estão no meio da situação e o seu bem-estar “não pode ser ignorado”, continua.

“A criança preocupa-se com questões práticas: onde vai dormir, o que deixa em cada casa, quem a leva à escola e trata da roupa… mas a sua principal preocupação é se os pais vão continuar presentes na sua vida – e estes só o conseguirão garantir se se ‘descentrarem’ do conflito conjugal, o que é complicado numa fase inicial, pois as pessoas estão magoadas e em sofrimento”, descreve Lara Santos.

O livro revela que o Tomás, como qualquer criança, pode continuar a ser feliz e a ter pai e mãe. “Tudo depende da capacidade de estes exercerem a sua função enquanto pais, cuidadores e fonte de suporte, como antes. A criança precisa do seu espaço, do seu tempo com cada um deles, bem como com a família alargada”, anui a psicóloga.

O recurso à mediação permite uma solução personalizada, porque todas as famílias são diferentes e o acordo de divórcio deve respeitar as suas caraterísticas e dinâmicas próprias, salvaguardando sempre os direitos dos filhos, remata.

 

 

 

Professores aprendem a lidar com pais difíceis

Janeiro 12, 2018 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Por Isobel Leybold-Johnson

Às vezes, não são os alunos que causam dores de cabeça nos professores, mas sim seus pais exigentes. A Federação Suíça de Professoras e Professores (LCH) elaborou um guia com orientações para tratar do que está se tornando um problema crescente.

No passado, os pais apoiavam incondicionalmente, na maioria das vezes, as decisões tomadas por professores e escolas – escreve Beat W. Zemp, presidente da federação, no prefácio do guia.

Contudo, trabalhar com os pais se tornou “bem mais complexo e sofisticado”, podendo vir à tona conflitos muito estressantes que duram anos. “A mídia é dominada por casos envolvendo ‘pais helicópteros’ que trazem consigo os seus advogados para a reunião solicitada pela escola ou quando a divergência ocorre por razões religiosas”, diz Zemp.

As comparações internacionais, como a realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sugerem que o problema não é tão agudo quanto em países de língua inglesa, por exemplo.

Porém, a questão é bastante preocupante para levar a federação a publicar um guia sobre a cooperação entre as escolas e os pais, cujo conteúdo foi destacado pelo jornal SonntagsBlick no mês passado.

A pressão dos pais, embora ainda vinda de uma minoria, é conhecida por ser um fator catalisador da síndrome de burnout em professores ou do abandono de suas profissões, ponto destacado pela instituição.

O guia de 52 páginas, que atualiza o original de 2004, apresenta exemplos de casos bem como os seus aspectos educacionais e legais, listando pontos-chave para os professores sobre como amenizar conflitos e que tipo de suporte eles podem esperar.

Entre os casos apresentados estão os de pais que se queixaram que a lição de casa da filha era exorbitante e de um conselho parental escolar que chegou a exigir que as tarefas de casa fossem abolidas por causarem “muita tensão” em casa.

Exemplos de pressão parental

“Muitos pais pensam que têm o direito de opinar sobre tudo o que acontece na escola”, disse Sarah Knüsel, Presidente da Associação dos Diretores de Escola do Cantão de Zurique, para o jornal SonntagsBlick.

“Mesmo as pequenas coisas são questionadas”, concordou Georges Raemy, membro da mesma associação no cantão de Zug. “Alguns pais não concordam com um passeio de um dia na floresta; outros sentem que um aniversário não foi comemorado suficientemente bem”.

“Os professores estão sendo frequentemente chamados para se explicar. A comunicação tem se tornado fundamental”, disse ele no artigo. Para Raemy, a comunicação deveria desempenhar um papel mais proeminente na formação dos professores.

Caminha-se sobre um campo minado quando uma criança não consegue as notas suficientes para entrar na escola secundária suíça, que necessariamente deve ser alcançada para o acesso à universidade. Esta situação pode resultar em ações legais que, no entanto, em sua maioria não passam de ameaças. Todavia, os setores jurídicos das Secretarias Estaduais de Educação – cada cantão é responsável pelo seu sistema educacional – reportam um crescente número de queixas envolvendo escolas e pais de alunos.

Marion Völger, diretora da Secretaria de Educação do cantão de Zurique, relatou ao SonntagsBlick que recebe anualmente cerca de 3.000 reclamações, das quais 400 são provenientes de pais.

Christian Hugi, Presidente da Associação dos Professores de Escola de Zurique, aponta que o aumento do problema se refere à falta de credibilidade nas instituições do estado. Os próprios pais também estão sob pressão pela globalização, digitalização e o mercado de trabalho competitivo. “Eles querem garantir que seus filhos possam sobreviver neste mundo”, explica Hugi.

Comparação internacional

A pressão parental é um fenômeno que afeta principalmente os países industrializados. Realizado pela OCDE, o relatório divulgado em 2012 pelo Programa Internacional de Avaliação do Aluno (PISA) – uma pesquisa do desempenho escolar dos alunos de 15 anos de idade em países desenvolvidos – avaliou a pressão recebida pelos diretores de escolas vindas dos pais em relação ao alto nível de desempenho acadêmico.

O resultado encontrado, considerando todos os países pertencentes à OCDE naquele ano, foi que 21% dos alunos estavam em escolas cujos diretores relataram sofrer muita pressão parental e 46% dos estudantes pertenciam a escolas cuja pressão vinha de uma minoria dos pais.

Singapura, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália estavam entre os países onde pelo menos um em cada três estudantes sofria demasiada pressão dos pais. Em Singapura, o índice foi de 60% dos alunos.

A Suíça se encontra entre os países com menos de 10% dos alunos pertencentes a escolas onde existem demasiada pressão parental, juntamente com Alemanha, Áustria e a tradicionalmente bem pontuada na avaliação do PISA – embora com ligeira queda recente – Finlândia.

Beat A. Schwendimann, membro do conselho da Federação dos Professores Suíços, ressaltou que os dados do PISA sugerem que não há correlação clara entre a pressão exercida pelos pais sobre as escolas e o bom desempenho acadêmico. Essa observação é corroborada pelos resultados consistentes da Suíça e da Finlândia no PISA e o baixo índice de pressão parental escolar nestes países.

“O baixo número de relatos sobre a pressão parental oriundos dos nossos diretores escolares pode estar associado ao elevado nível de confiança que os pais depositam no sistema escolar e ao alto padrão profissional dos professores. A pressão por parte dos pais sobre os diretores, incluindo ação legal, é rara e está principalmente relacionada às notas finais dos exames para alcançar as escolas de níveis superiores. As escolas suíças se esforçam em estabelecer e manter uma parceria ativa e produtiva com os pais”, disse Schwendimann para swissinfo.ch.

“O objetivo é que a comunicação seja baseada na cooperação produtiva e confiança, ao invés da pressão”.

Adaptação: Renata Bitar

 


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