Curso de Pós Graduação em Direitos Humanos – 19 janeiro em Coimbra

Dezembro 28, 2017 às 7:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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PRAZO LIMITE PARA AS INSCRIÇÕES . 5 de Janeiro de 2018

mais informações no link:

https://www.fd.uc.pt/igc/cursopg/index.html

Número de crianças afectadas por conflitos atingiu “níveis chocantes”

Dezembro 28, 2017 às 1:59 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 28 de dezembro de 2017.

Organização expõe violência e sofrimento a que crianças de todo o mundo foram sujeitas em 2017.

O número de crianças afectadas por conflitos atingiu “níveis chocantes” em 2017. A informação não surpreende, mas é confirmada pela UNICEF esta esta quinta-feira. Usadas como escudos humanos, mortas, mutiladas, violadas, abusadas, forçadas a casar, raptadas, recrutadas para combate e escravizadas, as crianças são vítimas de uma violência extrema, sem que as leis internacionais designadas para as proteger consigam evitar estes abusos. Além disso, as crianças estão expostas a doenças infecciosas e a riscos diversos para a integridade física e moral, com falta de comida, água potável e cuidados de saúde.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, órgão que tem como objectivo promover a defesa dos direitos das crianças, detalha os abusos registados nas principais zonas de conflito armados em 2017.

Só no Afeganistão foram mortas cerca de 700 crianças nos primeiros nove meses do ano. Na República Centro-Africana, depois de meses de confrontos, “um dramático aumento de violência” conduziu à morte, violência sexual e recrutamento militar de crianças.

Na República Democrática do Congo, a violência levou à fuga de mais de 850 mil crianças e mais de 200 centros de saúde e 400 escolas foram atacados. UEstima-se que 350.000 crianças sofram de má nutrição aguda severa. Na Nigéria e nos Camarões, o grupo terrorista Boko Haram forçou pelo menos 135 crianças a serem bombistas-suicidas, quase cinco vezes mais do que em 2016.

No Iraque e na Síria, as crianças foram usadas como escudos humanos, em zonas sob cerco, vivendo na primeira linha de bombardeios e violência.

O documento destaca ainda sofrimento das crianças da minoria muçulmana rohingya, em fuga da Birmânia e que tentam sobreviver às condições desumanas a que estão sujeitas no Bangladesh, onde se refugiaram, escapando à “limpeza étnica” posta em marcha na Birmânia.

No Sudão do Sul, onde o conflito e uma economia em colapso levaram a uma crise de fome generalizada, mais de 19 mil crianças foram “recrutadas” por forças e grupos armados. Também no Sudão do Sul mais de 2300 crianças foram mortas ou feridas desde que o conflito rebentou em Dezembro de 2013.

Na Somália, até Outubro foram relatados 1740 casos de recrutamento de crianças para combater.  No Iémen, cerca de mil dias de guerra mataram pelo menos cinco mil crianças. Só aqui, mais de 11 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária. Dos 1,8 milhões de crianças que sofrem de desnutrição, 385 mil estão gravemente desnutridas e correm risco de morte, se não forem tratadas com urgência.

O medo da morte faz também parte do quotidiano de mais de 200 mil crianças no Leste da Ucrânia, onde vivem sob constante ameaça de minas e outros restos explosivos de guerra.

“As crianças estão a ser atacadas e expostas a ataques e a uma violência brutal nas suas casas, escolas e recreios. Estes ataques continuam ano após ano. Tal brutalidade não pode ser o novo normal”, resume o director do Programa de Emergência da UNICEF, Manuel Fontaine.

Em alguns contextos, sublinha o relatório, as crianças raptadas por grupos extremistas que se conseguem libertar acabam por ser sujeitas a novos abusos por parte das forças de segurança.

A organização internacional apela “a todas as partes do conflito” para que cumpram as suas obrigações de acordo com a lei internacional  e protejam as infra-estruturas onde estão civis, nomeadamente escolas e hospitais e pede aos países mais poderosos que “concentrem a sua influencia para proteger as crianças” que sofrem directa e indirectamente com os conflitos.

 

Quase três quartos dos adolescentes já experimentaram álcool

Dezembro 28, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de dezembro de 2017.

Aos 13 anos, perto de um terço dos alunos de escolas públicas já tinha consumido bebidas alcoólicas, indica estudo divulgado este ano.

Cerca de metade dos jovens entre os 15-24 anos consumiram álcool no último ano, 38% nos últimos 30 dias e 2,2% apresentam um consumo de risco elevado ou dependência, revela o IV Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral, Portugal 2016/17, divulgado este ano pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD).

Mas os dados mais recentes que permitem perceber como estamos do ponto de vista do consumo de álcool por menores de 18 anos são de um estudo conhecido este ano, com dados relativos a 2015, o ESPAD (The European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs). Coordenado por Fernanda Feijão, o estudo indica que o álcool é a substância mais consumida pelos jovens das escolas públicas, 71% dos quais declararam já ter experimentado álcool. Mas Portugal até está bem, na comparação com outros países europeus, nota a especialista.

Seja como for, aos 13 anos, quase um terço (31%) já tinha consumido bebidas alcoólicas, percentagem que passava para os 91% na faixa dos 18 anos. E se 3% dos alunos com 13 anos admitiam que já se tinham embriagado nos 12 meses anteriores ao inquérito, entre os jovens de 18 anos a percentagem dos que tinham embebedado aumentava para os 43%.

Os documentos citados na notícia são os seguintes:

IV Inquérito Nacional ao  Consumo de Substâncias  Psicoativas na População Geral Portugal 2016/17

ESPAD Report 2015 Results from the European  School Survey Project on  Alcohol and Other Drugs

Ação de Formação 48h “Violência Doméstica – Intervenção com vítimas particularmente vulneráveis” janeiro e fevereiro em Lisboa

Dezembro 28, 2017 às 9:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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inscrições até ao dia 4 de Janeiro

mais informações:

http://www.formacaoapav.pt/

1 em cada 4 crianças já sofreu ofensas na internet; cyberbullying desafia pais – Brasil

Dezembro 28, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://brasil.estadao.com.br/ de 17 de dezembro de 2017.

Porcentual de vítimas cresce ano a ano: passou de 15% em 2014 para 23% no ano passado. Falta de intimidade de adultos com tecnologia – enquanto crianças são nativas digitais – é uma das explicações para a dificuldade dos pais de identificar riscos.

Júlia Marques, O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2017 | 03h00

Quando entrou em um colégio novo, na zona oeste do Rio, os problemas começaram para Laura, de 13 anos. “Ela é popular. Faz amizade fácil e é bonita. Aquilo provocou a ira de um grupo de colegas”, lembra Rita, de 46 anos, mãe da jovem. Para conter as brigas na escola particular, a menina foi trocada de turno, mas a família jamais imaginaria que, mesmo distante dos antigos colegas, as agressões continuariam em outro espaço: o virtual.

“Achei que haveria um basta. Mas foi pior. Pegaram a foto dela e botaram nas redes sociais. Fizeram o horror”, conta a mãe. “Se ela abria o live (vídeo ao vivo na internet), sempre entrava um e xingava.” Laura foi ofendida com palavras como “rata” e “demônio” nas redes sociais.

A situação ficou insustentável até que a mãe trocou a menina de escola no meio do ano. “A foto da minha filha deve andar na internet. Agora, ela está com trauma, no psicólogo. Amava publicar nas redes e não posta mais.” Os nomes de vítimas e familiares foram trocados na reportagem para preservá-los.

Casos como o de Laura não são isolados. Pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), de outubro, mediu o comportamento online de jovens. Os dados revelam que, de cada quatro crianças e adolescentes, um foi tratado de forma ofensiva na internet, o que corresponde a 5,6 milhões de meninos e meninas entre 9 e 17 anos. O porcentual cresce ano a ano: passou de 15% em 2014 para 20% em 2015 até chegar a 23% no ano passado.

“Nesse dado (sobre ofensas online), a criança ou adolescente foi exposto a um risco, mas não necessariamente teve alguma sequela”, pondera Maria Eugenia Sozio, coordenadora da pesquisa TIC Kids Online Brasil.

A taxa, portanto, nem sempre corresponde a cyberbullying – quando a agressão virtual é repetida –, mas faz soar o alerta para perigos que crianças e adolescentes correm na web e a importância da atenção dos pais.

Efeitos. Segundo especialistas, as ofensas na internet podem ter impacto ainda maior na vida das crianças. “Uma postagem atinge número incontável de pessoas e isso aumenta o sofrimento da vítima. Ela não sabe quem viu ou não”, afirma a psicóloga e pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Luciana Lapa.

Em casos de agressão na escola, o jovem encontra refúgio em casa. “No cyberbullying, não. Onde quer que ele vá, a agressão vai junto”, diz Luciana. Outro problema é a gravidade das ofensas, encorajadas pela distância física da vítima. Também é comum que as agressões partam de pessoas da mesma faixa etária e que fazem parte do convívio.

Para a pedagoga e psicopedagoga clínica e institucional Denise Aragão, as ofensas podem afetar até o desempenho na escola. “As crianças ficam preocupadas em se defender e perdem o desejo de aprender.”

O uso crescente dos smartphones pelos jovens, com acesso cada vez mais particular, desafia a mediação dos pais.

A gerente de operações Ana, de 53 anos, conhecia os riscos da internet, mas se assustou quando passou por uma situação constrangedora na família. Quando a filha tinha 14 anos (hoje ela tem 18), uma foto íntima da garota vazou entre alunos de uma escola particular na zona sul paulistana após uma brincadeira entre amigas. Os celulares facilitaram a propagação.

“Ela ficou envergonhada. Foi uma semana de constrangimentos”, conta. “Em casa, fizemos questão de explicar o quão sério aquilo era. Mostramos que isso pode ficar no currículo dela para o resto da vida.”

Mediação. A mãe de Helena, de 10 anos, só percebeu o problema depois que notou que a filha estava cabisbaixa e chorava pelos cantos. “Fizeram um grupo no WhatsApp (entre os colegas da escola) para xingá-la por causa da cor. Chamavam de macaca e ‘nega’ do cabelo duro”, conta a assistente administrativa Adriana, de 39 anos.

Ela procurou os pais dos agressores. “Fazia uma semana que um deles tinha dado um celular para uma das meninas. Foi aí que ele descobriu. Acho que os pais deveriam prestar mais atenção ao que o filho faz na internet”, desabafa.

Apesar de 23% das crianças e adolescentes terem relatado à pesquisa que foram vítimas de ofensas na internet, só 11% dos pais disseram que os filhos passaram por incômodos.

A falta de intimidade de adultos com a tecnologia – enquanto as crianças são nativas digitais – ajuda a explicar a dificuldade das famílias em identificar riscos. “O gap existe, mas é preciso revertê-lo. Uma sugestão é estar disponível, querer saber o que a criança faz na internet”, diz Heloisa Ribeiro, da Childhood Brasil, entidade de proteção a crianças e adolescentes.

Regras para cuidar melhor

1.Início. Identifique se seu filho está pronto para acessar a internet. A web oferece possibilidades e riscos. “É a maior rua do mundo. Se a criança não tem maturidade para andar sozinha na rua, também não tem para ficar sozinha na internet”, diz Rodrigo Nejm, psicólogo e diretor de educação da SaferNet.

2.Diálogo. Negocie com as crianças as regras de acesso, tempo e tipo de uso desde o primeiro clique.

3.Limite. Respeite a idade mínima de acesso definida pelas redes sociais. Para Facebook e Instagram, por exemplo, é de 13 anos. “É importante não permitir criar perfis pondo data de aniversário errada. É quebrar a 1.ª regra”, diz Heloisa Ribeiro, da Childhood Brasil.

Presença. Participe da vida digital do seu filho. No caso de crianças, acesse a internet ao lado delas e peça para mostrarem o que fazem. É sempre importante orientar sobre comportamentos inadequados. Envolva a escola e outros pais na discussão.

Restrição. Para crianças mais novas, colocar filtros para conteúdos impróprios pode ser útil. “Os programas de filtro ajudam, mas não substituem o acompanhamento dos pais”, pondera Rodrigo Nejm, da Safernet.

6.Reação. Nos casos de agressões online, aja e ampare seus filhos. “Bloqueie o agressor também e procure ajuda. Salve evidências, denuncie, faça um print”, enumera Sara Bottino, psiquiatra e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Conectados

3 mil crianças e adolescentes e seus pais foram entrevistados

Visualizar o infográfico no link:

http://infograficos.estadao.com.br/uva/?id=oQbwd2

 

 

 

 


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