Psicóloga explica por que razão acreditar no Pai Natal faz bem às crianças

Dezembro 19, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , ,

Texto da http://visao.sapo.pt/ de 14 de dezembro de 2017.

Com a chegada no Natal muitos são os pais que se questionam se devem ou não contar a verdade sobre o Pai Natal aos filhos. Especialista acredita que é melhor não o fazer

época festiva é um momento de grande alegria especialmente para os mais novos que esperam ansiosamente pelo aparecimento do homem de barba branca que entra pela chaminé. vestido de vermelho e com um saco de presentes as ombro. Mas esta é também a altura em que os pais se deparam com o dilema de alimentar ou não esta fantasia que envolve o Pai Natal, preocupados com o impacto que a descoberta da verdade possa ter nos filhos. Kristen Dunfield, professora assistente de Psicologia na Universidade de Concordia, considera que acreditar no velho das barbas faz bem às crianças.

Kristen Dunfield começa por dizer que “pesquisas no campo do desenvolvimento psicológico sugerem que estas crenças imaginárias não são de todo nocivas, mas são sim associadas com um vasto número de resultados positivos no desenvolvimento ao exercitarem habilidades de raciocínio contrafactual necessárias para a inovação humana impulsionar o desenvolvimento emocional”.

Como cientista do desenvolvimento, Kristen falou com o Global News para esclarecer as dúvidas que pairam na cabeça dos pais e para dar dicas de como e quando contar a verdade aos mais pequenos. Kristen tranquiliza os progenitores ao esclarecer que “não depende tudo de vocês! Na verdade, a melhor abordagem consiste em apoiar as crianças enquanto elas descobrem tudo por conta própria. Mais cedo ou mais tarde, elas vão perceber e não vai ser tão mau como os pais pensam.”

Segundo a especialista, as crianças deixam de acreditar no mito do Pai Natal por volta dos oito anos de idade e, apesar de muitos pais temerem este momento, ela acredita que é um evento crucial do crescimento de uma criança. “Eu vejo o desenvolvimento da crença na realidade física do Pai Natal, e o eventual abandono do mito, como uma conquista impressionante que merece ser celebrada e não temida!”.

À medida que crescem, as crianças começam a perceber que o mito do Pai Natal envolve tarefas fisicamente impossíveis como voar num trenó com a ajuda de renas, percorrer o mundo inteiro numa só noite e saber exatamente quem são as crianças que se portaram bem ao longo do ano. É nesta altura do desenvolvimento que os mais novos começam a inundar os pais com perguntas. Kristen aconselha os pais a “ver estas perguntas por aquilo que são – desenvolvimento cognitivo em ação”.

Os pais que pretendam acabar com a mentira podem apresentar provas e explicações diretas aos filhos para que eles passem para a fase de perceção e desconstrução do mito. Quem não quiser destruir a crença tem várias hipóteses, segundo Kristen. Pode virar as perguntas para a criança e permitir que ela própria apresente explicações ou, no caso de querer mesmo manter a mentira, pode recorrer à plataforma Norad, que segue o percurso do Pai Natal na véspera da Consoada e vai certamente ajudá-lo a lidar com a curiosidade do seu filho.

Depois de decidirem se devem ou não contar a verdade, os pais deparam-se com outra questão: como é que a criança vai reagir ao descobrir que os próprios pais lhe mentiram? Pode isso afetar a confiança que os pequenos depositam nos mais velhos? Um estudo da Universidade do Texas revela que não. Foram analisadas as reações de 52 crianças que já não acreditavam no Pai Natal e estas foram “predominantemente positivas”. O mesmo não se pode dizer dos pais que se martirizaram mais com a transição do que as próprias crianças.

Kristen acrescenta que não há razões para os pais se preocuparem tanto com esta descoberta: “quando comparada com toda a informação confiável que os pais partilham com os filhos ao longo da vida, é altamente improvável que uma única mentira provoque danos irreparáveis”. É também nesta altura que as crianças começam a entender que algumas mentiras, como a do Pai Natal, são ditas com boas intenções.

 

 

Como não desesperar com os TPC em tempo de férias

Dezembro 19, 2017 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Texto do https://www.publico.pt/ de 17 de dezembro de 2017.

As férias do Natal chegaram e com elas os trabalhos para casa. Como incentivar os filhos a fazê-los? O PÚBLICO ouviu alguns especialistas na matéria.

Susana Pinheiro

O primeiro período lectivo terminou, mas isso não significa que as crianças e os jovens estejam completamente de férias. Muitos saem da escola carregados de Trabalhos Para Casa, os famosos TPC, e sem muita vontade. E com razão, pelo menos é o que pensam alguns dos especialistas que o PÚBLICO contactou. Para o pedagogo Renato Paiva “na grande maioria dos casos, os TPC nas férias são absolutamente desnecessários”.

“Estudar pode não parecer uma tarefa divertida e os trabalhos de casa parecem ser uma invasão do tempo de férias”, justifica. No entanto, se os TPC são pedidos pelos professores, então devem ser feitos porque outra coisa que os pais têm de incutir é “a responsabilidade”, afirma o pedagogo. A mesma opinião tem a psicóloga Teresa Espassandim, do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), lembrando que aos pais cabe ajudar os filhos “a compreender e a assumir as consequências da decisão de fazer ou não fazer [os trabalhos], com autonomia”.

“Os TPC em período de férias podem ser um contra-senso, porque as crianças e adolescentes deveriam estar libertos das actividades intencionais de aprendizagem em contexto formal e deveriam brincar, explorar outras actividades”, entende Teresa Espassandim.

Maria José Araújo, professora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, defende que é “tudo uma questão de bom senso”. Se os adultos descansam nas férias, por que é que as crianças não podem fazer o mesmo? “É preciso prestar atenção aos exemplos que damos às crianças”, elucida a especialista para quem é ponto assente de que “as férias são para descansar, brincar e criar bem-estar!”

“Enquanto não se perceber isto andaremos todos a prestar um mau serviço às crianças”, realça a investigadora, acrescentando que a Convenção sobre os Direitos das Crianças, aprovada em 1989 pela ONU, estipula que elas têm “direito ao repouso, a tempos livres, a participar em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade e a participar livremente na vida cultural e artística”. Araújo lamenta: “É sempre a condição de aluno a sobrepor-se à de criança.”

Cuidado com a carga

Pedro Rosário, investigador e professor da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, não é da mesma opinião e lembra que os alunos não devem estar desligados do trabalho durante as férias. No entanto, salvaguarda que a quantidade de TPC deve ser adequada à idade da criança. “Se a carga não for adequada, vai acabar por transtornar a família e a criança”, alerta.

Também a psicóloga Rita Carreira, responsável do centro de estudos Geração +, em Lisboa, defende que “as férias são para descansar, mas a cabeça não pode parar”. Desaconselha que a criança passe o dia a jogar ou a ver televisão, porque “a cabeça precisa de estímulos cognitivos”. É isso que procura fazer em tempo de férias com os miúdos que frequentam o seu centro de estudo: jogos de memória, de diferenças, dominós, etc.

Na hora de discutir sobre os TPC, os pais não devem pressionar demasiado as crianças no que toca ao desempenho. “Esta sobrevalorização dos resultados pode colocar muita pressão, mesmo que não verbalizada, e sentimentos de impotência por parte dos pais”, descreve Teresa Espassandim. É importante reconhecer “os esforços e o trabalho feito pela criança ou adolescente”.

E nada de prometer recompensas recomendam os especialistas. “Isso é algo que não deve acontecer”, sublinha Renato Paiva.

Conselhos para os pais:

  1. Relaxe. Aproveite os TPC para passar algum tempo com o seu filho. Mostre que se preocupa e está ali para ele. A psicóloga Rita Carreira aconselha os pais a tornar o momento de estudo o mais agradável possível.
  2. Não se esqueça de ver se a carga de TPC e o espaço de trabalho são adequados, aconselha Pedro Rosário. Não deixe que as férias desorganizem a rotina do seu filho. É preciso ajudá-lo a manter a rotina com horas certas para comer, estudar, etc. “As férias são uma oportunidade para descansar, para quebrar a rotina, mas não todas as rotinas”, defende.
  3. Articule com os miúdos quando fazer os TPC e fazer uma planificação. “Assim torna-se mais simples de, ao final do dia, perceber se foram ou não cumpridos. Se é um compromisso, os pais podem desde logo colocar orientações específicas do que pode acontecer em caso de incumprimento”, sugere Renato Paiva.
  4. Evite conflitos com os filhos para que os TPC não estraguem o Natal e as férias. Por isso, tenha paciência, aconselha Maria José.
  5. E quando fazer os TPC, no princípio, no meio ou no fim das férias? “Não há receitas mágicas”, diz. Mas existe uma coisa muito importante: ensinar o seu filho a ser responsável. Lembre-se que o seu filho precisa de tempo livre para outras coisas que não a escola. Por isso, não se esqueça que há um tempo para tudo!

 

 

O Lápis Mágico de Malala chega a Portugal

Dezembro 19, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 15 de novembro de 2017.

Livro da activista paquistanesa Malala Yousafzai é editado pela Presença.

O livro ilustrado para a infância O Lápis Mágico de Malala, da jovem activista paquistanesa Malala Yousafzai, Nobel da Paz em 2014, é editado este mês em Portugal.

Trata-se de um conto autobiográfico no qual a jovem tenta transmitir uma das maiores batalhas pela qual é conhecida: a defesa do direito das raparigas irem à escola e terem acesso à educação. Na história, Malala diz que sonhava ter uma lápis mágico para poder desenhar vestidos bonitos para a mãe ou para desenhar “meninas e meninos, todos eles com direitos iguais”.

Neste primeiro livro para a infância, Malala revela que, com o poder da escrita, conseguiu chamar a atenção internacional: “Escrevia sozinha no meu quarto, mas pessoas em todo o mundo liam a minha história. (…) Finalmente encontrei a magia que procurava, nas minhas palavras e no meu trabalho”.

Sobre o ataque que sofreu em 2012, quando foi atingida a tiro na cabeça por elementos do Movimento dos Talibãs do Paquistão, o livro é omisso, com Malala a escrever sob um fundo negro: “A minha voz tornou-se tão poderosa que os homens perigosos tentaram silenciar-me. Mas falharam.”

A jovem paquistanesa, que desde 2009 criticava a violência dos talibãs e defendia a educação das raparigas no Paquistão, sobreviveu ao atentado e recebeu vasto apoio da comunidade internacional.

Em 2014, com 17 anos, tornou-se na mais jovem personalidade a receber o Prémio Nobel da Paz, partilhado com o activista indiano Kailash Satyarthi, de 60 anos. Na cerimónia em Oslo, Malala prometeu lutar até que a última criança seja escolarizada.

A jovem vive actualmente no Reino Unido, onde neste ano lectivo entrou para a universidade.

O Lápis Mágico de Malala, que sai este mês pela Presença, tem ilustrações de Sébastien Cosset e Marie Pommepuy, que assinam em conjunto como Kerascoet. Em Portugal está ainda editado o livro Eu, Malala (2013), no qual a activista conta a história de vida, dirigida a um público

mais informações sobre o livro no link:

https://www.penguin.co.uk/ladybird/books/306664/malala-s-magic-pencil/

Poluição atmosférica ameaça causar danos cerebrais em 17 milhões de bebés

Dezembro 19, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 6 de dezembro de 2017.

Alexandre Costa

“Os poluentes não lesam somente os pulmões dos bebés – eles podem danificar definitivamente os seus cérebros em desenvolvimento e, por isso, os seus futuros”, declara o diretor da UNICEF Anthony Lake.

Dezassete milhões de bebés com menos de um ano vivem em zonas do planeta em que os níveis de poluição do ar são pelo menos seis vezes superiores ao limite recomendado, o que significa que o desenvolvimento dos seus cérebros está em risco, alertou esta quarta-feira a agência das Nações Unidas para as crianças.

A maioria destes bebés (mais de 12 milhões) vive no Sul da Ásia, refere ainda o estudo da UNICEF, que recorreu a imagens de satélites para identificar as regiões mais afetadas.

“Os poluentes não lesam somente os pulmões dos bebés – eles podem danificar definitivamente os seus cérebros em desenvolvimento e, por isso, os seus futuros”, declarou o diretor da UNICEF Anthony Lake.

O desenvolvimento do cérebro nos primeiros mil dias de vida é determinante para o crescimento das crianças, para o desenvolvimento de capacidades de aprendizagem e para que “possam fazer tudo o que eles queiram aspirar na vida”, declarou o autor do relatório, Nicholas Rees.

Apesar de a ligação entre a poluição e os problemas no desenvolvimento cerebral ainda não estar provada cientificamente, Reee diz que há cada vez mais dados que apontam nesse sentido.

“À medida que o mundo fica cada vez mais urbanizado, e sem a proteção adequada e medidas de redução da poluição, mais crianças ficarão em risco nos próximo anos”, adverte ainda o documento da UNICEF.

No mês passado, os níveis de poluição na capital indiana, Nova Deli, foram tão altos que algumas escolas da cidade encerraram. No norte da China estima-se que a poluição atmosférica cause uma redução em cerca de três anos da esperança da vida.

A UNICEF apela a que nas regiões mais afetadas se recorra mais a máscaras faciais e a sistemas de filtragem do ar e a que as crianças não viagem durante os períodos em que os níveis de poluição se tornam especialmente elevados.

mais informações na notícia da Unicef:

17 million babies under the age of 1 breathe toxic air, majority live in South Asia – UNICEF

 

 


Entries e comentários feeds.