Sincronizar ondas cerebrais entre pais e bebé é possível

Dezembro 15, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://kids.pplware.sapo.pt/ de 4 de dezembro de 2017.

Criado por Célia Simões

Comunicar com um bebé não é tarefa fácil. Até que comece a falar, a forma mais usada para se expressar é chorar e decifrar os vários tipos de choro é um desafio para os pais. Mas já nessa fase existe comunicação entre eles.

Atividade cerebral entre pais e bebé

Uma pesquisa efetuada pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, mostra que, através da sincronização das ondas cerebrais, ao existir contacto visual entre o adulto e a criança, é possível melhorar a comunicação entre eles e até, acelerar a aprendizagem.

A comunicação entre pais e bebé é uma fase muito importante. Embora possa parecer que o bebé não entende nada do que os pais lhe dizem, a verdade é que durante esse tempo está a haver interação entre eles.

O olhar, as emoções e os batimentos cardíacos são comportamentos que se sincronizam no decorrer dessa interação. Quando os pais falam para o bebé este fica extremamente atento e parece até que também quer falar.

Investigadores da Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura e da Universidade de East London, no Reino Unido, fizeram uma pesquisa mais aprofundada sobre a sincronização das ondas cerebrais na interação de pais e bebé.

Ondas cerebrais em sintonia

A atividade cerebral entre adultos já foi estudada, e esses estudos demonstraram que, quando dois adultos estão a conversar, a comunicação entre eles é mais eficaz se as suas ondas cerebrais estiverem em sintonia.

As ondas cerebrais refletem a atividade de diversos grupos de milhões de neurónios que estão envolvidos na transferência de informações entre as várias regiões do cérebro.

Neste novo estudo, os investigadores realizaram um teste com a finalidade de descobrir se os bebés conseguem sincronizar as suas ondas cerebrais com as dos adultos. E de que forma o contacto visual pode ou não influenciar essa sincronização.

Os padrões de ondas cerebrais de 36 crianças foram examinados, 17 numa primeira fase e as restantes 19 numa segunda. Para isso foi usada a eletroencefalografia. O estudo foi feito com o adulto a cantar canções infantis para o bebé.

Estudo comprovado

Na primeira fase, os adultos cantaram para os bebés, mas não ao vivo (o padrão das ondas cerebrais dos adultos foi gravado). Através de um vídeo, a criança estabeleceu contacto visual com a imagem, mas nem sempre. Por vezes o adulto desviava o olhar.

Tal como previsto, neste registo, ficou provado que as ondas cerebrais dos bebés estavam mais sincronizadas com as do adulto quando o olhar dos dois se encontrava.

Na segunda fase, o adulto cantou presencialmente para o bebé, olhando diretamente para ele, mesmo que, evitando por vezes o olhar. Desta vez as ondas cerebrais de ambos foram monitorizadas ao vivo de forma a entender-se se os padrões eram influenciados pelo olhar um do outro.

Aqui, tanto o bebé como o adulto, ficaram mais sincronizados com a atividade cerebral um do outro, quando foi estabelecido contacto visual mútuo. Isso aconteceu mesmo quando os adultos, embora tendo oportunidade de estabelecer contacto visual com os bebés, não o fizessem. Os bebés mostraram interesse pelo adulto mesmo quando o adulto evitava o olhar.

No final ficou concluído que a sincronização de ondas cerebrais não se deve apenas ao contacto visual, mas que o facto, de estar presente, da intenção compartilhada de comunicar é um fator de enorme peso.

mais informações na notícia da University of Cambridge:

Eye contact with your baby helps synchronise your brainwaves

 

 

Atividades de leitura no infantário ajudam crianças na primária

Dezembro 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tvi24.iol.pt/ de 4 de dezembro de 2017.

O Politécnico do Porto desenvolveu um projeto com cerca de mil crianças de quatro agrupamentos escolares, verificando que as atividades de leitura no jardim-de-infância diminuem em 50% o risco de dificuldades de aprendizagem no primeiro ano escolar

O Politécnico do Porto desenvolveu um projeto com cerca de mil crianças de quatro agrupamentos escolares, verificando que as atividades de leitura no jardim-de-infância diminuem em 50% o risco de dificuldades de aprendizagem no primeiro ano escolar.

Este é o principal resultado obtido num projeto coordenado pelo Politécnico do Porto (PPorto), que avaliou a linguagem e a consciência cronológica de crianças que frequentavam o jardim-de-infância e o primeiro ano de quatro agrupamentos de escolas do município do Porto, envolvendo-as de seguida na intervenção CiiL (Centro de Investigação e Intervenção na Leitura).

O projeto, iniciado em 2015 e ainda em vigor, tem como objetivo prevenir “percursos de insucesso precoce na aprendizagem da leitura e da escrita”, atuando no sentido de diminuir as dificuldades que as crianças possam transportar para o primeiro ano, explicou à Lusa a coordenadora Ana Sucena, professora do PPorto.

Das cerca de mil crianças, 331 foram avaliadas no jardim-de-infância, tendo todas participado na intervenção CiiL.

Concluído o jardim-de-infância, no início do primeiro de escolaridade, foram avaliadas 613 crianças, das quais 291 foram sinalizadas em risco de virem a experienciar dificuldades na aprendizagem da leitura, tendo estas ingressado na intervenção durante mais um ano.

Nesta etapa, foram consideradas a consciência fonémica (capacidade de ouvir, identificar e manipular os menores sons da fala, isso é, os fonemas) e as competências leitoras, “as mais fortes preditoras do sucesso e insucesso ao nível da aprendizagem”, indicou Ana Sucena.

De acordo com a investigadora, os resultados obtidos até à data indicam que esta intervenção permitiu uma diminuição de 50% no número de crianças que, ao início do primeiro ano, ainda apresentavam fragilidade quanto às competências essenciais para poderem aprender a ler e escrever.

Uma “grande percentagem” das crianças, “que tinham tudo para ter um percurso de insucesso”, acabam por ter um percurso inserido “naquilo que é o esperado”, afirmou.

Nos casos que não apresentaram riscos, a intervenção cessou ao final do jardim-de-infância, entrando a criança no primeiro ano de escolaridade “com competências pré-leitoras adequadas a um percurso de sucesso educativo”, disse a professora.

Para Ana Sucena, é importante sensibilizar os educadores de infância para a promoção da linguagem, dotando-os de atividades estruturadas e sistematizadas.

No primeiro ano escolar, continuou, importa também promover junto das crianças a consciência fonémica, trabalho que já devia vir parcialmente feito do jardim.

No entanto, “enquanto não houver um patamar mínimo de desenvolvimento para esta competência, dificilmente a criança avança na leitura e na escrita, ou não avança de todo”, acrescentou.

Este projeto foi candidatado a um financiamento da Comissão Europeia através do programa Horizonte 2020 (H2020), numa parceira entre a Câmara Municipal do Porto e o PPorto, com apoio do Ministério da Educação, sob a forma de alocação de professores de primeiro ciclo.

Caso o financiamento seja aprovado, o projeto será mantido e alargará para todos os agrupamentos do município do Porto, durante os próximos três anos.

 

 

 

Histórias de Natal e oficina de duendes artesãos – 19 dezembro na Biblioteca de Marvila

Dezembro 15, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Histórias de Natal e oficina de duendes artesãos

PARA CRIANÇAS dos 6 aos 12 anos

Vamos ler histórias de Natal, histórias com sabor a sonhos, com ramadas de alegria e mãos cheias de esperança.

E a seguir vamos construir a magia do Natal. Somos duendes artesãos e fabricamos estrelas e bolas, sinos, maçãs e corações, fitas coloridas, anjinhos divertidos e anjinhos de encantar e outras coisas lindas que vamos inventar.

N.º participantes, máx. : 15

Biblioteca de Marvila
Data: 2017-12-19 às 14:00
Contactos: Tel.: 218 173 000
bib.marvila@cm-lisboa.pt
Observações: Entrada gratuita, mediante inscrição prévia numa das BLX.

Formação “Acolhimento de emergência de crianças em risco”

Dezembro 15, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Objectivos

É urgente reflectir sobre a forma como as instituições se organizam para criar bons contextos de acolhimento para as crianças, famílias e profissionais. Esta formação pretende desafiar os profissionais a olharem o acolhimento residencial como um contexto de desenvolvimento da criança e tem como objectivos específicos:
Compreender os desafios e recursos no contexto do acolhimento residencial
Compreender o papel do Acolhimento Residencial no Sistema de Promoção e Protecção
Melhorar o conhecimento sobre o impacto emocional da criança acolhida

Programa 

Impacto dos maus tratos no desenvolvimento infantil
Arquitectura do Sistema de Promoção e Protecção
Expectativa de quem solicita o acolhimento
Pré acolhimento: compreensão crítica do pedido de acolhimento
Impacto emocional do acolhimento na criança
Construção de uma nova realidade para a criança
O lugar e o papel da família

Calendarização

Janeiro 17, 2018 a Fevereiro 7, 2018

mais informações no link:

http://fa.ispa.pt/formacao/acolhimento-de-emergencia-de-criancas-em-risco


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