Telemóveis banidos das escolas francesas no próximo ano letivo

Dezembro 12, 2017 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Ministro da educação francês vai ao encontro de ideia defendida por Emmanuel Macron na campanha
Foto: EPA/MICHEL EULER

Notícia do https://www.jn.pt/ de 11 de dezembro de 2017.

Os telemóveis serão oficialmente proibidos para os estudantes de todas as escolas francesas, no arranque do próximo ano letivo, no outono de 2018.

A informação foi revelada pelo ministro da Educação francês, Jean-Michel Blanquer, numa entrevista ao jornal francês “Libération”.

“Estamos a trabalhar nessa questão”, disse, sublinhando que os telemóveis são já proibidos em “algumas instituições” francesas. “Há escolas particulares que o fazem sem problemas”, salientou Blanquer.

Além de promover um melhor ambiente escolar, esta medida, que fez parte das promessas da campanha do presidente Emmanuel Macron, pretende melhorar as condições de saúde das crianças. “Não é saudável para os mais novos passarem tanto tempo em frente aos ecrãs. Crianças com menos de sete anos não deviam estar em frente a ecrãs”, sublinhou.

Apesar da proibição, será possível guardar os telemóveis em armários específicos para serem utilizados em situações particulares. “Os telemóveis podem ser necessários para fins educacionais e para casos de emergência”, refere.

Na mesma entrevista, o ministro abordou o regresso dos uniformes, que podem “ser autorizados nas instituições que o desejarem”.

Pais proibidos de usar símbolos religiosos em visitas de estudo

O ministro também se pronunciou sobre a utilização de símbolos religiosos pelos pais que acompanham os filhos em visitas de estudo.

“A minha opinião pessoal é a de que quem acompanha um estudando deve estar numa posição semelhante à de um funcionário público, cumprindo as regras”, disse Jean-Michel Blanquer.

Esta posição contraria um estudo do Conselho de Estado, de dezembro de 2013, que sustenta a ideia de que os pais que acompanhem os filhos em visitas de estudo não podem ser considerandos auxiliares de serviço público, estando assim livres da neutralidade religiosa imposta aos professores.

 

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