Era uma vez… 12 novos livros infantis para comprar agora

Dezembro 1, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Livros | Deixe um comentário
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Texto do http://observador.pt/ de 16 de novembro de 2017.

Ana Dias Ferreira

Para o Natal, para dias de chuva ou porque sim. As prateleiras de baixo estão cheias de novidades infantis e há livros com animais selvagens, pais fixes, desenhos e labirintos para explorar.

1. Animais Selvagens do Norte

De Dieter Braun. (Orfeu Negro). 25€

O lobo hipnotizante da capa é só um. Um dos 80 Animais Selvagens do Norte ilustrados por Dieter Braun neste álbum de capa dura que dá início a uma série dedicada ao mundo animal. Da América do Norte à Ásia, passando pela Europa — onde Portugal aparece representado com o “já raro” lince ibérico — são 144 páginas de grande formato que fazem uma viagem a alguns dos pontos mais recônditos do planeta, ao mesmo tempo que deixam um alerta pelo facto de um terço das espécies representadas terem a sua subsistência em risco. E o melhor é que não são só bonecos — metade dos animais representados vem acompanhada de pequenos textos recheados de curiosidades. Exemplos? Na Ásia há um veado que não tem hastes mas sim uns caninos vampirescos; o pica-pau de penacho vermelho “chega a dar 12 mil bicadas por dia sem ficar com dores de cabeça, pois tem um crânio especialmente desenvolvido para esse tipo de esforço extremo”; e os guaxinins ingerem tanta comida para resistirem aos invernos gelados que o seu peso chega a aumentar 50 por cento. BBC Vida Selvagem para os mais pequenos encherem a cabeça e os olhos.

2. O Meu Pai Era Tão Fixe

De Keith Negley (Rastilho de Letras). 14.90€

O que vemos é um pai “normal”, como o classifica o próprio filho. Mas este pai já foi fixe, uma verdadeira estrela rock, e os instrumentos musicais guardados numa sala, assim como as tatuagens nos braços, lá estão para o provar. A questão é que agora a guitarra foi substituída pelo aspirador, a mota por um carro familiar e o stage diving por idas ao parque infantil, como tão bem mostram as ilustrações do autor Keith Negley, numa espécie de correspondência visual entre o mundo passado e o presente. E se a expressão do título é dita pelo próprio filho no pretérito perfeito, será também ele a descobrir que afinal o pai continua a ser fixe por outros motivos, numa história ao mesmo tempo cool e ternurenta que marca a auspiciosa estreia da nova editora Rastilho de Letras.

3. Cem Sementes Que Voaram

De Isabel Minhós Martins e Yara Kono (Planeta Tangerina). 12,50€

Espetado com as suas raízes, um pinheiro está à espera, sem sair do sítio. À espera que tudo corra bem, à espera do dia certo para soltar as sementes. E esse dia lá chega. 100 sementes voam, mas nem todas caem em bom solo: 10 acabam numa estrada, 20 mergulham num rio, e as 70 que sobram vão também obedecendo a uma conta de diminuição — habilmente explorada por Isabel Minhós Martins — e enfrentando destinos inesperados e impróprios para jovens sementes. Ou então… como a própria árvore sabe desde o início e este livro ensina tão bem, “muitas vezes, para tudo correr bem, basta saber esperar”.

4. O Urso e o Piano

De David Litchfield (Booksmile). 13,99€

Tudo começa quando um ursinho encontra um objeto enorme e estranho na floresta. Mais estranho ainda: o objeto faz um som horrível — “PLONC!”. Nós sabemos, pelas belas ilustrações premiadas de David Litchfield, que se trata de um piano. O pequeno ursinho, que entretanto vai crescendo até ficar maior do que o monstro de madeira, vai aprendê-lo também, à medida que se vai apaixonando pelo instrumento e pelos sons que consegue arrancar das suas teclas. Mas serão os concertos na clareira da floresta suficientes? Um enredo a explorar, juntamente com noções como a aventura e a amizade, nesta bela estreia do autor britânico em Portugal, traduzido pela escritora Luísa Costa Gomes.

5. Perdi-me no Museu Porque…

De Davide Cali e Benjamin Chaud (Orfeu Negro). 12€

Voltaram as desculpas e aventuras mirabolantes. Depois dos divertidos Não Fiz os Trabalhos de Casa Porque e Cheguei Atrasado à Escola Porque…, Davide Cali traz de volta o pequeno herói Henrique e mostra o que pode acontecer numa visita de estudo a um museu, sobretudo quando esse museu inclui dinossauros, homens Neanderthais, búfalos, máscaras africanas e catapultas.

6. A escola da Haru

De Flavia Company e Luciano Lozano (Pequena Fragmenta). 14,50€

A escola da Haru é muito diferente das nossas. Para começar fica num dojo, no Japão, só tem quatro alunos e as disciplinas que ensina são coisas como concentração, paciência e compreensão. Ao longo de vários episódios numerados e ilustrados como autênticos quadros onde brilham tanto as personagens (e os seus quimonos) como as paisagens feitas de rios com carpas e cerejeiras em flor, vemos os alunos crescer e evoluir. Com eles, o leitor aprende também os dons da observação, a generosidade ou a competitividade saudável, em mais um lançamento da Pequena Fragmenta que se distingue da restante oferta infantil e que vem acompanhado por um cuidado e interessante guia de leitura no final.

7. Não é Nada Difícil — O Livro dos Labirintos

De Madalena Matoso (Planeta Tangerina). 14,90€

Parece uma grande embrulhada, mas é mais uma ideia original da Planeta Tangerina. Em Não é Nada Difícil o tradicional “era uma vez” dá lugar a uma história que só avança à medida que se atravessam labirintos. Há 14 ilustrados por Madalena Matoso em cores fortes que chegam a ser fluorescentes, e nos 14 exploram-se diferentes graus de dificuldade e encontram-se coisas como lupas, pulgas em elefantes, cavalos, ervilhas no meio de pratos de esparguete e maçãs. Tudo interligado, basta atravessar os 14 passos sempre pelas linhas brancas. E encontrar a agulha no palheiro.

8. Boa Noite!

De Pierre Pratt (Orfeu Negro). 9,90€

Depois de subir 96 andares, o Senhor Silva chega a casa ao final do dia e só pensa numa coisa: dormir. Um a um, vai tirando e dizendo boa noite ao chapéu, ao casaco, à gravata, aos sapatos, aos óculos e — parte engraçada e surreal deste pequeno livrinho, pintado a meia-luz por Pierre Pratt e capaz de transformar a hora de dormir numa gargalhada — aos olhos, às pernas e por aí fora.

9. A Estrela do Mar

De Fernanda Ferreira Velez e Joana Soares (Cultura Editora). 11€

Depois do mercadito que de pequeno só tem o nome, Fernanda Ferreira Velez dá mais um passo na expansão do Blog da Carlota com o lançamento do seu primeiro livro infantil. A Estrela do Mar coloca as duas filhas da empreendedora num cenário que os pais conhecem tão bem — o momento em que pedem para ler outra vez a mesma história antes de dormir ou para ouvir uma inteiramente nova — e apresenta um conto inédito (que dá nome ao livro), juntamente com versões alternativas dos clássicos “O Capuchinho Vermelho” e “A Branca de Neve” onde os miúdos podem ser os heróis. Tudo isto acompanhado pelas bonitas ilustrações em aguarela de Joana Soares, mais conhecida como Violeta Cor de Rosa.

10. Vamos Conhecer os Alimentos!

De Mariana Abecasis e Elsa Martins (Booksmile). 13,29€

Numa altura em que se fala tanto de alimentação saudável, o tema é explorado também neste livro para crianças, com textos da nutricionista Mariana Abecasis ilustrados de forma viva por Elsa Martins. A partir da roda dos alimentos, a obra faz uma viagem pelas frutas, os legumes, o cacau, as sementes, os frutos secos, os cereais, o peixe, os ovos, as especiarias e uma série de outros capítulos que têm em comum poderem acabar à mesa. Com várias caixas e pequenos títulos, Vamos Conhecer os Alimentos! inclui curiosidades, truques (como pôr um pêssego em água a ferver durante 10 segundos e depois em água gelada para tirar a casca mais facilmente), receitas, informações nutricionais escritas e atividades com o título “experimenta”. No final, a “digestão” faz-se com alguns desafios para testar os conhecimentos.

11. Desenho Livre

De Andrés Sandoval (Planeta Tangerina). 13,90€

Parece um simples livro de colorir, mas depressa se revela algo para além disso, quando uma personagem irrequieta — um menino-lápis de contornos pretos — começa a desenhar nas páginas brancas, sem cerimónias. Rapidamente, o leitor é convidado a descobrir cores — amarelo para o milho, laranja para o cobre, violeta para a beringela —, a completar palavras, a unir pontos, a fazer corresponder tons a números, a explorar sombras e até a fazer zoom em coisas habitualmente pequenas como teias de aranha. Ou seja, o melhor mesmo é seguir o convite da personagem (e do artista gráfico Andrés Sandoval, de regresso à Planeta Tangerina depois de Siga a Seta), e ter não um mas muitos lápis à mão.

12. A Minha Mãe

De Stéphane Servant e Emmanuelle Houdart (Orfeu Negro). 15€

Com ilustrações que se assemelham a tatuagens e num álbum de grande formato, A Minha Mãe fala de uma relação que também é para sempre e está marcada na pele: o amor entre mãe e filha, em frases curtas e poéticas que encontram eco na representação de uma mulher misteriosa e fascinante que aos olhos da filha é ao mesmo tempo uma mãe-guerreira, uma mãe-pássaro, uma mãe-loba e uma mãe-árvore.

 

 

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Workshop de Cerâmica “Presépios, para miúdos e graúdos” – 9 dezembro em Alcobaça

Dezembro 1, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/1214037005407171/

Veja como é fácil um estranho falar com o seu filho através de um brinquedo com bluetooth ou wi-fi

Dezembro 1, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 14 de novembro de 2017.

Estão, inevitavelmente, entre os preferidos, mas os brinquedos interativos com ligações bluetooth ou wi-fi são vulneráveis a nível de segurança, tornando possível que estranhos falem diretamente com as crianças, alerta uma organização britânica

O aviso da associação britânica de defesa do consumidor Which?, a pouco mais de um mês do Natal, ameaça estragar os planos a pais, crianças e fabricantes de brinquedos conectáveis: robôs e outros produtos que se ligam aos telemóveis através da internet ou de bluetooth têm “vulnerabilidades preocupantes” que podem permitir a estranhos falar com as crianças.

“Veja como é fácil para praticamente qualquer pessoa aceder aos brinquedos conectáveis do seu filho”, propõe a Which?, que disponibiliza um vídeo com um exemplo alarmante.

“Os brinquedos conectáveis são cada vez mais populares, mas, como mostra a nossa investigação, qualquer pessoa que pense comprar um deve ter cuidado”, avisa Alex Neill, um dos diretores da empresa.

Ao longo de 12 meses, a Which?, em colaboração com outras organizações de defesa dos consumidores e especialistas em segurança, analisou os brinquedos com ligação bluetooth ou wi-fi mais procurados nas grandes lojas britânicas e concluiu que “é demasiado fácil” alguém usá-los para falar com as crianças.

No vídeo, vê-se que bastou a um homem estabelecer a ligação bluetooth com o robô de brincar para o fazer “falar” e incentivar o menino a abrir a porta de casa. Não precisou de qualquer password ou código para o fazer.

O limite desta forma de ligação é normalmente de cerca de 10 metros, mas já é possível aumentar esse alcance de forma a poder, por exemplo, a partir de um carro, fazer uma pesquisa por brinquedos não seguros.

A Hasbro, que fabrica os Furby, um dos produtos testados, respondeu, em comunicado, que tanto o brinquedo como a respetiva aplicação foram concebidos de forma a permitir que a brincadeira decorra em segurança. Já a Vivid Imagination, que produz o robô I-Que, diz que vai investigar as alegações da Which?, mas sublinha que nunca recebeu qualquer relato que aponte para uma utilização maliciosa da conectividade dos seus brinquedos.

 

Quando tirar a chucha e porquê

Dezembro 1, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/

Umas das das primeiras funções que o bebé apresenta é a capacidade de sugar tanto na mama como na tetina, no dedo ou na chucha, a sucção é um reflexo inato e está presente desde a vida intrauterina. É através dela que a criança tem os primeiros contactos com o mundo exterior, satisfazendo, além da nutrição, as suas necessidades afetivas, ajudando o bebé a acalmar-se e promovendo o seu desenvolvimento emocional. Para além disso, é também através do movimento de sucção que o bebé desenvolve os músculos orais, e que ajuda o crescimento da face.

É importante referir que quando o bebé suga na mama esta molda-se naturalmente à boca do bebé e quando suga na tetina é a boca do bebé que terá de se adaptar a esta. Se optar pelo uso de chucha convém saber que para cada faixa etária existe um tamanho recomendado, que deverá corresponder ao tamanho da boca da criança.

O aleitamento natural é a forma mais eficiente para proporcionar a plena satisfação da criança, funcionando como um factor de proteção, uma vez que o bebé sentirá uma menor necessidade de chuchar, no biberão, chucha ou dedo, para além de que também possibilita um adequado desenvolvimento da mastigação, respiração, deglutição e fala.

O uso prolongado da chucha, do biberão ou chuchar no dedo podem trazer alterações no crescimento facial, na arcada dentária e na mobilidade dos lábios ou da língua, necessária para a produção de fala. Além disso, podem ainda alterar a forma como a criança respira, mastiga, engole ou respira.

Existe então uma altura certa tanto para tirar a chucha e o biberão para evitar risco de prejudicar o desenvolvimento normal da criança.

O biberão poderá ser retirado por volta do oito ou nove meses de idade, que é quando começam a aparecer os dentes de leite. Como alternativa ao biberão pode ser utilizado o copo com bico, caneca ou a colher.

Já a melhor altura para a retirada da chucha é entre os dois anos e meio e os três anos fase em que normalmente as crianças abandonam a necessidade de sucção e completam a dentição de leite.

Quando esses hábitos persistem após a idade recomendada, principalmente depois da erupção dos dentes maior será o risco de alterações como:

Alterações dentárias (mordida aberta anterior, mordida cruzada, espaço entre os dentes, etc.)

Alterações no desenvolvimento craniofacial (reduzido desenvolvimento da mandibula, palato alto e esteito)

Alterações das funções estomatognáticas (alterações na mastigação, fala, deglutição e respiração)

Alterações na musculatura da língua, lábios e bochechas;

Maior probabilidade de desenvolvimento de otites médias.

Estas alterações irão depender das características faciais da criança, da frequência, duração e intensidade com que chucha.

Estratégias para prevenir o uso prolongado da chucha ou chuchar no dedo:

– Definir horários e critérios de utilização da chucha: até aos 6 meses pode utilizar a chucha de forma continua, mas depois dessa idade só pode usar para dormir ou para acalmar.

–  Substituir o hábito de chuchar no dedo por mordedores  ou a chucha até aos 18 meses.

– Durante a noite os pais podem estar atentos e ir tirando o dedo da boca ou dar um boneco para a mão.

– Ocupar as mãos da criança com jogos ou brinquedos sempre que leve o dedo à boca, para a distrair.

 

Marta Nunes, Terapeuta da Fala

 


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