Movimento 1 Euro – Apoie o IAC / SOS-Criança

Novembro 8, 2017 às 4:53 pm | Publicado em Divulgação, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Tal como é do conhecimento de todos nós que uma das formas mais eficazes de prevenir e de intervir os maus tratos nas crianças e jovens, é sensibilizar esta mesma população para os seus direitos. Neste sentido, através de ações de sensibilização nas escolas, é possível contatar com as crianças e alertar para o que deve e não deve ser encarado como “normal”, no que toca à sua integridade física, emocional e moral.

Deste modo, o IAC, através do SOS-Criança, candidatou-se ao “Movimento 1 Euro”, da Associação Movimento 1 Euro. Com o apoio financeiro do “Movimento 1 Euro”, esperamos obter ajuda para a produção do material de divulgação da Linha SOS-Criança nas escolas, de modo a complementar e a enriquecer as nossas ações de sensibilização, distribuindo-o pelos alunos, por forma a cativá-los e a sensibilizá-los para estarem mais atentos aos sinais indicadores de que algo possa estar a perturbar o seu bem-estar e o bem-estar dos que lhes estão próximos. Assim, é possível intervir, cada vez mais cedo, nas problemáticas e evitar que apenas haja atuação quando as situações indesejáveis já se encontrem em estado avançado.

Para poder votar, deverá preencher o formulário online através deste link, onde se encontram as instruções para tal:

http://movimento1euro.com/inscreva-se-aqui

Mais informações:

http://movimento1euro.com/causas/causas-activas

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X Plenário das Unidades coordenadoras funcionais, 10 de novembro em Coimbra – com a participação de Paula Duarte do IAC

Novembro 8, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Paula Duarte, coordenadora do Fórum Construir Juntos (FCJ) do Instituto de Apoio à Criança, irá participar no painel “Atividades extra- curriculares e sua importância”.

mais informações:

http://www.chuc.min-saude.pt/paginas/informacoes/informacoes-uteis/agenda-de-eventos/congressos-jornadas.php?X%20Plen%C3%A1rio%20Regional%20Unidades%20Coordenadoras%20Funcionais&month=11&year=2017&day=10&show=2&id=264&section_id=241&detail=1

 

Sessão (Cyber)Bullying – Identificar e prevenir – 9 novembro Escola Básica Galopim de Carvalho em Évora

Novembro 8, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A sessão tem entrada livre mas é necessária inscrição que deve ser efetuada através do email, vidasativas@appcdm-evora.org.pt  ou através dos números, 266747155 e 961366778.

O país onde crianças combatem por dinheiro

Novembro 8, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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©Berta Couto

Texto do http://p3.publico.pt/ de 23 de outubro de 2017.

“É difícil ficarmos imunes ao elevado número de crianças que vive nas ruas da Tailândia. (…) Face a isto não há praia de águas azul-turquesa ou ilhas de James Bond que nos tragam algum conforto emocional”, garante Berta B.B. Couto, autora do projecto fotográfico Fight For One’s Life, em declarações via email ao P3. “As crianças tailandesas são frequentemente vistas como obrigações ou fardos pelas comunidades onde vivem, motivo por que são usadas como fonte de rendimento”, explica. Os combates da arte marcial Muay Thai, protagonizados pelos menores a troco de dinheiro, são a resposta encontrada pelas famílias, pelos ginásios e pelas próprias crianças para escapar à pobreza.

A arte marcial é, actualmente, encarada como “um grande negócio”, alimentado sobretudo pelo turismo. Não há “banca de venda de tours” que não apregoe o combate de jovens lutadores como “uma das principais atracções do país”, descreve a enfermeira e fotógrafa. Uma lei promulgada pelo estado tailandês proibiu, em 1999, a prática profissional de Muay Thai por indivíduos menores de 15 anos, mas Berta sabe que muitos começam a treinar e a lutar muito antes de atingirem essa idade. Em Junho de 2017, interessada em praticar a arte marcial, a portuguesa entrou em contacto com vários ginásios da modalidade, acabando por começar a treinar num clube desportivo em Chiang Mai, no norte da Tailândia. Uma experiência que foi imersiva: “Durante um mês mantive contacto diário com três jovens lutadores, entre os 14 e 16 anos de idade. Vivi a sua rotina, reconheci as várias emoções vividas por eles ao longo de um dia de treino que começa ainda antes do sol nascer e que termina apenas quando o corpo reconhece o limiar da exaustão”.

A fotógrafa foi criando laços com os jovens e os treinadores e tornou-se também parte do grupo, como se vê nas suas fotografias. “São de facto uma família. Foi isso que me permitiu conhecer a fundo as suas histórias. Percebi que alguns destes jovens foram abandonados pelas famílias, enquanto outros procuraram apenas uma maneira de saírem das ruas onde viviam.” Foi o caso de uma das crianças que Berta conheceu, um rapaz que, com apenas 12 anos, teve o seu primeiro contacto com o mundo das drogas, depois de ter sido rejeitado pelos pais e de ter vivido na rua. “O Muay Thai”, prossegue, “pode ser visto como um desporto cruel e explorador, sobretudo quando vemos estes jovens a cair no ringue inconscientes após um knockout ou quando lhes vemos a face coberta de sangue, braços e pernas partidas, lesões que podem custar semanas de danos físicos e mentais”. Estas crianças, considera, pertencem a outro local: “Deveriam estar a brincar com outros jovens, vivendo a inocência característica destas idades.”

Berta, que se considera uma defensora dos direitos humanos, teve dificuldade em afastar-se emocionalmente do que estava a presenciar, “Várias vezes me questionei sobre o que eu estava ali a viver”, desabafa. Até que um momento a fez ver um outro lado desta realidade: “Quando vi o sorriso de pura felicidade do Pok (um dos jovens lutadores com quem partilhei vários treinos) após uma vitória e depois vi-o a aprender a tocar a Stairway to Heaven na guitarra que comprou com o dinheiro dos combates percebi que [estas crianças] não lutam somente por um título; estão a lutar pelas suas vidas, por um futuro que vão alcançado dia-a-dia, em cada luta”. Procuram um lar, um lugar onde tenham comida, um tecto para dormir, uma família; e encontram-no nos ginásios de Muay Thai, que vêem como “uma porta aberta para um futuro que antes pensavam inalcançável”. Os treinadores lucram com as apostas associadas aos combates, os jovens ganham prémios monetários por cada luta que vencem e os turistas aplaudem um espectáculo que, certamente, reprovariam no seu país de origem.

Enfermeira de cuidados intensivos, Berta é uma apaixonada por fotografia. “Queria ser o Robert Capa feminino, mas, sabendo que dificilmente atingiria esse objectivo, acabei por enveredar por uma profissão onde pudesse ajudar as pessoas”, reflecte. Em Fevereiro de 2017, a portuguesa partiu “numa viagem sem plano e sem data de regresso”. Depois de ter passado pelo Nepal, onde documentou os danos colaterais das monções dos últimos meses, está por estes dias nos Himalaias. A travessia pode ser acompanhada na sua conta no Instagram, que actualiza regularmente.

 


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