De onde vieram todos estes truques e doces?

Outubro 27, 2017 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: ,

Texto do https://www.publico.pt/ de 27 de outubro de 2017.

A cena já se vulgarizou entre nós: na noite de Halloween, os miúdos saem à rua e gritam “Doçura ou travessura!”. Mas de onde vem, afinal, esta tradição?

Luísa Pinto

Por estes dias já anda tudo pintado de cor-de-laranja, não há montra que não tenha abóboras, teias de aranha, morcegos e fantasmas. E, lá por casa, os miúdos também já andam há muito a escolher fatiotas com esqueletos e zombies, bruxas más e piratas assombrados. E miúdos e graúdos que gostem de passar tempo na cozinha já andaram a navegar horas no Pinterest à procura de ideias de pratos que tenham o vermelho-sangue e o verde-vómito como cores dominantes — pedimos desculpa por imagens tão vívidas, mas não há como não carregar nas cores: que dizer de salsichas a imitar dedos cortados, ketchup a desenhar-lhes o sangue a correr? É só o prato mais batido nestas festas.

O que os miúdos não sabem — e se calhar muitos pais também não — é de onde veio esta parafernália toda, e por que é que a 31 de Outubro as nossas crianças andam cada vez mais disfarçadas de pequenos diabinhos e irresistíveis bruxas a tocar à porta das pessoas e a gritar “trick or treat”, como se cada um dos nossos filhos fosse um pequeno cidadão norte-americano. Será televisão a mais – ou, correcção, para os dias de hoje, You Tube a mais? Talvez. De qualquer maneira, é também uma boa oportunidade para lhes explicar a diversidade de tradições, dar-lhes umas noções de geografia e, já agora, introduzir um pouco do conceito de globalização.

O Dia das Bruxas tem raízes numa celebração chamada Samhain, um antigo festival que comemorava o final das colheitas realizado no final do ano celta (boa oportunidade para relembrar as aulas de História, e recuperar que os povos celtas andaram por aqui 500 anos antes de Cristo). O Samhain assinalava o final do Verão e o início do Inverno escuro, e acreditava-se que o espírito dos mortos vinha atormentar os vivos e tentar estragar as colheitas.

Na Irlanda e na Escócia, e para homenagear os antepassados, era costume acenderem-se fogueiras no topo das colinas — os fogos de Hallowe’en, e está explicado o nome. Depois veio a lenda do Jack O’Lantern (sim, as lanternas), o homem que enganou o diabo, não foi aceite no céu e ficou a vaguear na terra, iluminado apenas por um punhado de carvão dentro de um nabo. Sim, os primeiros vegetais a terem o interior escavado e iluminado até foram os nabos e as batatas. Quando chegou aos Estados Unidos, foi uma proliferação de abóboras e o resto é o que se sabe

Como é que a tradição celta chegou aos Estados Unidos, que a universalizou? Foi na segunda metade do século XIX, altura em que um grande numero de imigrantes irlandeses fugiram da Grande Fome que grassava pelas ilhas britânicas. Apropriando-se da tradição, os norte-americanos começaram a mascarar-se e a pedir dinheiro ou comida de porta em porta, uma prática que acabou por se tornar no actual “trick or treat” (“doçura ou travessura”).

Bom, para noções de História e Geografia já está, até já atravessámos um oceano. As primeiras noções de globalização também. Falta falar da diversidade cultural, para lembrar que em Portugal também cá tínhamos uma coisa parecida — os americanos falam de bruxas e de mortos vivos, em Portugal falava-se de finados e fiéis defuntos. Adiante, e bola para a frente com a globalização outra vez, para explicar outra coisa: é que agora isso pouco importa, e para as crianças (as de facto e as que vivem em cada adulto) não há nada mais irresistível do que a possibilidade de pregar uma partida (travessura) ou levar para casa um montão de gulodices (doçura). Ou participar nas muitas actividades, workshops, sessões de contos, jogos, festas e concursos de máscaras que se multiplicam um pouco por todo o país.

 

Caça aos Monstros na Reitoria

O Halloween é só na terça, mas a Caça aos Monstros que é oferecida pela Unidade de Cultura da Reitoria do Porto acontece já este sábado, entre as 15h e as 19h. Os destinatários são crianças entre os quatro e os 12 anos, acompanhados de adultos. O edifício da reitoria, bem no centro da cidade, vai transformar-se numa casa assombrada, e a Caça aos Monstros é apenas uma das actividades da tarde, para a qual estão agendadas diversas oficinas de expressão plástica e ciência divertida. Os interessados devem adquirir o passaporte com o custo de 10 euros. Informações em cultura@reit.up.pt

Hard Rock Halloween

O mítico café da cadeia norte-americana vai ter tudo o que é preciso: zombies, vampiros, bruxas e esqueletos, momentos de horror e diversão para todas as idades — há sugestões para o segmento entre os dois e os 15 anos, e para o segmento a partir dos 15. Desde quinta-feira que há um menu especial — o Halloween Voodoo Burger e o Evil Eye Cocktail, e a partir das 23h30 do dia 31 há uma DJ session para a eleição do disfarce mais criativo da noite.  Na manhã do dia 1, há um pequeno-almoço para toda a família, a pensar também nos mais pequenos. É necessário fazer reserva. lisbon_salesandmarketing@hardrock.com

Tel.: 213 245 280

Bruxas com ciência

O Centro Ciência Viva de Tavira organiza uma festa com ciência entre as 18h e as 23h do dia 31 de Outubro, desafiando os pais a participarem com os filhos na construção de morcegos voadores e porta-chaves medonhos e a participarem ainda nas actividades de robótica e jogos de programação.

Preços: 5€/adulto; 4€/criança (3-17 anos) Informações e inscrições: 92 445 2528  geral@cvtavira.pt

 

 

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 72 sobre Segurança Infantil na Internet

Outubro 27, 2017 às 1:30 pm | Publicado em CEDI | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , ,

Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 72. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Segurança Infantil na Internet.

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Prepare as pipocas: 15 filmes para ver com os miúdos

Outubro 27, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , ,

Texto do http://observador.pt/ de 11 de outubro de 2017.

Ana Cristina Marques

Com a ajuda do livro “101 Filmes para Veres Antes de Cresceres”, reunimos 15 histórias inesquecíveis para as crianças verem na companhia da família. Há sagas estrelares e clássicos intemporais.

O universo do cinema está cheio de magia, sobretudo entrarmos nele logo de pequeninos. Há filmes que nos fazem sonhar e pensar, que nos trazem lições de vida e ainda carismáticos amigos imaginários. O livro “101 Filmes para Veres Antes de Cresceres” (editora Booksmile) é um guia para miúdos e graúdos, mas também um compêndio dos filmes mais populares para os olhos e ouvidos dos mais pequenos e suas famílias. O livro apresenta mais de uma centena de longas-metragens, para diferentes idades, e faz um resumo dos enredos (com spoilers à mistura), introduzindo ainda algumas curiosidades.

Aproveitando a novidade — a obra acaba de chegar ao mercado na companhia do livro “101 Livros para Leres Antes de Cresceres” –, selecionámos 15 filmes para diferentes faixas etárias. Há desde o tradicional desenho animado ao clássico que, apesar da velhice, continua atual. Porque há histórias que devem ser vistas na companhia da família e contadas com um balde de pipocas entre as mãos.

1. Para maiores de 4 anos

Uma Vida de Inseto (“A Bug’s Life”; 1998)

Neste filme de animação digital é possível ver através dos olhos de um inseto como é, na verdade, a vida debaixo da terra. A história centra-se na irreverência de uma formiga que pensa de forma diferente do resto da colónia — que não só tem de juntar comida a tempo do inverno rigoroso que se aproxima, como prestar contas a um bando de gafanhotos que a escraviza. Cabe à personagem principal, a formiga Flick, salvar o dia com a ajuda de um grupo de soldados que, afinal, não passam de artistas circenses… Uma curiosidade sobre o filme de 1998 é o facto de a equipa de filmagens ter colado rodas de Lego numa câmara de pequenas dimensões, que foi depois montada num jardim. A ideia, pois claro, foi perceber a vida real dos verdadeiros bichinhos.

Up Altamente (“Up”; 2009)

Nunca é tarde para voltar a gostar e ser gostado, mesmo que a união em causa seja uma bastante peculiar: a trama junta dois protagonistas muito diferentes, um senhor rezingão de 78 anos e um menino curioso e aventureiro de apenas 8. Os dois ficam inevitavelmente amigos quando uma aventura sem precedentes os junta. A história envolve viagens de sonho, animais esquisitos e casas voadoras, que navegam ao comando de um sem-fim de balões coloridos.

Mary Poppins (“Mary Poppins”; 1964)

O clássico perdura no tempo, tanto que já foram realizadas versões mais recentes da história que, ano após ano, continua a encantar a pequenada. O musical é baseado na série de livros de fantasia escrita a partir de 1934 por P. L. Travers — a autora demorou 20 anos a deixar-se convencer pelo próprio Walt Disney a autorizar a adaptação cinematográfica. A ação desenrola-se em Londres, quando uma ama flutua do céu ao encontro da família para a qual vai trabalhar. A partir desse momento, Mary Poppins começa a espalhar magia e a ganhar a admiração e carinho das crianças da família Banks. O filme, que ganhou cinco óscares da Academia, foi pioneiro ao juntar desenhos animados e atores reais, sobretudo numa altura em que a animação por computador era impensável.

A Pequena Sereia (“The Little Mermaid”; 1989)

Tem dois óscares no currículo e combina uma história clássica, assinada pelo dinamarquês Hans Christian Anderson, com músicas animadas e bem conseguidas. A história da pequena sereia de cabelos ruivos que quer ser humana ainda hoje agarra crianças e adultos ao ecrã, e promete tanto de fantasia como de questões existenciais: depois de salvar e de se apaixonar por um príncipe humano, Ariel tem apenas três dias para ser correspondida, caso contrário perderá a sua voz, que trocou por um par de pernas, para sempre.

O Feiticeiro de Oz (“The Wizard of Oz”; 1939)

“É provavelmente o filme mais popular de sempre”, lê-se no livro “101 Filmes para Veres antes de Cresceres”. O Feiticeiro de Oz baseia-se no livro “O Maravilhoso Feiticeiro de Oz”, de L. Frank Baum, e chegou pela primeira vez às salas de cinema no remoto ano de 1939, dias antes de a Segunda Guerra Mundial rebentar. As lições morais do filme ainda hoje são relevantes, com os protagonistas a personificarem diferentes ensinamentos. A trama anda à volta da viagem de Dorothy e do cão Toto que, através de um tornado, são transportados para a Terra de Oz. Para regressar a casa vão precisar da ajuda de amigos improváveis e da magia do enigmático feiticeiro.

2. Maiores de 6 anos

E.T O Extra-terrestre (“E.T The Extra-Terrestrial”; 1982)

“E.T phone home” é talvez a frase, em inglês, que vem automaticamente à memória assim que se fala deste filme. Assinado pelo realizador Steven Spielberg, o filme faz um retrato da inocência da infância e de uma amizade improvável, entre um rapaz de 10 anos e um extraterrestre que só quer voltar a casa. Elliot e os irmãos vão fazer de tudo para ajudar a criatura peculiar a fugir das garras de agentes governamentais. E quem é capaz de esquecer aquela viagem de bicicleta com passagem incluída por uma lua luminosa?

À Procura de Nemo (“Finding Nemo”; 2003)

O filme conta a entusiasmante (e, por vezes, angustiante) viagem de um pai à procura do filho, um peixinho com uma barbatana invulgarmente pequena que é raptado por um mergulhador no primeiro dia de aulas (aquáticas). Marlin, o pai, embarca numa inusitada aventura por todo o oceano e, pelo caminho, faz amigos cujo carisma e falta de memória já deram origem a uma sequela: “À Procura de Dory”.

Os Goonies (“The Goonies”;1985)

Amigos, aventura, piratas e criminosos. O filme de Steven Spielberg tem de tudo um pouco para cativar os mais pequenos. Há lições morais, cenas icónicas e — spoiler alert! — um final feliz invejável. O grupo de amigos, autodenominado “Goonies”, descobre um velho mapa de tesouro que em tempos pertenceu ao pirata One-Eyed Willy (Willy Zarolho). Na tentativa de salvarem as casas de família, cujos terrenos estão prestes a ser ocupados por um clube de campo, embarcam numa aventura sem igual que arranca numa caverna debaixo de um restaurante — o mesmo que é usado por uma família de bandidos fugidos da polícia…

Aladdin (“Aladdin”; 1993)

O conselheiro do sultão é o vilão da história e o papel de herói, esse, cabe a um ladrão e ao seu macaco de estimação. Aladino e o génio tresloucado, que sai cá para fora a cada esfregadela da lâmpada mágica, protagonizam a tradicional luta do bem contra o mal (sim, faz lembrar a canção de arranque do Dragon Ball). O filme que ganhou dois óscares na década de 1990, e que conta ainda com uma bela história de amor, tem na voz do génio o inconfundível Robin Williams.

O Rei Leão (“The Lion King”; 1994)

Pumba, um dos amigos carismáticos de Simba, foi a primeira personagem da Disney a dar um pum no cinema — e isto aconteceu ao fim de 57 anos e de 54 filmes. Confessada a curiosidade, contemos também que o filme retrata uma história original, isto é, sem qualquer base em contos de fada, como acontece em “A Pequena Sereia”. Simba, uma cria de leão herdeira ao trono das Terras do Reino, foge de tudo e de todos pensando ser o responsável pela morte acidental do pai. Enquanto isso, o seu maléfico tio, Scar, apodera-se injustamente do reino. É na companhia dos incontornáveis Timon e Pumba (e também de Nala) que Simba regressa, já crescido, a casa e à família para reclamar o que é seu.

3. Maiores de 12 anos

Do Céu caiu uma Estrela (“It’s a Wonderful Life”; 1947)

Sim, é a preto e branco. Sim, é antigo. E sim, vale a pena. A longa-metragem conta a história do muito altruísta e samaritano George Bailey que, percebendo que vale mais morto do que vivo devido à situação financeira que a família enfrenta, prefere morrer a viver mais um dia em angústia. Mas antes de conseguir atirar-se da ponte, um anjo desce dos céus e fá-lo ver como seria a vida da cidade e das pessoas na sua ausência. A mensagem é clara: Bailey tinha uma vida maravilhosa e não sabia.

Eduardo Mãos de Tesoura (“Edward Scissorhands”; 1991)

Aqui está a primeira colaboração de sempre entre Johnny Depp e Tim Burton — desde então já fizeram oito filmes juntos, ao longo de um período de 25 anos. O jovem Edward, de cabelo tresloucado e tesouras afiadas em vez de mãos, é a personagem principal, uma espécie de monstro Frankenstein gótico que cresce sozinho num castelo, isolado do mundo, depois do ‘pai’ morrer deixando-o inacabado (daí as tesouras). Mais tarde é resgatado por uma senhora que o deixa ficar em sua casa, tornando-se popular pelo aspeto peculiar e pelo dom de cortar cabelo e sebes. A história, que envolve ainda um triângulo amoroso, é uma crítica social e vale a pena ver ou — como deve ser o caso — rever.

Forest Gump (“Forest Gump”; 1994)

“Run, Forest, run!” Forest Gump tanto correu que ainda hoje o filme de 1994 agarra qualquer um ao pequeno ecrã. A personagem principal (desempenhada por Tom Hanks, que lhe valeu um Óscar) é o narrador participante num enredo que junta vários ensinamentos para a vida, não fosse este homem inocente mas honesto, do Alabama, alcançar feitos tidos como inacreditáveis.

Guerra das Estrelas (“Star Wars”;1977)

Luke Skywalker, Han Solo e princesa Leia são personagens que há muito dispensam apresentações. Um dos trios mais populares do cinema continua em voga, sobretudo com a chegada iminente de um novo episódio, “Star Wars: Os Últimos Jedi” (já há trailer!). O primeiro episódio — que na verdade é o IV — da saga intergalática data de 1977 e, entretanto, já muito se acrescentou à história original. Mas para começar, nada como recuar à primeira vez em que Luke, Han Solo e Leia se cruzaram.

Momento da Verdade (“The Karate Kid”;1984)

Sr. Miyagi, o curioso porteiro que apanha moscas com pauzinhos, transforma-se no sensei do jovem Daniel LaRusso, que precisa de aprender karaté de modo a defender-se de um grupo de rufias. O processo é lento, frustrante por vezes, mas essencial. À medida que as lições prosseguem, o duo fica cada vez mais unido e Daniel chega a participar num importante torneio. O filme foi realizado pelo mesmo homem que trouxe Rocky Balboa à vida, em 1976 (John G. Avildsen).

https://www.youtube.com/watch?v=n7JhKCQnEqQ

 

 

 

 

Fórum Local “Identidades e Multiculturalidade na intervenção com jovens” 30 outubro em Lisboa

Outubro 27, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Para inscrições é preciso preencher o seguinte formulário até dia 29 de Outubrohttps://goo.gl/forms/U1y7yd3nhR0iLTBi2

Para saber mais sobre o Projeto T’ICI: http://tici.eu/

http://redejovensigualdade.org.pt/


Entries e comentários feeds.