Workshop: “Perturbações Específicas da Linguagem” 4 novembro em Lisboa

Outubro 20, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

mais informações:

http://www.oficinadidactica.pt/dynamic_page_formacao2.php?id=1402

Anúncios

“A pessoa que faz o bullying consegue pôr a outra com medo”

Outubro 20, 2017 às 4:37 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , ,

Notícia do Diário de Notícias de 20 de outubro de 2017.

A notícia contém declarações da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

 

 

 

Bullying: Quando o seu filho é o agressor

Outubro 20, 2017 às 3:36 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , ,

Notícia do https://www.noticiasmagazine.pt/ de 20 de outubro de 2017.

Filipa Viana

Texto de Sofia Teixeira | Ilustração de Filipa Viana/WHO

Malcomportadas e desafiadoras praticam bullying. Crianças e adolescentes reservados e educados, com boas notas e integrados, podem ser agressores. Os sinais são discretos, mas um olhar atento pode detetá-los. E aceitar e levar o problema a sério é essencial para o resolver.

Normalmente, começa com um telefonema, da professora ou diretora de turma, que pede para os pais irem a uma reunião na escola. E na reunião chega a notícia que nenhum pai ou mãe gostaria de ouvir e na qual, frequentemente, não acredita: estão ali porque a criança anda a praticar bullying, que é como quem diz, a ser violenta física ou psicologicamente, de forma intencional e repetida, a um ou mais colegas. Pode ser a bater, a ofender, a gozar, a ostracizar.

Os pais têm mais facilidade em aceitar que um filho é vítima do que agressor. Luís Fernandes, psicólogo educacional da Sementes de Vida – Associação de Apoio à Vítima e coautor do livro Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores, percebe a incredulidade de muitos pais. «Há casos em que, quando conhecemos os pais, percebemos perfeitamente de onde vem o comportamento agressivo dos filhos: os traços de violência estão nos pais e os miúdos absorveram‑nos. Mas nem sempre é assim. Há casos em que nitidamente a educação que foi dada àquele miúdo não o devia predispor a ter esse tipo de comportamento.»

E, nesses casos, os pais recusam‑se muitas vezes a acreditar que o filho – que é bom aluno, bem‑comportado no ambiente de casa, que foi educado com princípios e ao qual dedicam tanto tempo e afeto – possa fazer isso. «Ele nunca faria isso», dizem quase sempre. Só que faz. E a resposta está num comportamento que, não sendo exclusivo dos adolescentes, faz‑se sentir muito nestas idades: o síndroma da matilha.

Na adolescência, as relações com os amigos têm um peso muito grande, e, independentemente da educação em casa e da relação com os pais, nesta fase, é muito importante para eles sentirem‑se integrados num grupo. «Se o líder do grupo que querem integrar os desafia a incomodar outros mais fracos, muitas vezes eles alinham», explica o psicólogo.

Tiago Andrade, estudante no ensino superior, hoje com 21 anos, não teme admitir que entre os 10 e os 13 anos tinha este tipo de comportamento. E, ao contrário de muita gente que olhando para trás terá tendência a chamar‑lhes «coisas sem importância de miúdos», não teme chamar as coisas pelos nomes: «Praticava bullying com alguns colegas de turma, sim. Nunca houve agressões físicas, mas havia agressões psicológicas a colegas que não faziam parte do grupo e eram mais frágeis ou estavam em situação de vulnerabilidade.»

Hoje, olhando para trás, não consegue perceber o que o levava a ter esse comportamento que, de resto, se lembra que encarava como normal. «Acho que sentia que era superior a eles, mas agora que penso nisso, estava só a ser inferior, porque precisava de os atacar para me sentir assim.» À distância, olha para as suas próprias atitudes com desdém e arrepende‑se. «Não ganhei nada com o que fiz e sei que causei muito sofrimento a algumas pessoas.

Gostava de mudar isso e ter dado um melhor exemplo às pessoas à minha volta, que eram obviamente influenciadas para também fazer bullying.» Como os ataques não envolviam violência física e Tiago era uma criança bem‑comportada tudo isto passou na altura sem ser detetado por ninguém. «Parei de ter este tipo de comportamento pelos 13 anos sem que pais, professores e funcionários tenham dado conta de alguma coisa.»

Há muitos sintomas, amplamente divulgados, de que uma criança pode estar a ser vítima de bullying – tristeza, isolamento, descida de notas, falta de vontade de ir para a escola. Já os sinais de que pode ser um agressor são menos evidentes. Ainda assim, Inês Freire de Andrade, vice‑presidente e formadora da Associação No Bully Portugal, que leva a cabo programas de sensibilização e prevenção nas escolas, conta que há sinais aos quais os pais podem estar atentos, uma vez que são indicativos de uma probabilidade maior de os filhos estarem a ter este tipo de comportamentos.

A agressividade generalizada, seja física, verbal ou relacional, com outros jovens ou com os adultos, da mesma forma que identificar esta tendência no círculo de amigos dos filhos também pode ser preditivo desse comportamento. «Existe também a tendência dos bullies não seguirem as regras formais ou sociais. Se os pais perceberem que o filho tem dinheiro ou pertences novos que não conseguem explicar de onde vêm, têm de considerar que podem tê‑los roubado a colegas, que também é uma forma de bullying», explica a responsável.

Estes são os sinais mais evidentes, mas há outros mais subtis. Como o bullying é um fenómeno social que surge de um desequilíbrio de «poder» – seja ele por diferenças físicas, de capacidade intelectual ou popularidade, «se os jovens mostrarem uma preocupação fora do normal acerca da sua reputação, estatuto social ou popularidade, poderão também estar a praticar bullying de forma a obter tudo isto». Por fim, como o bullying envolve sempre a ausência de empatia pelas vítimas, a falta de empatia generalizada para com os outros pode ser sintomática de que a criança está ou pode vir a estar envolvida nesta prática.

É fácil apontar o dedo aos bullies e critica‑los pelo comportamento errado que têm. Menos fácil, mas necessário, é desafiar preconceitos simplistas e uma visão a preto e branco do fenómeno. Uma das conclusões a que muitos estudos e observações empíricas já chegaram é que, frequentemente, vítima e agressor são a mesma pessoa, com o conceito de vítima‑agressora a ser cada vez mais usado neste campo de estudo. A vítima agressora é alguém que, como forma de compensação pelos maus‑tratos que sofre, procura outra vítima mais frágil para cometer também ela agressões.

«Há muitos miúdos vítimas de bullying que se tornam agressores no âmbito do cyberbullying. Não têm competências interpessoais para confortar presencialmente o agressor, mas conseguem facilmente transforma‑se em ciberagressores porque são inteligentes, têm competências a nível tecnológico e podem esconder‑se atrás de um ecrã», explica Luís Fernandes.

E o cyberbullying é uma terra de ninguém. Porque se no contexto de bullying há adultos, seja na escola, em casa ou na rua, que supervisionam, de forma formal ou informal, e que podem detetar a situação, intervir e dar o alerta, no caso do cyberbullying não. Não há ninguém que supervisione o que está a acontecer online em tempo real, até porque, como alerta o psicólogo Luís Fernandes, «miúdos são nativos digitais e os pais emigrantes digitais». Ou seja, os mais pequenos têm frequentemente mais competências tecnológicas do que os pais.

Se os bullies são tendencialmente crianças com baixa ou alta autoestima não se sabe bem: os estudos não são consensuais. Alguns apontam para o facto de a agressão ser um reflexo de insegurança e de autoestima baixa, outros apontam para miúdos que se acham a última coca‑cola no deserto e tão acima dos outros que têm o direito de fazer o que lhes apetece.

Mas seja qual for a autoperceção, a motivação passa quase sempre pela autoafirmação. Por isso, Tiago Andrade não quer terminar a conversa sem deixar um conselho aos jovens bullies: «A necessidade de fazer bullying passa por querer um estatuto de superioridade dentro do grupo, mas esse estatuto é conseguido pelo medo e não pelo mérito. Há outras maneiras, positivas, de liderar grupos. Por exemplo, ajudando os outros, em vez de os prejudicar.

BULLIES MUITO À FRENTE

Quer no bulliyng quer no cyberbullying, há esquemas cada vez mais elaborados. Muitos miúdos arranjam quem «suje as mãos por eles»: o cabecilha do esquema de bullying é autor moral, mas não executa. Luís Fernandes, psicólogo educacional da Sementes de Vida – Associação de Apoio à Vítima e coautor do livro Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores, confessa que só os anos de experiência que já leva a lidar com agressores lhe permite entrar na cabeça deles. «Os esquemas são cada vez mais refinados, temos de conseguir pensar como eles, caso contrário, andamos sempre a correr atrás do prejuízo: quando estamos habilitados a lidar com as coisas de uma forma, já eles estão muito mais à frente nas estratégias.» E deixa um caso: «Tive um miúdo que instigava outros a molestarem física e psicologicamente a vítima e ficava apenas a ver. Fazia mais: quando via que um auxiliar na escola detetava a situação, saía do papel de observador e ia acalmar os ânimos. Nos relatórios ficava mencionado como o miúdo que fora essencial na resolução do conflito, quando, na realidade, tinha sido ele a instiga‑lo.» Quando o psicólogo lhe perguntou como escolhia os miúdos que agredia respondeu: «Conhece o quadro de honra? Parece a ementa.»

Leia este artigo para identificar um ciberagressor.

 

 

Bullying em contexto escolar – Palestra com Luís Fernandes na Escola Secundária Júlio Dantas (Lagos), 26 de outubro

Outubro 20, 2017 às 1:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

mais informações:

https://www.facebook.com/Associa%C3%A7%C3%A3o-de-Pais-Ag-Escolas-J%C3%BAlio-Dantas-1395732094022781/

 

Crianças desenham a dor para nos obrigar a vê-la

Outubro 20, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de outubro de 2017.

Nelson Garrido

Caras tristes, seringas, enfermeiras e camas com grades são imagens recorrentes que as crianças hospitalizadas desenham para um concurso que quer “valorizar as queixas dos mais pequenos”. Nesta quinta-feira, 20 de Outubro, assinala-se o Dia Nacional de Luta contra a Dor. Olhemos então para ela

Rita Pimenta

Como vêem os mais pequenos a dor? Desde 2005 que a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) desafia crianças hospitalizadas ou em tratamentos regulares a desenhar a dor. Para que lhe demos mais e melhor atenção. “Tratar a dor nas crianças continua a representar um enorme desafio para os profissionais de saúde e é um motivo de grande preocupação e aflição dos pais”, diz ao PÚBLICO Clara Abadesso, médica e coordenadora do Grupo de Dor na Criança e Adolescente da associação.

Por isso, distinguem trabalhos de crianças com idade igual ou inferior a 12 anos que se encontrem hospitalizadas em unidades de saúde nacionais ou que estejam submetidas a tratamentos em hospitais de dia. E assim nos obrigam a olhar para a dor dos mais pequenos.

Os desenhos desta edição podem ser vistos desde as 10h desta quinta-feira no Hospital Pediátrico de Coimbra, na exposição Vou Desenhar a Minha Dor, a que se “associou um componente educativo e informativo para público em geral e profissionais de saúde”. Objectivo: “Chamar a atenção para a dor em pediatria.” A mostra será itinerante pelos vários hospitais do país.

Desenhar a dor ajuda as crianças a ultrapassarem-na? A pediatra responde: “Ao desenhar, as crianças conseguem descrever a sua experiência de dor de uma forma incrível. Através dos desenhos expressam-na nas suas várias dimensões.” São elas: “Física — que tipo de dor — dor associada a doença, a lesão ou traumatismo, a procedimentos diagnósticos ou terapêuticos (ex. uma injecção ou punção venosa para colheita de sangue para análises ou colocação de um cateter), a localização, a sua intensidade (por vezes); emocional — quais as emoções associadas à dor; e cognitiva — significados que dão à dor, o que é que a dor as impede de fazer, que estratégias ou mecanismos as ajudam a lidar ou reduzir a dor.”

Outro aspecto relevante desta iniciativa que a médica aponta é o facto de, enquanto as crianças estão a desenhar, se focarem numa actividade que lhes é agradável e lhes activa o imaginário, distraindo-as, “isso pode ajudar a reduzir a dor”. Como normalmente os miúdos gostam de desenhar, as famílias aderem facilmente à proposta de o fazerem à luz de um tema que as afecta.

O concurso está dividido em três escalões etários: menos de seis anos; dos seis aos oito e dos nove aos 12 anos. Este ano, não houve concorrentes menores de seis, mas chegaram à APED 23 desenhos da categoria seis-oito anos e 38 desenhos da categoria nove-12 anos. Ao 1.º prémio corresponde um cheque-oferta de 250 euros, ao 2.º prémio, um de 200 e ao 3.º, um de 150. O patrocínio é da Bene Farmacêutica.

Clara Abadesso não se cansa de reforçar o propósito do concurso: “Para os pais e para os profissionais de saúde, é importante perceber como as crianças vêem a dor, como a sentem, como a expressam. Realça de facto a importância que é necessário dar à prevenção, redução e tratamento da dor!”

Para além dos fármacos

Sendo o alívio da dor um direito das crianças, também é “um indicador de qualidade dos serviços de saúde” e o tratamento deve incluir muito mais do que fármacos. Por isso na divulgação da exposição se lembra que “existem uma série de estratégias não farmacológicas que deverão ser empregues no dia-a-dia nos serviços de saúde para minorar o problema da dor”.

E, afinal, o que é a dor? A assistente hospitalar remete-nos para uma das definições oficiais da dor, da IASP — International Association for the Study of Pain: “Uma experiência multidimensional desagradável, envolvendo não só uma componente sensorial, mas também uma componente emocional, e que se associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão.”

E para uma outra, de carácter mais individual e subjectivo: “Dor é tudo o que a pessoa que a experimenta diz que é, existindo sempre que ela diz que existe” (McCaffery, 1979).

Finalmente, pelas suas próprias palavras: “É uma experiência individual, subjectiva e multidimensional. Não resulta apenas da parte sensorial, tem também a parte emocional, que é baseada no estado afectivo, experiências de dor passadas, etapa de desenvolvimento e muitos factores de ordem pessoal, cultural e até espiritual. Existe ainda a parte comportamental — como é que a pessoa vai reagir à dor, que também é muito variável e pode até condicionar uma amplificação ou redução da dor.”

Problema “incompreendido”

É importante estudar a dor? A especialista lembra que este é um “dos problemas médicos mais ‘incompreendidos’, subdiagnosticados e subtratados”. E valoriza a investigação científica dos últimos 25 anos. “Sabe-se mais sobre a neurobiologia da dor — como funcionam as vias da dor, como funciona o cérebro face à dor; sobre a natureza multifactorial da dor; das consequências a curto e longo prazo da dor inadequadamente tratada; formas de avaliar a dor através de escalas especificas; novos fármacos para o tratamento da dor; a importância e eficácia de estratégias não farmacológicas para o alivio da dor; a maior eficácia de um tratamento que utiliza tanto estratégias farmacológicas como não farmacológicas, a importância do tratamento multidisciplinar na dor crónica, etc.”

Clara Abadesso diz que “ainda há muito para fazer para que a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da dor sejam mais eficazes, quando se introduz na prática clínica o que já se demonstrou na investigação cientifica”.

O PÚBLICO tentou falar com concorrentes dos primeiros anos, agora adultos, mas não foi possível. A recusa veio por timidez e por falta de memória sobre o passado. Sinal de que pelo menos aquela dor passou.

Os vencedores desta edição foram:

Escalão seis-oito anos

1.º — Diogo Dinis Carvalho Santos,

2.º — Bianca Isabel Brás Pontes,

3.º — Filipa Pinto Brandão (todos do Hospital São João, Porto) e também 3.º — Afonso Henriques Freitas Abreu (Hospital Dr. Nélio Mendonça, Funchal)

Escalão nove-12 anos

1.º — Maria Leonor de Matos e Sobral do Rosário (Hospital de Santa Maria, Lisboa) e também 1.º — Paloma Vasconcelos da Costa (Hospital do Barreiro – Montijo EPE)

2.º — Pedro Afonso  da Rocha Nogueira (Hospital São João, Porto)

3.º — Inês Nóbrega Oliveira (Hospital Dr. Nélio Mendonça — Funchal).

mais desenhos das crianças no link:

https://www.publico.pt/2017/10/19/culto/noticia/criancas-desenham-a-dor-para-nos-obrigar-a-vela-1789486?page=%2Fultimas&pos=1

 

 

O consumo de álcool moderado dos pais afecta os filhos? Estudo diz que sim

Outubro 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
Etiquetas: , , , , , , , , , ,

Notícia do https://www.publico.pt/ de 19 de outubro de 2017.

Segundo um estudo do Institute of Alcohol Studies de Inglaterra, estes comportamentos afectam a forma como os filhos vêem os pais.

Catarina Lamelas Moura

Um estudo publicado esta semana pelo Institute of Alcohol Studies de Inglaterra (IAS) designa o álcool como “açúcar para adultos”. De acordo com os resultados obtidos, os impactos negativos do consumo de álcool por parte dos pais sobre os filhos acontecem também com quantidades menores, consideradas normalmente pelas entidades como comportamentos de baixo risco.

O estudo – centrado nos consumos sem dependência – analisou as respostas de 997 pais e os seus respectivos filhos, em Inglaterra. Foram realizados inquéritos ao público, quatro focus groups e um inquérito online.

O relatório publicado pela IAS alerta que o debate acerca do consumo de álcool se foca demasiado na questão da quantidade de álcool, em detrimento do verdadeiro impacto do mesmo nas crianças. Os resultados demostram que os pais não têm necessariamente de beber grandes quantidades de forma consistente para que os seus filhos notem mudanças no seu comportamento e sofram impactos negativos. As crianças que viram os pais alegres ou mesmo bêbados demonstraram algum tipo de consequência, como sentirem-se menos consoladas ou a perturbação das rotinas nocturnas. Há ainda uma probabilidade menor de não verem nos pais um exemplo positivo.

Os inquéritos conduzidos concluíram que “muitos pais assumem que os seus filhos não reparam naquilo que bebem” e que, por isso, “os impactos negativos são involuntários, em grande parte dos casos”. Esses hábitos acabam por reflectir-se na postura que os filhos tomam em relação ao álcool, indicam ainda os inquéritos online.

De acordo com os dados do IAS, 29% dos pais admitiu que já tinha estado bêbado em frente aos filhos e 51% disse que já tinha estado alegre. Dos pais inquiridos, 29% considera não haver problema em beber em frente aos filhos, desde que não aconteça com regularidade. Das crianças abordadas, 18% já se sentiu envergonhada devido ao consumo alcoólico dos pais.

“É preocupante que a maioria dos pais relate ter estado alegre em frente aos filhos. Todos os pais lutam por fazer o melhor para os seus filhos, mas este relatório realça a preocupante lacuna no seu conhecimento”, comenta Katherine Brown, chefe executiva dos IAS, citada pelo Guardian.

Um local “seguro” para beber

Aquilo que muitos pais consideram uma forma de educar os filhos a terem comportamentos responsáveis relativamente ao consumo de álcool – deixá-los experimentar uma bebida numa ocasião especial, em casa, por exemplo – pode não produzir os efeitos desejados.

“Os pais muitas vezes tentam evitar que o álcool se torne um tabu, contra o qual as crianças se rebelem, e têm tendência a ver a casa como um ambiente seguro para a aprendizagem de comportamentos adequados”, aponta o relatório do IAS. No entanto, aponta ainda, um estudo conduzido por Marie B. H. Yap e outros investigadores concluiu que as crianças cujos pais lhes fornecem bebidas alcoólicas, têm maior probabilidade de começar a beber mais cedo, de ter problemas alcoólicos e de beber em quantidades e frequência maiores.

O relatório citado na notícia é o seguinte:

Like sugar for adults: The effect of non-dependent parental drinking on children & families

 

 


Entries e comentários feeds.