Festival Big Bang 2017 – O festival de música para todas as infâncias está de volta – 20 e 21 de Outubro no CCB

Outubro 19, 2017 às 10:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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https://www.ccb.pt/Default/pt/FabricaDasArtes/Programacao/Espetaculos?A=1148

http://ccbfabricadasartes.blogspot.pt/2017/10/big-bang-lx-2017-o-festival-de-musica_18.html

 

 

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Bons livros para temas difíceis

Outubro 19, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site https://portcast.net/ de 14 de setembro de 2017.

por Catarina Stichini

Ainda a escrita não tinha sido inventada, já as pessoas passavam conhecimentos e aspetos culturais de geração em geração contando estórias. A tradição oral sempre ocupou um lugar fundamental na nossa sociedade, sendo os donos da oratória fonte de grande apreço e admiração. Ainda hoje, um evento especial é marcado com um discurso. E quem não se lembra das histórias contadas pelos avós?

Nos últimos anos, a arte do story telling, Hora do Conto em Portugal ou Contação de Histórias no Brasil, desenvolveu-se exponencialmente, tendo sido criado um novo espaço para os contadores. Se, por um lado, se verifica a necessidade de levar a leitura a mais crianças e assim promover um mundo mais justo e mais rico para todos, por outro lado não é raro encontrar eventos que a promovam, em bibliotecas ou livrarias, que assim atraem miúdos e graúdos até si.

O encanto e a magia que caracterizam estes encontros permitem a todos deixar-se levar pelas histórias e pela imaginação, contribuindo para a formação do indivíduo que, de uma forma ou de outra, se vê espelhado na narrativa.

Além de possuir este aspeto fantasioso, a literatura é também um veículo privilegiado para abordar assuntos complexos, uma vez que oferece aos interlocutores a possibilidade de projetarem na história o que não querem ou não conseguem discutir diretamente.

Existem, sem dúvida, aos milhares livros sobre todos os temas possíveis e imaginários, mas o que se passa nos nossos países? Que querem dizer os contadores de língua portuguesa? Em que livros transmitem o que sucede atualmente nas nossas famílias? Foi com esta ideia em mente que decidimos elaborar uma pequena lista de livros de autores de expressão portuguesa ideais para abordar temas difíceis.

Dez livros de que gostamos muito!

 

  1. Adoção – Flávia e o bolo de chocolate, de Míriam Leitão e Bruna Assis Abril (ilustração), Editora Rocco

Este livro fantástico e doce de Míriam Leitão aborda a adoção através de uma perspectiva diferente, simples e amável.

Rita sempre quis ter um filho ou filha e quando encontrou Flávia, foi amor à primeira vista. Rita sabia que Flávia seria sua filha e pronto, descomplicado assim. Flávia cresce bonita e feliz mas passa a não gostar da cor “marrom” de sua pele por não ser parecida com a de sua mãe. Ela passa a não gostar de nada que seja marrom. Então a mãe com delicadeza e amor vai mostrando e explicando que as pessoas possuem características próprias e diferentes e que este fator torna o mundo rico e cheio de beleza. A mãe também vai ensinando a sua filha que muitas coisas belas e boas têm a cor marrom, inclusive a cor da menina.

A premiada jornalista Míriam Leitão aborda temas delicados como adoção e questões raciais de forma delicada e suave para os pequenos. O livro é uma beleza e ainda conta com belas ilustrações de Bruna Assis Brasil, a autora ganhadora do Prêmio FNLIJ 2014 na categoria Escritor Revelação por seu livro infantil de estreia, A perigosa vida dos passarinhos pequenos, que também mostra que o mundo é feito de diferentes cores, pessoas e sabores.

 

  1. Autismo – Tom, de André Neves, Projeto Editora, 2012

Em Tom, Andre Néves nos presenteia com uma bela história de extraordinária sensibilidade. Tom é um menino que vive no silêncio de seus pensamentos e, por este motivo, todos tentam entendê-lo e querem saber o que se passa com ele, principalmente seu irmão. Durante a história, o irmão se questiona sobre o motivo de Tom não brincar, não falar, não reagir à vida a sua volta. Até que um dia, Tom convida seu irmão para dançar e conhecer seu mundo.

Linda e talvez um pouco melancólica, esta história nos abre inúmeras possibilidades de interpretações e troca de ideias. Uma delas é o universo do autismo.

  1. Cancro – A Matilde está careca, vários autores, José Souto Moura (ilustração), Prime Books, 2017

Livro dedicado ao cancro infantil, escrito por antigos alunos da Faculdade de Medicina de Lisboa. Conta a história de Pedro e de Matilde, colegas inseparáveis na escola até ao dia em que Matilde não aparece e Pedro descobre que ela tem uma doença com um nome muito estranho.

Texto escrito numa linguagem acessível e fatual, que transmite o afeto entre as crianças, as dificuldades desta doença e a esperança na cura.

O livro faz parte do Plano Nacional de Leitura em Portugal e pode encontrar sugestões da Operação Nariz Vermelho para o abordar na escola, com crianças do Ensino Básico (1º ao 9º ano de escolaridade), aqui.

  1. Doença e superação – Dulce a abelha, de Bartolomeu Campos de Queirós e Mariana Newlands (ilustração), Editora Alfaguara, 2015

Esta fábula encantadora e poética nos conta a história de Dulce, uma abelha que não nasceu para fabricar mel e não por culpa dela. Era diabética. Foi proibida – pela natureza – de comer açúcar. O que era doce lhe dava tonteiras e causava desmaios. Dulce sonhava em ser tantas coisas, formiga, borboleta, apenas para não parecer preguiçosa e desobediente aos olhos das outras abelhas. Ela tenta até o fim vencer suas limitações.

Uma história sobre o desenrolar da vida e da morte, com suas certezas e incertezas, onde Bartolomeu Campos de Queirós trata de temas muito importantes como aceitação, superação e perda com lirismo e a simplicidade de uma criança.

  1. Emigração e adaptação – A Rainha do Norte, Joana Estrela, Planeta Tangerina, 2017

Ser estrangeiro não é fácil.

Joana Estrela parte da lenda das amendoeiras e escreve a estória de uma jovem que se muda para um país muito diferente do seu. Refletindo a realidade de muitas famílias nos dias de hoje, o livro aborda os desafios e dificuldades que esta experiência representa, da língua e da comida às saudades dos que se deixam para trás, mas também o amor e a vontade de crescer e mudar. Uma história muito bonita e bem conseguida, quer a nível verbal quer a nível gráfico.

  1. Guerra – Que luz estarias a ler?, de Ana Biscaia (ilustração) e Pedro Mésseder (texto), Xerefé edições, 2014

Um livro que começou ao contrário, com os desenhos de Ana Biscaia (Prémio Nacional de Ilustração 2013) baseados em fotografias de uma menina a apanhar livros no meio de escombros num cenário de guerra. Seriam esses desenhos que serviriam de base ao texto de Pedro Mésseder, que assim acaba por ilustrar ilustrações com as suas palavras.

No livro, a menina é Aysha e procura livros para a escola que sonha ter no fim da guerra, altura em que se dedicará a pensar no que o seu amigo Kalil estaria a ler quando morreu.

Um livro forte e belo, tanto a nível textual como visual, que nos permite abordar temas tão difíceis como a guerra e a morte infantil através da discussão do amor aos livros e do papel da literatura neste mundo às avessas.

Que luz estarias a ler? está atualmente a ser trabalhado com alunos de Português, do Ensino Básico (1º – 6º ano), na Suécia.

  1. Identidade – Como tu, de Ana Luísa Amaral e Elsa Navarro (ilustração), Quid Novi, 2012

Tudo muda e se transforma. Como tu.

Escrito numa linguagem poética e do quotidiano, com a bondade e pureza a que nos habitua Ana Luísa Amaral, este livro mostra-nos como tudo cresce, muda e passa, como tudo deve ser respeitado, tal como a borboleta e o pé de feijão. Uma conversa com uma criança sobre o mundo que a rodeia, um belíssimo ponto de partida para discutir a amizade, a família, a solidão, a sexualidade, a vergonha, os medos que nos assombram, e muito mais.

Livro acompanhado por um CD com música original de António Pinho Vargas e interpretação de Gilberto Oliveira e Margarida Gonçalves.

  1. Paixão e desilusão amorosa – Eu gosto de ti. E tu?, de Inês Almeida e Nicholas Carvalho, Livros Horizonte, 2016

A primeira paixão, o primeiro desgosto, a primeira lição para aprender a dar tempo ao tempo, ultrapassar medos e confiar em nós mesmos. Um livro numa linguagem delicada, como é o tema, com bonitas ilustrações.

  1. Síndrome do X Frágil – Olá! Eu sou o Alexandre – Alexandre, o Ágil, de Ana Zanatti e Madalena Bastos (ilustração), Pais em Rede, 2016

O Alexandre é um menino curioso e irrequieto, que vive rodeado de amor, entrega e preserverança. Vive com a síndrome do X Frágil, caracterizada por sintomas como a hiperatividade, problemas de atenção e concentração, ansiedade e timidez social. A estória de Alexandre é verídica, e aqui é contada num tom lúdico e em verso, pensada quase para ser cantada a outros meninos; faz parte da coleção Meninos Especiais, que visa contar a estória de crianças com deficiências, nem sempre visíveis ou conhecidas do público geral, e alertar para as suas necessidades especiais.

Este livro foi financiado pela Associação Portuguesa da Síndrome X Frágil, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

  1. Um novo irmão – Eu só só eu, de Ana Saldanha e Yara Kono (ilustração), Editora Peirópolis, 2014

Um livro cheio de amor sobre tudo o que faz parte do mundo de um filho único: os seus brinquedos, os seus espaços, os seus afetos. E como tudo isso muda com um irmão, só seu.

Texto e ilustrações ideais para abordar o tema com crianças até aos 3 anos.

Sugerimos também:

  • Alice Beija-Flor, um PortCast da autoria de Jorge Reis, com exercícios de Catarina Stichini, para ler e ouvir e discutir a infância, a família e distúrbios alimentares. Versão lenta e grátis, aqui. Versão com exercícios, aqui.

Diga-nos o que acha e sugira outros livros!

 

Catarina Stichini é professora há mais de vinte anos, tendo já lecionado do ensino infantil ao universitário. Em 2014, foi nomeada para o Prémio de Melhor Professor da Universidade de Estocolmo, na Suécia, país onde é atualmente professora de Português Língua de Herança. Dedica parte do seu tempo ao www.portcast.net, uma plataforma para a aprendizagem de português através de podcasts. Tem um filho luso-sueco com 6 anos.

Gabriella Teixeira é formada em Comunicação Social e trabalha como professora de Português como Língua de Herança na Suécia. Apaixonada por literatura infantojuvenil, em 2015, criou o projeto, Cantinho da história na Suécia, onde realiza diversas contações de histórias em português nas bibliotecas de Estocolmo e também em Uppsala.

 

 

 

Conferência “A reforma do Código Civil e a igualdade de género 1977-2017” com a presença da Presidente do IAC, Dulce Rocha, 8 e 9 novembro em Lisboa

Outubro 19, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Participação da Drª Dulce Rocha, Presidente do Instituto de Apoio à Criança, no dia 8 de novembro com a comunicação “O exercício das responsabilidades parentais” pelas 16.15 horas.

mais informações no link:

https://www.apmj.pt/

 

 

Palestra “Será que é bullying?” 21 de outubro no Centro Cultural João Soares em Cortes, Leiria,

Outubro 19, 2017 às 9:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/CasaMuseuJoaoSoares/

Children more likely to walk to school in Switzerland

Outubro 19, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do site https://www.swissinfo.ch/ de 4 de outubro de 2017.

 

Isobel Leybold-Johnson

In Switzerland 75% of children walk to school – that’s twice as high as countries like the United Kingdom and the United States. But there are worries that this could be changing.

As any foreigner with children going through the Swiss school system – particularly in German-speaking part – will know, letting your children walk to school or even Kindergarten at a young age is a rite of passage. But it is something that you have to get used to, particularly if you come from a country where pupils are often driven to school.

October marks walking to school month in many parts of the world, with October 4 designated International Walking to School Dayexternal link. Switzerland held an awareness day on September 22external link.

Walking to school film (VCS), showing the importance of movement, friends, experiences and taking responsibility

A recent reportexternal link commissioned by the Swiss Association for Transport and Environmentexternal link (VCS in German) found that 75% per cent of children walk to school in Switzerland. That compares to around 30-40% in the United Kingdomexternal link and the United Statesexternal link. Even neighbouring Gemany does not post such a high percentage at 50% in 2012external link.

Why so high?

VCS spokesman Matthias Müller said that tradition was one reason why so many Swiss children walked to school. Many mothers did not work, so they organised between themselves for children to gather together to walk to school, accompanied by one adult in a rotating role. More mothers work now, but the expectation that children go by foot has stayed, he said.

Independence is also encouraged from an early age. “This has to do with the tradition of the federal state in Switzerland, this healthy sense of liberalism in which you take care of yourself,” Müller said.

It is also much safer in Switzerland as there is certainly less traffic than in big cities like London and Sydney, he pointed out.

Nevertheless, the number of parents driving their children aged between 6 and 9 to school is on the increase – it has risen by 40% in the past ten years, according to the microcensus data in the report.

Safety was cited as a main concern by a third of the parents polled for the study.

“Parent taxis”

“Parent taxis” are more widespread in the French and Italian-speaking parts of the country.  Whereas in the German-speaking part, only 11% of children are taken to school at least once a week by car, this rises to 50% in the French part and 63% in the Italian part, Ticino.

Parents in German-speaking Switzerland feel school routes are safer due to the many traffic calming measures, especially around schools (e.g. 20-30km zones), said Müller. These are less common in the other parts of Switzerland, he explained.

VCS says that it can be dangerous if many cars are letting children out at the school gates. It also brings children health benefits to walk to school.

Teachers agree. “We don’t want pupils becoming a ‘generation of backseat kidsexternal link’ who are driven to school each morning by their parents,” said Beat Zemp, president of the Swiss Teachers’ Associationexternal link, in comments on the VCS walk to schoolexternal link website. “It makes more sense to first walk and then bike to school. This strengthens children’s’ self-confidence and their social skills. Also movement is healthy and contributes to the fight against obesity.”

Campaign and experiences

VCS is currently running a campaign to encourage more walking to school, particularly through the promotion of the pedibusexternal link “walking school bus” in which groups of children, aged 4-8, are accompanied to school by an adult. This is particularly popular in the French-speaking part of the country, where the pedibus has been in operation for 15 years.

The lobby group is also calling for more better traffic management and more bike paths.

A quick, unrepresentative, poll of parents at swissinfo.ch confirmed the cultural differences. It found that in the German-speaking, more rural areas, children were encouraged to walk to school or kindergarten from an early age. They received “training” from the local policeman. In bigger cities, some parents have banded together to take turns in accompanying children to school. In Zurich, for example, the police publish a map of safe routes to schoolexternal link. A parent living in Bern said that walking to school was encouraged to give children independence.

The pedibusexternal link was reported to be popular in Lausanne and growing. However, it was felt that the walking to school was in general less popular in western Switzerland. The school bus is often a lifesaver in rural areas where there is a long way to go to school, parents said.

swissinfo.ch

 


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