Inteligência artificial na educação: não a ignore, use-a bem! | artigo

Outubro 13, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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Texto e imagem do blogue http://blogue.rbe.mec.pt/ de 19 de setembro de 2017.

por Sébastien Turbot* | Fonte: Porvir |

Como a chegada de novas ferramentas e algoritmos pode transformar a experiência mão na massa e tornar a aprendizagem mais profunda e relevante

“A combinação de humanos com máquinas não é o futuro, é o presente”, disse o xadezista russo Garry Kasparov numa recente palestra TED.

E esse “presente” está a transformar o mundo da educação em ritmo acelerado. Com as crianças cada vez mais a usar tablets e a programação a ser incluída nos currículos nacionais por todo o mundo, a tecnologia está a tornar-se parte integrante das salas de aula, tal como o giz e o quadro negro.

Já testemunhámos o aumento e o impacto da tecnologia da educação, especialmente através de uma multiplicidade de plataformas de aprendizagem adaptativa, como Khan Academy e Coursera, que permitem aos alunos aprimorar as suas habilidades e conhecimento.

E agora a realidade virtual (VR, na sigla em inglês) e a inteligência artificial (AI, também em inglês) estão a ganhar força. Um recente relatório do grupo editorial britânico Pearson decifra como a inteligência artificial transformará positivamente a educação nos próximos anos. Segundo os autores do relatório, “o futuro oferece o potencial de ferramentas e apoio ainda maiores. Imagine companheiros de aprendizagem ao longo da vida alimentados por AI que possam acompanhar e apoiar estudantes individuais ao longo de seus estudos – dentro e além da escola – ou novas formas de avaliação que medem a aprendizagem enquanto ela está a ocorrer, moldando a experiência de aprendizagem em tempo real”.

Na verdade, os altos custos continuam a ser um desafio, mas o dia em que as ferramentas de inteligência artificial e realidade virtual serão tão acessíveis quanto os smartphones e os computadores de mesa não está longe.

As máquinas inteligentes estão a desempenhar um papel importante na entrega de conhecimentos personalizados e relevantes aos alunos, onde e quando necessário. Por exemplo, a Content Technologies Inc., uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial baseada nos Estados Unidos, está aproveitando a aprendizagem profunda para entregar livros personalizados. A empresa lançou Cram101 e JustFact101 para transformar livros de texto feitos há dezenas de anos em guias de aprendizagem inteligentes e relevantes, tornando o tempo de estudo eficiente.

Além disso, a aprendizagem agora está-se a transformar numa experiência verdadeiramente imersiva dentro e fora da sala de aula. Como curador de conferência, planeio vivências com atividades imersivas para oferecer aos participantes experiências memoráveis, deixando-os com um forte desejo de voltar no ano seguinte.

E como educador, acredito que a mesma estratégia tem o poder de estimular criatividade, engajamento e resultados de aprendizagem mais fortes entre os meus alunos. Mas, durante décadas, a aprendizagem experimental foi confinada a experiências científicos no arcaico laboratório da escola ou a trabalhos de férias de verão. Mas com realidade virtual e inteligência artificial, a aprendizagem experiencial ou mão na massa tem um significado totalmente novo.

Uma variedade de ferramentas de realidade artificial, incluindo o HoloLens, da Microsoft, Oculus Rift, do Facebook, ou o Google Expedition estão a traduzir aulas tradicionais em experiências de significado do mundo real.

Imagine uma sala cheia de estudantes explorando o naufrágio do Titanic, a ver dinossauros a caminhar ao redor deles, descobrindo a Amazônia ou simplesmente aterrando na lua como astronautas – que salto gigante na educação?!

“Estamos a afastar-nos simplesmente de “aprender” um assunto ou tópico para “sentir” o conteúdo. Essa não é simplesmente uma ferramenta de engajamento ou um truque, ela permite que um aluno explore, experimente ou seja envolvido em algo, como se estivesse realmente presente naquele ambiente ou lugar “, escreveu recentemente Graeme Lawrie, diretor de inovação e extensão na escola Sevenoaks, que fica no Reino Unido.

E os estudantes não são os únicos beneficiários.

Os sistemas de tutoria inteligentes, como o Carnegie Learning ou o Third Space Learning, ajudam os professores a libertar-se da abordagem “tamanho único”. Essas plataformas individuais de tutoria utilizam o big data e ferramentas de análise de aprendizagem para fornecer aos tutores retornos avaliativos em tempo real sobre desempenho, pontos fortes e fracos dos alunos. O retorno avaliativo ajuda os professores a determinar as necessidades exatas de aprendizagem, as falhas em habilidades de cada aluno e fornecer orientação suplementar.

Muitas vezes ouço especialistas dizerem que “a tecnologia piorou os maus professores. Portanto, não há dúvida de que precisamos continuar a investir em formação e desenvolvimento profissional. Nenhuma máquina pode substituir professores humanos, mas pode salvá-los de desmoronar sob pressão. Lembram-se do professor da Universidade de Georgia Tech (EUA) Ashok Goel, que usava o assistente Jill Watson construído a partir de inteligência artificial? Trata-se de uma ilustração de como as máquinas inteligentes ajudarão a transição dos professores do sábio no palco para assumirem o papel de mentores e facilitadores.

Para Thomas Arnett, escritor do Instituto Clayton Christensen, “Em vez de ver o progresso tecnológico como uma ameaça, professores e líderes educacionais devem aproveitar as várias maneiras pelas quais a tecnologia pode melhorar seu trabalho”.

Arnett acredita que a automação ajudará a simplificar as tarefas básicas de ensino e ajudar os líderes escolares a lidar com os principais desafios para a instrução de qualidade – a saber, diferenças na qualidade dos professores, interesses diversos de estudantes e o acumular de expectativas colocadas sobre os professores.

“Inovações que tornam commodity algumas habilidades dos professores também fornecem ferramentas para aumentar a eficácia de professores não-especialistas e especialistas para novos patamares e se adaptarem às novas prioridades de uma força de trabalho e sistema educacional do século 21″, escreve Arnett em seu relatório Teaching in the Machine Age (Ensino na era da máquina).

Neste relatório, Arnett também discute o potencial da inteligência artificial para reconhecer e desenvolver professores de alto potencial. “Os pesquisadores podem identificar os professores com chance de atingir alta qualidade no futuro com base nas observações, em respostas questionários preenchidos por alunos e nas notas das provas, mas são muito menos bem-sucedidos na identificação das características de professores eficientes ou na elaboração de um caminho claro para os preparar e desenvolver”.

E o mais importante, além do domínio do conteúdo, os professores serão capazes de ajudar os seus alunos a desenvolver as tão necessárias habilidades não-cognitivas do século 21, como confiança e criatividade.

A imagem que eu projeto neste artigo pode parecer excessivamente otimista para muitos.

Na verdade, a inteligência artificial e a tecnologia educacional não são uma panaceia para desafios sistémicos. A inteligência artificial pode acabar não sendo o próximo salto gigante na educação e, obviamente, trará o seu próprio conjunto de problemas e desvantagens.

Mas não vamos ignorar os seus pontos fortes inatos que poderiam ajudar a resolver as flagrantes lacunas no ensino e na aprendizagem que estamos a lutar para resolver há décadas.

adapatdo do português do Brasil.

Inteligência artificial na educação: não ignore, faça bom uso!

Inteligência artificial na educação: não ignore, faça bom uso!. (2017). PORVIR. Retrieved 19 September 2017, from http://porvir.org/inteligencia-artificial-na-educacao-nao-ignore-faca-bom-uso/

*Sébastien Turbot é o curador e diretor de programas globais no WISE (World Innovation Summit for Education) da Qatar Foundation. Siga-o no Twitter: @sturbot

 

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Campanha Reservado – contra o tráfico de seres humanos

Outubro 13, 2017 às 2:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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RESERVADO – Em nome de uma vítima de tráfico de seres humanos é uma campanha promovida pela delegação de Lisboa, Tejo e Sado da APF – Associação para o Planeamento da Família, que pretende sensibilizar a população e apelar à sinalização de vítimas.

O tráfico de seres humanos (TSH) é uma realidade com um impacto económico comparável ao do tráfico de armas e de droga. Estima-se que por ano sejam traficadas 30 milhões de pessoas em todo o mundo.

Em Portugal existem cerca de 1400 vítimas de Tráfico de Seres Humanos. Destas apenas 299 foram sinalizadas em 2013 e os seus agressores raramente são constituídos arguidos. Portugal é simultaneamente país de origem, trânsito e destino de Tráfico Humano e são as mulheres e as crianças que apresentam uma maior vulnerabilidade à situação.

Reserve esta ideia, esteja alerta, denuncie!
www.facebook.com/campanhareservado

 

84% of primary school children study foreign languages

Outubro 13, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do http://ec.europa.eu/eurostat/ de 25 de setembro de 2017.

In 2015, almost 19 million primary school pupils (or 84% of all the pupils at this level) in the European Union (EU) were studying at least one foreign language, including 1 million (around 5%) who were studying two foreign languages or more.

English was by far the most popular language, studied by 17.5 million pupils (83.5% of the primary school population). French (0.8 million or 4.8%) came second, followed by German (almost 0.7 million or 3.9%), Spanish (0.1 million or 0.6%), Russian (54 thousand or 0.3%) and Italian (33 thousand or 0.2%).

This news item marks the European Day of Languages, celebrated each year on 26 September.

Less than half of primary school pupils study a foreign language in Portugal, Belgium, the Netherlands and Slovenia

All or nearly all pupils at primary level in 2015 attended foreign language classes in Cyprus, Luxembourg, Malta and Austria (all 100%), Croatia (99.9%), Spain (99.4%), and France (99.2%), as well as in Italy (98.6%), Romania (98.3%) and Poland (97.6%). At EU level, this share stood at 84.3%.

In some Member States, young pupils were studying two or more foreign languages, particularly in Luxembourg (83.7%), followed at a distance by Estonia (30.7%) and Greece (28.9%).

In contrast, less than half of primary school pupils were studying a foreign language in 2015 in Portugal (35.4%), Belgium (36.7%), the Netherlands (42.9%) and Slovenia (49.8%).

English clearly dominant

English is the most common foreign language studied at primary level in every EU Member State, except Belgium and Luxembourg, both multilingual countries.

The second most common foreign language gives a more varied picture. German, which is the most learnt foreign language in Luxembourg, was the second main foreign language studied by primary school pupils in eight other Member States, with the highest shares of learners recorded in Croatia (20.9%) and Hungary (20.2%). French occupied this position on the EU level and in seven Member States, with the largest proportions being notably recorded in Luxembourg (83.5%), Greece (15.8%) and Romania (15.2%).

The source dataset for the number of languages can be found here, and for the languages studied here.

Country notes

Belgium: the official state languages are Dutch, French and German; notably French is considered as a foreign language in the Belgian Flemish Community and Flemish (Dutch) is considered as a foreign language in the Belgian French Community. At primary level, the most popular foreign language in the Belgian French Community is Dutch (36.0% of pupils), and in the Belgian Flemish Community, it is French (27.4%).

Estonia: in schools where Estonian is not the language of instruction, Estonian is counted as a foreign language for statistical purposes.

Ireland: in addition to English, all pupils at primary level study Irish. However, Irish is not considered a foreign language. Luxembourg: although the official languages are French, German and Luxembourgish, for the purpose of education statistics, French and German are counted as foreign languages.

Malta: English is an official language alongside Maltese, but for the purpose of education statistics, it is counted as a foreign language.

Slovakia: in schools where Slovakian is not the language of instruction, Slovak is counted as a foreign language for statistical purposes.

Finland: Swedish is an official language alongside Finnish, but for the purpose of education statistics, it is counted as a foreign language.

More information

European Commission Day of Languages website

For data on lower secondary education level, see our Themes in the Spotlight infographic

 

 

 

Porto: 8 museus para as crianças aprenderem enquanto passeiam

Outubro 13, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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(Fotografia de Amin Chaar/GI)

Notícia da https://www.evasoes.pt/ de 26 de setembro de 2017.

Os livros, os cadernos, o reencontro com os amigos e o regresso à rotina de todo o ano são realidades deste mês do ano. Mas a aprendizagem faz-se também fora das aulas e, para isso, a Evasões reuniu várias sugestões para que a tabuada ao fim de semana seja sempre feita de somas de experiências para dividir pela família toda.

visualizar todas as fotos e textos no link:

https://www.evasoes.pt/ar-livre/8-museus-para-as-criancas-aprenderem-enquanto-passeiam/

 


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