9 dicas para os professores escolherem recursos educacionais digitais

Setembro 15, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto da http://blogue.rbe.mec.pt/ de 29 de agosto de 2017.

in Porvir

A tecnologia permite o acesso a uma infinidade de recursos que podem ser usados no processo de ensino e aprendizagem. Para isso é preciso que os professores tenham a competência para selecionar os conteúdos e ferramentas mais relevantes para os seus alunos. Eles devem estar alinhados com os objetivos de aprendizagem previstos no currículo, ter consistência e fidedignidade, além de serem simples e intuitivos.

Levando em conta estes parâmetros, elencam-se 9 fatores que devem ser levados em conta ao longo do processo de seleção:

1) O conteúdo possui alinhamento com o currículo?

Aqui o professor precisa definir previamente o conteúdo pedagógico para o qual necessita dos recursos e delimitar os objetivos de aprendizagem que deseja alcançar. Feito isso, ele deve analisar se o recurso responde claramente aos objetivos, se está adequado ao público-alvo, se é relevante, preciso e confiável. Por fim, é preciso verificar se as atividades fazem sentido para os objetivos traçados.

2) O conteúdo é de qualidade e adequado ao propósito?

Para responder a essa questão, o professor deve verificar se o conteúdo é central e relevante dentro da experiência de aprendizagem. Objetos como imagens, áudio e vídeos devem ser adequados ao público e ao contexto de uso. Eles também devem ser de qualidade gráfica e sonora que permitam fácil entendimento nas diferentes plataformas. O documento do CIEB alerta, ainda, que devem ser evitados recursos com conteúdos com parcialidade política, religiosa ou étnica, preconceitos, material ofensivo ou omissões.

3) Possibilita métodos pedagógicos inovadores, promovendo engajamento e facilitando a aprendizagem?

Um dos benefícios dos conteúdos digitais é a grande variedade de tipos (texto, áudio, vídeo, imagens, páginas de internet interativas, aplicativos e jogos), que oferecem múltiplas oportunidades de escolha para aprender. O professor é quem deve planear a melhor forma de aproveitar essa diversidade, baseado no perfil dos alunos. Isso pode acontecer por meio de métodos como ensino híbrido, sala de aula invertida, ensino adaptativo, aprendizagem através de desafios, projetos, aprendizagem personalizada, dentre outros. Na seção glossário, do Porvir, encontra a definição de cada uma dessas estratégias.

4) Possui formas efetivas de avaliar a aprendizagem?

Um recurso educacional deve mostrar se o aluno conseguiu ou não alcançar os objetivos de aprendizagem propostos. Isso pode ser feito através de pequenas atividades incorporadas em diferentes etapas, de uma avaliação informal no final, de uma autoavaliação ou através de atividades em pares e em grupos. Também é possível fazer uma avaliação formal, que mede o nível de desenvolvimento alcançado pelo aluno durante e/ou após o uso do recurso em comparação ao seu conhecimento prévio.

5) É fácil de usar?

Um bom recurso não deve necessitar manuais ou orientações para ser usado. Além disso, o tempo que os alunos precisam se dedicar para entender como ele funciona não pode ser maior do que aquele requerido para aprender o conteúdo pedagógico. Um recurso com boa usabilidade tem imagens e ícones que seguem convenções. Ele deve funcionar de maneira consistente em diferentes dispositivos e ter design agradável.

6) Funciona com os sistemas disponíveis na sua rede/escola?

É indispensável que o professor conheça os sistemas da sua rede ou escola, principalmente o Ambiente Virtual de Aprendizagem (caso exista), porque tanto o uso do recurso quanto o acesso aos resultados das atividades depende dessa integração.

7) A infraestrutura disponível na sua rede/escola é suficiente para o uso do recurso?

É importante que o professor conheça as tecnologias presentes na sua rede/escola, saiba quais são as mais usadas pelos alunos e verifique se os requisitos mínimos do recurso, ou tecnologias suportadas por ele, têm resposta. Entre outros fatores, deve ter em conta o seguintea: o tipo de dispositivo (computador, tablet ou smartphone); velocidade da ligação com a internet da escola e dos alunos; sistema operativo (iOS, Android, Windows, MAC…); navegador (Internet Explorer, Chrome, Firefox…); disponibilidade de softwares (Word, Excel…); e tamanhos de écran (resolução). No caso de plataformas que funcionam em linha, o educador ainda pode verificar se também existe possibilidade de uso off-line, se a ligação da escola não for suficiente. Também é importante verificar as garantias de segurança e políticas de privacidade relativas aos dados dos utilizadores e se elas não violam os dados e a privacidade dos alunos.

8) Possui funcionalidades para inclusão e acessibilidade?

Aqui o professor deve verificar se o recurso possui funcionalidades que respondem ao uso de alunos com deficiência. As necessidades podem variar, mas pode-se destacar características como: interfaces simples, fáceis de usar, com possibilidade de adaptar o tamanho das fontes, cores de letras e fundo de tela, legendas ou áudio opcional de todo o conteúdo, incluindo descrição de imagens, além de guia de uso para alunos.

9) Procure referência e partilhe

O professor deve procurar referências sobre a reputação do autor, da instituição ou empresa que fornece o recurso, pois elas podem funcionar como um indicador importante de qualidade. Caso não haja referências, será necessário procurar outros recursos do mesmo autor, instituição ou empresa. Ele pode conversar com outros professores que já utilizaram – isso ajuda a entender os principais pontos fortes e fracos do recurso e do fornecedor.

Adaptado do português do Brasil.

 

 

Um em cada três pais portugueses permite que os seus filhos menores bebam álcool durante as férias

Setembro 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://lifestyle.sapo.pt/ de 21 de agosto de 2017.

Susana Krauss

De acordo com um estudo sobre as experiências dos europeus durante as suas férias realizado pela Jetcost, a idade média em que lhes é permitido beber pela primeira vez é aos 13 anos.

Nas férias tudo é mais relaxado, calmo e despreocupado, mesmo para os pais que passam as férias com os seus filhos. Este ambiente mais descontraído leva também a um “alívio” das regras que se aplicam aos mesmos durante o resto do ano, como deitar mais tarde, refeições menos controladas ou gastar mais dinheiro do que o habitual.

No entanto, o motor de busca de voos e hotéis Jetcost descobriu que os pais às vezes deixam-se levar por este período mais relaxante ao permitirem que os menores bebam álcool, não dando demasiada importância ao assunto.

A equipa da Jetcost efetuou uma pesquisa que fez parte de um estudo sobre as experiências dos europeus durante as suas férias. A mesma foi realizado a 3.000 pessoas (500 de cada nacionalidade: Britânica, Espanhola, Italiana, Alemã, Portuguesa e Francesa), com mais de 18 anos e que tinha pelo menos um filho com menos de 16 anos. A todos perguntou-se sobre as suas férias em família e o que os pais permitiam que os seus filhos fizessem durante as mesmas.

Inicialmente a todos os entrevistados foi perguntado se durante as férias aliviavam um pouco as regras que impõem aos seus filhos durante o resto do ano, tendo três quartos dos entrevistados, (76%) respondido que sim. Os restantes 24% disseram que não: “o facto de estar longe de casa não significa que eles possam tornar-se indisciplinados” e “é para a sua própria segurança” foram as razões mais comuns para não negligenciar as regras.

Por outro lado, no que diz respeito aqueles que aliviaram as regras com os seus filhos, as razões mais frequentes foram: “ao estarem de férias, merecem desfrutar um pouco mais da vida”, “o facto das crianças se sentirem contentes e entretidas, também proporciona bem-estar ao resto da família ” e “que ao tratar-se também das minhas férias não quero estar a controlá-los a todas as horas”.

Para aprofundar um pouco mais a questão, os entrevistados que responderam deixar os seus filhos fazer coisas que normalmente não fazem em casa, pediu-se-lhes que dissessem quais as regras que permitiam aos filhos não cumprir na íntegra e as respostas mais comuns foram:

1. Deitar mais tarde que a hora habitual (89%).
2. Brincar ou passear com outras crianças e as suas famílias (63%).
3. Comer o que querem e quando eles querem (55%).
4. Gastar o seu próprio dinheiro, sem dizer-lhes que eles não devem comprar certas coisas (47%).
5. Beber alguma bebida alcoólica (30%).

De acordo ainda com a pesquisa, aqueles que disseram que deixavam os seus filhos beber álcool durante as férias, pediu-se-lhes que dissessem qual a idade em que o permitiram e a média geral foi de 10 anos. No caso de Portugal, a média foi de 13 anos.

Em relação ao tipo de bebidas alcoólicas permitidas pelos pais, as respostas dos entrevistados foram: alcopops, pequenas garrafas com algum refresco e uma percentagem de álcool, que pode ultrapassar os 5% – (35%), sangria ou vinho com gasosa (30%) e cerveja (25%). Apenas 3% dos entrevistados admitiu ter permitido que os seus filhos bebessem uma bebida com maior percentagem de álcool.

Quanto à razão que levava os pais a permitirem os filhos beberem álcool, quase todos os entrevistados disseram que “por beberem uma vez nada acontece”.

Quanto aos resultados a nível europeu, os portugueses surgem em quarto lugar na Europa no que diz respeito a permitirem que os filhos bebam bebidas alcoólicas numa idade precoce, a par com os britânicos e atrás dos franceses, italianos e espanhóis:

1. Franceses 7 anos
2. Espanhóis: 10 anos
3. Italianos: 12 anos
4. Portugueses e britânicos: 13 anos
5. Alemães: 14 anos

 

 

 

Déficit de atenção: 8 sinais aos quais os pais devem ficar atentos

Setembro 15, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto publicado no site https://www.soescola.com/ de 27 de dezembro de 2016.

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença cercada de controvérsia. Por atingir principalmente crianças, muito pais enxergam problemas onde eles não existem — sintomas isolados são comuns nesta fase da vida. Também há quem não preste atenção ao conjunto de sintomas que a caracterizam: quadros de desatenção, hiperatividade e impulsividade de maneira exacerbada.

Há um grande número de crianças com a doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo dados da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 3% a 5% das crianças brasileiras sofrem de TDAH, das quais de 60% a 85% permanecem com o transtorno na adolescência.É preciso enfrentá-la cedo. Quando não diagnosticada e tratada, pode trazer sérios prejuízos a curto e longo prazo. Em crianças, é comum a queda no rendimento escolar, por causa de desorganização, da falta de paciência para assistir às aulas e estudar. Na fase adulta, o problema pode ser a causa de uma severa baixa auto-estima, além de afetar os relacionamentos interpessoais, uma vez que a pessoa tem dificuldades em se ajustar a horários e compromissos e, frequentemente, não consegue prestar atenção no parceiro.

Confira abaixo oito desses sintomas que, quando aparecem com freqüência e em mais de um ambiente (escola e casa, por exemplo), podem servir como um alerta de que chegou a hora de procurar ajuda profissional.

DISTRAÇÃO

As crianças com TDAH perdem facilmente o foco das atividades quando há algum estímulo do ambiente externo, como barulhos ou movimentações. Elas também se perdem em pensamentos “internos” e chegam a dar a impressão de serem “avoadas”. Essas distrações podem prejudicar o aprendizado, levando o aluno a ter um desempenho muito abaixo do esperado.

PERDA DE OBJETOS

Perder coisas necessárias para as tarefas e atividades, tais como brinquedos, obrigações escolares, lápis, livros ou ferramentas, é quase uma rotina. A criança chega a perder o mesmo objeto diversas vezes e esquece rapidamente do que lhe é dado.

FALTA DE CONCENTRAÇÃO NA LIÇÃO ESCOLAR

Impaciente, não consegue manter a atenção por muito tempo. Por isso tem dificuldade em terminar a tarefa escolar, pois não consegue se manter concentrada do começo ao fim, e acaba se levantando, andando pela casa, brincando com o irmão, fazendo desenhos…

MOVIMENTAÇÃO CONSTANTE

Traço típico da hiperatividade, é comum que mãos e pés estejam sempre em movimento, já que ficar parado é praticamente impossível. A criança acaba se levantando toda hora na sala de aula e costuma subir em móveis e em situações nas quais isso é inapropriado. Para os pais, é como se o filho estivesse “ligado na tomada”.

BRINCADEIRAS E PASSEIOS AGITADOS

Existe grande dificuldade em participar de atividades calmas e em silêncio, mesmo quando elas são prazerosas. Em vez disso, preferem brincadeiras nas quais possam correr e gritar à vontade. Por isso costumam ser vetados de algumas festas de aniversário ou passeios escolares.

FALTA DE PACIÊNCIA

Tendem a ser impulsivas e não conseguem esperar pela sua vez em filas de espera em lojas, cinema ou mesmo para brincar. É comum ainda que não esperem pelo fim da pergunta para darem uma resposta e que cheguem a interromper outras pessoas.

DESATENÇÃO

Distraída e sem conseguir prestar atenção na conversa, dificilmente consegue se lembrar de um pedido dos pais ou mesmo de uma regra da casa. A sensação que se tem é a de que ela vive “ no mundo da lua”. É comum, portanto, que os pais acabem repetindo inúmeras vezes a mesma coisa para a criança, que nunca se lembra do que foi dito.

IMPULSIVIDADE

A criança com TDAH não tem paciência nem para concluir um pensamento. Assim, ela acaba agindo sem pensar e chega a ser impulsiva e explosiva em alguns momentos. Os rompantes podem ser vistos, por exemplo, durante brincadeiras com os demais colegas que culminem em brigas ou discussões.

Fonte: Veja

 

 

 


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