Acabaram-se as birras à mesa

Setembro 13, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 17 de agosto de 2017.

Samantha Lee

Acabaram-se as birras à mesa de Samantha Lee. A dona de casa e mãe de duas crianças deu início às suas criações em 2008, quando sentiu necessidade de ensinar à filha mais velha como comer de forma independente e saudável. Ao que parece, ignorar a velha regra segundo a qual “não se brinca com a comida” deu frutos: Samantha conseguiu transformar as refeições familiares em momentos de paz e divertimento e, ao mesmo tempo, obter o reconhecimento internacional que tornou possível atingir o estatuto de food artist e trabalhar para agências de publicidade e relações públicas de todo o mundo. As suas criações já foram notícia muitas vezes, ao longo dos anos, no Daily Mail UK, Huffington Post ou ABC News, só para nomear alguns, graças aos trabalhos que desenvolveu para marcas como a MasterCard, a Turkish Airlines ou a Ben&Jerry’s. Actualmente, a conta de Instagram @leesamantha é seguida por mais de 700.000 pessoas.

 

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8ª Edição do Festival Revelação de “Vozes da Diáspora”: uma aposta no futuro

Setembro 13, 2017 às 12:25 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A 8ª Edição do Festival Revelação de “Vozes da Diáspora” realizou-se no dia 26 de agosto, em Lisboa, no espaço B. Leza.

A Fundação Infância Feliz, com sede em Cabo Verde foi a entidade promotora do evento em parceria com a Associação Cabo-Verdiana de Lisboa.

Dada a especial colaboração entre o Instituto de Apoio à Criança e a Fundação Infância Feliz, cuja Presidente é Adélcia Pires, mulher do antigo Presidente da República de Cabo Verde, a Presidente Honorária do IAC – Manuela Eanes, associou-se a esta iniciativa, exercendo toda a sua influência junto de vários canais de comunicação para a divulgação deste evento.

O Concurso “Vozes da Diáspora” representa a dimensão cultural e de apoio aos jovens com aptidões artísticas. Ressalta a vitalidade da música Cabo-Verdiana como poderoso veículo cultural, espelhada nas vozes dos jovens, alguns dos quais nunca pisaram as terras do arquipélago.

O concurso contou com jovens dos 15 aos 19 anos de idade, de Cabo Verde e da Diáspora de Estados Unidos, França, Inglaterra, Luxemburgo, Portugal e S. Tomé e Príncipe.

As candidatas interpretaram magnificamente e com grande competência técnica, duas músicas, sendo uma do país que representavam e a outra Cabo-Verdiana. A avaliação foi efetuada por um júri muito competente, composto por músicos que representam com distinção a cultura Cabo-Verdiana a nível internacional, presidido pela cantora veterana Celina Pereira.

A pontuação foi atribuída depois de uma longa e difícil reflexão, pela elevada qualidade das candidatas. Baseou-se na capacidade vocal, interpretativa e de comunicação das participantes, num registo eminentemente pedagógico.

 

 

A Presidente Honorária – Manuela Eanes e a Coordenadora do Projecto Rua – Matilde Sirgado testemunharam com emoção e entusiasmo a atribuição do 1º prémio à concorrente de Cabo-verde, o 2º e 3º prémio pertenceram às candidatas de França e Estados Unidos respetivamente.

De destacar, que este concurso contou com a presença da madrinha do evento, a Primeira-Dama de Cabo-Verde – Lígia Fonseca, ladeada pelas presidentes das duas instituições parceiras, Adélcia Pires e Manuela Eanes, que teve a honra de entregar o 1º prémio à candidata vencedora.

Aos restantes concorrentes, apelou-se para que nenhum deixasse de perseguir o seu próprio sonho, independentemente do resultado do concurso.

O IAC felicita a organização do evento, que tudo fez para que o concurso corresse sem sobressaltos de maior.

A nossa instituição associa-se com todo o empenho e carinho a iniciativas deste género pelas consequências positivas que normalmente proporcionam à juventude.

É sem dúvida uma aposta no Futuro.

Matilde Sirgado

Distúrbios do sono em pediatria

Setembro 13, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto Cristina Maria Alves Dias, com a colaboração de Augusta Gonçalves e Carla Moreira publicado no http://www.educare.pt/ de 8 de agosto de 2017.

Porque é importante dormir? O sono é um processo fisiológico ativo, muito importante nas crianças e adolescentes, com impacto na sua saúde e no seu desenvolvimento. Há cada vez mais estudos, que mostram uma relação entre problemas no sono e o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social. Por isso, é importante identificar precocemente os distúrbios do sono. Cerca de 20%-25% das crianças e adolescentes têm algum distúrbio do sono.

O sono tem fases?
O sono divide-se em sono REM (rapid eye movement) e NREM (non rapid eye movement) – fase profunda, que são essenciais na maturação adequada do sistema nervoso central. O padrão de sono das crianças altera-se à medida que crescem.

Os recém-nascidos dormem mais horas (16 a 18 horas de sono/24 horas), têm uma duração dos ciclos de sono mais curta (50-60 minutos) e passam cerca de 50% do tempo em sono NREM. As crianças mais velhas dormem menos horas (10 a 12 horas de sono/24 horas), têm maior duração de sono REM no final da noite, o sono NREM ocupa cerca de 75% da duração total do sono e a alternância de sono REM e NREM tem períodos mais longos de 90 a 100 minutos.

Os adolescentes têm alteração fisiológica da hora do sono para mais tarde, com uma diminuição da duração média do sono, apesar da necessidade relativamente constante de 9 horas de sono, e têm maiores irregularidades no padrão vigília-sono (discrepância entre padrão semanal e fim de semana).

Não dormir faz mal? As alterações no sono trazem consequências adversas ao desenvolvimento, como dificuldades de aprendizagem ou memorização com mau rendimento escolar, défice de atenção e hiperatividade, comportamentos de risco, baixa autoestima, ansiedade e, por vezes, depressão. Também se associam a instabilidade familiar e discussões. Por vezes ocorrem distúrbios nas fases do sono, o que pode condicionar as alterações referidas. O que são parassónias?

As parassónias ocorrem durante o sono, em estádios específicos ou na transição sono-vigília.

A insónia ou sonolência excessiva são incomuns, apesar de ocorrer disrupção sobre o sono.

A maioria afeta crianças e adolescentes saudáveis e geralmente desaparecem ao longo da adolescência (fenómenos transitórios de desenvolvimento). As crianças com parassónias têm taxas mais altas de inatividade matinal, despertares noturnos, resistência para ir dormir e redução da duração do sono.

Uma parassónia comum nas crianças é o sonambulismo que ocorre no sono profundo. Sabe-se que cerca de 40% crianças terão pelo menos um episódio na sua vida. O pico de incidência é aos 4-8 anos, mas adolescentes e adultos também podem ter. Duram aproximadamente 10 – 20 minutos e tendem a resolver com o passar do tempo.

Os terrores noturnos ou do sono ocorrem em 3% das crianças, dos 4-12 anos. Existe uma elevada predisposição genética, portanto os pais costumam referir ter tido estes terrores quando eram pequenos. Dá-se uma ativação significativa do sistema nervoso da criança, com hipersudorese, dilatação pupilar, taquicardia e gritos durante o ciclo de sono profundo. As crianças acordam sem memória para o evento ou têm imagens isoladas, sem o enredo típico dos pesadelos. Podem acordar parcialmente do sono, confusas e desorientadas.

Os pesadelos são situações também comuns e 10% a 50% das crianças entre os 3-5 anos têm pesadelos de intensidade suficiente para preocupar os pais. Têm uma provável relação com a ansiedade ou após algum evento traumático para a criança e ocorrem durante o sono REM (fase mais tardia do sono).

Quais os sinais de alarme das parassónias?
Os pais devem estar alerta se o seu filho apresenta sonolência excessiva durante o dia, falta de atenção ou irritabilidade, se ressona durante a noite ou se desperta muitas vezes.

É preciso realizar algum tratamento?
A ocorrência de parassónias uma ou duas vezes por mês raramente necessita de tratamento, pois são situações benignas e autolimitadas, que tendem a desaparecer até aos 10 anos. É importante manter e criar bons hábitos de sono, desde tenra idade, como por exemplo manter o quarto calmo, escuro e confortável, evitar a ingestão de alimentos ou bebidas em quantidades abundantes até 3 horas antes de dormir, reservar o quarto apenas para o sono, remover distrações como a televisão, os jogos ou livros, considerar a inclusão de auxiliares do sono (ex. animal de estimação, peluche), manter um horário de sono e a hora de ir dormir constantes, tomar um banho quente ou beber uma bebida morna (ex. copo de leite) antes de deitar e ter em atenção a segurança ambiental (ex. camas muito elevadas, tapetes escorregadios, berçários).

Cristina Maria Alves Dias, com a colaboração de Augusta Gonçalves e Carla Moreira, Pediatras da área de Pneumologia do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga

Serviço de Pediatria do Hospital de Braga. Este espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).

O pai está em vias de extinção – Eduardo Sá

Setembro 13, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Artigo de opinião de Eduardo Sá publicado na http://www.paisefilhos.pt/ de 29 de agosto de 2017.

Falta pai à maioria das famílias! Não o pai machista e autoritário de antigamente. Mas um pai que precisa de se reinventar. Com a certeza de que o crescimento e a função do pai se tem apagado…

 1- Talvez como nunca, fará tanto sentido comemorarmos o Dia do Pai. Não que o pai não tenha sido, desde sempre, um “bem de primeira necessidade” para o desenvolvimento de todas as crianças. É claro que foi! Mas receio que, duma forma subtil, e desde há vários anos, o seu papel tenha vindo a tornar-se, na dinâmica das mais diversas famílias, pálido e frouxo em demasia. E que, por isso, precise de ser reinventado.

É verdade que o mundo sempre foi machista. E que ainda será. Não acho que ele tenha ganho tanto assim com isso. Mas reconheço que a biologia e uma escolaridade precária contribuíram, desde sempre, para que os homens e as mulheres tenham vivido numa divisão de papéis que muitos foram tomando como mais ou menos inquestionável. O homem, foi assumindo a força do trabalho e a reunião dos recursos indispensáveis para a sobrevivência e para a defesa da família. A mulher, a maternidade e a gestão dos filhos e da casa. Escusado será dizer que, a par desta aparente fatalidade biológica (e dos constragimentos económicos, sociais e escolares em que ela se foi ancorando), a mortalidade peri-natal ajudou, ainda mais, as mulheres a ficarem “presas” à maternidade. Até porque a discrepância entre os nados-vivos e as crianças duma família foi, desde sempre, assustadora e, monstruosamente, dolorosa.

Com a progressiva medicalização da gravidez, do parto e da saúde do bebé, e com os novos recursos médicos trazidos para o planeamento da gravidez, a maternidade, entretanto, pôde passar a ser planeada. Menos filhos passou a significar melhores pais. Mais oportunidades de planeamento familiar. E melhores condições para que a mulher transformasse a formação escolar em compromissos profissionais e em oportunidades de carreira. Mas o mundo, apesar disso, foi permanecendo machista. E matriarcal. Isto é, foi prevalecendo a tutela do homem sobre a mulher que, em função da confluência de compromissos profissionais, familiares e domésticos, passou a “acumular funções” que a foram tornando mais expedita, mais sagaz e mais preponderante na dinâmica da família.

Evidentemente que um mundo assim se transformou, profundamente, ao longo de todo o século XX. E que, a par da paridade de direitos e de responsabilidades entre o pai e a mãe, os papéis de um e de outro se foram matizando. Melhor: o papel da mãe “apurou-se” e ganhou robustez e versatilidade; e o papel do pai “maternalizou-se”. O que, assumamos, trouxe a magnífica mais-valia de uma criança passar a ter duas “mães”: a mãe, ela-própria, divina e inimitável; e o pai, participando, com “sexto sentido”, em todos os momentos do crescimento de uma criança. Com um protagonismo que se foi “democratizando”, de forma transversal, independentemente das classes sociais ou dos estatutos económicos que, dantes, se iam tornando obstáculos para tamanha revolução da parentalidade. Chegámos, pois, à formula de que mais gosto: a primeira função de um ser humano é ser mãe! Que, por outras palavras, acaba por ser um modo minimalista de afirmar que o instinto maternal não é um “equipamento de base” de todas as mulheres e um “extra” de alguns homens. Será mais “democrático”, felizmente! Com a particularidade – preciosa! – dos desempenhos parentais das mulheres e dos homens terem vindo a melhorar tanto e terem-se tornado tão mais paritários e complementares, nos últimos cinquenta anos, que os filhos têm acumulado exemplos, recursos e oportunidades para se virem a tornar melhores pais.

2 – Há, no entanto, uma constante que, curiosamente, tem vindo a acompanhar estas condições únicas de que as crianças, hoje, dispõem. O modo como parecem ter, cada vez mais, uma relação muito difícil com a autoridade. O que, à primeira vista, não seria expectável. Por maioria de razão, porque nunca houve tão bons pais, tanta escolaridade, tanto contraditório diante dos gestos educativos dos pais e tanta democracia familiar.

Aquilo a que, dantes, se foi chamando “A Lei do Pai” representava uma forma autoritária de definir e de cuidar das regras familiares que, em inúmeras circunstâncias, se acompanhava de desempenhos tirânicos por parte do pai que, para mais, não se faziam acompanhar de atitudes que ligassem com coerência o exigido e o desempenhado. E implicavam medo – muito medo, por vezes – do pai. O que fazia com que o pai, para além de omisso, no dia a dia de uma família, surgisse como um juiz temido, muitas vezes inconstante e, frequentemente, incoerente. Por vezes, alimentado (ora de forma assustada e submissa, ora dum jeito um bocadinho batoteiro) pela mãe, com a célebre insinuação: “Ai quando o pai vier!…”, que transformou muitos pais em pessoas estranhas, aparentemente distraídas, afetuosamente inábeis e, sobretudo, muito trôpegas com as palavras e com os gestos de amor.

Todavia, e apesar dos formatos mais democráticos e mais plurais das famílias, quando perguntamos a crianças de cinco, seis ou sete anos se reconhecem existir uma “função paterna” diferente da “função materna” elas não só não as confundem como, aliás, as caracterizam ao pormenor. Dir-se-á que os modelos familiares pesam nesta caracterização? É verdade que sim. Por mais que não devamos excluir um certo “inconsciente coletivo” que, casando biologia e cultura, terá ajudado a compor, ao longo dos séculos, estas funções.

Só que eu não entendo porque é que, tomando os formatos tradicionais da família, um pai (felizmente) mais maternal terá de ser menos… pai. Porque é que não pode assumir um lado de “rei leão” de forma a que “a lei familiar” não tenha de casar com o autoritarismo? Porque é que na fabulosa transformação da família que estamos a viver, a “função do pai” se encolheu, como se a maioria dos homens parecessem viver tão atormentados pelas omissões e pelos maus desempenhos dos seus próprios pais que, sempre que se trata de serem firmes e serenos, guerreiros mas sensatos, bondosos e “duros”, justos mas escutadores, ora protagonistas ora “segundas figuras”, se baralham e se “perdem”? Como se dar colo a um filho para, depois, o colocar “às cavalitas”, ou ser-se protetor mas, também, amigo da sua autonomia não fosse, facilmente, conciliável. Como se parecesse não ser fácil ser-se maternante mas, todavia, pai!

Sim: falta pai à maioria das famílias! Não o pai machista e autoritário de antigamente. Mas um pai que precisa de se reinventar. Com a certeza de que o crescimento e a função do pai se tem apagado, de tal forma que, por causa destes “pais em vias de extinção”, a Humanidade tem vindo a desencontrar-se e a confundir democracia familiar com “comissões de gestão” familiares. Falta “autoridade de pai”. O desafio será imenso para todos os homens? Não! É fascinante para todas as famílias. Que, a par do modo como o pai se maternalizou, têm de recuperar a sensatez da “função do pai”. Nem que, para tanto, a mãe tenha, ela própria, de se paternalizar.

 

 


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