Como gerir as saídas à noite dos seus filhos

Agosto 2, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://lifestyle.sapo.pt/

Entre a vontade dos adolescentes e a apreensão dos pais – a arte da negociação.

A partir de determinada idade, os adolescente querem, e começam, a sair à noite. Mas este aspeto, tão banal na nossa sociedade, é visto muitas vezes com apreensão por parte dos pais. O filho fica fora do controlo dos pais e na companhia de outros adolescentes, nem todos com os mesmos princípios e valores que os pais tanto se esforçaram para ensinar e incutir no seu filho. E as tentações são muitas, a começar pelo álcool e pelo contato com desconhecidos, por vezes com aspeto bem simpático mas dos quais não se conhece nada.

Estabelecer regras é fundamental

Um aspeto fundamental, antes de começarem as saídas, é, segundo o pediatra Paulo Oom, «o estabelecimento de regras precisas sobre a forma como os filhos se devem comportar. A hora de saída e de chegada, como vão e como (e com quem) vêm, com quem devem (e não devem) estar, e principalmente como se devem comportar, são aspetos que devem ser combinados com antecedência». A maioria dos jovens vai achar os conselhos dos pais «uma seca» e portanto cabe aos pais conseguir estabelecer algumas regras e limites de uma forma agradável.

Qualquer regra deve ser elaborada em conjunto com os filhos. «É importante que eles sintam as regras como necessárias, racionais e razoáveis, para assegurar que sejam cumpridas», afirma Paulo Oom. Da mesma forma, as regras devem ser simples e concretas, dizendo respeito a assuntos específicos (tipo «deves estar em casa às 2 horas») e não abstratos (do género «tens de estar em casa cedo»).

«É também importante que as regras sejam feitas pela positiva, pois a sua aceitação é melhor e os mal-entendidos menos frequentes», explica o especialista. É preferível dizer diretamente o que queremos como «tens de vir de táxi», do que «não podes vir de boleia com o Rodrigo», o que deixa campo aberto para que possa vir de boleia com outro amigo qualquer, a pé, de autocarro ou de metro.

As consequências do não cumprimento

Devem ser estabelecidas com antecedência, para que todos saibam, as consequências do não cumprimento de alguma regra. «Esta consequência deve ser justa e proporcional, por exemplo “não sais à noite na próxima semana” em vez de “não sais mais à noite estas férias” ou o impossível “nunca mais sais à noite”, que ninguém leva a sério e apenas desautoriza os pais», aconselha o pediatra.

Os filhos devem conhecer bem os limites que os pais estabelecem para que não haja ambiguidades. Se não estão em idade de consumir álcool não o devem fazer, se já têm idade para isso devem ser responsáveis, estabelecendo com os pais o que significa «ser responsável».

Com que idade podem começar a «sair à noite»?

A idade a que um adolescente começa a «sair à noite», o que significa chegar a casa depois da meia-noite, é muito variável de família para família. Paulo Oom defende que «parece sensato que não seja antes dos 14 anos pois antes desta idade não existe habitualmente maturidade para lidar com alguma situação inesperada». Mas isto não significa que tenha de ser obrigatoriamente nesta idade. «Se o jovem não mostrar grande interesse por este tema, os pais devem adiá-lo até surgir a primeira oportunidade», recomenda. Não há necessidade desta regra ser diferente para rapazes ou raparigas, devendo estar dependente, isso sim, do seu grau de maturidade e capacidade de lidar com os problemas.

Com que frequência deve o adolescente sair?

A frequência de saídas deve ser previamente combinada e ir aumentando com a idade. Se aos 14 anos deve ser muito esporádica, por ocasião do aniversário de um colega, por exemplo, a frequência pode ir aumentando gradualmente. É claro que «em tempo de aulas deve ser uma exceção e em altura de férias pode ser mais liberal», sugere Paulo Oom.

A guerra das horas de chegada a casa

A que horas a que deve estar em casa é outra batalha frequente: o adolescente quer sempre mais tarde, os pais querem sempre mais cedo. Aos 14 anos este não é um aspeto a negociar. «Os pais estabelecem a hora que consideram apropriada e o filho ou a filha tem de aceitar esse facto. Ou em alternativa fica em casa», explica o pediatra. A partir dos 16 anos é normal existir já alguma negociação.

Negociação e aspetos inegociáveis

Algumas coisas não são negociáveis: não saber com quem vai e com quem vem, ou não saber a que horas vem, são alguns exemplos. Mas outros aspetos podem ser discutidos, se não existir previamente uma regra para eles. «Saber com quem vai e com quem vem de uma festa é importante. Os pais não precisam de saber os nomes, idades e moradas de todos eles, mas devem conhecer pelo menos um ou dois e saber os números dos seus telemóveis para o caso de precisarem de contactar o filho e ele não atender o telefone», defende Paulo Oom. Também aqui pode existir alguma resistência, pois o adolescente pode achar que os pais estão a querer controlá-lo. O que os pais têm de explicar é que o fazem apenas por uma questão de segurança, para a eventualidade de ser preciso, e que em condições normais não fazem tenção de utilizar aquele contacto.

Nos mais novos, «os pais devem fazer um sacrifício e ir buscar o adolescente à saída da festa ou da discoteca, nem que seja às duas da manhã», diz o pediatra. É útil conhecer um ou dois pais de colegas do filho e combinar com eles quem vai buscar todos de uma vez e os distribui pelas respetivas casas.

Em caso de pais separados

No caso de pais separados, o ideal é os dois (pai e mãe) estarem de acordo sobre as regras a seguir. No caso de não ser possível existir este consenso, devem existir regras em casa da mãe e regras em casa do pai e a criança deve cumpri-las consoante o ambiente em que se encontra.

Saídas de irmãos

Um caso especial para os irmãos que pretendem sair juntos. Neste caso, o mais velho deve assumir a responsabilidade de olhar pelo mais novo e servir de exemplo. Se o mais velho já tem carta de condução, pode igualmente ser responsável por o trazer a casa à hora combinada.

REGRAS DE OURO

  • Devem existir regras concretas sobre o «sair à noite», combinadas com antecedência com o adolescente.
  • O adolescente pode começar a sair à noite a partir dos 14 anos, mas esta idade depende do seu grau de maturidade e capacidade de resolver problemas.

Unboxing: pessoas a desembrulhar coisas, que vídeos são estes que hipnotizam os seus filhos?

Agosto 2, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 26 de junho de 2017.

Tem filhos pequenos que gostam de ver vídeos no YouTube com crianças – e adultos – a rebentar balões, brincar com bonecos, pintar com tintas coloridas ou a desembrulhar ovos de chocolate? E também não entende bem que coisa é esta? Chama-se unboxing, começou com vídeos de pessoas a desempacotar tecnologia e passou depois para um novo patamar. Hoje, estas imagens bizarras têm milhões de visualizações. Os pais só querem entender as razões.

Texto Ana Pago | Fotos de Shutterstock

Os vídeos que Ema, de 4 anos, gosta de ver no YouTube deixam o pai abismado: adultos a rebentar balões, a moldar plasticinas, a pintar as mãos com tintas dizendo as cores que usam; a mergulharem bebés de plástico em guaches e a sacarem surpresas de dentro de taças cheias de M&M; a brincar com super-heróis abrindo ovos Kinder no final – as variações são imensas. Pedro Palma olha a filha num silêncio perplexo. Vê-a capaz de passar horas naquilo, se por acaso fosse pai para a deixar horas entregue ao iPad. E ele ali sentado com ela na sala, a filtrar conteúdos, hipnotizado também. Sempre se questionou como é que vídeos assim podem render milhões de visualizações. De onde vem esta febre inominável? E, mais importante ainda, porquê?

«Já conhecia o fenómeno do unboxing [à letra tirar da caixa], em que se vê gente a abrir embalagens e ovos de chocolate, revelando o que contêm. Mas estes vídeos vão além disso», explica Pedro Palma, para quem os media contribuem cada vez mais para a construção do saber, a par da família e da escola. «A Ema tinha 2 anos quando andou numa piscina de bolas, então mostrei-lhe um vídeo de meninos numa piscina igual para incentivá-la a falar.» O sistema automático do YouTube sugeriu outros vídeos, entre eles o de umas mãos a tirarem bonequinhos de tigelas de M&M com uma colher. «Depois desses descobriu mais, de crianças a brincar com bonecos e a desembrulhar surpresas, e de adultos a fazerem o mesmo para um público claramente infantil. Foi o fim da picada», diz o pai com humor.

E a verdade é que estas imagens têm, de facto, uma espécie de efeito hipnótico, afirma a psicóloga clínica Filipa Jardim Silva. «O ritmo é lento, focado numa tarefa única, com uma simplicidade apelativa para crianças que processam tanta informação nova todos os dias.» A duração é adequada: curta e ajustada à capacidade atencional dos pequenos, mantendo-os interessados do princípio ao fim. Também a narrativa das tarefas e a música ambiente ativam uma resposta sensorial meridiana autónoma. «Trata-se de um fenómeno biológico que induz o relaxamento ao produzir uma agradável sensação de formigueiro na cabeça, couro cabeludo ou regiões periféricas do corpo, em resposta a estímulos visuais, auditivos e cognitivos.»

Segundo o guru do marketing dinamarquês Martin Lindstrom, autor do livro A Lógica do Consumo (ed. Harper Collins), outra razão que justifica o êxito do unboxing e suas derivações são os neurónios-espelho, ativados quando uma ação realizada por outros está a ser, ao mesmo tempo, observada por nós. «É como se ver e fazer fossem a mesma coisa, com níveis de prazer idênticos», diz. As crianças assistem às gravações de outros a brincar com super-heróis, a abrir ovos-surpresa ou a rebentar balões de água – de novo tudo a acontecer naquele instante diante dos seus olhos – e a impressão que têm é a de serem elas a vivê-las, concorda a psicóloga social Ana Cristina Martins, professora do ISPA – Instituto Universitário: «Do ponto de vista emocional, o unboxing é contagiante. Quem vê não é um mero espetador.»

Foi em 2004 que a publicação de eletrónica de consumo Engadget usou o termo pela primeira vez, num artigo sobre a Nintendo DS. Dois anos mais tarde, alguém nos EUA se lembrou de fazer um vídeo a desembalar um telemóvel Nokia E61 e partilhou com o mundo as suas impressões do momento. Num instante, o unboxing galopou para outras áreas de consumo como a cosmética, compras do supermercado, ovos de chocolate ou plasticina com surpresas dentro e pacotes infantis de jogos, personagens e brinquedos da moda. As derivações entretanto surgidas a partir do unboxing tornam difícil contabilizar o fenómeno (que terá crescido uns 57 por cento em 2014, de acordo com o YouTube). Desconhece-se ainda até que ponto as marcas influenciam a divulgação de produtos nestes canais, já que a maior parte parece surgir da iniciativa dos utilizadores.

Para Daniel Cardoso, doutor em Ciências da Comunicação na vertente de Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias, não há aqui tanto um apelo ao consumo de brinquedos mas dos próprios vídeos, tentando posicionar o canal como uma marca. «Do que vejo, estes canais dirigem-se às crianças em termos de conteúdo e apresentação, tentando alcançar visualizações no YouTube e até parcerias futuras de publicidade», aponta. Certo é que os ganhos se traduzem em 1,5 a 3 euros por cada mil visitas, em vídeos que chegam a ter mais de 100 milhões de visualizações. «A consumir construímos significados sociais, processos simbólicos. Este tipo de partilhas vai muito além de um mero apelo ao consumo ao mostrar o que escolhemos, como escolhemos e o prazer que tiramos dessa forma de dar sentido às nossas vidas», justifica o especialista.

Também a psicóloga social Ana Cristina Martins reconhece ser redutor limitar o fenómeno à questão consumista – ainda que se trate de uma poderosa estratégia de neuromarketing, apelando aos tais neurónios-espelho e aos centros de recompensa do cérebro. «O desembrulhar dos produtos é faseado, acompanhado de interjeições e de informações positivas que geram uma atitude favorável em quem vê», explica. Há quase um sentido tátil associado. Um prazer que estimula e nos mantém agarrados justamente por isso. «O contágio de emoções e o efeito-surpresa fazem do unboxing um fenómeno fascinante, até viciante», sublinha.

Sem esquecer o papel educativo, acrescenta Pedro Palma: «Estão sempre a alertar para a tecnologia nas mãos dos miúdos, mas não acho justo proibir a Ema de algo que adora quando também joga à bola na rua, pula no parque, faz puzzles e o que é suposto na idade dela.» O YouTube é um complemento, frisa o pai, averso a extremismos quando foi a ver aqueles vídeos que a filha aprendeu o alfabeto, os números até 30 e as cores, tudo em português e em inglês. «Ela vê os outros brincar e adapta gestos aos seus jogos, quase como se estivesse em interação.» A psicóloga Filipa Jardim Silva apoia o bom senso: não vale a pena diabolizar nada. «Mais importante é saber a que materiais são expostos, por quanto tempo, supervisionados por um adulto.» E assumir que há sempre benefícios e riscos em todos os contextos da vida, seja ela digital ou real.

mais fotos no link:

http://www.noticiasmagazine.pt/2017/unboxing-fenomeno-muito-fora-da-caixa/2/

 

 

Claves para manejar las conductas disruptivas en el aula

Agosto 2, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.educaciontrespuntocero.com/ de 19 de dezembro de 2016.

En la actualidad uno de los principales problemas dentro de nuestras aulas son los problemas de conducta en niños y adolescentes. Cuando hablamos de conductas disruptivas nos referimos a las conductas inapropiadas que perjudican el buen funcionamiento del aula, referidas a las tareas, relaciones con los compañeros, al cumplimiento de las normas de clase o a la falta de respeto al profesor.

Niños que no dejan hablar, ofenden a los demás, tienen comportamientos agresivos o desmesurados, pierden el control con facilidad, muestran y verbalizan una actitud negativa frente al trabajo, negando cooperación y llamando la atención…

Estas conductas son un desajuste en el desarrollo evolutivo del niño ya que impiden crear y mantener relaciones sociales saludables con sus iguales y con los adultos. Debemos tener presente que detrás de una conducta inapropiada suele haber factores psicológicos que la desencadenan: sentimientos de abandono, frustración, baja autoestima, falta de establecimiento de normas en el núcleo familiar… Estas respuestas son tácticas adquiridas o aprendidas para provocar al adulto y llamar la atención.

El comportamiento disruptivo es común en la infancia, pero en algunos casos, debido a su frecuencia y persistencia en el tiempo se convierte en un problema. Generalmente, estas conductas se producen tanto en el hogar, como en la escuela.

Para poder establecer unas pautas de actuación ante las conductas sería bueno que el profesorado realice un registro de las conductas. Este nos dará muchas pistas sobre cómo podemos ayudar en el problema.

No existen formulas “mágicas” y en muchas ocasiones lo que vale y funciona muy bien para unos, no genera tanta repercusión en otros. Sin embargo, como profesionales de la educación sí podemos seguir una serie de pautas que ayudarán a relajar el ambiente y reducir los episodios de estas conductas:

  • Autocontrol de adulto: Entender que las conductas intentan provocar enfado en los demás, por tanto, no dejarnos manipular, no entres en discusiones, mantén la calma y no levantes el tono de voz. Trata de hablar suave, no demasiado cerca y nunca reteniendo o agarrando. Si no subes el tono de voz, fomentará que el alumno no haga. Podemos ser contundentes sin sonar de forma agresiva. Es recomendable que el niño perciba seguridad en el adulto que le impone las medidas correctoras con un tono firme pero no amenazante.
  • Aplicar un manual de convivencia entre todos los alumnos, que quede visible a la vista de todos (carteles, murales…), donde queden bien establecidas unas normas claras y explícitas de conducta. Es necesario que los alumnos intervengan en este proceso, ya que de este modo lo verán como objetivos a alcanzar y no cómo normas impuestas. Dejar claro las consecuencias antes de aplicarlas
  • Fomentar la reflexión grupal, plantear soluciones a distintas dinámicas del aula, es un modo de enseñar a los alumnos a que solucionen sus problemas.
  • Evitar que capte y se lleve toda nuestra atención ya que sino estas conductas aumentarán. Recordar al inicio o final de la clase que esa conducta es indeseable. Si obstaculiza mucho el desarrollo de la clase se puede usar la técnica del “Time Out” (tiempo fuera)
  • Cuando ocurra o se desencadene una conducta agresiva, hay que responder, pero no reaccionar de forma desproporcionada. Es bueno aislarlo para que no tenga público. Cuando se haya calmado, hablar con el alumno/a se debe mantener contacto visual, evitar entrar en su juego o en argumentaciones, el profesor es la figura de autoridad, eso no es discutible, no debes tratar de quedar por encima, ni humillar, ni entrar en discusiones. Dejar claro que buscamos, cuales son las normas y las consecuencias de incumplirlas.
  • Evitar situaciones que puedan generar o provocar la disrupción sin pretenderlo. Esto será más fácil de hacer si tenemos un registro previo como el que se plantea arriba.
  • Ejercer de modelo: Reconocer cómo nosotros también cometemos errores. Pedir disculpas si es necesario. Ellos aprenderán el modelo que les ofrecemos.
  • No prestar atención a faltas leves.
  • Podemos reducir las conductas disruptivas verbalizando expectativas positivas. Marcar lo que esperamos de ellos ayuda mucho. Usar además el refuerzo positivo
  • Con los más pequeños la economía de fichas resulta una técnica muy eficaz.
  • Crea clases dinámicas, donde haya muchos cambios de actividad, donde las tareas y actividades estén graduadas al nivel de dificultad. Ten un acercamiento al alumno conflictivo y utiliza el humor. Esto generará un ambiente más distendido dentro del aula.

Recordar que lo más importante es nuestro autocontrol, perder los nervios puede agravar el episodio. Estas situaciones son muy complicadas de gestionar, por ello, la mejor fórmula y solución es la práctica diaria, sumada a la reflexión profunda sobre nuestra acción. Cuando nos enfrentemos a una de estas situaciones, debemos intentar aprender de ellas, analizándolas, pensando en lo que funcionó y analizando lo que no lo hizo.

Si a pesar de aunar pautas y formas de actuación, las conductas disruptivas siguen siendo intensas y perduran en el tiempo, es recomendable acudir a un experto que pueda pautarnos y trabajar directamente con el alumno. Estas terapias se centran en entrenar a los padres, profesores y alumno en habilidades de control del comportamiento mediante estrategias de modificación de conducta.

Cristina Martínez Carrero es psicopedagoga y maestra de Audición y Lenguaje

 


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