Portugal já é berço de 22 bebés refugiados

Junho 15, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do Jornal de Notícias de 12 de junho de 2017.

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Spinner: o brinquedo da moda não é para todas as idades

Junho 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da Deco Proteste de 12 de junho de 2017.

A notícia contém declarações da Drª Marta Rosa do Sector da Actividade Lúdica do Instituto de Apoio à Criança e da Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança.

Reduz o stresse e promove a concentração em crianças autistas e com défice de atenção? Especialistas consideram o spinner ou fidget spinner apenas um brinquedo normal que está na moda. Mas atenção às peças pequenas junto dos menores de 3 anos.

Há para todos os gostos e de vários tipos: “fidget”, “finger” e “hand”. “Spinner” é o denominador comum pelo qual o designamos. O que começou por ser um objeto simples – criado nos anos 90 pela norte-americana Catherine Hettinger, que queria brincar com a filha e não conseguia devido a fraqueza muscular – é hoje um brinquedo da moda.

Há diversas cores, tamanhos e materiais, com luzes e música, e preços que podem ir de menos de 5 a 600 euros (porque já há versões com joias). Além da versão triangular, existe o Fidget Cube, um cubo eleito pela revista “Forbes” como o objeto de escritório do ano para executivos. Em cada uma das seis faces do cubo há diferentes atividades para aliviar o stresse, com preços a rondar os 10 euros. Falámos com especialistas do Instituto de Apoio à Criança (IAC). Para Marta Rosa e Melanie Tavares, do Sector da Atividade Lúdica do IAC, o spinner é um brinquedo de exercício, como muitos outros brinquedos e acessórios, que a maioria das crianças usa por estar na moda e para sociabilizar. Como todas as modas, a febre do spinner também vai passar. A função principal é girar. É um objeto pequeno (que pode ter cerca de 6 a 8 cm de diâmetro), com um disco central e duas ou três pás agarradas ao disco. Pressionando o disco e rodando as pás, através dos rolamentos, o brinquedo gira e, por isso, também é chamado de “pião dos tempos modernos”. Para as especialistas do Sector da Atividade Lúdica do IAC com quem falámos, se as condições de segurança estiverem salvaguardadas, o spinner é um brinquedo como outro qualquer.

Etiquetagem não cumpre as regras

Tal como qualquer brinquedo, há regras que devem ser cumpridas. O que ninguém espera ou deseja é que um produto concebido e construído para uma criança seja, ele próprio, a colocá-la em risco. Comprámos alguns exemplares em vários tipos de lojas: Worten, Fnac, Toys “R” Us, quiosques e estabelecimentos com produtos baratos. E verificámos que tudo é possível. Desde não terem qualquer tipo de aviso ou a marcação CE (obrigatória para que um brinquedo se encontre à venda no mercado europeu), a terem avisos em inglês ou avisos mal traduzidos. Apenas um faz referência à idade recomendada, mas mesmo assim é só para quem saiba inglês e esteja habituado a este tipo de designações: diz “8Y+”, quando deveria estar escrito em português e de forma compreensível, com um número seguido da designação em meses ou anos. Também há os que têm a etiquetagem completa, só que em letras muito pequenas, de difícil leitura. Se não mencionarem a idade com clareza, presume-se que se podem destinar a qualquer idade, incluindo menores de 3 anos.

Spinner só para maiores de 3 anos

Um dos desafios de algumas crianças é tentarem desmontar e abrir este brinquedo, o que se revela fácil. Ao fim de algumas tentativas, nós próprios tivemos acesso direto aos rolamentos. São peças pequenas que podem ser facilmente metidas na boca pelos mais novos, colocando-os em risco de asfixia.

Recomendação fundamental para os pais: não compre estes brinquedos para oferecer a crianças com menos de 3 anos. Se tiver filhos mais velhos, tenha atenção quando brincam com o spinner com os irmãos mais novos, pois pode ser grande a tentação de desmontar o brinquedo.

Efeito terapêutico para todos

Ainda não há estudos que comprovem os efeitos terapêuticos do spinner e os resultados vão depender sempre de cada caso. Mas há dados que podem ajudar a perceber eventuais efeitos nos casos de autismo e de défice de atenção. “Crianças com estas características vivem no abstrato e, se calhar, este brinquedo é o que medeia a relação entre o mundo delas e o mundo dito normal”, explica a psicóloga e coordenadora do Sector da Atividade Lúdica do IAC Melanie Tavares. “Os autistas têm uma predisposição para ver objetos giratórios e o spinner, ao girar, faz focar a nossa atenção”. Para a especialista, qualquer pessoa com comportamentos aditivos tem um objeto de substituição para desviar a atenção e, neste caso, o spinner produz a regulação de comportamento. Assim sendo, “no fundo tem eficácia para toda a gente”, conclui Melanie Tavares.

Regras de utilização em casa e na escola

Como qualquer outro brinquedo ou objeto de referência, as regras de utilização dependem de cada instituição e família. Marta Rosa, professora e técnica do Sector da Atividade Lúdica do IAC, considera que a regra a seguir em casa é tudo o que faça sentido no contexto familiar: “podem estar pai, mãe e filhos em torno de um brinquedo destes e todos a divertirem-se; se calhar, até interagem mais do que se tivessem um tablet”. Para Melanie Tavares, “se não pode estar a mexer no telemóvel à mesa, também não pode mexer no spinner; mas se utiliza o telemóvel à mesa, então também pode brincar com isto”. A utilização do spinner na escola tem sido uma das grandes polémicas. Marta Rosa lembra que há professores a tirarem partido desta moda e, já que não conseguem impedir os alunos de aderirem: “usam-no nas aulas de matemática, tornam-no num temporizador e até ensinam a construir um com material de desperdício”.

 

 

Muitos adolescentes não conseguem entender o dinheiro”, diz a OCDE

Junho 15, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança, Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.educare.pt/ de 31 de maio de 2017.

O documento citado na notícia é o seguinte:

PISA 2015 Results (Volume IV): Students’ Financial Literacy

Estudo da OCDE sobre literacia financeira revela dados preocupantes sobre falta de conhecimentos nos jovens para lidar com problemas relacionados com o dinheiro no dia a dia.

Andreia Lobo

Muitos adolescentes são consumidores financeiros. Têm contas bancárias e cartões de débito. No entanto, cerca de um em cada quatro jovens não é capaz de tomar decisões simples, como quanto dinheiro gastar no seu dia a dia. A conclusão é de um novo relatório da série PISA 2015. Desta vez, foram testados os conhecimentos de literacia financeira de cerca de 48 mil estudantes de 15 anos de 25 países e regiões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

É a segunda vez que o PISA é usado para avaliar a capacidade dos alunos para lidar com situações da vida real que envolvem resolver problemas e tomar decisões financeiras. Como, por exemplo, lidar com dinheiro e finanças pessoais, contas bancárias, cartões de débito ou entender as taxas de juros relativas a um empréstimo ou um plano de pagamento móvel.

Os primeiros resultados divulgados mostram o desempenho dos jovens da Austrália, Bélgica (Comunidade Flamenga), Brasil, Canadá (Colúmbia Britânica, Manitoba, Nova Brunswick, Terra Nova e Labrador, Nova Escócia, Ontário e Prince Edward Island), Chile, China (Pequim, Xangai, Jiangsu e Guangdong), Itália, Lituânia, Holanda, Peru, Polónia, Federação Russa, República Eslovaca, Espanha e Estados Unidos.

Durante a apresentação do relatório, em Paris, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, lembrou porque considera a literacia financeira “uma competência vital essencial”: “O conhecimento financeiro estabelece as bases para muitas decisões importantes que todos os cidadãos enfrentam ao longo de suas vidas, seja ao avaliar um contrato de trabalho, comprar a primeira casa ou muito mais tarde, ao gerir a poupança para a reforma.”

Mas o que o PISA descobriu está longe de ser o cenário ideal. Apenas um em cada dez consegue entender questões complexas, como os impostos sobre os rendimentos. E muitos estudantes – pelo menos um em cada cinco – não alcançaram um nível básico de proficiência, mesmo em países e economias da OCDE de alto e médio desempenho.

Assim, enquanto quase 60% desses alunos possuem uma conta bancária e mais de 60% ganham dinheiro com algum tipo de atividade laboral, muitos não conseguem reconhecer o valor de um orçamento simples, e muito menos entender um extrato bancário ou um recibo de pagamento.

Gurría considerou as descobertas “chocantes” e “preocupantes: “Os jovens enfrentam escolhas financeiras mais desafiadoras e perspetivas económicas e de emprego mais incertas, no entanto, muitas vezes não possuem a educação para tomar decisões informadas sobre questões que afetam seu bem-estar financeiro”, sublinhou.

China lidera em matéria de finanças

Entre os países e regiões cujos dados foram apresentados – Portugal integrará um segundo grupo de países – a China (regiões de Beijing, Xangai, Jiangsu e Guangdong) apresentou a maior pontuação média. Em segundo lugar surge a comunidade flamenga da Bélgica, seguida pelas províncias canadianas participantes (Colúmbia Britânica, Manitoba, New Brunswick, Newfoundland e Labrador, Nova Escócia, Ontário e Prince Edward Island), a Federação Russa, os Países Baixos e a Austrália.

Os peritos da OCDE defendem que os alunos com bons resultados nos testes de literacia financeira provavelmente terão um bom desempenho na avaliação de leitura e matemática do PISA. Os que tiverem piores desempenhos vão fracassar nas restantes áreas avaliadas. No entanto, em média, em 10 países e economias participantes da OCDE, cerca de 38% da pontuação obtida nos testes de literacia financeira reflete fatores que não são abrangidos pelas avaliações de leitura e matemática do PISA e, portanto, são únicos nas competências financeiras.

A diferença de género na literacia financeira é muito menor do que em leitura ou matemática, mostra o relatório. Apenas na Itália, os rapazes são melhores do que as raparigas. Elas pontuam melhor do que eles na Austrália, Lituânia, República Eslovaca e Espanha.

Os resultados também mostram algumas estatísticas alarmantes em matéria de inclusão. Os alunos desfavorecidos obtêm 89 pontos menos do que os estudantes favorecidos – o equivalente a mais de um nível de proficiência PISA em alfabetização financeira.

Os estudantes nativos também apresentaram melhores resultados do que os estudantes imigrantes, com igual estatuto económico, particularmente na comunidade flamenga da Bélgica, Itália, Holanda e Espanha. Assim, os alunos imigrantes obtêm, em média, menos 26 pontos em literacia financeira, do que os estudantes nativos com o mesmo nível socioeconómico.

A forte relação entre o nível socioeconómico e o desempenho revela que o apoio parental não é suficiente, diz a OCDE, alertando que “as instituições educacionais desempenham um papel importante para garantir condições equitativas”.

Outros dados do relatório ditam que em média, 64% dos alunos dos países e economias parceiras da OCDE que integraram o estudo ganham dinheiro com alguma atividade formal ou informal, como trabalhar fora do horário escolar ou ter empregos ocasionais informais. Cerca de 59% dos alunos recebem mesada ou dinheiro de bolso.

A pesquisa também revelou que, em média, 56% dos alunos possuem uma conta bancária, mas quase dois em cada três estudantes não têm capacidade para gerir uma conta e não conseguem interpretar um extrato bancário.

Em média, em 10 países e economias participantes da OCDE, 22% dos estudantes – ou mais de 1,2 milhões de estudantes de 15 anos – pontuam abaixo do nível básico de proficiência em literacia financeira (Nível 2). Dito de outro modo, os alunos cujos conhecimentos estão neste nível podem, “na melhor das hipóteses”, diz a OCDE, “reconhecer a diferença entre necessidades e desejos, tomar decisões simples sobre gastos diários e reconhecer a finalidade de documentos financeiros diários, como uma fatura”.

No extremo, cerca de 12% dos alunos obtêm no nível 5 – o nível mais alto de proficiência. As suas competências permitem tomar decisões financeiras complexas que serão relevantes para o seu futuro. Conseguem descrever os resultados potenciais das decisões financeiras e mostrar uma compreensão mais ampla do cenário financeiro, como entender a cobrança dos impostos sobre os rendimentos.

Experiência com dinheiro

Não é de estranhar que a maioria dos jovens de 15 anos teve já alguma experiência realcionada com o dinheiro. Mais de 80% dos estudantes em nove de 13 países e economias com dados disponíveis recebem dinheiro sob a forma de presentes. Cerca de 64% dos alunos, em média, nos países e economias da OCDE ganham dinheiro com alguma atividade de trabalho formal ou informal, como trabalhar fora do horário escolar, trabalhar numa empresa familiar ou ter empregos ocasionais informais. Cerca de 59% dos alunos recebem dinheiro de uma mesada ou dinheiro de bolso.

Os dados do PISA 2015 mostram que 56% dos alunos participantes possuem uma conta bancária. No entanto, esta média mascara diferenças significativas entre os países, alerta a OCDE, dando exemplos. Na Austrália, na comunidade flamenga da Bélgica, nas províncias canadianas participantes e na Holanda, mais de 70% dos estudantes de 15 anos possuem uma conta bancária.

Mas no Chile, Itália, Lituânia, Polónia e Federação Russa, são menos de 40% os alunos detentores de conta. Menos de 5% dos alunos em cada país e economia parceira responderam que não sabem o que é uma conta bancária. Não é de estranhar que os peritos da OCDE afimem que “a experiência com produtos financeiros básicos está relacionada com o desempenho dos alunos em literacia financeira”. Na Austrália, na Comunidade flamenga da Bélgica, nas províncias canadianas participantes, na Itália, nos Países Baixos, na Espanha e nos Estados Unidos, os alunos que têm uma conta bancária conseguem mais de 20 pontos nos testes financeiros que os colegas que não têm, tendo ambos o mesmo nível socioeconómico.

A diferença nos índices de literacia financeira associada à abertura de uma conta bancária, depois de contabilizar o estatuto socioeconómico, é maior (72 pontos) na Holanda. Mas os resultados do PISA também mostram que, em média, nos países e economias da OCDE, quase dois em cada três dos estudantes que têm uma conta bancária não têm capacidade para gerir essa conta e não podem interpretar um extrato bancário, ou seja, obtêm uma pontuação abaixo do nível 4.

A OCDE relembra a importância dos pais para ajudar os filhos a adquirirem e desenvolverem os valores, atitudes, hábitos, conhecimentos e comportamentos que contribuam para a sua independência e bem-estar financeiro.

Discutir questões de dinheiro com os pais, pelo menos às vezes, está associado a maior literacia financeira do que nunca discutir o assunto. Isto verifica-se em 10 de 13 países e economias com dados disponíveis. Do mesmo modo, a literacia financeira, por sua vez, está associada ao comportamento orientado para a poupança individual dos alunos e às suas aspirações para o futuro.

Por exemplo, em média, em todos os países da OCDE, os alunos que pontuam no nível 4 ou 5 em literacia financeira estão mais predispostos (têm três vezes mais probalidade) para poupar dinheiro para comprar um produto para o qual ainda não têm dinheiro suficiente, do que os alunos com a mesma capacidade ao nível da matemática e da leitura mas que pontuam em literacia financeira abaixo do nível 1.

Ou seja, os alunos de nível 4 ou 5 relatam mais do que os de nível 1 que preferem poupar e adiar a compra, até reunir o montante, a comprar o produto “de qualquer maneira”, seja pedindo dinheiro emprestado a amigos ou à família.

Um outro indicador mostra ainda que a probabilidade de os alunos com melhores resultados em literacia financeira completarem o Ensino Superior é duas vezes superior à dos alunos com piores resultados, ainda que os resultados a matemática e a leitura sejam semelhantes nos dois grupos.

As conclusões presentes neste relatório mostram aos responsáveis políticos dos países e economias da OCDE, segundo Gurría, como “se torna ainda mais importante intensificarmos os nossos esforços globais para ajudar a melhorar a habilidade vital essencial da alfabetização financeira”.

O secretário-geral da OCDE recorda ainda as conclusões do relatório (Garantir a Educação Financeira e a Proteção ao Consumidor para Todos na Era Digital), para concluir que “a alfabetização financeira é também fundamental para a gestão das oportunidades e dos riscos de uma digitalização rápida que colocou os serviços financeiros, literalmente, ao nosso alcance

 

 

 


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