XVII Encontro sobre o uso das TIC na Educação – 11 e 12 de julho em Leiria

Junho 13, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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“Não é preciso gritar para nos fazermos ouvir”

Junho 13, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.paisefilhos.pt/ de 10 de janeiro de 2017.

Teresa Martins

“Berra-me baixo” mostra como deixar de gritar com os filhos em apenas quatro semanas. O resultado é uma relação parental fortalecida e mais harmoniosa.

É possível educar sem gritar, mesmo quando os pais andam exaustos e as crianças teimam em não cooperar. A coach parental Magda Gomes Dias propõe, no seu novo livro, um desafio a todos os pais que andam cansados de gritarias: mudar em 21 dias (para melhor) a relação com os filhos e passar a “berrar baixo”. A primeira regra é deixar de tentar e começar a fazer. É esse o compromisso que a autora e formadora na área da parentalidade positiva pede. Depois é seguir os passos de “Berra-me baixo”, sabendo que no fim a relação entre pais e filhos sairá fortalecida e muito mais harmoniosa.

Porque gritamos tanto com os nossos filhos?

Magda Gomes Dias (MGD): Por vários motivos e que diferem de pai para pai. Gritamos porque andamos sem paciência, porque nos sentimentos ameaçados e desafiados por uma resposta torta (logo nós que damos a melhor educação aos nossos filhos!), porque já pedimos 300 vezes as mesmas coisas, porque temos medo que eles descarrilem… E gritamos porque aprendemos a comunicar assim, também.

Estamos com défice de paciência e de estratégias alternativas?

MGD: Estamos pois! Andamos esgotados e queremos que tudo resulte do dia para a noite. Não resultando, gritamos para nos fazermos ouvir.

Mas dar “dois berros” por vezes funciona…
MGD: É importante dizê-lo com todas as letras: toda a gente grita. Para alguns pais a palmada na hora certa e os dois berros fazem parte de educar. Mas para um enorme número de pais, gritar é algo que não desejam fazer. Há estudos que provam que o stresse emocional provoca tudo menos coisas boas na criança. Mas o que eu vejo hoje em dia é mais do que isso. São pais que não se reveem nessa forma de educar – berrando, batendo, ameaçando ou humilhando. E querem fazer diferente só que, na ausência de modelos equilibrados, caem muitas vezes na justa oposição que é a permissividade… Mas há um caminho do meio que tem por base o respeito mútuo entre pais e filhos e que assenta na qualidade da relação criada. É quando apostam nisto que tudo o resto vem, incluindo a ausência da necessidade de dar dois berros.

Quais são as situações mais comuns que nos fazem “saltar a tampa”?

MGD: No livro escolhi 10 situações que nos fazem saltar a tampa. São os 10 “clássicos” que os pais com quem trabalho me apresentam com regularidade: quando não nos escutam; quando nos respondem torto; quando não querem cooperar; quando não param de choramingar; quando nunca estão satisfeitos; quando batem; quando temos um adolescente em casa; quando temos um marido/mulher que nos dá dores de cabeça; quando a casa está de pernas para o ar; quando os miúdos se dão mal.

O que estamos a fazer aos nossos filhos quando gritamos constantemente com eles?

MGD: Quando se berra de forma regular, estamos a criar um stresse desnecessário na vida dos nossos filhos – e na nossa. A maior parte dos pais que gritam dizem-me que os filhos não os ouvem. Por isso gritar faz com que os filhos deixem de escutar. Parece, à primeira vista, um grande paradoxo mas depois de bem analisado não é. Porque podemos ter uma de duas situações: aquela em que os miúdos dizem “oh, ela só grita, é sempre a mesma coisa” e ignoram; e a outra em que os miúdos ficam num estado de stresse tão grande que não conseguem reagir/responder. O que é péssimo e é a prova que a forma como exercemos a nossa autoridade parental é feita com base no medo. E medo não é respeito nem cooperação. Depois há também crianças que reagem de forma agressiva – e esta forma é também uma defesa e só se defende quem tem medo e se sente agredido. Além disso, gritar de forma continuada pode criar um caminho para uma autoestima muito baixa…

Qual é o primeiro passo para deixarmos de gritar? É preciso olhar para dentro?

MGD: Sim, é mesmo! Este é um livro justamente acerca dessa transformação! Primeiro, é preciso desejar mesmo criar uma relação com base no respeito mútuo. Depois, é preciso identificar os motivos que nos levam a gritar e refletir como é que eu quero fazer da próxima vez. É quando fazemos esta reflexão que estamos a praticar autorregulação. E depois lidar com a frustração de não o conseguirmos fazer sempre. O objetivo não é a perfeição, mas a melhoria continua.

Deixar de gritar é deixar de ralhar?

MGD: Esta é uma questão fundamental neste livro. De repente, o leitor mais cético pode dizer “mas então eu já não posso bater e agora já não posso gritar? O próximo passo é deixar de educar a criança?” Não é nada disto! Ralhar significa educar, orientar, acompanhar. E ralhar não tem de ser feito a gritar. Podemos fazê-lo sem levantar a voz. Afinal de contas, ralhamos com um colega ou corrigimos e chamamos à atenção? Os nossos filhos têm tanto (ou mais) valor que os nossos colegas. Se não grito com um, porque razão gritaria com o outro? Se o faço é porque não consigo ver essa igualdade enquanto pessoas.

Firmeza, mimo e paciência são os três ingredientes indispensáveis para melhorarmos a relação com os nossos filhos?
MGD: Claro que são! Todas as crianças precisam de pais firmes e justos. Pais que sabem o que estão a fazer… e a firmeza vem justamente dessa sabedoria. A paciência é uma característica que vamos perdendo quanto mais cansados estivermos – e os pais são pessoas cansadas, por natureza. Por isso é que a primeira regra da parentalidade positiva diz: pais felizes = filhos felizes. E depois o mimo… o mimo é amor. Se estraga, então é outra coisa. Mimo a mais não existe – o que existe é a falta de limites por parte do adulto.

Este exercício implica um crescimento interior dos pais…
MGD: Passamos a ter um maior conhecimento de nós, a perceber o quanto pode ser gratificante a nossa melhoria contínua e a nossa relação com os nossos filhos e isso enche a nossa vida.

Não há risco de “recaídas”?

MGD: Quando o foco é deixar de gritar, é bem possível que se tenha uma recaída. Este é um livro sobre amor e felicidade e sobre como é que podemos melhorar a nossa relação parental. O deixar de berrar vem por acréscimo. Se deixamos completamente de gritar? Isso é possível e vai depender da evolução que fizermos e da maturidade que ganharmos. Em primeiro lugar ganhamos o poder de identificar o que nos faz gritar. Por isso, vamos conseguir percecionar o momento em que o vamos fazer – é como se houvesse uma pausa entre aquilo que acontece e a nossa explosão. Se depois gritamos ou não, isso é uma decisão só nossa.

E é aí que percebemos que a forma como comunicávamos era talvez até violenta? Sentimos vergonha?

MGD: Vergonha ou culpa. Eu gostava de filmar as cenas em que gritamos com os nossos filhos. A primeira coisa que não fazemos é respeitá-los e o respeito mútuo é a base para a transformação. Se eu não vejo os meus filhos como pessoas com igual valor a mim, é difícil porque tudo o que eu vou fazer ou é autoritário ou permissivo. Depois, a forma como gritamos é de uma agressividade incrível, a começar pela nossa cara e pela violência dos nossos gestos. Está na hora de usarmos a culpa da melhor forma porque ela é benéfica se soubermos usá-la.

O que diria aos pais que dizem “hoje não se pode dar uma palmada ou um berro que os meninos ficam logo traumatizados…”
MGD: É legítimo termos receio que os nossos filhos não deem certo. E como a maior parte de nós se safou com o modelo da educação autoritária então porque é que isto não iria resultar nos filhos? O problema não é poder-se dar uma palmada ou gritar. O problema é que os pais estão na educação dos filhos como se um jogo de poder se tratasse e não é nada disso. Quando estamos numa relação mais punitiva, estamos apenas a dizer que os nossos filhos, porque são crianças, têm menos valor que nós. Que não são iguais. E são. São tão humanos e pessoas quanto eu sou e estão em crescimento. Precisam por isso de orientação.

Castigos ou consequências?

Os castigos ainda são uma fórmula recorrente para tentar incutir nas crianças que determinado comportamento não é o mais correto. Mas serão eficazes ou mesmo necessários? “O castigo tem vários objetivos e é antes de tudo a forma que a grande maior parte de nós conhece para… educar! É a forma que muitos pais e educadores têm de mostrar à criança que se prevarica, há que fazer sofrer”. E se na verdade o castigo “funciona no imediato, a médio e a longo prazo a criança vai aprender a esconder para não ser apanhada e aquilo que é mais importante – a responsabilidade – não foi conseguido”. Ou seja, o castigo é uma “excelente forma de desresponsabilizar a criança”.
As consequências, por outro lado, “têm a ver com a situação, são justas e ajudam a criança a tomar decisões e a serem responsáveis”. Por vezes, sublinha Magda Gomes Dias, “a diferença entre um castigo e uma consequência está apenas no tom e na intenção de fazer sofrer a criança”.

 

 

“O problema são as mini-baleias azuis. E são milhões e milhões”

Junho 13, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do https://www.noticiasaominuto.com/ a Daniel Cotrim no dia 22 de maio de 2017.

POR Goreti Pera

Daniel Cotrim, psicólogo clínico na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), considera que “qualquer adolescente pode entrar” num jogo como a Baleia Azul, movido pelo “desafio, aventura e risco”. Há, por isso, um papel importante que deve ser assumido pelos pais e uma preocupação acrescida que vai além do fenómeno atual: “O problema são as baleias azuis mais pequeninas, mais insidiosas, que se baseiam nas grandes”, alerta, em entrevista ao Notícias ao Minuto.

Surgiu numa rede social russa e proliferou pelo mundo. O jogo Baleia Azul, que convida os jogadores a cumprir 50 desafios que culminam no suicídio, fez até ao momento cerca de uma centena de vítimas mortais, uma delas em Portugal.

Há também relatos de várias vítimas e a preocupação pelos contornos de que o jogo se revestiu é assumida pelas autoridades de diversos países.

O Notícias ao Minuto conversou com Daniel Cotrim, psicólogo-clínico, sobre o que pode motivar um adolescente a ligar-se ao ‘jogo da morte’ e sobre os sinais a que os países e a comunidade escolar devem estar atentos.

O que leva um adolescente a jogar um jogo como a Baleia Azul?

Quando se fala de adolescentes, temos de ter em conta os sentimentos de descoberta, a ideia de revolta, de desafio. Juntamente com isto há sentimentos de alguma vulnerabilidade, de fragilidade e isolamento social, que é também provocado pela vivência do próprio adolescente em relação ao resto do mundo. O que faz um adolescente ir para um jogo destes é o facto de, apesar de ser perverso e nefasto, pegar pelo lado do desafio, aventura e risco, características associadas à adolescência. O mais perverso neste jogo é ter como destinatários os jovens que se encontram mais fragilizados e sozinhos, que podem ter problemas emocionais e que estão mais disponíveis para corresponder a este tipo de solicitações.

Os adolescentes, ainda que vivam numa fase conturbada da vida, têm noção dos limites? Quando entram neste jogo, saberão que culmina no suicídio…

Temos que pensar que os adolescentes querem o desfio, mesmo quando o desafio pede coisas estranhas e horríveis e que podem culminar no suicídio. O que o adolescente pensa sempre é que não vai fazer isso, que é mais forte e é capaz de não chegar a esse ponto, que vai dizer que ‘não’ quando não quiser mais. “Se pedirem para me matar, eu não me mato”, pensará.

A grande questão é que quem está do outro lado [o administrador do jogo] é uma pessoa altamente manipuladora e que consegue ter acesso a um conjunto de dados pessoais que o jovem disponibilizou na rede (por exemplo, dados de acesso à sua conta no Facebook, onde tem os amigos, a escola, os hobbies…). Essa pessoa – perversa e com alguma pensamento psicopático – consegue perceber qual é o perfil do jovem jogador e a partir daí começa a ameaça: “Se não fizeres isto, eu vou à tua casa, vou matar a tua namorada…”. O medo pode, por isso, levar o jovem a sentir-se coagido a continuar a jogar, mesmo quando quer sair.

Tem mais probabilidade de entrar num jogo como a Baleia Azul um adolescente instável e sem uma retaguarda familiar consistente ou qualquer adolescente pode entrar, sendo que a instabilidade surge depois, devido à manipulação?

Acho que qualquer jovem pode entrar, pelas características da própria adolescência. Esse é o mito que nós associamos a estas coisas. É claro que um jovem mais vulnerável e emocionalmente fragilizado é menos capaz de rejeitar os desafios, de ver um filme de terror às 4h30 da manhã, de ir para a linha do comboio ou de deixar de falar com a família. Mas não podemos esquecer que existe alguém do outro lado a manipular as emoções das pessoas.

Um jovem que nunca tenha tido tendências depressivas ou suicidas consegue acabar com a vida fruto desta manipulação?

Acho que sim, acho que é claramente possível pelo conjunto de pressão que lhe é exercida. Há relato de centenas de mortes no mundo inteiro. À partida, 90% dos jovens não tem tendências depressivas, mas se esta pressão é exercida de forma muito forte e manipuladora, com acesso real à vida privada, pode levar um jovem ou adulto a cometer o suicídio. É aqui que entra o papel da família. Compete aos pais controlar os acessos dos filhos à internet e perceber que páginas visitam. Não é fazê-lo às escondidas (isso é desrespeitar o adolescente), mas fazê-lo na presença dele. O ideal é fazê-lo de uma forma benéfica, levando o adolescente a perceber que é normal a família estar preocupada e que está lá a servir-lhe de retaguarda caso haja alguma coisa que ele não entenda.

Os jovens têm sempre muitas coisas para dizer aos pais. A grande questão é que muitas vezes os pais não têm disponibilidade e não querem ouvir o que o jovem tem para lhes dizer, porque acham que a sua missão é só alimentar e vestir. Os pais não têm de esperar que o filho lhes conte os seus segredos, mas têm de lhe dizer que, aconteça o que acontecer, estarão sempre ali e nunca o abandonarão. Assim, quando acontecer uma crise, o filho saberá que os pais estão ao seu lado.

O facto de o jovem saber que os seus acessos à internet são controlados pelos pais pode levá-lo a esconder o que lhes convier, apagando parte do histórico de navegação, por exemplo?

Depende, porque há uma diferença entre controlar e ser autoritário. Se eu for autoritário no meu controlo, se vir às escondidas e não respeitar, o adolescente vai apagar de certeza absoluta. Porém, se o meu controlo for exercido de uma forma afetiva, se for algo partilhado entre os dois, isso já não vai acontecer. A grande questão é que, no que diz respeito à internet e às redes sociais, os pais não se querem chatear, não se querem envolver. E não é por não saberem, porque eles próprios às vezes têm redes sociais. Há uma cultura de há uns anos para cá de permissividade, em que se deixa fazer tudo. Os pais não gostam de se zangar nem de dizer não. E nós temos de pensar de forma contrária: temos de nos zangar quando é momento para nos zangarmos e temos de sermos capazes de dizer não.

Qual será o perfil do criador de um jogo deste tipo e que motivações terá?

Diria que deve ser um individuo altamente perverso e manipulador, com traços muito grandes de psicopatia e sociopatia. Será definitivamente mais velho do que os adolescentes, porque um adolescente por si só não teria a capacidade para montar toda esta máquina. Quanto às motivações, creio que é ver até que ponto tem poder para ver o outro autodestruir-se. Infelizmente, há muitas pessoas assim. Há aqueles que matam 10 ou 20 pessoas e há outros que se escondem e que tentam manipular as pessoas ao ponto de estas tirarem a própria vida.

Quais são os sinais de alerta a que os familiares devem estar atentos?

Sempre que os pais percebam que há uma mudança de comportamento drástica nos seus filhos (ter sentimentos de ansiedade ou medo muito vivos, ter pesadelos contínuos ou não conseguir dormir), que estão muito cansados, que escondem o telemóvel, que ficam assustados quando se aproximam do seu computador ou que usam mangas compridas no tempo quente, deverão estar alerta e falar abertamente com os filhos. Devem mostrar-lhes que podem e devem confiar nos pais. Se algum destes sinais estiver manifestamente associado à Baleia Azul, o primeiro conselho é não castigar, não ralhar, não culpar. O segundo é denunciar o caso o mais depressa possível às autoridades, procurar um profissional da saúde mental (como o psicólogo) e não tratar o filho como um doente mental, porque não é um doente mental, é vítima de um crime grave.

As escolas têm também um papel importante na deteção de casos e na prevenção?

Têm sim, sobretudo na prevenção dos casos. Era importante nas escolas falar-se sobre segurança na internet, haver ações de sensibilização dadas por exemplo pela polícia, não numa abordagem policial mas educacional. A escola também é importante para detetar sinais. Se o professor perceber que um aluno começou a usar mangas compridas em pleno junho e que não quer fazer ginástica para não se despir, tem que falar com os pais ou com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens.

Deve falar-se com os jovens sobre suicídio? O tema é, de certa forma, um tabu.Deve falar-se claramente sobre suicídio, até porque os jovens falam disso entre si, muitas vezes de forma muito pouco esclarecida. É normal um pensamento sobre suicídio surgir. É importante haver psicólogos nas escolas preparados para lidar com estas questões (e não é ter dois psicólogos para cinco mil alunos). A sensação que tenho é que está a haver alguma alteração em certos conteúdos letivos e uma resolução nos conteúdos mais ligados às questões humanas.

Como é que vê o papel a comunicação social perante esta situação?

Vejo bem no sentido em que espoletou a atenção para um assunto que de outra maneira ninguém teria conhecido. Mas, por outro lado, é preciso ter cuidado na informação que se passa para ser uma influenciadora de bons comportamentos nas famílias. Tentar perceber como é que as famílias devem reagir é um bom papel da comunicação, mas quando são dadas continuamente notícias de mais vítimas não se presta um bom serviço ao país. Além disso, identificar as vítimas (nome, morada) é errado, as pessoas têm direito à sua privacidade.

De que forma os pais devem reagir perante as notícias que têm vindo a ser difundidas?

O papel dos pais, nesta situação, é explicar os filhos quais são os efeitos destas coisas e explicar que nós próprios não entendemos como é que elas surgem. E há que ter em conta que o problema não são estes grandes fenómenos que aparecem e depois acabam, o problema são as baleias azuis mais pequeninas, mais insidiosas, que se baseiam nas grandes. Vou dar como exemplo um grupo de amigos em que todos têm WhatsApp e que podem começar a fazer este tipo de desafios: “Escreve na tua mão a palavra XPTO. Se não escreveres e mandares fotografia para o grupo, vamos dizer na escola que és um cobarde”. Por isso, o pior de tudo não é a Baleia Azul em si, são as mini-baleias azuis que podem advir daqui. E são milhões e milhões.


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