Há idosos tratados “de forma perversa” pelos filhos em Portugal

Maio 15, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 7 de maio de 2017.

Provedoria de Justiça recebeu em 2016 mais de 2800 telefonemas através da Linha do Idoso Paulo Pimenta

Provedor de Justiça conta casos em que “alguns filhos” começam a diminuir a terapêutica aos pais, fazendo com que eles entrem em perda e sejam internados de urgência. Outros dizem que há uma pessoa acamada e “ficam com o dinheiro das pensões”.

Lusa

O provedor de Justiça considera que há idosos tratados “de uma forma absolutamente perversa”, graças a uma sociedade que inverteu a pirâmide social e trouxe “consequências dramáticas” para as pessoas mais velhas, como o abandono ou a solidão.

Em entrevista à agência Lusa, José de Faria Costa apontou que a sociedade actual não só não está preparada para “responder aos anseios da população mais idosa”, como inverteu a pirâmide social e, com isso, trouxe “consequências dramáticas” para as pessoas mais idosas, “nomeadamente coisas pouco bonitas”, mas reveladoras do actual sistema de valores.

“Os filhos a ficarem com as pensões dos pais e serem os vizinhos a dizerem ao provedor que há uma pessoa acamada, sozinha e os filhos ficam-lhe com o dinheiro das pensões”, exemplificou.

Apontou outro tipo de situação, “muito mais grave”, que acontece quando se aproxima a época de Verão, em que “alguns filhos” começam a diminuir a terapêutica aos pais, fazendo com que eles entrem em perda e sejam internados de urgência.

“Como os filhos sabem que só os podem deixar se eles forem internados de urgência, obviamente começam a fazer isso e isso é uma coisa maquiavélica, péssima, que dá um retrato muito feio da sociedade portuguesa”, criticou.

Segundo o provedor de Justiça, que não quis alongar-se muito sobre o assunto, estas realidades foram mais presentes nos tempos da “crise profunda”, mas salientou que basta haver apenas um caso por ano “para mostrar a perversidade com que é tratada a velhice”.

José de Faria Costa lembrou que, durante o ano de 2016, o provedor de Justiça recebeu, através da Linha do Idoso (800 20 35 31, gratuito), mais de 2800 telefonemas (perto de oito chamadas por dia), tendo havido 105 contactos por causa de maus-tratos, além de 74 situações de isolamento ou solidão, e outras 20 por abandono.

Foram os próprios idosos interessados quem mais vezes recorreu no ano passado à linha telefónica, representando 48% do total de telefonemas, a maior parte mulheres (1724), com idade entre os 71 e os 80 anos (969).

Segundo José de Faria Costa, o provedor de Justiça faz frequentemente trabalho social, revelando que são muitas vezes os serviços do provedor que conseguem uma marcação de uma consulta, encaminham a pessoa para a ajuda mais próxima quando ela não sabe ler uma factura de gás ou luz, ou quando alguém liga ao provedor porque não sabe preencher o IRS.

Motivos pelos quais o provedor afirmou que mais do que as recomendações que possa fazer, e que podem ou não ser acatadas, importa-lhe a resolução de problemas concretos.

“O que me interessa é receber uma carta da pessoa do Portugal mais profundo a dizer-me: ‘Senhor provedor, obrigado, o meu muito obrigado, o meu problema foi resolvido’. E eu tenho centenas de cartas. Isso é que é importante no trabalho do provedor”, sublinhou.

Em matéria de recomendações, José de Faria Costa acredita que teve um “altíssimo índice de acatamento” durante os seus quatro anos de mandato, mas garantiu que o seu trabalho nunca esteve centrado na recomendação.

“Avaliar o meu exercício através do número de recomendações é absolutamente redutor. O que se deve avaliar é através das situações concretas que eu resolvi e essas estão aí e podem ser avaliadas”, disse.

 

 

 

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X Conferência Crianças Desaparecidas – 30 de maio na Assembleia da República

Maio 15, 2017 às 12:30 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança, que tem como missão a defesa e a promoção dos Direitos da Criança, vai assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas com a X Conferência Crianças Desaparecidas que terá lugar no Auditório Almeida Santos da Assembleia da República, no próximo dia 30 de Maio.

Este ano, a Conferência irá centrar-se mais uma vez nas medidas de natureza jurídica e humanitária que são imprescindíveis para um digno acolhimento dos refugiados, com especial menção para as crianças não acompanhadas, que têm merecido a nossa maior preocupação, e à tarde exibiremos um filme “A Boa Mentira”, do realizador Phillipe Falardeau, sobre a vida destas crianças nos campos de refugiados.

Dada a pertinência desta temática, temos o maior gosto em convidar V.Exª, para a referida Conferência, que terá início pelas 10H00, conforme programa em anexo.

A Presidente da Direção

Dulce Rocha

 

mais informações no link:

http://www.iacrianca.pt/index.php/atualidades/noticias/item/878-x-conferencia-criancas-desaparecidas

São necessários “mais apoios” para crianças em risco

Maio 15, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.noticiasaominuto.com/ de 4 de maio de 2017.

Luís Villas-Boas

O fundador da Emergência Infantil e diretor do Refúgio Aboim Ascensão, Luís Villas-Boas, defendeu hoje a necessidade de haver “mais apoios e mais rápidos” para crianças em risco.

“Portugal necessita de respostas mais rápidas e mais afinadas do que aquilo que tem”, disse Luís Villas-Boas perante centenas de pessoas, no painel `Ser Criança em Portugal´, do IV Fórum Abrigo, no Montijo.

No encontro organizado pela ABRIGO – Associação Portuguesa de Apoio à Criança, Luís Villas-Boas disse também que a ausência desses apoios indispensáveis para muitas famílias pode fazer com que algumas situações de pobreza evoluam para uma “situação de descontrolo”.

O moderador do painel, o antigo ministro da Justiça Laborinho Lúcio, começou por sublinhar a importância da prevenção, lembrando que os problemas vividos pelas crianças em situação de pobreza e de exclusão acabam por se repercutir na idade juvenil e na adolescência.

“As sombras e as luzes da infância repercutem-se na idade juvenil. É justo que tudo façamos para prevenir”, disse Laborinho Lúcio, convicto de que muitas destas situações de crianças em risco estão associadas a situações de pobreza que é preciso erradicar do país.

Uma opinião partilhada pelo presidente do Instituto da Segurança Social, Rui Fiolhais, que enunciou um conjunto de medidas adotadas pelo atual governo do PS para dar resposta às necessidades de muitas crianças e famílias, como o alargamento do abono de família a cerca de 90 mil famílias, mais apoios a pessoas com deficiência e uma reformulação do Rendimento Social de Inserção, “com enfoque no cumprimento das obrigações individuais, das famílias e das crianças”.

Rui Fiolhais referiu também as novas parcerias recentemente estabelecidas entre o governo e os operadores do setor social, que se inserem numa estratégia de combate aos fenómenos de pobreza, de que as crianças são muitas vezes as principais vítimas.

O painel `Ser Criança em Portugal´ começou com uma breve intervenção do Juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça jubilado, Armando Leandro, aplaudido de pé pelos participantes no encontro, em sinal de reconhecimento pelo trabalho que tem desenvolvido ao longo de toda a vida profissional na defesa dos direitos das crianças.

Fundada em 2002, a ABRIGO já tem um terreno cedido pela Câmara do Montijo e projeto aprovado pela Segurança Social para a construção de um Centro de Acolhimento Temporário para crianças em risco, com um custo estimado entre um e dois milhões de euros, mas para o qual não há apoios comunitários disponíveis.

Trata-se de um equipamento que poderá acolher 52 crianças numa primeira fase, mas que, numa segunda fase, poderá vir a ter uma capacidade total para 86 crianças.

Para além deste projeto, a ABRIGO tem já em funcionamento um Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP), que já deu apoio a mais de 200 crianças e a uma centena de famílias, nos concelhos do Montijo e de Alcochete.

A Abrigo tem também um outro projeto – a ABRIGO Investigação – um centro de documentação a funcionar na Biblioteca Municipal de Alcochete, que já tem mais de 500 referências bibliográficas na área da crianças em risco que se propõe realizar vários trabalhados de investigação, com a colaboração de diversas universidades.

 

 

Ser Bebé – Educação na Primeira Infância: Conceções, Modelos e Perspetivas | 27 de maio | Leiria

Maio 15, 2017 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://apei.pt/index.php


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