Congresso Internacional NursID: Investigação em Enfermagem

Maio 4, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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http://www.esenf.pt/pt/i-d/eventos/cintesis-2017/

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Ministério Público tem em curso três inquéritos devido ao jogo “Baleia Azul”

Maio 4, 2017 às 4:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 2 de maio de 2017.

LUSA

O Ministério Público tem em curso três inquéritos, nas comarcas de Setúbal, Portalegre e Faro, relacionados com o jogo na Internet “Baleia Azul”.

“Até ao momento, foi possível localizar três inquéritos relacionados com a matéria. Correm termos nas comarcas de Setúbal, Portalegre e Faro”, refere uma resposta da PGR

“O Ministério Público encontra-se, assim, atento à situação e, no âmbito dos inquéritos, não deixará de ponderar todas as medidas processuais adequadas previstas na lei do Cibercrime, incluindo a de bloqueio de ‘links'”, refere a informação da Procuradoria.

O jogo “Baleia Azul”, que terá começado numa rede social da Rússia, onde suicídios de mais de uma centena de jovens podem estar relacionados com o jogo, foi também já ligado a casos de suicídio de jovens no Brasil.

Em Portugal, um adolescente de Sines foi recentemente transportado para o Hospital de Setúbal por cortes num braço, que fontes dos bombeiros e da GNR relacionam com o “Baleia Azul”.

O jovem de 15 anos foi levado para o hospital de Setúbal depois de ter “desenhado” uma baleia num braço com um objeto cortante, uma das tarefas do jogo, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

O caso de Sines, que foi comunicado ao Tribunal de Família e de Menores e ao procurador de Família e de Menores de Santiago do Cacém, continua a ser acompanhado pela GNR sem que tenha no entanto sido aberta uma “investigação criminal”, uma vez que se trata de “atos voluntários”.

Na zona de Sines, a GNR não tem até ao momento conhecimento de mais casos, mas “está atenta à problemática”, disse a fonte.

O caso já aconteceu há cerca de um mês, tendo a Lusa pedido aos gabinetes de imprensa da GNR, da PSP e da Polícia Judiciária dados sobre outras eventuais situações no país, não tendo até agora recebido informações sobre mais casos.

Contactada pela Lusa, uma porta-voz da PSP, disse que a polícia está também a trabalhar junto das escolas, através do programa Escola Segura, para aconselhar crianças e jovens para os riscos do jogo.

No jogo, os jovens são compelidos a seguir 50 passos, provando que completaram cada desafio com fotografias que enviam a um ‘curador’, que incita o jogador a cumprir os desafios.

O jogo começará com o desafio de a pessoa escrever “F57” na palma da mão, com uma faca, enviando de seguida uma fotografia ao curador.

Os desafios incluem acordar às 04:20 e subir a um telhado ou uma ponte, cortar os lábios e falar com outros jogadores. O desafio 50 (o último de 50 dias) é o suicídio, da forma que o curador indicar.

O curador pode ser acusado do crime de incentivo ao suicídio (artigo 135 do Código Penal) e punido com pena de prisão de um a cinco anos.

 

 

 

Baleia Azul. “Os adolescentes nunca deviam levar o telemóvel para o quarto à noite”

Maio 4, 2017 às 2:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://sol.sapo.pt/ de 3 de maio de 2017.

No seu consultório já recebeu dois jovens desesperados por terem recebido uma mensagem a pedir que se automutilassem. A esses casos, a psicóloga Bárbara Dias aconselha calma e desprezo por um jogo que é apenas isso, um jogo

Bárbara Dias está habituada a lidar com os jogos que aliciam os adolescentes a pisar o risco. “No ano passado era a ‘Maria Sangrenta’, este ano é a Baleia Azul”, refere, lembrando que o importante é dotar os adolescentes de ferramentas que lhes permitam dizer não a esse tipo de desafios. Um acompanhamento mais próximo dos pais e um acesso limitado à internet são fundamentais, defende a psicóloga.

Já recebeu dois jovens ligados ao jogo da Baleia Azul. De que forma entraram no jogo?

Nos dois casos, os miúdos já eram acompanhados por mim por episódios de ansiedade ou falta de concentração e organização na escola. Como forneço o meu Whatsapp a todos eles, estou habituada a receber desabafos do género “Já não aturo a minha irmã” ou “chateei-me com a Maria”. Desta vez, vieram perguntar-me se podiam ter consulta nesse mesmo dia, porque tinham recebido uma mensagem estranha no telemóvel.

O que dizia?

“Desenha uma baleia com a ponta de uma faca e envia uma fotografia. Se não o fizeres, sabemos onde moram os teus pais e eles morrem.”

Soube imediatamente que se tratava do jogo Baleia Azul?

Não conhecia o jogo, mas fui logo informar-me. Estes jogos são muito comuns. No ano passado era a Maria Sangrenta – jogo em que tinham que enviar uma mensagem 20 vezes “senão a tua mãe morre”. Este é o da Baleia Azul e para o ano será outro. Os miúdos têm é que estar preparados para lidar com estas situações, sejam elas quais forem.

Como é que os tranquiliza?

Tento que percebam que nada de mal vai acontecer à família, que nada daquilo é real e que não passam de brincadeiras de mau gosto. Os miúdos ficam mesmo em pânico.

E é normal essa reação?

Para o comum dos mortais, não. Mas falamos de miúdos mais sensíveis, que já têm necessidade de serem acompanhados, alguns até que se automutilam.

Existe um grupo mais vulnerável portanto.

Sim, quem está mais fragilizado acredita muito mais facilmente. Além disso, olham para este tipo de desafio como a prova de que conseguem cumprir tarefas e são capazes de ultrapassar todas as fases.

Este comportamento também é fruto de uma nova adolescência?

De facto, a adolescência atual não tem nada a ver com a de há uns anos. Os jovens passam imenso tempo sozinhos, o que lhes dá tempo para tudo e mais alguma coisa. Além disso, têm total liberdade para usar tecnologias. À noite, por exemplo, ficam até às tantas ao telefone, a jogar ou a falar com amigos. Nunca deviam levar o telemóvel para o quarto à noite.

Até que idade?

Tem mais a ver com maturidade do que com a idade. Mas um filho meu seria até aos 16 anos.

Os pais estão sensibilizados para a necessidade de um contacto mais próximo?

Faço por isso. Mas ainda a semana passada me apareceram pais a dizer que tiraram os telemóveis aos filhos para evitar que entrem no jogo. Não são essas medidas drásticas que funcionam.

O que recomenda?

Temos é de os ensinar a lidar com essas situações. Se tiverem confiança e uma boa autoestima, são capazes de ultrapassar estas questões facilmente. Da mesma forma que ensinamos os nossos filhos a sentarem-se à mesa e comer com talheres, também temos de os ensinar a navegar na net, sabendo o que é ou não seguro fazer.

 

 

 

Lançamento do livro «Álbum de Famílias», hoje 18.00 horas em Lisboa

Maio 4, 2017 às 1:12 pm | Publicado em Livros | Deixe um comentário
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http://www.booksmile.pt/

 

Prevenção contra Desafio “Baleia Azul” vídeo da PSP

Maio 4, 2017 às 12:30 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Começou a jogar o Baleia Azul? “Saia o mais depressa possível e peça ajuda”, diz Daniel Sampaio

Maio 4, 2017 às 11:08 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 3 de maio de 2017.

O jogo é perigoso quando falamos de pessoas vulneráveis, diz Daniel Sampaio. Miguel Manso

Psiquiatra Daniel Sampaio falou com jovens que lhe disseram que há amigos e colegas vulneráveis contactados por curadores do desafio online.

Ana Henriques e Clara Viana

Há um traço comum entre os jovens que estão a ser desafiados para entrar no jogo online da Baleia Azul: estão fragilizados ou em sofrimento psicológico. Quem o diz é o psiquiatra Daniel Sampaio, que tem estudado o comportamento dos adolescentes. Na imprensa internacional começa, entretanto, a ser posta em causa a genealogia deste jogo.

Daniel Sampaio contou ao PÚBLICO que falou recentemente com quatro jovens que têm amigos ou colegas aliciados para o Baleia Azul e todos lhe relataram o mesmo: que um responsável pelo desafio, um curador com um perfil falso, os convidou para o jogo depois de os adolescentes terem deixado online pistas de que se encontravam fragilizados ou em sofrimento psicológico. “Há muitos jovens que escrevem mensagens na Internet a dizer que não estão bem e segundo me dizem são esses que são contactados”, explica o psiquiatra, chamando a atenção para a gravidade deste tipo de actuação.

O incitamento ao suicídio é considerado crime. Quem tentar convencer outra pessoa a fazê-lo ou lhe prestar ajuda para esse fim sujeita-se a uma pena de prisão até três anos caso a tentativa seja mesmo feita ou venha a consumar-se. Se a vítima tiver menos de 16 anos ou padecer de incapacidade de compreensão a moldura penal sobe até aos cinco anos de cadeia. O Código Penal determina ainda que quem publicitar um produto, objecto ou método de suicídio é punido com pena de prisão até dois anos ou então com uma multa.

“Se as coisas se passam conforme me relataram, identificar a fonte de recrutamento [das vítimas] revela-se um aspecto fundamental”, sublinha Daniel Sampaio, para quem o risco acaba por ser reduzido se os jovens em causa estão bem consigo próprios: “Um jovem normal não adere – ou, se adere, isso não tem consequências”, equaciona. “O jogo em si não provoca suicídio, nem automutilação. É perigoso quando falamos de pessoas vulneráveis. Aí, pode funcionar como factor precipitante do suicídio.”

Para quem já começou a jogar, o psiquiatra deixa um conselho: “Sair o mais depressa possível e pedir ajuda.” Um auxílio que poderá ser prestado, por exemplo, pela equipa que integra o Núcleo de Utilização Problemática da Internet do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que tem consultas às quartas-feiras e tanto auxilia jovens como os seus pais.

Daniel Sampaio defende também que os pais devem proibir os filhos de aceder a este jogo. Se não o conseguirem de imediato, devem acompanhar mais de perto os filhos, porque esta atitude poderá impedir, por exemplo, que o filho saia de casa para se dirigir a um local alto onde vai arriscar a vida, já que uma das 50 tarefas impostas aos jogadores do Baleia Azul passa precisamente por correr esse tipo de perigo.

 Notícia falsa?

Em declarações a um site de notícias russo, Lenta.ru, o alegado autor deste desafio, More Kitov, já disse que a sua intenção nunca foi a de levar menores ao suicídio, mas sim aumentar o número de frequentadores dos perfis dos administradores do jogo, tornando-os mais atractivos para quem quer colocar anúncios publicitários.

Pelo seu lado, Thiago Tavares, presidente da Safernet, uma organização não-governamental brasileira de combate ao crime na internet, não tem dúvidas de que o jogo Baleia Azul teve origem numa “notícia falsa” publicada em Maio de 2016 pelo diário russo Novaya Gazeta. Este artigo dava conta de uma série de suicídios de adolescentes na Rússia que, alegadamente, tinham participado em fóruns da rede social russa Vkontakte, onde aparecia a referência Baleia Azul.

Até agora ainda não existem provas da relação entre ambos. “Era um ‘fake news’, mas existe um efeito que, sendo verdadeira ou não, a notícia gera um contágio, principalmente entre os jovens”, afirmou Thiago Tavares ao diário Globo.

 Em Fevereiro, na sequência do suicídio de mais duas adolescentes na Sibéria, o administrador do site foi detido. O caso continua em investigação. Foi por volta dessa altura que as notícias sobre o Baleia Azul chegaram ao Reino Unido, por via do jornal The Sun. E daí espalhou-se pelo mundo.

Fora da Rússia, um dos primeiros países onde o alegado jogo chegou foi a Bulgária. Mas também ali o Centro Para a Internet Segura alertou que não existem provas da ligação do Baleia Azul a uma onda de suicídios. “Essa incrível história atrai sites de tablóides, que lucram com visitas, acrescentando mais e mais detalhes e histórias horríveis, que não são apoiados por factos”, disse um dos responsáveis do centro ao jornal Balcan Insight.

 Também têm existido denúncias na imprensa internacional sobre a veracidade de fotos e vídeos que têm aparecido online apresentando mutilações das alegadas vítimas do jogo.

Em Portugal o mais recente caso de um jogador hospitalizado sucedeu esta terça-feira, depois de terem sido identificadas situações idênticas em Sines, no Algarve e em Portalegre, que estão a ser investigadas pela Procuradoria-Geral da República.

Serviços telefónicos de ajuda e apoio ao suicídio em Portugal e na Europa

SOS – Serviço Nacional de Socorro 112

SOS Voz Amiga (entre as 16 e as 24h00) 21 354 45 45 91 280 26 69 96 352 46 60

SOS Telefone Amigo 239 72 10 10

Telefone da Amizade 22 832 35 35

Escutar – Voz de Apoio – Gaia  22 550 60 70

SOS Estudante (20h00 à 1h00) 808 200 204

Vozes Amigas de Esperança (20h00 às 23h00) 22 208 07 07

 

 

Criança e Natureza: Vamos permitir que elas se arrisquem durante o brincar?

Maio 4, 2017 às 6:00 am | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do site http://epoca.globo.com/de 17 de abril de 2017.

Fabio Raimo, instrutor de educação ao ar livre, explica sobre a capacidade das crianças de brincar e calcular riscos: “Ninguém se desenvolve se isolando de riscos”

LAÍS FLEURY

“Não suba nesta árvore, você pode se machucar!” “Não pise nesta pedra, você pode cair!” “Cuidado com a água, você pode escorregar!” são algumas das frases que as crianças, certamente, mais escutam dos pais ou responsáveis quando brincam na natureza. O que os adultos não entendem, muitas vezes, é que essas aventuras oferecem pequenos riscos não prejudiciais às crianças, ao contrário: são fundamentais para seu desenvolvimento, e elas sabem, ainda que inconscientemente, como escolher os riscos de suas brincadeiras.

>> A falta que a natureza faz

Já se sabe que as crianças precisam se movimentar para que possam se desenvolver com saúde e em todo o seu potencial. Especialistas mostram que a relação com a natureza para o desenvolvimento de diferentes habilidades corporais, como pular, escalar, correr, construir, é benéfica e fundamental. Não é mera coincidência o impulso das crianças para exercitar essas habilidades em relação ao caráter expansivo, exploratório, curioso e ativo que permeia a infância.

No episódio A criança que se sente capaz, produzido pelo Criança e Natureza, do Instituto Alana, Fabio Raimo, instrutor de atividades ao ar livre, explica o valor do risco para o desenvolvimento da criança e comenta como o brincar na natureza é a prática mais propícia para empoderar os pequenos ensinando-os a lidar com seus medos, conhecer seus limites e sentir-se capazes e confiantes para interagir em segurança com o ambiente, com as pessoas e com o mundo.

 

 


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