Baleia Azul. Coordenador da linha SOS Criança dá conselhos aos pais

Maio 2, 2017 às 2:21 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista da http://rr.sapo.pt/ de 2 de maio de 2017 ao  Dr. Manuel Coutinho (Secretário–Geral do Instituto de Apoio à Criança e Coordenador do  Sector SOS-Criança do Instituto de Apoio à Criança).

“Todos nós temos a nossa quota-parte de responsabilidade” na solução deste problema, diz Manuel Coutinho. Psicólogo clínico destaca importância da relação afectiva entre pais e filhos.

O desafio da “Baleia Azul”, que já fez duas vítimas em Portugal, está a deixar muitos pais preocupados, além de professores e as próprias autoridades. Mas o que fazer?

Manuel Coutinho, psicólogo clínico coordenador da Linha SOS Criança e secretário-geral do Instituto de Apoio à Criança esteve no programa Carla Rocha – Manhã da Renascença e deixa alguns conselhos.

Como podemos distinguir o isolamento normal dos jovens de um isolamento indicador de que algo corre mal?

A pergunta é pertinente. Todos os jovens se isolam. Faz parte do crescimento. A partir de uma certa altura, fecham a porta à família e abrem-na aos amigos. E nem sempre se isolam do mundo.

A questão patológica é quando os jovens só vivem isolados, porque um jovem saudável isola-se durante um determinado período de tempo, mas na escola convive, com a família convive.

O que faz a diferença é a quantidade de tempo que o jovem está ou não isolado. Não é pelo facto de um jovem estar pontualmente com o que chamamos “um momento depressivo” que está com uma depressão. Porque um jovem que passa por um momento depressivo está num momento de crescimento, com dúvidas existenciais, está a reflectir, está a tentar perceber os seus próprios limites.

É completamente saudável e os pais não devem invadir. Nem os pais nem ninguém. A questão agora da “Baleia Azul” faz com que muitos pais comecem, de uma forma persecutória, a invadir o espaço íntimo do filho.

Estamos a exagerar nos receios, então?

É preciso haver serenidade. Os jovens estão muito mais aptos a lidar com a Internet do que os adultos; com estas redes sociais do que os adultos; com estes desafios perigosos online a que erradamente chamamos jogos. Os jovens já sabiam disto antes dos pais.

Os pais souberam agora e ficaram preocupados. E bem, mas devem estar mais preocupados com o relacionamento que têm com os seus filhos, com a relação afectiva profunda, de qualidade que estabelecem. Este deve ser o mote.

Não é como aqueles pais que só querem saber das notas dos filhos no final do ano. Têm de saber ao longo do ano e acompanhar. A questão da afectividade é uma questão para se tratar diariamente. Para se conversar, para se dialogar. Conversar sempre que é possível ter uma boa conversa. Para estar com os filhos.

Não temos de estar com os filhos só para criticar. Há pais que passam a vida a criticar negativamente os filhos e isto destrói a auto-estima.

Temos de dizer: “filho, tu és capaz, tu vais vencer”. Porque são estas as palavras mágicas que ajudam na boa construção da auto-estima, da auto-estima positiva, que fazem com que uma criança consiga ir em frente. Se uma criança tiver uma boa auto-estima, não se deixa influenciar por esta questão da “Baleia Azul”, ou outras baleias azuis que possam aparecer.

No tempo das nossas avós costumava-se dizer: “por aquela pessoa se atirar ao poço, tu vais-te atirar ao poço?” Claro que ninguém se atirava.

A maior parte dos jovens é saudável, prudente e não vai entrar nestas questões.

E como traçar a linha entre a vigilância e a privacidade do jovem?

Há o bom senso. E o bom senso ou se tem ou não se tem.

Há pais que já estão a limitar o acesso à internet

Isso não é positivo. Os pais devem controlar, mas não devem tornar-se o polícia mau da vida dos filhos. Devem conversar com os filhos, ver o que os filhos andam a fazer e devem confiar nos filhos, porque a confiança é extremamente importante nesta questão.

E perceber se os filhos têm comportamentos autolesivos – embora possam ter. Tenho na minha consulta, diariamente, um número de jovens com comportamentos autolesivos porque estão depressivos. Não pela questão da “Baleia Azul”. A dor psíquica é situada na pele. Eles cortam-se porque não aguentam. A dor psíquica é vaga e eles cortam os pulsos, muitas vezes, porque estão tristes, é uma forma de libertação daquela dor.

Como é que se trata um caso assim?

São situações que precisam de apoio de um psicólogo clínico, de um psiquiatra da adolescência e também da família.

Há respostas estatais para os jovens e para as famílias?

O Estado somos todos nós e as pessoas só se suicidam porque não encontram bons amigos. Todos nós temos uma função social, não podemos pôr tudo no Estado.

O Estado tem centros de saúde, tem hospitais, mas não sei se a resposta que é dada pelo Estado, contínua e continuada, é imediata. Mas posso dizer que, desde 1988, o Instituto de Apoio à Criança tem uma linha telefónica gratuita, para onde centenas de milhares de crianças já ligaram para falar destas e doutras situações.

O número é o 116 111.

São muitas as crianças e os jovens que, sem os pais saberem, telefonam, põem as suas dúvidas existenciais, os seus problemas, porque apresentam ideação suicida, e são os psicólogos da equipa que servem de suporte. E hoje muitos ainda estarão vivos, porque tiveram aquele apoio. Sendo que se trata de uma organização da sociedade civil.

Por isso, o Estado, as organizações da sociedade civil e todos nós – os professores, pais e amigos – temos a nossa quota-parte de responsabilidade.

Ouça aqui a entrevista a Manuel Coutinho

O “Baleia Azul” consiste na atribuição de 50 tarefas, entre as quais cortar “o braço com uma lâmina” ou furar “a mão com uma agulha”.

Os administradores do jogo enviam ainda filmes e músicas que os jovens têm de ouvir. Depois, levam a que estes avancem para a automutilação. A última tarefa é o suicídio. As vítimas são normalmente menores fragilizados a quem são feitas ameaças, pessoais e à família, em caso de abandono do jogo.

Se precisa de ajuda ou tem dúvidas sobre este tipo de problemas, contacte um médico especialista ou um dos vários serviços e linhas de apoio (gratuitas), como a Saúde 24 (808 24 24 24), o SOS Criança (116 111), a Linha Jovem (800 208 020) ou o S.O.S. Adolescente (800 202 484).

 

 

 

 

A integração das jovens no mundo das TIC – Debate 4 de maio no Museu das Comunicações

Maio 2, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.fpc.pt/pt/?event=dia-das-jovens-mulheres-nas-tecnologias-informacao-comunicacao-tic-2017-girls-in-ict-day-2017&event_date=2017-05-04

Solidão ou gosto pelo risco: o que leva os jovens a jogar

Maio 2, 2017 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 30 de abril de 2017.

Orlando Almeida /Global Imagens

 

Joana Capucho

Em Portugal, há registo de dois incidentes relacionados com as ordens dadas pelos “curadores” do desafio online

“À partida estamos a falar de jovens em profunda solidão e desespero. Qualquer jovem que tenha um comportamento de auto lesão não está emocionalmente estável”. Para Álvaro de Carvalho, diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direção-Geral da Saúde, um jovem que arrisca a vida na Baleia Azul, jogo que tem sido responsabilizado por várias tentativas de suicídio, estará numa situação “desesperante”.

Uma opinião semelhante é partilhada por João Faria, psicólogo que se dedica à intervenção no uso da internet e das telecomunicações: “É uma experiência que vai ao encontro de muitas características da adolescência: testar limites, necessidade de pertença. Mas atinge sobretudo os grupos mais vulneráveis, os jovens deprimidos”.

Os alvos da baleia azul são adolescentes e jovens, que recebem uma intimação para participar no desafio através das redes sociais. No decorrer do jogo, os “curadores” enviam 50 ordens, que passam por atos de auto-lesão e terminam no suicídio. Se os “jogadores” não cumprirem, é-lhes dito que algo de muito mau vai acontecer. Uma ideia que terá partido de Filipp Budeykin, um jovem russo de 21 anos, que aguarda julgamento num hospital psiquiátrico.

Margarida Gaspar de Matos, psicóloga e coordenadora do estudo Health Behaviour in School-Aged Children, diz que há dois perfis -“os miúdos que fazem do risco profissão e os miúdos isolados, poucas competências sociais” – e recusa-se a falar num jogo, pois “trata-se de uma coação”, onde os adolescentes são “manipulados e ameaçados”.

Em Portugal, foram conhecidas até agora duas vítimas: uma jovem que, numa tentativa de suicídio, se atirou para a linha férrea e um rapaz, que “desenhou” uma baleia no braço com um objeto cortante. Mas existirão outros. Ao consultório de Nuno Lobo Antunes, neuropediatra, chegou recentemente uma adolescente que se corta e, embora negue que seja por causa do jogo, a mãe diz que há essa possibilidade. “Não temos a certeza. Há muitos miúdos que já se cortavam antes de o jogo aparecer”, frisa o médico.

A psicóloga Bárbara Ramos Dias acompanha há algum tempo um rapaz, de 11 anos, e uma rapariga, de 12, que entraram na experiência na semana passada, sem saber onde se estavam a meter. “O primeiro desafio era tatuar uma baleia no braço com uma faca. Disseram-lhes que, se não fizessem, os pais eram mortos. Ficaram aterrorizados”, conta ao DN.

Fonte da PSP confirmou que as autoridades estão atentas ao fenómeno mas admitiu que, por ser relativamente novo, ainda se estuda a forma de lidar com o caso. À TSF, uma fonte da PSP “a fazer um plano para abordar o problema”, ou seja, “nas escolas, junto das crianças e jovens, através do programa escola segura”.

Um pouco por todo o mundo, o Baleia Azul está a preocupar as autoridades. Reino Unido, França, Espanha e Brasil têm utilizado as redes sociais para alertar os pais para os perigos do jogo. No Brasil, tal como o DN noticiou, há investigações a decorrer em vários estados.

 

 

As crianças e a Educação Ambiental

Maio 2, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 28 de março de 2017.

Educação Ambiental é o termo que utilizamos quando queremos transmitir às crianças as condutas adequadas na interação com o nosso Ecossistema.

Explicar a meninos e meninas pequenos comportamentos que os adultos, na maioria das vezes, não praticam no dia a dia, ainda dificulta mais a tarefa dos educadores. É certo que o nosso papel ultrapassa estes limites.

Desde um ano de idade, as crianças, vão aprendendo que existem árvores, plantas, flores, mar, animais e que todos necessitam de cuidados específicos. Aos dois anos, tudo ganha mais sentido com a observação naturalista e com a realização de experiências que vão alimentando e consolidado estes conhecimentos.

No seguimento de uma atividade realizada na nossa Creche, as crianças tiveram a oportunidade de colocar pequenos pedaços de papel e plástico dentro de um recipiente com peixes de plástico. Refletir sobre as consequências desse ato levou com que o grupo se apercebesse do impacto de tal atitude. Os peixinhos ficaram sem espaço! Eles não podem comer plástico e papel , porque podem morrer…

Sim, são muitos os golfinhos e tartarugas que ingerem sacos de plástico confundindo com alimentos e acabam por morrer.

Algumas crianças referiram que já tinham encontrado garrafas de plástico na praia. Eu encontro imenso lixo… copos, garrafas partidas, sacos, papéis e pergunto-me porque não os colocam no lixo, uma vez que existem tantos caixotes  disponíveis.

Criámos um ciclo vicioso onde transmitimos que o lixo deverá ser colocado no respetivo recipiente e diariamente, na prática, damos o exemplo contrário. Torna-se, então, importante transmitir que os adultos, às vezes, também fazem asneiras e que as crianças deverão relembra-los da atitude correta a tomar.

O planeta precisa de ajuda e só será possível com os Super Heróis e Super Heroínas do futuro!

Carla Felix

 

 

Pré-escolar até aos quatro anos ainda não chegou a todas as crianças

Maio 2, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 17 de abril de 2017.

Pedro Sousa Tavares

A área metropolitana da capital chega ao fim do ano letivo sem soluções para 10% dos alunos desta idade. Ministério promete apenas “mitigar significativamente” o problema mas não se compromete com 100% de cobertura

O despacho de matrículas para o atual ano letivo já previa a universalização da oferta do pré-escolar aos 4 anos de idade. Mas, à entrada da reta final das aulas, o objetivo continua por cumprir, devido à escassez de soluções na Grande Lisboa. E o Ministério da Educação também não garante que o problema esteja resolvido no arranque do próximo ano letivo.

A este respeito, numa resposta enviada ao DN, o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues assume apenas que “o que o Ministério pode garantir é que está a trabalhar para que a limitação na co-bertura que neste momento existe ao nível dos 4 anos, na área da Grande Lisboa, seja significativamente mitigada”. Atualmente, de acordo com os dados da tutela, “a resposta às crianças de 5 anos está assegurada e relativamente às de 4 anos temos taxas de cobertura de perto de 100% nas regiões do Norte, Centro, Alentejo e Algarve e de cerca de 90% em Lisboa”. O Ministério lembra também que, “para responder à procura das famílias, abriram este ano mais cerca de cem salas relativamente ao anterior”. Números que, no entanto, se revelaram insuficientes para resolver o défice ao nível da capital.

Em causa – tendo em conta que, de acordo com as estatísticas do INE, em 2012 nasceram 29 313 crianças na Área Metropolitana de Lisboa, e que estas teriam 4 anos de idade no arranque do presente ano letivo – estão cerca de 3000 alunos para os quais não foi possível encontrar resposta. Isto, partindo do princípio de que a grande maioria das crianças nascidas na região ficaram a viver na mesma.

Pela mesma lógica, refira-se, a natalidade poderá ser uma forte “aliada” do ministério em 2017/18, já que, face aos 27 182 nascimentos de 2013, é de prever que existam no próximo ano letivo menos 2131 crianças de 4 anos nascidas na Grande Lisboa. Mas o impacto nunca será suficiente por si para resolver os problemas, até porque as localidades e freguesias da metrópole com menor oferta ao nível do pré–escolar não serão necessariamente as mesmas em que os nascimentos baixaram.

De resto, nas respostas enviadas ao DN, referindo-se à maior pressão demográfica nas áreas metropolitanas, o próprio Ministério refere que “a falta de cobertura tem, muitas vezes, que ver também com o encontro entre a preferência dos pais e as zonas onde existe a oferta”.

No entanto, a tutela também não esconde que pretende esperar para ver quais serão as reais necessidades antes de se comprometer com reforços de meios: “Para 2017/2018, as reuniões de preparação da rede escolar estão agora a começar e só a partir daqui poderemos ter mais informação sobre a relação entre a oferta e a procura e os compromissos que poderão ser necessários assumir para concretizar a medida de expansão do pré-escolar”, explica.

A “forte cooperação com o setor solidário e social [IPSS]”, bem como com a rede do ensino particular e cooperativo, serão para manter no próximo ano letivo. Mas para já o ministério não adianta se poderá ou não reforçá-la, tal como não assume investimentos adicionais ao nível da oferta nas escolas públicas.

Pais esperam medidas rápidas

Para os representantes das famílias é que esta incerteza não é aceitável, numa altura em que começam as matrículas, as quais, por norma, no pré-escolar começam, via internet, a 15 de abril e terminam a 15 de junho. “Nesta altura, é perfeitamente razoável pensarmos que as coisas deveriam estar garantidas”, disse ao DN Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais. “Se não estão, esperemos que até ao final do mês as questões estejam resolvidas”.

Jorge Ascensão lembrou que, na preparação do presente ano letivo, os pais foram informados de que “estava tudo garantido para que a oferta cobrisse as necessidades todas”, o que acabou por não acontecer. “Fomos constatando algumas falhas. Esperemos que tenha havido o tempo necessário e que tenham sido encontradas formas de resolver essas falhas e que, para o ano, efetivamente a oferta possa cobrir toda a rede e todas as necessidades”, defendeu.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) contou que, nas reuniões que têm feito com as escolas, “reuniões regionais”, os responsáveis do ministério “ainda não” apontaram medidas específicas para compensar as falhas na rede. No entanto, acrescentou, “percebe-se que querem dar esse salto”.O presidente da ANDAEP defendeu também ser importante que o poder local se envolva na questão: “As câmaras municipais e autarquias têm de estar atentas em número de crianças em condições de frequentarem o pré-escolar.” O governo tem o compromisso de universalizar a oferta do pré-escolar, desde os 3 anos de idade, até ao final da legislatura, em 2019. Um compromisso recentemente reforçado por diplomas aprovados, no mês passado, na Assembleia da República.

 

 

 

Campanha “70Já” esclarece jovens sobre os seus direitos

Maio 2, 2017 às 6:00 am | Publicado em Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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Notícia do http://p3.publico.pt/ de 18 de abril de 2017.

“Queremos que os jovens conheçam os direitos que têm porque achamos que serão seguramente mais intervenientes, participativos e no fundo mais exigentes também”

Texto de Lusa

O Governo quer uma juventude activa, com conhecimento pleno dos seus direitos, que seja mais participativa e mais exigente, razão pela qual vai lançar uma campanha de sensibilização dos jovens para os seus direitos definidos na Constituição Portuguesa.

A campanha é apresentada hoje em Vila Nova de Gaia e vai durar até ao final da actual legislatura. Chama-se “70Já” e tem este nome porque quer chamar a atenção dos jovens para o artigo 70.º da Constituição, que remete para os direitos da juventude. Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado da Juventude e do Desporto explicou que o “Já” no nome da campanha se justifica porque o Governo quer uma juventude activa “no sentido de algum imediatismo e da efectivação dos seus direitos”.

“Queremos que os jovens conheçam os direitos que têm porque achamos que serão seguramente mais intervenientes, participativos e no fundo mais exigentes também”, adiantou João Paulo Rebelo, defendendo que o país só tem a ganhar com a inclusão e com a participação dos jovens na sociedade. João Paulo Rebelo apontou, por outro lado, que houve, nos últimos anos, um “desinvestimento na área da informação juvenil”. “Infelizmente, como se sabe, nos últimos anos passou um bocadinho essa ideia de que deveria haver quase um agradecimento dos jovens por terem acesso a um conjunto de direitos que na verdade lhes estão garantidos pela Constituição”, sublinhou, acrescentando que pretende acabar com a ideia de que “é melhor um contrato precário do que não ter contrato nenhum”.

De acordo com o secretário de Estado, a campanha vai estar assente num ‘site’, onde estará concentrada toda a informação, e que será coordenado pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude. Nesse ‘site’, os jovens vão poder ficar a saber todos os programas específicos que o actual Governo está a levar a cabo nos vários direitos, desde a educação, desporto, saúde, mobilidade, emprego ou cultura. João Paulo Rebelo deu como exemplo o Instituto de Emprego e Formação Profissional que, não sendo um organismo que trabalhe apenas com a população juvenil, tem medidas específicas para os mais jovens e serão essas que estarão refletidas no site.

O ‘site’ terá interligações com as mais diversas redes sociais, além de estar também pensado material gráfico que será distribuído nas escolas, associações juvenis, lojas Pontojá ou municípios. Além disso, está também pensada a criação do comité “70Já”, através do qual será feita a gestão participada da campanha, coordenada pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude, mas envolvendo vários organismos do Estado e também os próprios jovens. O secretário de Estado adiantou que a campanha vai focar-se em várias áreas e deu como exemplo a participação, tema que vai ter “especial relevância”, num ano em que vão decorrer as próximas eleições autárquicas. “Portugal é um país onde os jovens não votam ao nível da média europeia. Estamos distantes dos países onde os jovens votam mais e queremos inverter isso”, apontou João Paulo Rebelo, acrescentando que esse objetivo e o apelo à participação dos jovens está presente nesta campanha.

A campanha vai incluir também seminários, ‘workshops’ e ações de divulgação em todo o território nacional, estando pensada especificamente para os jovens até aos 30 anos, desde estudantes, à procura do primeiro emprego, profissionais, em situação “nem-nem” e outros.

 

 

 


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