Jovem que morreu não terá tomado vacinas desde os 2 meses

Abril 19, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://sicnoticias.sapo.pt/ de 19 de abril de 2017.

A jovem de 17 anos que morreu vítima de sarampo no Hospital Dona Estefânia não estava imunizada contra a doença. A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, que não acrescentou mais pormenores. Mas a jovem não só não tinha a vacina do sarampo como outras previstas no Programa Nacional de Vacinação. A última vacina, a DTP, terá sido tomada aos dois meses de idade.

“A jovem não estava protegida do ponto de vista imunitário”. A frase do ministro da Saúde foi suficientemente clara para confirmar a informação de que a jovem falecida esta manhã no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, vítima de sarampo, não estava devidamente vacinada contra a doença. Mas Adalberto Campos Fernandes não quis adiantar mais pormenores sobre as razões de não estar imunizada. Há informações contraditórias sobre a origem do caso. Segundo o Expresso, a jovem não estava vacinada por opção da família. “Fonte médica revelou ao Expresso que a mãe da rapariga de 17 anos é antivacinas e adepta da homeopatia“, explica o jornal, num artigo em que confirma que terá contraído sarampo no Hospital de Cascais (onde fora hospitalizada devido a uma mononucleose), aparentemente pela proximidade com bebé de 13 meses infetado, também sem a vacina.

Informações conseguidas pela SIC, junto de fontes hospitalares, confirmam que a última vacina que a jovem terá tomado será a chamada DTP, contra a difteria, tétano e tosse convulsa, aos dois meses de idade. Depois dessa data não terá tomado mais nenhuma vacina.

Alegadamente, a bebé terá sofrido na altura um choque anafilático, o que terá levado a família a decidir não a vacinar mais. Mas o Expresso acrescenta que a mãe da jovem será adepta do movimento anti-vacinas.

Seja por reação a um choque anafilático que terá acontecido na sequência de uma vacinação com dois meses, seja por opção “ideológica” (o movimento anti-vacinas cresceu muito nos últimos anos, sobretudo na internet), é seguro afirmar que a jovem falecida não estava vacinada contra o sarampo e não tinha várias outras vacinas. E que morreu exatamente por não estar vacinada.

O plano de vacinação não é obrigatório, mas as vacinas “são fortemente recomendadas” pela Direção-Geral da Saúde. Alguns dos casos de sarampo agora em Portugal até são vacinados, mas “a vacinação evita que um surto de maiores dimensões”, garante Teresa Fernandes, técnica superior do Programa Nacional de Vacinação.

 

 

 

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