Troque os seus Pontos Solidários na MEO a Favor do Instituto de Apoio à Criança

Abril 14, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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O Instituto de Apoio à Criança faz parte de um grupo de 12 Instituições Privadas de Solidariedade Social integradas nos donativos. Os clientes da MEO podem trocar pontos a favor do IAC e assim, ajudam-nos a ajudar as crianças e a promover os Direitos das Crianças.

Pode aceder Aqui à página da MEO com os donativos a favor do IAC

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Carlos Peixoto: “Juízes não têm preparação para entrevistar crianças abusadas”

Abril 14, 2017 às 1:00 pm | Publicado em Apresentação de slides | Deixe um comentário
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Entrevista do http://www.dn.pt/ a Carlos Peixoto no dia 10 de abril de 2017.

Carlos Peixoto, um dos autores do estudo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), garante que o sistema judicial apresenta várias falhas nas diligências dos processos de abuso sexual de crianças. Por exemplo, “as DMF são feitas apenas um ano depois de a queixa ser apresentada”

Para si, qual é a conclusão fundamental deste estudo?

O que concluímos do estudo é que há um número muito elevado de perguntas não adequadas a crianças vítimas de abuso sexual e que condicionam bastante o testemunho das vítimas. Pode haver o risco de contaminação do depoimento com informação incorreta e que foi apropriada pelo menor. Os juízes de instrução não têm preparação entrevistar crianças abusadas. Por outro lado, há várias dificuldades no sistema. Por exemplo, as DMF são tomadas apenas um ano depois de a queixa-crime ter sido apresentada.

O processo Casa Pia contribuiu para a evolução destes inquéritos e destas diligências?

Sim, desde o processo Casa Pia houve uma evolução muito grande nestes inquéritos de abuso sexual de menores. Quando estes inquéritos passaram a durar um ano isso representou um avanço enorme.

As DMF deviam ser o único ato em que as crianças são ouvidas?

Considero que as declarações para memória futura deviam ser o primeiro e, se calhar, único contacto das crianças com o sistema judicial. Afinal, são as DMF que vão servir de prova no julgamento. Mesmo quando existem indícios biológicos, o testemunho da criança é que vai dar sentido a essa prova. Mas não é isto que acontece. As crianças vítimas de abuso sexual falam oito vezes ao longo do processo. E a DMF continua a ser a última entrevista na fase do inquérito, quando devia ser a primeira.

O estudo conclui que os advogados de defesa dos arguidos e os procuradores também tentam condicionar as entrevistas com perguntas sugestivas…

Bem, a maioria das perguntas são feitas pelos juízes de instrução. Os advogados dos arguidos, quando intervêm, fazem perguntas sugestivas mas não é estatisticamente significativo. Os procuradores do Ministério Público também têm uma elevada percentagem de perguntas de escolha múltipla e diretivas.

O método que o estudo defende, com perguntas mais abertas, o que permite?

Protege melhor a criança e permite descobrir a verdade do que se passou. Com esta metodologia, também protegemos os acusados destes c rimes, uma vez que esta técnica permite filtrar melhor as falsas denúncias. Como defende o estudo, estas sessões devem ser gravadas em vídeo, tal como já está a acontecer noutros países, como o Brasil. No Porto temos a sala preparada para isso e o sistem ade vídeo a funcionar mas temos tido problemas com a gravação e por isso só temos enviado audio para os tribunais.

É possível estabelecer uma ligação entre testemunhos mais credíveis e mais condenações de arguidos?

Com o projeto piloto que implementámos no Porto, na sequência do estudo, temos tido um feedback positivo. As crianças produzem informação com um elevado grau de detalhe e tem havido um elevado número de condenações.

Mas este método não pode ser implementado em todo o país sem haver alterações à lei, certo?

Terá de ser o Ministério da Justiça a decidir se esta técnica deve ser aplicada em todo o país e depois logo se vê. Tem de haver uma vontade política para que tal aconteça. Mas os juízes de instrução criminal sabem a dificuldade de fazer estas diligências.

 

 

 

Ivone Patrão, psicóloga: «As crianças aprendem a desbloquear as ferramentas de controlo parental em segundos»

Abril 14, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do http://www.noticiasmagazine.pt/ a Ivone Patrão


Depois de vários anos a acompanhar crianças, jovens e famílias, sobretudo na área das dependências da Internet, Ivone Patrão defende a utilização da tecnologia com regras e limites para que sejamos nós a controlar o mundo online e não o contrário. Inspirada em alguns casos que acompanha em consultas faz ainda um convite de consciencialização para o modelo que os pais estão a passar aos filhos. Psicóloga clínica e terapeuta familiar e do casal, é também docente universitária e investigadora no Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida (ISPA) e acaba de lançar o seu primeiro livro para o público em geral «Geração Cordão».

Texto de Cláudia Pinto | Fotografia de Diana Quintela/Global Imagens

«Geração Cordão»? Que geração é esta?

É um termo da minha autoria e que já utilizo há algum tempo, mas é a primeira vez que aparece descrito. Caracteriza o que está a acontecer com as novas gerações: estão muito familiarizadas com a tecnologia e com a internet e têm este risco de não conseguir desligar. Prescindem de determinadas atividades de lazer e de equipa que implicam estar com pessoas e desenvolver competências pessoais, relacionais e sociais. Correm ainda o risco de, ao longo do tempo, serem jovens adultos e adultos que não socializaram, não desenvolveram um projeto de vida, não estudam nem trabalham, deixaram a escola, não conseguem arranjar um projeto de empregabilidade, não conseguindo cortar com o cordão umbilical no sentido da autonomia. Estes riscos de ficar dependente da tecnologia e de não desenvolver competências do ponto de vista da maturidade relacional e social e de não ter projeto de vida caracterizam esta geração cordão. Temos muitos jovens adultos, com mais de 20 anos, neste registo.

Que tipo de casos recebe nas suas consultas?

Recebo crianças dos oito aos dez anos, e muitos jovens. No âmbito privado, recebemos também muitas famílias isoladamente, uma vez que os pais têm a preocupação de adquirir informação que os ajude na prevenção de eventuais dependências dos filhos. No Hospital de Santa Maria, recebo casos já considerados graves, com crianças ou jovens que deixaram de ir à escola e que contam com muitas horas de consumo de internet.

Foi isso que a levou escrever este livro?

Tenho desenvolvido uma linha de investigação sobre esta temática no ISPA e sou responsável pela primeira consulta privada de comportamento online e dependências. Estou também a trabalhar no Hospital de Santa Maria onde temos uma consulta com os mesmos moldes mas disponibilizada no serviço público. Já há muito que fazia todo o sentido escrever um livro sobre esta temática para o público em geral. Fomos amadurecendo a ideia e a editora Pactor, assim que começou a ler o meu anterior livro, mais técnico, em coautoria com Daniel Sampaio (Dependências online, editado pela Lidel), percebeu que havia muitos aspetos de orientação prática que poderiam ser traduzidos para uma linguagem mais acessível. Achei que fazia sentido avançar agora também porque recebo muitos pedidos de pais e professores que necessitavam de orientações a este nível. O livro vem preencher essa lacuna…

O livro alerta para várias perspetivas do mundo online e não apenas para a parte mais visível do problema…

Sim, há uma parte online em geral à qual não ligamos muito e para a qual não estamos tão alerta. Há jovens que consomem imensas séries e deixam de estar com as pessoas e de conviver. Passam horas, tardes e dias seguidos a consumir multimédia. O problema surge quando só se faz isto em detrimento de tudo o resto. Ainda há pouco tempo foi muito noticiada a fuga de uma jovem aliciada por um predador sexual. Isto deve alertar-nos para o facto de jovens estarem a falar com qualquer pessoa sem terem noção de eventuais perigos. O livro chama a atenção para todas estas questões que não se circunscrevem apenas aos jogos online, aos videojogos e às redes sociais. É uma primeira gota de água no oceano no que respeita à chamada de atenção e reflexão para estes temas. Arrisco a dizer que a maior parte dos pais não estão consciencializados para os perigos.

Os pais podem ficar descansados com as ferramentas de controlo parental?

Não. Não podem mesmo. As crianças aprendem a desbloquear as ferramentas de controlo parental em segundos. Aprendem-no em tutorais disponíveis online. Desenganem-se os pais que ficam descansados por acharem que os filhos estão entretidos e em segurança enquanto estão com os tablets ou no computador. É necessário redobrar a atenção para perceber o que é que eles andam a fazer… Alguns autores norte-americanos defendem que os pais devem ter as palavras passe do e-mail, do Facebook, e devem debater com os filhos o que vão postando e partilhando.

E os miúdos aceitam isso?

Se formos nós a explicar estas situações aos filhos, desde pequenos, eles habituam-se a partilhar connosco os convites que lhes fazem nas redes sociais ou outras situações ligadas ao mundo online. Se forem pequenos, é uma partilha, não é um controlo exagerado. Mais tarde, a partir da adolescência, se mostrarem que são responsáveis e autónomos, temos de respeitar a sua privacidade.

Esta geração é composta pelos chamados nativos digitais. De que forma é que os pais podem acompanhar esta realidade?

Os bebés já nascem a querer mexer nas coisas porque têm a necessidade do toque. Mas porque é que lhes damos apenas os smartphones e os tablets? Podemos dar-lhes também puzzles, brinquedos para mexer, lápis de cera para desenhar… Mas também não concordo com a exclusão do mundo digital. Ou seja, também não é benéfico ter uma criança que só brinca e socializa excluindo por completo a vida tecnológica.

Como é que se consegue o equilíbrio saudável da utilização da tecnologia?

É muito difícil. Os estudos que tenho feito com jovens e pais demonstram que, em média, o primeiro contacto com a tecnologia e o online, na geração dos pais, aconteceu aos 24 anos. A média nas crianças é de seis anos. Estamos a juntar gerações com níveis de experiência completamente diferentes. É mais fácil aos pais permitirem a utilização das novas tecnologias na totalidade, mas é errado. As crianças costumam ter uma zona de brinquedos à qual acedem quando querem. No caso das crianças e jovens, as consequências da utilização desmedida tem consequências físicas, ao nível da privação do sono, da alimentação, e no caso dos mais pequenos, no controlo dos esfíncteres pois inibem-se de ir à casa de banho para ficarem agarrados ao computador ou ao telemóvel. O livro vem neste sentido: começar a falar e alertar para o tema e fazer com que cada família pense nas suas regras e nos seus limites.

O pediatra Mário Cordeiro, autor do prefácio deste livro, chama a atenção para o facto de se se ensinar as crianças e jovens a «domar» a internet e os instrumentos de comunicação, talvez se consiga extrair das mesmas os seus benefícios e vantagens…

Sim, claramente. Não podia estar mais de acordo. O livro não é um guião fechado. Tem muitas dicas e orientações mas cada família deve ajustá-las ao seu contexto. Numa família com crianças pequenas, com alguns familiares que vivem no estrangeiro, naturalmente recorrem ao Skype e ao telemóvel, para manter uma relação mais próxima. Neste caso, a tecnologia é muito vantajosa. Para uma criança da mesma idade que passou o dia com colegas e amigos na escola, não há vantagem em fazer uma videochamada logo que chega a casa.

Não existe então uma regra genérica que se aplique a todas as famílias?

Há que fazer bem a leitura do contexto. Ou seja, há que fazer a contextualização da integração da tecnologia, uma necessidade que seja ajustada. Se houver, desde pequenos, a contextualização das vantagens e desvantagens da tecnologia, quando houver a necessidade de abrir uma exceção, facilmente os pais percebem que aquele dia é mesmo isso: uma exceção. Sugiro que se encontre um limite diferente da utilização da tecnologia durante a semana, o fim de semana e nas férias. Defendo a existência de uma conversa de negociação participada. Deve discutir-se qual o tempo que os pais acham que os filhos devem estar online ou jogar computador, quanto é que os filhos acham adequado, e chegar a um consenso. Se o filho sugere três horas e os pais defendem uma hora de utilização, pode estipular-se o limite de hora e meia, para que o filho perceba que a negociação é partilhada e participada. Se as crianças percebem que as regras vêm de cima e não tiveram opção de participar, vão tentar sempre testar os limites.

Dependendo das idades, as crianças e jovens precisam de utilizar tecnologia diariamente ou não necessitam de todo?

É preferível que as crianças desenvolvam todos os seus sentidos. Fazer experiências na rua, em contacto com a natureza, em grupo, uns com os outros, é a melhor forma de se desenvolverem. Considero que os ecrãs podem ser um complemento, mas não devem constituir a principal atividade dos seus dias. Haverá dias em que efetivamente não vão precisar de recorrer à tecnologia, de ver televisão ou de estar com ecrãs à frente.

Que mensagem daria às famílias?

A grande mensagem deste livro é a importância do diálogo com os filhos desde pequenos: discutam o tema em família, estabeleçam regras e limites para todos (pais, tios, avós, filhos). Quando sugiro que toda a família promova um encontro entre todos e desligue a tecnologia, é uma enorme dificuldade. Costumo aconselhar uma atividade sem tecnologia; um dia sem tecnologia, a promover o descanso, as conversas e o tempo em família. Sinto que ainda estamos no começo de consciencialização para estes temas e há um longo caminho a percorrer… Gostaria que as pessoas partilhassem as suas formas de gerir as reais dificuldades e os desafios que as crianças e jovens vão colocando relativamente a este tema. Temos um endereço eletrónico para onde as pessoas podem escrever e partilhar os seus testemunhos: geracaocordao@gmail.com

 

A amamentação é importante para o bebé?

Abril 14, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://uptokids.pt/ de 23 de março de 2017.

O leite materno é o alimento mais adequado ao seu bebé, pois é o mais adaptado às necessidades do pequeno corpo que está em desenvolvimento.

É o único alimento que foi naturalmente criado para responder às suas necessidades. Contém os nutrientes que o bebé precisa, nas quantidades adequadas sendo de fácil absorção. A sua composição varia à medida que o bebé cresce.

As vantagens do leite materno são essencialmente nutricionais, anti-infecciosas, cognitivas e imunológicas.

A sua composição proteica é adaptada à imaturidade renal e digestiva do recém-nascido. Contém menor conteúdo proteico que os outros leites e os aminoácidos contêm a proporção ideal para as diferentes fases de crescimento. A quantidade de caseína é menor, logo torna-se mais fácil de digerir.

A amamentação ajuda a proteger o seu bebé das infecções, pois os anticorpos passam para o leite. No leite materno existem proteínas que tem uma função anti-infecciosa principalmente a IgA secretora, lisozima, alfa lactoglobulina e lactoferrina. O principal hidrato de carbono no leite materno é a lactose que se encontra numa quantidade duas vezes maior que no leite de vaca. A lactose é fundamental na absorção do cálcio e para o crescimento dos lactobacilos.

O seu bebé será menos vulnerável a doenças do que os que são alimentados com leite artificial. Assim as propriedades do leite materno reduzem a incidência de otite média aguda, bronquiolite, gastroenterites agudas, infecções respiratórias baixas, infecções urinárias.

Os bebés amamentados têm menos probabilidades de ter alergias, pois o leite materno não contém proteínas alergénicas.

Também foi estudado que o aleitamento materno tem um papel fundamental no desenvolvimento da linguagem devido à estimulação da musculatura orofacial.

Para a mãe amamentar faz com que haja uma maior quantidade de ocitocina em circulação, prevenindo uma hemorragia pós-parto e uma rápida involução do útero. Verificou-se também uma recuperação mais rápida do peso anterior à gravidez e o aparecimento mais tardio da ovulação que leva a uma menor probabilidade de uma nova gravidez.

Amamentar proporciona grandes benefícios de ordem social e económica através da melhoria do estado de saúde. Os custos são menores e contribui para a protecção do planeta em termos ecológicos pela menor quantidade de produtos não biodegradáveis que posteriormente vão deixar de ser utilizados.

Por Ana Filipa Ferreira, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica

 

 


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