Robôs que ajudam crianças diabéticas

Março 30, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com/ de 13 de março de 2017.

 

A diabetes é um desafio sério para muitas crianças e adolescentes, o seu bem-estar depende de várias decisões que têm de tomar ao longo do dia. Será que os jogos eletrónicos podem dar uma ajuda?

Ilona vive numa pequena cidade perto de Amesterdão com o marido e os filhos, Tatum e Arjan. Tatum tem 11 anos e o irmão Arjan, de 13 anos, tem diabetes: “a escola fica a meia hora de distância de bicicleta. Todas as manhãs, uma criança precisa de pensar no que vai comer durante o dia e a na quantidade de insulina necessária. Precisam de ter isso em mente ao longo do dia para voltarem a casa em segurança, sem ficarem com açúcar no sangue pelo caminho”.

As crianças fazem parte de um projeto de investigação europeu que pretende ajudar crianças diabéticas através de jogos eletrónicos. Aplicações especiais nos tablets ajudam as crianças a escolher os alimentos certos e acompanham as suas atividades de uma forma mais divertida.

A investigação envolve três hospitais e duas organizações de diabetes em Itália e na Holanda. Nas consultas as crianças podem brincar com um robô programado para ser não apenas um treinador, mas também um amigo.

Os pediatras podem programar o robô para definir objetivos individuais para cada criança. Os investigadores notaram que as crianças que têm um amigo eletrónico chegam mais contentes às consultas.

No jogo, o robô oferece várias ações tais como um convite para uma festa de aniversário ou várias opções de sobremesa. A criança deve fazer a escolha mais saudável. Depois invertem-se os papéis e o robô deve adivinhar a resposta certa.

O robô não dá conselhos relativos à medicação, mas ajuda a compreender os sintomas da diabetes. Os investigadores planeiam envolver mais crianças nesta experiência e desenvolver uma rede que ligue robôs e tablets, para ajudar estes amigos eletrónicos a aprender e a crescer com as crianças.

 

 

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Júlia, a nova personagem da Rua Sésamo é autista

Março 30, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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A Rua Sésamo, um dos programas infantis mais populares em todo o mundo, vai contar com uma nova personagem, chamada Júlia, que representa uma menina autista, anunciaram os responsáveis do programa.

A guionista, Christine Ferraro, anunciou a aparição da nova personagem numa entrevista na noite de domingo ao canal norte-americano CBS.

A imagem de Júlia já figura nas ilustrações impressas e digitais da série infantil criada nos Estados Unidos, que cumpriu 50 anos de emissão.

O Monstro das Bolachas e o Óscar terão uma nova amiga, uma menina com cabelo cor-de-laranja que vai chamar-se Júlia.

A nova personagem da Rua Sésamo vai fazer a sua estreia nos programas que as cadeias televisivas norte-americanas HBO e PBS vão emitir a partir do início de Abril.

“A grande discussão [dentro do programa] desde o princípio foi: ‘Como fazemos isto, como falamos de autismo?'”, explicou Ferraro ao programa 60 Minutos da CBS News.

“É complicado porque o autismo não se manifesta de uma única forma, é diferente para cada pessoa”, sublinhou a guionista.
Na sua primeira aparição na televisão, Júlia vai mostrar algumas características que são comuns às crianças com autismo, será apresentada a um dos principais personagens, ao Poupas, mas ignorá-lo-á.

Confundido com a reacção da pequena, o Poupas vai pensar que a menina não gosta dele, mas outros personagens da série irão rapidamente explicar-lhe que a menina é diferente e faz as coisas de forma distinta.

A intenção dos criadores da série infantil é que o papel de Júlia tenha bastante relevância no programa.

Os diagnósticos de autismo aumentaram de forma constante nos últimos anos nos Estados Unidos, até uma taxa de uma em cada 68 crianças nascidas no país, segundo dados dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças, citados pelos responsáveis da Rua Sésamo.

 

Jornal Sábado em 20 de Março de 2017

Veja aqui o vídeo:

 

Mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância em Ílhavo

Março 30, 2017 às 10:10 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.cm-ilhavo.pt/pages/146

https://www.facebook.com/events/197168430772726/

Como chegar a alunos que muitos deram como perdidos? Mais perguntas do que respostas

Março 30, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 20 de março de 2017.

Professores tutores vieram substituir o desvio precoce para cursos vocacionais Paulo Pimenta

 

Formação dos professores tutores aposta na autoregulação dos alunos. “A tutoria não pode ser mais escola.”

Clara Viana

Sobram perguntas aos professores que este ano foram designados como tutores de alunos com pelo menos dois chumbos. Como chegar a estes alunos que muitos, na escola e fora dela, já deram como perdidos? Como fazer perceber aos outros docentes que as tutorias não são “sessões de magia” com resultados prontos a servir? Como avaliar a eficiência de um trabalho que será sempre feito de “pequenos passos”?

Estas são algumas das questões colocadas em duas sessões de formação para professores tutores a que o PÚBLICO assistiu. Esta formação é feita online e passa muito também pela troca de experiências entre docentes nas mesmas funções, o que acontece uma vez por semana em sessões que decorrem via plataforma moodle.

A formação destes docentes está a cargo de uma equipa do Grupo Universitário de Investigação em Auto-regulação da Universidade do Minho, coordenada pelo investigador Pedro Rosário, especialista em auto-regulação na aprendizagem. E é precisamente a auto-regulação, no caso dos alunos, a palavra-chave desta formação, que já abrangeu cerca de 1200 docentes.

Trata-se de conseguir que sejam os próprios alunos a estabelecer os seus objectivos e as formas de lá chegar. Mas para conseguir chegar aos jovens é necessário, em primeiro lugar, que eles participem nas sessões de tutorias. E, para o garantir, as escolas não poderão ceder à tentação de colocar estas sessões fora do horário lectivo dos estudantes. Este é um dos diagnósticos já apontados por docentes que têm a seu cargo esta função.

Os professores tutores têm a seu cargo grupos de 10 alunos do 2.º e 3.º ciclo do ensino básico, que já tenham tido pelo menos duas retenções no seu percurso escolar. A cada grupo são atribuídas quatro horas semanais de tutoria, uma figura criada pela actual tutela do Ministério da Educação que pretende assim substituir o desvio destes alunos para cursos vocacionais, como aconteceu durante o mandato de Nuno Crato.

A figura de tutor já existia nas escolas, mas essencialmente com a função de apoio ao estudo. Esta é uma das vertentes que os responsáveis pela formação dos actuais professores tutores desaconselham. “A tutoria não pode ser mais escola. É o aluno que tem de definir os seus objectivos, embora com a ajuda do tutor e estes objectivos têm de ser concretos, realistas e avaliáveis”, frisa o investigador Pedro Rosário.

Falar no café

Não contam declarações de intenções, como por exemplo a de que vai passar a ter melhores notas. “É como as pessoas que no final do ano dizem que vão passar a fazer mais exercício. O que é que isso quer dizer no concreto?”, acrescenta. Pelo contrário, comprometer-se a fazer os trabalhos para casa numa disciplina, a chegar a horas, a reduzir os comportamentos de indisciplina em sala de aula são alguns objectivos que podem ser mensuráveis e que podem permitir uma maior monitorização dos progressos alcançados.

Esta verificação, que pode ser feita através da elaboração de listas pelos alunos, é outra das ideias-chave desta formação, porque assim se permite que estes estudantes possam verificar os seus progressos, ainda que pequenos, refere Pedro Rosário, o que pode ajudar à sua motivação. E aqui entra outra das bases da formação ministrada pela equipa da Universidade do Minho: entender a motivação como um “processo de compromisso pessoal com as tarefas. Os professores podem criar condições, mas uma vez mais é um objectivo que não pode ser dado, mas sim conquistado pelo próprio aluno”.

Pedro Rosário salienta também a importância de contactos informais, nos intervalos, no café, que permitam por exemplo chegar à fala com os alunos que faltam às tutorias e perceber as razões que os levam a tal.

 


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