Fumar na praia ou nos parques infantis com os dias contados?

Março 24, 2017 às 7:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://rr.sapo.pt/ de 24 de março de 2017.

O discurso de Vytenis Andriukaitis  pode ser consultado em baixo:

EUROPEAN CONFERENCE ON TOBACCO OR HEALTH: TOWARDS A TOBACCO-FREE EUROPE – PORTO, PORTUGAL – 23 MARCH 2017

EPA

Bruxelas defende a proibição do consumo de tabaco em todos os espaços públicos, entre os quais praia, parques infantis e equipamentos desportivos. O anúncio foi feito pelo comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar no Porto, onde participou na VII Conferência Tabaco e Saúde, organizada pela Liga Portuguesa contra o Cancro.

A ideia é que a proibição seja implementada em todos os Estados-membros.

O comissário defendeu ainda, na quinta-feira, a definição de uma idade mínima para se fumar e aumentar a consciencialização nas escolas.

Vytenis Andriukaitis pretende que, com estas medidas, possa ser reduzido o número de mortes devido ao consumo do tabaco. Fumar mata seis milhões de pessoas, por ano, em todo o mundo. Em Portugal, 30 pessoas morrem por dia, vítimas de doenças relacionadas com o tabaco.

O governante europeu alertou também ser necessário seguir com atenção o mercado dos cigarros electrónicos, vistos como uma alternativa para deixar de fumar, afirmando que estes “não se podem tornar numa porta de entrada para novos fumadores”.

“Se os cigarros electrónicos são considerados como uma ferramenta que permite deixar de fumar, então devem ser autorizados como produtos farmacêuticos e vendidos em farmácias”, sublinhou.

Para o responsável, “o tabaco deve parecer e saber a tabaco, não deve parecer um perfume ou um bâton”, sendo que “tudo isto torna [o tabaco] atraente para as crianças começarem a fumar”.

Vantagens de uma embalagem limpa

Vytenis Andriukaitis referiu que “as evidências mostram que as pessoas têm menos probabilidade de fumar” se os maços exibirem mensagens e imagens que alertam para os riscos do tabaco, bem como se não tiverem marcas, logotipos e design de marketing”.

“Este é o motivo pelo qual cinco Estados-membros decidiram tornar obrigatória a embalagem ‘limpa’ nos respectivos países, e é um excelente exemplo para o resto da Europa”, disse.

Para o comissário europeu, ainda há um longo caminho a percorrer no combate ao tabagismo e é necessário que os estados-membros “juntem forças e trabalhem em conjunto” para tornar a Europa numa zona livre de tabaco.

Perante as “consequências devastadoras” do acto de fumar, quer de saúde quer económicas, o comissário desejou ainda que a legislação comunitária ajude os adolescentes “a fazerem a escolha certa de dizer não ao primeiro cigarro”.

Esta conferência é organizada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, em parceria com a associação europeia das ligas contra o cancro, com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

No evento, cuja sessão de abertura contou com a rainha de Espanha, estarão presentes até sábado médicos e peritos de Portugal, Espanha e outros países europeus, bem como delegados de toda a União Europeia.

 

 

 

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Concerto – “Lux Prima Spei” de Pedro Teixeira SIlva – 26 de março Igreja da Graça

Março 24, 2017 às 4:58 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

https://www.facebook.com/events/763870380447352/

https://www.facebook.com/Orquestra-C%C3%ADrculo-de-M%C3%BAsica-de-C%C3%A2mara-105529422868497/

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 68 sobre Igualdade de Género

Março 24, 2017 às 1:15 pm | Publicado em CEDI, Divulgação | Deixe um comentário
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Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 68. Esta é uma compilação abrangente e actualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Igualdade de Género .

Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

Intensa prática desportiva na adolescência altera coração dos atletas

Março 24, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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É a principal conclusão de um estudo da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, divulgado esta terça-feira, que alerta para a necessidade de maior acompanhamento médico.

A prática desportiva intensa e a competição na adolescência provocam alterações no coração dos atletas, conclui o estudo. A investigação foi conduzida pelo docente Joaquim Castanheira, do Departamento de Fisiologia Clínica, no âmbito da sua tese de doutoramento, e intitula-se “Participação Desportiva, Crescimento, Maturação e Parâmetros Ecocardiográficos em Jovens Masculinos Peri-Pubertários”.

Segundo um comunicado da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC), o estudo detetou “diferenças significativas no tamanho, espessura das paredes e massa ventricular esquerda entre jovens desportistas e não desportistas, por um lado, e entre atletas de uma modalidade de nível local e de nível internacional, por outro, relacionando as diferenças encontradas com a prática de treino intensivo e de competição”.

“Verificámos que, na mesma modalidade desportiva com metodologias de treino semelhantes, há diferenças significativas para a massa ventricular esquerda entre atletas de nível local e de nível internacional, parecendo que esta é influenciada pelo maior grau de exigência e de sucesso”, disse o investigador Joaquim Castanheira, citado no documento.

O estudo teve como objetivo explicar o efeito do treino continuado na remodelagem cardíaca em jovens atletas do sexo masculino, em fase de crescimento, com idades entre os 13 e os 17 anos, uma vez que a maior parte dos estudos conhecidos foram realizados em atletas adultos, dividindo-se em quatro áreas transversais – atletas internacionais e adolescentes saudáveis não atletas, atletas de várias modalidades federadas há mais de cinco anos, basquetebolistas locais e internacionais, e judocas convocados para estágios da seleção nacional.

A investigação constatou ainda a necessidade de acompanhamento médico, previamente e durante a prática desportiva: “Mesmo as crianças devem fazer testes médicos antes de praticar desporto de competição, para despistar eventuais problemas”, afirma o docente.

Durante os testes realizados aos 382 atletas que constituem a amostra, o docente Joaquim Castanheira constatou que uma grande percentagem nunca realizou um ecocardiograma e uma pequena percentagem apresentava mesmo alterações estruturais ao nível do coração.

Embora habitualmente os atletas de competição realizem um eletrocardiograma anualmente, “todos os atletas, mesmo os mais jovens, deviam realizar pelo menos um ecocardiograma antes de iniciar a prática de desporto de competição”, uma vez que há alterações da estrutura cardíaca que são detetadas por este exame, refere o comunicado da ESTeSC.

 

Artigo da TSF em 14 de março de 2017

Bater no fundo: O sofrimento das crianças da Síria nunca foi tão grande, diz a UNICEF

Março 24, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Press Release da UNICEF

DAMASCO/AMÃ, 13 de Março de 2017 – As violações graves dos direitos das crianças na Síria atingiram em 2016 o número mais elevado de que há registo afirmou a UNICEF numa análise preocupante sobre o impacto do conflito nas crianças, no momento em que a guerra chega ao fim do seu sexto ano consecutivo. Os casos confirmados de morte, mutilação e recrutamento de crianças aumentaram significativamente no ano passado, com a escalada de violência em todo o país.

  • Pelo menos 652 crianças foram mortas – um aumento de 20 por cento em relação a 2015 – o que faz de 2016 o pior ano para as crianças da Síria desde o início da verificação formal das mortes de crianças (2014);
  • 255 crianças foram mortas numa escola ou nas suas imediações;
  • Mais de 850 crianças foram recrutadas para combater no conflito, mais do dobro do das que foram recrutadas em 2015. As crianças estão a ser usadas e recrutadas para combater directamente nas linhas da frente e participam cada vez mais activamente, incluindo em casos extremos de execuções, como, bombistas suicidas ou guardas prisionais.
  • Foram registados pelo menos 338 ataques contra hospitais e pessoal de saúde.

“O nível de sofrimento não tem precedentes. Milhões de crianças na Síria estão permanentemente sob a ameaça de ataques, as suas vidas estão totalmente viradas do avesso,” afirmou Geert Cappelaere, Director Regional da UNICEF para o Médio Oriente e Norte de África, em Homs, na Síria. “Todas estas crianças ficam marcadas para o resto da vida com consequências terríveis para a sua saúde, bem-estar e futuro.”

As dificuldades de acesso em diversas zonas da Síria não permitem avaliar a verdadeira dimensão do sofrimento das crianças, nem fazer chegar com a devida urgência assistência humanitária às raparigas e rapazes mais vulneráveis. Para além das bombas, das balas e das explosões, as crianças estão a morrer em silêncio muitas vezes de doenças que poderiam ser facilmente evitáveis. O acesso a cuidados médicos, bens de primeira necessidade e outros serviços básicos contínua difícil.

As crianças sírias mais vulneráveis são as que vivem em zonas de difícil acesso, cujo número chega aos 2.8 milhões, entre as quais 280.000 crianças que estão sob cerco e praticamente sem acesso a ajuda humanitária.

Após seis anos de guerra, perto de 6 milhões de crianças dependem agora de assistência humanitária, o que representa um aumento de 12 vezes relativamente a 2012. Milhões de crianças foram deslocadas, algumas sete vezes. Mais de 2.3 milhões de crianças estão a viver como refugiadas na Turquia, no Líbano, na Jordânia, no Egipto e no Iraque.

No interior da Síria e além-fronteiras, as alternativas para lidar com a situação estão a esgotar-se, o que leva as famílias a adotar medidas extremas para sobreviver, empurrando muitas vezes as crianças para o casamento precoce e o trabalho infantil. Em mais de dois terços dos agregados familiares há crianças a trabalhar para ajudarem as famílias, algumas em condições muito duras até mesmo para adultos.

Apesar dos horrores e do sofrimento, há histórias incríveis de crianças determinadas a prosseguir os seus sonhos e aspirações. Darsy (12 anos), actualmente refugiada na Turquia, disse: “Quero ser cirurgiã e ajudar as pessoas doentes e feridos do meu país. Sonho com uma Síria sem guerra para podermos regressar a casa. Sonho com um mundo sem guerras.”

“Continuamos a assistir à coragem das crianças da Síria. Muitas delas atravessaram linhas da frente apenas para fazerem um exame na escola. Elas não desistem de querer aprender, mesmo em escolas escondidas, onde não se vê a luz do dia. Há tanto que ainda é possível fazer e deve ser feito para mudar o curso das coisas para as crianças da Síria,” afirmou Geert Cappelaere.

Em nome das crianças da Síria, a UNICEF apela a todas as partes envolvidas no conflito, aos que sobre estas têm influência, à comunidade internacional e a todas as pessoas que se preocupam com as crianças a fim de se chegar a:

  • Uma solução política imediata para pôr fim ao conflito na Síria;
  • Ao fim de todas as violações graves contra crianças, incluindo a morte, a mutilação e o recrutamento, e também os ataques contra escolas e hospitais;
  • O levantamento de todos os cercos e acesso incondicional e sustentado a todas as crianças que precisam de ajuda, onde quer que estejam na Síria;
  • Prestar apoio continuado aos governos e comunidades que acolhem refugiados dirigido a crianças vulneráveis, independentemente do seu estatuto; e
  • Apoio financeiro sustentado para a assistência humanitária que a UNICEF presta às crianças sírias.


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