Crianças sozinhos em casa talvez a partir dos 12

Março 10, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 6 de março de 2017.

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Maturidade e autonomia é que contam no ato da decisão

Afinal, a partir de que idade é aconselhável deixar uma criança sozinha em casa? A questão, dizem os especialistas, não se pode definir do ponto de vista etário. Maturidade e autonomia é que contam no ato da decisão.

“Não há propriamente um manual que especifique uma idade. Tudo depende da capacidade autonómica da criança, do seu grau de maturidade”, defende a pediatra Andreia Teixeira.

“Uma coisa é deixar uma criança sozinha enquanto se vai colocar o lixo na rua, e mesmo assim esse tempo pode revelar-se perigoso, outra é deixá-la sozinha várias horas”, adianta a pediatra. “Eu diria que a partir dos 12 anos, se a criança revela alguma autonomia e maturidade, pode ser deixada sozinha. Mas sempre por curtos períodos de tempo”, acrescenta.

Conhecer os perigos

Para Andreia Teixeira é importante que, ao ficar entregue a si própria, a criança saiba, por exemplo, como contactar os familiares em caso de emergência, que não deve abrir a porta a estranhos e o que fazer se o telefone tocar. Depois há uma outra série de fatores a ter em conta, “como se a criança em causa vive numa grande cidade ou num meio pequeno, se pode ou não recorrer à ajuda de vizinhos em caso de necessidade”.

Também o pediatra Mário Cordeiro, que tem escrito bastante sobre o assunto, defende que “idealmente, nenhuma criança ou adolescente com menos de 12-14 anos deveria ficar sozinho em casa”. Mas, a ser necessário, há que minimizar os riscos que a situação pode acarretar. “É fundamental considerar a preparação da criança e a sua personalidade, para além da idade”, sustenta.

“Esta é uma questão muito complicada, porque depende da criança, da sua experiência e maturidade, da família, do sítio onde vive”, sublinha de igual modo Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), instituição que domingo completou 25 anos de existência.

Para esta técnica, o que é importante é “garantir que, antes de ficarem sozinhas em casa, as crianças comecem a ser preparadas para isso, a ser ensinadas a reconhecer os perigos, e a saber como reagir.

Dialogar é preciso

É fundamental considerar a preparação da criança e a sua personalidade, para além da idade. É também necessário dialogar com a criança e negociar as regras, quer quanto à utilização da casa e dos bens, quer quanto a regras mínimas referentes a várias coisas.

Telefones e segurança

Os telefones e contactos dos pais e de pessoas conhecidas devem estar bem evidentes, para que a criança possa utilizá-los, se necessitar. Devem ficar bem claras as regras de segurança, designadamente instruções relativas a abrir portas e telefones.

Cuidado com acidentes

Um aspeto a ter em conta diz respeito a recapitular quais os acidentes mais frequentes que podem acontecer. Debruçar-se nas janelas, acender fósforos, ligar aquecedores ou utilizar facas, por exemplo, pode ser uma tentação.

“Admissão” de amigos

O pediatra Mário Cordeiro lembra igualmente que uma política de “admissão” de amigos e colegas de escola também tem de ficar muito bem definida desde o princípio. Os pais devem negociar este aspeto.

Simulações prévias

Podem fazer-se pequenas simulações de ausência permanecendo uns minutos fora de casa, antes de deixá-la sozinha. Deste modo pode perceber-se até que ponto a criança é responsável e reage a essa situação.

 

 

 

 

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