Oficinas de Páscoa do Museu Bordalo Pinheiro – 10 a 13 de abril

Março 10, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Inscrição:

servicoeducativo@museubordalopinheiro.pt

Tel.: 218 170 667

mais informações no link:

https://www.facebook.com/MuseuBordaloPinheiro/

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Entre Portugal e o Brasil há Músicas Mil – Oficina Musical na Biblioteca de Belém e na Biblioteca Orlando Ribeiro (17 e 21 de março)

Março 10, 2017 às 3:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Entre Portugal e o Brasil há Músicas Mil

Programa integrado na Lisboa Capital Ibero-americana da Cultura

PARA Escolas do 2.º e 3.º ciclo e secundário e grupos organizados de adultos e séniores

14 e 16 fev | 21 mar | 11H00 | 14H30 |Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro

17 mar | 11H00 |14H30 | Biblioteca de Belém

Oficina musical pelo Serviço Fonoteca das BLX

Em 1822 D. Pedro proclamava a independência do Brasil. Mas o riquíssimo intercâmbio musical estabelecido entre as comunidades brasileira e portuguesa há muito tinha começado e continuaria, de um lado e do outro, a desenvolver-se e diversificar-se em sonoridades, ritmos e danças que ainda hoje contagiam. Da modinha ao lundum, do fandango ao fado, do choro ao samba até à bossa nova, esta oficina aborda alguns dos aspetos mais importantes da música brasileira e das relações que estabeleceu com a música portuguesa. A apresentação é interativa e dinamizada com o recurso a músicas, instrumentos, a voz, o corpo, imagens e vídeos.

Nº. máximo de 40 participantes.

Entrada gratuita, mediante inscrição prévia numa das BLX.

mais informações:

http://lisboacapitaliberoamericana.pt/?pg=article&id=268&hb=1

Bullying – Há 616 crimes por mês nas escolas portuguesas

Março 10, 2017 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 6 de março de 2017.

Rute Coelho

Bullying e as agressões em ambiente escolar têm vindo a aumentar. No último ano letivo, PSP e GNR registaram 4757 crimes

“Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas.” Os insultos repetiram-se durante meses, criando um clima de medo e de revolta numa aluna do 7.º ano de uma escola secundária na zona de Sacavém, Loures. O caso desta adolescente, de 14 anos, que chegou ao Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), do Instituto de Apoio à Criança, na passada quarta-feira, é um dos 4757 atos de agressões, ameaças ou injúrias registados em ambiente escolar.

Uma realidade que tem aumentado nos últimos quatro anos, segundo os dados do Programa Escola Segura da PSP, a que o DN teve acesso. No ano letivo de 2015-2016 houve 4102 crimes registados nas escolas portuguesas pela PSP, aos quais se juntaram 657 reportados pelo programa equivalente da GNR, num total de 4757 situações. A maioria dos casos acontece no interior do espaço escolar, sobretudo no recreio.

Um dos casos que vão entrar na estatística é o de um menor agredido por vários adolescentes em Almada, num episódio de violência acontecido em novembro, filmado com um telemóvel e conhecido ontem (ver texto secundário).

Feitas as contas aos 167 dias úteis de aulas no último ano letivo (de 15 de setembro de 2015 a 9 de junho de 2016), chegou-se à média de 616 crimes por mês nas escolas portuguesas cobertas pelos programas Escola Segura da PSP e da GNR. E têm sido mais de 200 as vítimas que, por ano, são conduzidas ao hospital, segundo os registos do programa da PSP (ver caixa).

As agressões estão em maioria no total de crimes, numa média estabilizada de 1350 por ano, nas 3366 escolas asseguradas pelo programa da PSP. Na área da GNR houve mais 91 casos de alunos agredidos no ano letivo passado – 349 situações contra 258 de 2014-15. A maioria dos agressores e vítimas têm menos de 16 anos.

Mas o coordenador do Programa Escola Segura da PSP acredita que a subida de casos nas estatísticas não significa maior quantidade de crimes. “Há um aumento das denúncias dos miúdos em relação ao bullying devido às ações de sensibilização que temos feito nas escolas. As queixas que têm aumentado referem-se sobretudo a crimes ocorridos no interior do espaço escolar”, comentou o subintendente Hugo Guinote.

Vítima de bullying quer desistir

Regressando à escola na zona de Sacavém – considerado território de risco – na quarta-feira à tarde, a técnica de serviço foi surpreendida pelo relato de uma rapariga de 14 anos, aluna do 7.º ano, que se queixou de ser vítima de bullying. A técnica falou com o DN mas pediu para que nem ela nem a escola fossem identificadas de forma a proteger a jovem. A rapariga começou a faltar às aulas antes do final do 1.º período. Depois de três semanas de ausência, a diretora contactou os pais e sinalizou o caso ao GAAF. Na quarta-feira, a aluna voltou então à escola, acompanhada pela mãe. Em casa já tinha contado o que se passava: há meses que era vítima de bullying por parte de duas colegas de turma que a humilhavam com ofensas, dia após dia. “Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas”, eram alguns dos insultos constantes.

Os pais querem que a filha seja transferida de escola. A técnica do GAAF vai mediar o conflito da criança com o estabelecimento de ensino, ouvindo também o diretor de turma, as duas agressoras e os pais, e a comunidade escolar.

Na turma desta adolescente ninguém sabia, aparentemente, o que se passava. “Também já sinalizámos a situação ao Programa Escola Segura da PSP. A PSP pode encaminhar o caso de agressão verbal e psicológica para o tribunal mas é difícil fazer a prova”, referiu a técnica. “A menor e os seus pais querem a transferência da escola mas ela não vai resolver o seu problema assim. É quase uma fuga. Quantas transferências escolares poderão existir motivadas pelo bullying?”, questiona. A técnica vai querer “trabalhar com as agressoras e com os seus pais, perceber o que se passa. Geralmente, o agressor já foi vítima de alguma situação”.

Nos 137 agrupamentos de escolas que se localizam em zonas de risco, os GAAF não têm mãos a medir. Ali promove-se a mediação escolar em territórios de guerra pouco habituados ao diálogo.

Apoiar a vítima e chegar a quem agride é um dos objetivos deste ano do Programa Escola Segura, da PSP. “A causa do problema reside na criança que é agressora e que muitas vezes é vítima de violência no seu espaço doméstico ou social. Poderão ser os criminosos de amanhã. Por isso, temos de fazer uma intervenção o mais precoce possível”, salienta o subintendente Hugo Guinote. A PSP já iniciou, há um ano, ações de sensibilização sobre o que significa agredir os outros física e verbalmente, junto das crianças do pré-escolar e primeiro ciclo.

O cenário nas escolas é cada vez mais duro e a violência está a ser banalizada pelas gravações de telemóvel que se colocam nas redes sociais. No ano letivo passado, a PSP deteve 90 alunos, 74 deles no interior da escola, por alegada participação em crimes. Uma subida de assinalar, pois no ano letivo de 2014-15 foram 58 os detidos, a maioria deles no exterior (47). Nos últimos quatro anos, as armas apreendidas pela PSP nas escolas superaram a média de cem por ano.

A socióloga Margarida Gaspar de Matos, que coordenou parte dos dados do relatório da UNICEF – “As crianças no mundo desenvolvido” – divulgado em abril, diz não ser possível associar a pobreza às vítimas de bullying e a riqueza aos agressores. “Um estudo recente num outro sentido associa o desafogo económico e o sucesso escolar a algum egocentrismo. Por isso, mais do que “diabolizar” a pobreza ou a riqueza, era importante providenciar aos jovens alternativas (competências, motivação e oportunidades) de optarem por modos de convívio mais pacíficos”, conclui Margarida Gaspar.

 

 

Crianças sozinhos em casa talvez a partir dos 12

Março 10, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.jn.pt/ de 6 de março de 2017.

jn

Maturidade e autonomia é que contam no ato da decisão

Afinal, a partir de que idade é aconselhável deixar uma criança sozinha em casa? A questão, dizem os especialistas, não se pode definir do ponto de vista etário. Maturidade e autonomia é que contam no ato da decisão.

“Não há propriamente um manual que especifique uma idade. Tudo depende da capacidade autonómica da criança, do seu grau de maturidade”, defende a pediatra Andreia Teixeira.

“Uma coisa é deixar uma criança sozinha enquanto se vai colocar o lixo na rua, e mesmo assim esse tempo pode revelar-se perigoso, outra é deixá-la sozinha várias horas”, adianta a pediatra. “Eu diria que a partir dos 12 anos, se a criança revela alguma autonomia e maturidade, pode ser deixada sozinha. Mas sempre por curtos períodos de tempo”, acrescenta.

Conhecer os perigos

Para Andreia Teixeira é importante que, ao ficar entregue a si própria, a criança saiba, por exemplo, como contactar os familiares em caso de emergência, que não deve abrir a porta a estranhos e o que fazer se o telefone tocar. Depois há uma outra série de fatores a ter em conta, “como se a criança em causa vive numa grande cidade ou num meio pequeno, se pode ou não recorrer à ajuda de vizinhos em caso de necessidade”.

Também o pediatra Mário Cordeiro, que tem escrito bastante sobre o assunto, defende que “idealmente, nenhuma criança ou adolescente com menos de 12-14 anos deveria ficar sozinho em casa”. Mas, a ser necessário, há que minimizar os riscos que a situação pode acarretar. “É fundamental considerar a preparação da criança e a sua personalidade, para além da idade”, sustenta.

“Esta é uma questão muito complicada, porque depende da criança, da sua experiência e maturidade, da família, do sítio onde vive”, sublinha de igual modo Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), instituição que domingo completou 25 anos de existência.

Para esta técnica, o que é importante é “garantir que, antes de ficarem sozinhas em casa, as crianças comecem a ser preparadas para isso, a ser ensinadas a reconhecer os perigos, e a saber como reagir.

Dialogar é preciso

É fundamental considerar a preparação da criança e a sua personalidade, para além da idade. É também necessário dialogar com a criança e negociar as regras, quer quanto à utilização da casa e dos bens, quer quanto a regras mínimas referentes a várias coisas.

Telefones e segurança

Os telefones e contactos dos pais e de pessoas conhecidas devem estar bem evidentes, para que a criança possa utilizá-los, se necessitar. Devem ficar bem claras as regras de segurança, designadamente instruções relativas a abrir portas e telefones.

Cuidado com acidentes

Um aspeto a ter em conta diz respeito a recapitular quais os acidentes mais frequentes que podem acontecer. Debruçar-se nas janelas, acender fósforos, ligar aquecedores ou utilizar facas, por exemplo, pode ser uma tentação.

“Admissão” de amigos

O pediatra Mário Cordeiro lembra igualmente que uma política de “admissão” de amigos e colegas de escola também tem de ficar muito bem definida desde o princípio. Os pais devem negociar este aspeto.

Simulações prévias

Podem fazer-se pequenas simulações de ausência permanecendo uns minutos fora de casa, antes de deixá-la sozinha. Deste modo pode perceber-se até que ponto a criança é responsável e reage a essa situação.

 

 

 

 

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

Março 10, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Comunicado de imprensa da Unicef de 21 de fevereiro de 2017.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital. In late May 2015 in South Sudan, the lives of more than a quarter of a million children are at risk from a rapidly worsening nutrition situation. The environment for children has greatly deteriorated, based on the onset of an early lean season brought by ongoing conflict, diminished household food stocks and a declining economy. Children trapped by fighting, without access to basic medical services and food, will struggle to survive this lean season without an urgent resumption of humanitarian assistance in conflict-affected areas. Through the national Nutrition Scale Up programme and rapid response missions to remote, conflict-affected areas, UNICEF and partners have treated almost 50,000 children for severe acute malnutrition thus far in 2015. With a funding shortfall of 75 per cent this year, UNICEF is urgently appealing for US$25 million to continue its life-saving nutrition response in South Sudan.

On 5 February, a woman plays with her 2-year-old son, Kuot Kune, at the UNICEF-supported Al-Shabbah Children’s Hospital, where Kuot is being treated for severe acute malnutrition, in Juba, the capital.

Perto de 1.4 milhões de crianças em risco de morte devido

à ameaça de fome na Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen

NOVA IORQUE/DAKAR/NAIROBI/AMÃ, 21 de Fevereiro de 2017 – Quase 1.4 milhões de crianças estão em risco iminente de morte devido à má nutrição aguda grave este ano, causada pela fome que paira sobre a Nigéria, a Somália, o Sudão do Sul e o Iémen, afirmou a UNICEF hoje.

“O tempo está a esgotar-se para mais de um milhão de crianças,” afirmou Anthony Lake, Director Executivo da UNICEF. “Ainda podemos salvar muitas vidas. A má nutrição aguda e a ameaça da fome são em grande medida causadas pelo homem. O nosso sentido de humanidade exige uma acção mais rápida. Não podemos deixar que se repita a tragédia da fome no Corno de África em 2011.”

Este ano no nordeste da Nigéria, o número de crianças que sofrem de má nutrição aguda grave deverá chegar aos 450.000 nos estados de Adamawa, Borno e Yobi afectados pelo conflito. Fews Net, o sistema de alerta precoce de fome que monitoriza a insegurança alimentar, disse no final do ano passado que é possível que a fome tenha ocorrido em algumas zonas do estado de Borno anteriormente inacessíveis, e que continuará a ocorrer noutras zonas que permanecem inacessíveis à assistência humanitária.

Na Somália, a seca está a ameaçar uma população já fragilizada por décadas de conflito. Quase metade da população, ou seja, 6.2 milhões de pessoas, enfrentam uma situação de insegurança alimentar grave e precisam de assistência humanitária. É expectável que cerca de 185.000 crianças venham a sofrer de subnutrição aguda grave este ano, mas este número poderá chegar aos 270.000 nos próximos meses.

No Sudão do Sul, um país debilitado pelo conflito e pela pobreza e insegurança, mais de 270.000 crianças estão gravemente malnutridas. A fome foi recentemente declarada em partes do estado de Unity na zona norte central do país, onde vivem 20.000 crianças. É previsível que o total de pessoas em situação de insegurança alimentar no país aumente de 4.9 milhões para 5.5 milhões no pico da época de escassez de alimentos em Julho se nada for feito conter a gravidade e o alastramento da crise alimentar.

No Iémen, nos últimos dois anos profundamente afectado por um conflito violento, 462.000 crianças sofrem actualmente de má nutrição aguda grave – um aumento de quase 200 por cento desde 2014.

Este ano, a UNICEF está a trabalhar com vários parceiros a fim de providenciar tratamento a 220.000 crianças gravemente subnutridas na Nigéria; mais de 200.000 no Sudão do Sul; mais de 200.000 na Somália; e 320.000 no Iémen.

 

 


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