Álcool: Beber muito e rápido é a nova tendência entre os jovens

Março 2, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.jornaleconomico.sapo.pt/ de 13 de fevereiro de 2017.

O documento citado na notícia é o seguinte:

Relatório Anual 2015 – A Situação do País em Matéria de Álcool

Andreia Martins Costa

Inquérito a jovens de 18 anos revela que o binge drinking é a nova tendência que acompanha o consumo regular.

O relatório de 2015 do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) sobre a situação de Portugal em matéria de álcool revela que cerca de 9% de um total de mais 117 mil jovens com 18 anos assume ter consumido diariamente, ou com uma grande frequência (20 dias num mês) bebidas alcoólicas.

O diretor-geral do SICAD, João Goulão, afirmou ao Expresso que os números “são obviamente elevados e estão muito em linha com a enorme aceitação do uso de álcool na sociedade portuguesa”, tendo sido apurados em inquérito no Dia da Defesa Nacional.

O binge drinking (consumo intensivo de bebidas alcoólicas em determinadas ocasiões, por exemplo festas) é uma realidade crescente, registando-se uma maior incidência desse tipo de consumo no Algarve e Alentejo, sendo a Madeira a região onde é menos comum.

Os dados apresentam consumos nocivos nos jovens, sendo que, no ano passado, 63% dos jovens tiveram episódios de embriaguez ligeira, 30% embriaguez severa e 47% tiveram consumos binge.

“No sul da Europa temos vindo a assistir a uma aproximação dos padrões de consumo àquilo que era tradicionalmente os do norte da Europa” revela o diretor ao Expresso.

Os dados são “preocupantes”, de acordo com relatos de uma psicóloga de Alcoologia de Lisboa contactada pelo jornal Expresso, que salienta que a idade para permissão de consumo deveria aumentar de 18 anos para os 21 anos, já que os jovens estão em fase de desenvolvimento até aos 25 e assim “está mais próximo do final do desenvolvimento”.

Pelo contrário, aos 16 anos regista-se uma ligeira diminuição do consumo, de acordo com o European School Survey Project on Alcohol and other Drugs 2015.

Verifica-se um certo nível de insuficiência na lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores, já que o inquérito do SICAD apurou que 83% dos jovens de 18 anos tinham bebido álcool no ano anterior logo, antes da idade permitida.

Para travar o problema, a fiscalização de estabelecimentos tem aumentado significativamente. Mais 114% dos estabelecimentos foram fiscalizados em 2015 do que no ano anterior, um total de 15,678 estabelecimentos comerciais.

 

Workshop “Primeiros socorros em contexto doméstico e escolar” 11 de março em Leiria

Março 2, 2017 às 6:49 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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janela

mais informações:

http://www.janelaredonda.pt/?q=node/125

Está cientificamente provado: esta música faz os bebés felizes

Março 2, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Vídeos | Deixe um comentário
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Texto do http://p3.publico.pt/ de 14 de fevereiro de 2017.

Casper Addyman é especialista em riso de bebé, Lauren Stewart em psicologia musical. A música que fizeram juntos faz os bebés sorrir, garantem.

Que os bebés se deixam encantar por música é uma conclusão que qualquer observação minimamente atenta pode concluir. Mas não é apenas empirismo. Há estudos que sugerem que os bebés ouvem e recordam músicas mesmo quando ainda estão no útero, que preferem vozes femininas e até que gostam mais de Bach do que de Aerosmith. Havia, no entanto, uma importante questão por responder: que género de música acalma e alegra os bebés?

Casper Addyman é especialista em riso de bebé, Lauren Stewart em psicologia musical. Há tempos, a C&G baby club desafiou-os para criarem uma “música cientificamente criada para fazer bebés felizes”. A ideia era posteriormente presentear os pais que seguem a plataforma com a melodia.

A dupla, docente na Universidade de Londres, tinha experiência no assunto. Addyman tinha um projecto chamado “Baby Laughter“, Stewart tinha estudado músicas que, sem explicação, parecem não sair da nossa cabeça. Com esse background, e investigação sobre o que outros autores tinham já descoberto, contactaram Imogen Heap, compositora britânica vencedora de um Grammy que era também mãe de um bebé com 18 meses. Os dois investigadores passaram-lhe os resultados da sua investigação: uma música para fazer bebés felizes devia ser simples e repetitiva, com melodias alegres, com tambores, picos sonoros que criem expectativa. E ter uma voz feminina.

Imogen Heap criou quatro músicas — duas mais aceleradas, duas mais lentas — para serem testadas em “laboratório”. Com 26 bebés, com idades entre os seis e os 12 meses, a “experiência” correu como os investigadores previam: os mais pequenos preferiram a música mais acelerada. A música foi, então, construída a partir daí (e de um inquérito online ao qual 2500 pais responderam dizendo que os filhos achavam mais graça a sons como “bu”, espirros, gargalhadas de outros bebés e sons feitos por animais).

O resultado final foi filmado e, conta Casper Addyman num artigo publicado na Quartz, os bebés mostraram-se bastante felizes. Vamos testar?

 

Há quem ensine os pais e os filhos a brincarem para terem sucesso no futuro

Março 2, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 23 de fevereiro de 2017.

pedro-cunha

Consórcio entre ministérios, fundações e universidades levam as brincadeiras a cinco distritos do pais. Os resultados são positivos, agora só falta saber como vai continuar.

Bárbara Wong

Durante dez meses, duas vezes por semana, em sessões de duas horas, os bebés e as suas mães (ou pais, avós, amas… houve mesmo uma bisavó) saíam de casa e iam aprender a brincar, a socializar, a estar com outros bebés (até aos quatro anos e que não tivessem tido experiência de creche ou de pré-escolar). A experiência foi feita ao longo de dois anos e os resultados não podiam ser mais positivos. Por isso, o objectivo é dar continuidade a este projecto, embora ainda não se saiba como.

Brincar, explorar o espaço – interior e exterior –, descobrir, interagir, conversar. O projecto chama-se Grupos Aprender, Brincar, Crescer (GABC) e não é uma novidade no mundo – são os chamados playgroups –, nem sequer em Portugal – a Associação A Par promove esta relação entre os pais e os bebés, em Lisboa, desde 2008. A novidade está no facto de estes grupos terem nascido de uma parceria dos ministérios da Educação e da Segurança Social, com as fundações Gulbenkian (FCG) e Bissaya Barreto (FBB), a Universidade de Coimbra e o ISCTE, assim como com o Alto Comissariado para as Migrações, num projecto financiado pela Comissão Europeia.

Os GABC foram testados no terreno, monitorizados, avaliados e, nesta quinta-feira, elogiados pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, na Gulbenkian, em Lisboa, durante a abertura do encontro sobre Políticas públicas para a infância: o papel da família e das comunidades. Estes grupos permitem preparar os mais novos para, no futuro, terem sucesso.

“A vida começa aos zero”

João Costa lembrou que, embora o Ministério da Educação, tenha a seu cargo a educação de infância a partir dos três anos, há uma “aposta forte” nos anos que antecedem essa idade. “Entendemos que a vida começa aos zero, quando falamos de infância, falamos dos 0 aos 6 anos e tem de ser contínua a aposta”, declarou. Também Pedro Cunha, da Direcção-Geral da Educação (DGE), elogia esta iniciativa que se trata de uma “forma inovadora de responder às necessidades das famílias”, sobretudo das mais frágeis – uma vez que os GABC chegaram a bairros e a famílias desfavorecidas, com a ajuda do programa Escolhas.

Apesar de ter chegado a famílias com pais desempregados ou que recebem subsídios, estas foram as que tiveram mais dificuldade em aderir e em manter-se no projecto, notou Joana Alexandre, do ISCTE, responsável pela monitorização. “As famílias que vão mais são as que têm mais rendimento, foram essas que se auto-propuseram para participar. As que têm menos rendimento, que são referenciadas, que têm mais apoio, são as que se interessam menos. Mas é nessas que devemos apostar em termos de estratégias”, explica a investigadora, acrescentando que as monitoras do GABC tiveram formação especifica para captação dessas famílias.

O projecto revela que, no final, as crianças e os seus cuidadores (83% das participantes eram mães) têm mais competências para escolher as brincadeiras, que a qualidade do ambiente familiar aumenta, acrescenta Clara Barata, da Universidade de Coimbra, responsável pela avaliação do projecto.

A aposta agora é na continuidade. Quando o projecto terminou, as famílias nem queriam acreditar, conta Joana Freitas Luis, coordenadora nacional dos Gabc. A educadora de infância da FBB conta que na Gafanha da Nazaré – o projecto decorreu em cinco distritos (Aveiro, Coimbra, Lisboa, Porto e Setúbal) e abrangeu 228 famílias – uma mãe decidiu abrir a sua casa para dar continuidade ao grupo. A ideia sensibilizou de tal maneira o presidente da junta de freguesia que este disponibilizou um espaço para as famílias se encontrarem.

Para Pedro Cunha, a continuidade do projecto passa pela sociedade civil, por instituições particulares de solidariedade social, associações, juntas de freguesias. O desafio é as pessoas “inspirarem-se nesta resposta para romper com a ideia fatalista de que não há nada a fazer”, defende o dirigente da DGE. E chegar a grupos e etnias “mais vulneráveis”, defende o secretário de Estado. “Esta é uma meta fundamental: ver quais são os grupos a que ainda não chegámos”, acrescenta, lembrando a importância da inclusão até para, no futuro, apostar no sucesso escolar. “As crianças mais pequenas são as que estão mais abertas à inclusão, elas oferecem-nos instrumentos para aprender com elas”, concluiu o governante na cerimónia de abertura do encontro.

 

 

 

Uso de eletrônicos em excesso atrasa desenvolvimento infantil, diz Unicamp

Março 2, 2017 às 6:00 am | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia do site http://g1.globo.com/ de 29 de setembro de 2016.

Vídeo da notícia aqui

globo

Estudo foi feito com crianças de 8 a 12 anos, na região de Campinas.

Pesquisadora se surpreendeu com o tempo gasto com os aparelhos.

Um estudo da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, em Campinas (SP), concluiu que as crianças que usam aparelhos eletrônicos sem controle e não brincam, ou brincam pouco, no “mundo real” podem ter atraso no desenvolvimento. A pesquisa foi realizada com meninos e meninas de 8 a 12 anos de idade, que ficam de quatro a seis horas diante das telas de computadores, tablets, celulares e videogames.

Para a pedagoga Ana Lúcia Pinto de Camargo Meneghel, que desenvolveu o estudo na FE durante o mestrado na linha de psicologia da educação, as crianças que se enquadram neste perfil acabam não brincando e nem tendo uma rotina, o que afeta no ritmo de construção do desenvolvimento cognitivo.

Ao todo, 21 meninos e meninas de uma escola particular na região de Campinas (SP) passaram por testes para avaliar as capacidades que eles precisam ter para, inclusive, aprender bem o conteúdo ensinado na escola. Para a surpresa da pesquisadora, de todas as crianças, apenas uma mostrou as habilidades esperadas para essa faixa.

“Apenas uma criança, de 12 anos, tinha construído as noções lógico-elementares, que seriam as noções matemáticas e a noção de espaço”, afirma a pesquisadora da Unicamp.

Brincar aumenta a criatividade

O uso de eletrônicos em si não é exatamente o problema, segundo a pesquisa, mas sim a falta de brincadeiras no “mundo real”.

“O mais importante é eles brincarem. Num parquinho, na piscina, na escola. Precisa oferecer para essas crianças atividades criativas. Atividades que eu vou buscar, que eu tenha curiosidade”. explica Ana Lúcia. [Veja exemplos no vídeo acima]

Moradora de uma chácara em Vinhedo (SP), Isabella Bracalente, de 9 anos, aproveita para subir em árvores e explorar brincadeiras, como andar de bicicleta, patins e pular corda.

“Eu acho que só ficar no tablet o dia inteiro, a gente não desenvolve a nossa criatividade. Por isso que eu gosto de brincar”, conta a menina.

Segundo a pesquisa, quando a criança brinca, faz uso das operações infralógicas, que garantem noção operatória de espaço, tempo e causalidade. Um exemplo é uma brincadeira simples de entrar debaixo de uma cadeira. A criança precisa viver a experiência para saber se cabe naquele espaço ou não.

Crianças foram entrevistadas

A pedagoga e pesquisadora Ana Lúcia conversou com as crianças e todas afirmaram ter pelo menos quatro aparelhos eletrônicos em casa. Sobre brincadeiras na rua, os meninos e meninas responderam que não brincavam porque os pais não deixavam, por ser perigoso.

Sobre a prática de atividades físicas, das 21 crianças avaliadas, 14 afirmaram que não praticavam nenhuma. As que disseram sim, afirmaram fazer natação, uma ou duas vezes na semana.

A pesquisadora percebeu em outros questionamentos, sobre o que as crianças fazem quando não estão na escola, que muitas não conseguem descrever suas rotinas.

Dificuldades para medir espaço

Entre os testes desempenhados, as crianças tiveram que montar uma torre com peças de madeira em uma mesa e depois outra no chão, com peças diferentes. A ideia é que construíssem torres de igual tamanho. Elas tiveram dificuldades para medir as duas.

Em outra prova, a pesquisadora avaliou a perspectiva. Com a ajuda de uma maquete de casas e fotos de diversos ângulos da maquete, muitas das crianças não conseguiram definir as posições das casas. Ana Lúcia concluiu que essas crianças ainda não tinham desenvolvido a noção de espaço.

E em atendimentos psicopedagógicos, verificou que as crianças sem oportunidade de brincar, explorar e que passam horas diante dos aparelhos eletrônicos, apresentaram dificuldade na hora de organizar os pensamentos. Foi difícil, por exemplo, montar contas matemáticas no papel com um número embaixo do outro.

 

 

 

 


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