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Janeiro 30, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Livros, Recursos educativos | Deixe um comentário
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descarregar o livro no link:

http://books.scielo.org/id/c3h5q

As Vacinas funcionam : aqui estão os factos

Janeiro 30, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação, Recursos educativos | Deixe um comentário
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Crianças “mimadas” – Mário Cordeiro

Janeiro 30, 2017 às 10:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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texto de Mário Cordeiro publicado na http://www.paisefilhos.pt/ de 16 de janeiro de 2017.

mario

Um ser que se julga omnipotente e o umbigo do mundo não aceitará facilmente ser contrariado. Pelo pediatra Mário Cordeiro

Que fique claro que o mimo não faz mal a ninguém, pelo que “mimada” está entre aspas, referindo o que os ingleses designam por “spoiled” (estragada), porque o mimo sem aspas nunca é moeda de troca, de chantagem, nunca proporciona falta de regras ou comportamentos de exigência.

O que se designa muitas vezes por “criança mimada” é outra coisa: é aquela que cresce impondo a sua vontade, pelo medo e pressão (birras), e que não converte a omnipotência natural dos 9-18 meses em respeito, solidariedade e capacidade de enfrentar a frustração.

A culpabilização dos pais, por exigirem de si próprios um desempenho que não conseguem, ou por terem expectativas muito diferentes da realidade, leva a que tentem compensar o que consideram não estar a dar aos filhos. Este complexo de culpa raramente tem razão de existir, porque os filhos não precisam da presença física constante dos pais, mas sim de disponibilidade e entrega no tempo que existe, e de carinho, estímulos positivos e regras, mais do que brinquedos, chocolates ou qualquer outra coisa material.

A rentabilização do tempo é outra questão: muitos pais são incapazes de mudar de “fuso horário”, quando chegam a casa. As crianças fazem muito melhor essa separação – por isso é que comem tudo na escola, sozinhos, e em casa querem tudo passado e dado pelos pais: a escola é o espaço de crescimento, a casa o de regressão. Com os adultos deveria ser o mesmo. Se fizermos um esforço para definir claramente esses compartimentos, a casa e os filhos terão mais hipóteses de ser vistos como espaço de colo e de libertação, e não como mais um espaço de guerrilha e de exigência. Não é fácil mas compensa promover um ambiente caseiro que seja pacificador e relaxante para todos.

O terceiro conceito que urge desmistificar é o de que mimo e ternura se opõem a regras e educação. Ou que é por tudo ser permitido que as crianças gostam mais dos pais ou se sentem mais seguras. A imposição de limites vai criar, naturalmente, frustração e reações de negação. Um ser que se julga omnipotente e o umbigo do mundo não aceitará facilmente ser contrariado. Todavia, só assim estará a aprender as regras de convivência e a entender que os limites são necessários aos caminhos, e estes à definição e segurança do percurso de vida. Se estivermos no deserto sem qualquer indicação de rumo, será angustiante. Pensamos ser livres para irmos onde queremos mas ficamos perdidos.

O “estragar” pode vir de muitas atitudes, desde hiperproteger e não dar autonomia, até ceder perante as birras ou até antecipar o desagrado, oferecendo logo doces e presentes.

A frustração é necessária ao desenvolvimento de uma personalidade equilibrada. A criança também precisa de espaços próprios, de tempo para estar consigo mesma, de exercitar a autonomia, mesmo que revele algum receio. Muitos pais não conseguem dar essa liberdade aos filhos, o que conduz a criança a uma grande insegurança e dualidade, entre querer ser ela própria a ter certos desempenhos, mas a sentir que é mais fácil, cómodo e prático serem os pais a cuidar de tudo. Este comportamento reforça também a omnipotência e aumenta a dificuldade em socializar.

O reflexo natural dos pais é blindar a relação com os filhos e evitar que evoluam na sua responsabilidade e autonomia. Todavia, é nesse esforço e nessa dádiva que nos assumimos como pais; no fundo, respeitando os filhos e sabendo que o percurso de vida deles… terá mesmo de ser deles. Aproveitemos o Dia da Criança para refletir um pouco sobre o que desejamos para os nossos filhos.

 

Crianças do Bangladesh trabalham 64 h/semana para fazer a nossa roupa barata

Janeiro 30, 2017 às 6:16 am | Publicado em Relatório | Deixe um comentário
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Notícia do site http://www.theuniplanet.com/ de 17 de janeiro de 2017.

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Existe um número preocupante de crianças no Bangladesh com menos de 14 anos a trabalhar a tempo inteiro. Algumas recebem cerca de 30€ por mês.

Um relatório do OverSeas Development Institute (ODI) revelou que existe um número preocupante de crianças com idades inferiores a 14 anos, no Bangladesh, que abandonaram a escola e têm empregos a tempo inteiro. Em média, estas crianças trabalham 64 horas por semana.

“Os investigadores estudaram quase 3000 agregados familiares desprivilegiados dos bairros degradados de Dhaka, no Bangladesh, e descobriram crianças de apenas 6 anos com empregos a tempo inteiro. Outras chegavam a trabalhar 110 horas por semana. Estas crianças recebiam, em média, pelo seu trabalho, menos de 2€ por dia.”

A prevalência do trabalho infantil no Bangladesh é preocupante”, declarou Maria Quattri, uma das autoras do estudo. De acordo com o que descobriu, dois terços das raparigas com empregos trabalham na indústria do vestuário, o que levanta sérias questões sobre a roupa exportada e o trabalho infantil. Os rapazes têm ofícios mais variados: alguns trabalham nas obras e no fabrico de tijolos e outros em lojas ou vendem produtos na rua. 13% deles trabalham também em fábricas têxteis ou em outras partes do sector têxtil. Alguns especialistas designam estas formas de trabalho infantil de escravatura.

“[As crianças] estão a trabalhar principalmente para subempreiteiros em fábricas de vestuário informais que produzem uma parte do produto que é depois vendido a empresas formais. E estas empresas exportam o produto”, explica a investigadora. 36,1% dos rapazes e 34,6% das raparigas declararam sentir fadiga extrema. Outras crianças relataram ter dores de costas, febre e feridas superficiais.

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Amina (nome falso para proteger a sua identidade) tem 14 anos e só concluiu o 4º ano da escola primária. Quando o seu pai ficou doente, há três anos, Amina começou a trabalhar para ajudar a pagar as contas médicas. Hoje em dia, trabalha 12 horas por dia (com duas curtas pausas) nos serviços domésticos. “Perdi muito por não ir à escola. Mas a minha família é pobre e o meu pai está doente”, disse. Pelo seu trabalho, Amina recebe 30€ por mês.

Embora a idade mínima de admissão para prestar trabalho no Bangladesh seja de 14 anos, as crianças com 12 ou 13 anos podem realizar “trabalhos leves” limitados a 42 horas por semana. Este tipo de trabalho não está claramente definido, mas exclui o trabalho nos caminhos de ferro, em portos ou fábricas e os turnos noturnos. No entanto, estas leis são, em grande parte, ignoradas e o governo carece de inspetores de trabalho ou de outras autoridades necessárias para as fazer cumprir.

À semelhança de outros estudos, o relatório do ODI sugere que haverá milhões de crianças com menos de 14 anos a trabalhar no país asiático. O Bangladesh, com os seus 150 milhões de habitantes, tem feito progresso, nas últimas décadas para reduzir a sua taxa de pobreza, que passou de 50% da população para um terço, mas, mesmo assim, milhões dos seus cidadãos continuam a viver em favelas.

Só a escola primária é gratuita e obrigatória no país e muitas famílias carenciadas afirmaram ter colocado os seus filhos no mercado do trabalho e não na escola devido ao valor das propinas escolares. Os investigadores descobriram que a maioria das crianças “trabalhadoras” tinha dificuldade em ler uma frase simples como “a menina está a brincar” em bengali. Houve muitas que não a conseguiram ler de todo.

“O trabalho infantil representa um sintoma da pobreza e uma causa da privação educacional. Transmite a pobreza pelas gerações, aprisiona as crianças num ciclo de pobreza e compromete o crescimento económico nacional. O que o nosso estudo descobriu em Dhaka é um microcosmo de um problema global que deveria estar no centro da agenda internacional”, disse Kevin Watkins, coautor do estudo.

“As crianças que trocam a educação pelo trabalho mal remunerado dificilmente reunirão as qualificações e habilidades necessárias para quebrar o ciclo da pobreza entre as gerações.”

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1ª Foto: Shakhil Khan tem 10 anos e trabalha numa fábrica têxtil | Autora: Nafeesa Binte Aziz, The Toronto Star

 

 


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