Programa – Viver a Adolescência em Família – Escola Secundária de Vila Verde

Janeiro 20, 2017 às 8:00 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.esvv.net/site/index.php/as-noticias/85-divulgacao/482-viver-a-adolescencia-em-familia

Estratégias simples para TPC sem drama

Janeiro 20, 2017 às 5:00 pm | Publicado em Recursos educativos, Site ou blogue recomendado | Deixe um comentário
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texto da http://activa.sapo.pt/ de 22 de novembro de 2015.

capturar

Na guerra dos TPC há que recorrer às regras da diplomacia e da negociação para que o tratado de paz entre pais e filhos seja assinado. Damos-lhe algumas pistas, ano a ano, para ajudar as crianças a ser mais independentes e a pensar por elas.

Gisela Henriques

Com três letrinhas apenas se escreve a palavra que leva muitos pais ao desespero. Como é que acabamos com esta dor de cabeça? Ou os nossos filhos acordam um dia a ‘ver a luz’ e passam a fazer todos os seus TPC concentrados, de fio a pavio sem melodramas que põem qualquer telenovela mexicana a um canto, ou – o mais provável – temos de ser nós pais a dar um passo atrás e ver o que fizemos de errado, o que os miúdos fizeram de errado, e como podemos remediar o assunto sem acusações ou choros de frustração. Antes de lhes apontar o dedo, temos de pensar como era no nosso tempo. Há 30 anos, muitos de nós tínhamos aulas até às 13h e os TPC resumiam-se a uma cópia e uma conta. Agora, os miúdos estão na escola antes de nós entrarmos no trabalho e saem depois do nosso horário de saída. Quem é que no seu juízo perfeito está desejoso de chegar a casa para fazer mais trabalhos? Para não falar nos estímulos que as crianças têm hoje em dia: televisão com desenhos animados 24h sobre 24h, computadores, ipads, consolas de jogos… Tudo que, ao fim do dia, parece bem mais interessante explorar do que o TPC. Veja aqui algumas estratégias, ano a ano, para que os TPC sejam feitos sem que pais e filhos entrem em stress absoluto.

1 ANO: AS REGRAS BÁSICAS

DURAÇÃO DO TPC: 5 a 15 minutos

OBJETIVO: criar bons hábitos de estudo

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: app ‘ABC para crianças’

Os bons hábitos começam cedo, por isso pode arranjar-lhe um cantinho no quarto onde possa fazer os seus trabalhos de casa sem ser incomodado: uma secretária, uma cadeira confortável e uma caixa de arrumação onde ele guarde (sempre) o lápis, a borracha, o afia, a régua, os lápis de cor. Isto para não andar a cirandar pela casa à procura do seu material escolar.

Se o seu filho for do género ‘em-todo-o-lado-menos-no-quarto’, deixe-o fazer os TPC na cozinha, desde que ele se concentre no que está a fazer e não interrompa o trabalho com perguntas vazias, em que ele não quer saber a resposta, só quer é adiar o que está a fazer. Resista à tentação de se sentar ao lado dele, é um passo que depois vai ser difícil voltar atrás. Se ele quiser o TPC no tapete da sala, deixe-o, desde que a televisão não esteja ligada. Aliás, mantenha todos os ecrãs desligados até depois dos TPC estarem concluídos. Tem um irmão mais novo que precisa de ser entretido? Ele pode ir fazer um desenho para uma divisão diferente

Leia-lhe sempre uma história antes de dormir, uma curtinha e divertida e explique-lhe o significado das palavras mais complicadas. Pergunte o que ele mais e menos gostou, porquê, se daria outro título…

2º ANO: A EXIGÊNCIA AUMENTA

DURAÇÃO DO TPC: 15 a 30 minutos

OBJETIVO: encorajar a ler sozinho

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/index1.php. App ‘Numbers 1-100’

eja o que melhor funciona com o seu filho: começar a fazer os trabalhos assim que chega a casa ou prefere esperar 15-30 minutos até estar mais relaxado? Pode comer uma peça de fruta, falar consigo (sobre outras coisas que não a escola), brincar um pouco ou pintar, tudo é permitido, menos algo que envolva um ecrã (TV, computador, tablet…) a não ser que queira uma discussão acalorada e mau feitio quando for hora de começar os TPC. Ecrãs só depois. Se ele quiser ficar ao pé de si a trabalhar, imponha regras: não há conversa, mas se ele quiser ler em voz alta o texto do TPC pode fazê-lo, desde que depois responda às perguntas em silêncio e concentrado.

É provável que as contas de matemática sejam mais complicadas, que a subtração e a adição já sejam com números de dois dígitos. Se tiver dificuldade, não explique à sua maneira senão pode confundi-lo ainda mais. Tente perceber como a professora ensinou, pergunte-lhe como ele aprendeu ou tente saber junto da professora como pode ajudar sem o baralhar. Elogie-o sempre que ele tiver acabado o TPC a tempo e sem lamúrias, mesmo que ele tenha errado uma ou outra pergunta. Ele que explique o raciocínio que o trouxe até ali. Ajude com objetos e situações reais sempre que possível: invente problemas semelhantes com o que tem à mão: se eu tenho 10 maçãs na fruteira e comermos 3 ao jantar com quantas ficamos?…

Leve-o consigo às compras, nem que seja para comprar meia dúzia de coisas, e pague com dinheiro. Vá explicando o que se passa, quanto tudo custou, com que nota ou moeda pagou e quanto recebeu de troco. Os miúdos agora não veem dinheiro a circular, só cartões, e quando dão situações problemáticas que envolvam dinheiro ficam um pouco baralhados. No fim de semana podem brincar às mercearias para treinar.

3º ANO: UM ANO EM CHEIO

DURAÇÃO DO TPC: 30 a 45 minutos

OBJETIVO: melhorar o raciocínio e criatividade

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: Era uma vez o Homem, Era Uma Vez o Corpo Humano (Youtube); http://www.toondoo.com/;

starfall.com; app ‘Todo Matemática’

Prepare-se para a carga de trabalhos. Estudo do Meio, que antes era só o que para nós parecia mero bom senso e regras de boa educação, agora já inclui conhecer de cor os vários órgãos do corpo humano, os planetas do sistema solar de cor e salteado, os primórdios da História e até as capitais de distrito. Aviso: arranje um mapa de Portugal e pendure-o no quarto.

As composições são mais exigentes e o número de linhas parecem-lhes infinitas. Uma boa estratégia é ler, ler e ler. Àqueles que acham que as páginas de livros sem bonecos são assustadoras, pode fazer leitura alternada numa primeira fase: leia uma página e o seu filho lê outra. Se ele não gosta de ler, faça da leitura um ritual divertido: deite um cobertor por cima da mesa da sala e sentem-se debaixo da mesa com uma lanterna a ler, por exemplo. Num texto com diálogos, dê vozes divertidas às falas das personagens. Não explique as palavras que ele não conhece, deixe-o familiarizar-se com o dicionário. Os textos agora são maiores e mais complexos, se vir que ele está perdido, pergunte-lhe o que não percebe mas não lhe diga a resposta, tente que ele chegue à resposta sozinho, pergunte-lhe porque não percebe a pergunta, qual é a sua opinião… Aprender divertindo-se

Para estimular a criatividade, dê-lhe temas estapafúrdios para escrever: se eu fosse um sapato, um doce, um piolho, como é que era e o que faria. Faça perguntas sobre as histórias que lê: que outro nome daria à personagem principal (invente uns, para perceber que as histórias não têm de ser todas com o Pedro, o António e a Maria…, que outro fim poderia ter…

As crianças gostam de trabalhos manuais. Cortem folhas A4 em quatro partes e em cada uma pintem personagens (príncipe, princesa, feiticeiro, gigante, fada, burro, mágico, lobo), objetos (tesouro, chave, porta, anel, chapéu…) e espaços de ação (montanha, gruta, floresta, casa abandonada, carro.) Tirem uma carta de cada pilha e inventem uma história.

Ainda se lembra da cantilena da tabuada? Cantem no carro, enquanto está a cozinhar… o segredo está na repetição e a cantilena ajuda muito. Deixe que ele lhe faça perguntas também, erre de vez em quando para ver se ele sabe corrigi-la, vai adorar apanhá-la em falso. Os problemas já são mais complexos e a solução é pensar por etapas: o que é pedido, que informação é que tem, que conta faz primeiro…

4º ANO

DURAÇÃO DO TPC: 1h-1h15

OBJETIVO: aprender a gerir o tempo, raciocínio matemático e compreensão de textos

UM SITE OU APP EDUCATIVOS: www.pt.khanacademy.org;

Este é o ano em que se consolida o que se estudou o ano anterior e se aprofunda outros assuntos. Este é o ano em que os miúdos vão ouvir falar de exames finais com muita frequência e é importante que eles não achem que o exame final é um bicho de sete cabeças, que é a coisa mais importante da vida deles. Não é, o mais importante é que sejam felizes e que aprendam todos os dias coisas novas, não é uma classificação final. Quantas vezes é que nos fartámos de estudar e o resultado não foi o reflexo do nosso esforço, por qualquer razão? Nós não somos um número e eles também não. É verdade que uma nota menos boa pode fazer mossa na nossa autoestima, mas é importante sublinhar que o esforço e a vontade de aprender também são importantes.

A partir desta idade é bom que já tenham bons hábitos de leitura e façam os seus TPC sozinhos com pouca ou nenhuma ajuda: o objetivo é que o seu filho trabalhe independentemente. No princípio do ano tenha uma conversa com ele, como é que ele quer gerir os seus TPC e os projetos. Aconselhe-o a ter uma cópia do horário colada na parede para ter mais noção dos TPC e aprender a dar prioridade aos que deve entregar no dia seguinte. Outra boa ideia é um calendário de parede para assinalar os projetos e os trabalhos que deve entregar a médio prazo, para que não caiam no esquecimento. Não lhe dê as respostas de bandeja

Não vá ter com ele ao mínimo pedido de ajuda, só quando vir que está mesmo bloqueado. Pergunte-lhe como é que o professor lhe explicaria aquela situação, o que diria se ele lhe colocasse aquela dúvida? Pode ser que assim a memória o ajude a desenvencilhar-se sozinho. Pode também telefonar a um amigo para lhe dar uma ajuda. Mas também pode ir para a escola com uma ou outra pergunta por responder, não é o fim do mundo. Ele que diga ao professor quais foram as suas dificuldades (e não fale por ele, deixe-o explicar por palavras suas).

Na matemática, mais do que a memorização agora tem de compreender algo mais conceptual, como perceber quando duas frações são equivalentes. Se ele tiver muita dificuldade e os pais não conseguirem explicar da mesma forma que o professor peça a um amigo dele que saiba para ir lá a casa explicar-lhe como ele aprendeu (pode dar uma espreitadela para o caso de ele voltar a ter dúvidas). Pergunte-lhe se quer fazer os TPC com um alarme, para ter noção do que consegue fazer em 30m ou 1h, por exemplo.

5.º e 6.º ANO A grande mudança

Lembra-se de como foi um pouco assustadora a sua mudança para o quinto ano? Em vez da professora que nos apaparicava, tínhamos então 9 ou 10 professores, andávamos carregados com os livros de sala em sala, conforme a disciplina, e a escola parecia gigante.

Com eles vai acontecer a mesma coisa. Quando o for buscar à escola, ou quando chegar a casa, não lhe pergunte só sobre o que aprendeu, pergunte sobre os amigos, como ele se sente, conte-lhe a sua experiência. Para muitos é agora a altura de aprender uma língua estrangeira, uma maneira boa de treinar o ouvido (e a leitura) é ver (pela enésima vez) a Nanny McPhee, o Paddington ou outro filme infantil na versão original, o ‘ET’, ‘Mary Poppins’, ‘Jumanji’ ou quem sabe um clássico com Gene Kelly ou o Fred Astaire. Se tem um ipad é um sortudo porque há centenas de aplicações para treinar inglês e sites também (gamestolearnenglish.com; learnenglish.britishcouncil.org/en/games; education.com; esl-kids.com).

10 mandamentos para tudo correr sobre rodas

• Ajude-o a encontrar o local certo para fazer os trabalhos de casa, sem distrações.

• Não se sente ao lado dele, a não ser para o ajudar pontualmente numa dúvida (depois de esclarecida, vá à sua vida) ou se tiver trabalho para fazer em casa.

• Mantenha todos os ecrãs lá de casa desligados até os TPC estarem concluídos (TV, computador, tablet, consola…)

• Permita um intervalo de 5 minutos a cada 30 minutos de trabalho

• Dê-lhe folga à sexta-feira… estabeleça com ele o horário em que ele vai fazer os TPC no fim de semana e quando chegar a hora não vacile.

• Fale com a professora e saiba quanto tempo é que é suposto fazer os TPC.

• Cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem, nem todos aprendem à primeira nem da mesma maneira, nem são como a mãe e o pai, cada um tem a sua personalidade.

• Não atrase a hora de deitar por causa dos trabalhos de casa. Se achar que dão demasiados trabalhos, fale com a professora, se for ele que anda a preguiçar, tem de aprender que há consequências: ficar sem intervalos, o que ninguém gosta.

• Incentive a leitura. Inscreva-o na biblioteca local e deixe-o escolher os livros que ele quer. À noite, antes de dormir, leiam à vez, inventem vozes para as personagens, leiam às escuras com uma lanterna…

• Ajude-o a pensar, não lhe dê as respostas de bandeja, pois não o está a ajudar. Faça perguntas que o obriguem a pensar: o que tu achas? Como pensas que isso se resolve? Porque respondeste assim? Então e se?…

 

 

Curso “Intervenção com Famílias no Sistema de Promoção e Proteção” Fevereiro de 2017 em Lisboa

Janeiro 20, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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https://sites.google.com/site/intervencaocomfamilias/home

Tribunal Europeu declara que raparigas muçulmanas devem ter aulas de natação mistas

Janeiro 20, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://expresso.sapo.pt/ de 10 de janeiro de 2017.

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O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos pronunciou-se na sequência de um pedido de um casal muçulmano residente na Suíça.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou esta terça-feira que as raparigas muçulmanas devem participar nas aulas de natação mistas nas escolas e não ficar isentas por motivos religiosos, argumentando que o seu interesse se sobrepõe à vontade dos pais.

A decisão do governo de obrigar as raparigas a participarem nas aulas de natação é, certamente, uma “interferência na liberdade de religião” das famílias, mas esta interferência é justificada em nome do “interesse das crianças numa escolarização completa, que permita a integração social bem-sucedida de acordo com os usos e costumes locais”, o que se sobrepõe à vontade dos pais, decidiu o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH).

O tribunal pronunciou-se a pedido de um casal residente em Bâle (noroeste da Suíça) e com dupla nacionalidade turca e suíça. O casal foi multado em quase 1.300 euros por ter recusado, em nome das suas convicções religiosas, que as suas duas filhas, então com sete e nove anos, fossem à piscina no quadro da sua escolaridade. As regras aplicáveis preveem possíveis isenções por motivos religiosos, mas apenas a partir da puberdade.

Os pais contestaram a sanção, em vão, nos tribunais suíços e depois recorreram aos juízes europeus, argumentando com uma violação da sua liberdade de consciência e de religião.

O TEDH não lhes deu razão, assinalando que os poderes públicos helvéticos tinham como objetivo a “proteção dos alunos estrangeiros contra qualquer fenómeno de exclusão social”.

“O interesse do ensino da natação não se limita ao aprender a nadar, mas reside sobretudo no facto de se praticar a atividade em comum com todos os outros alunos, sem qualquer exceção baseada na origem das crianças ou em convicções religiosas ou filosóficas dos seus pais”, sustenta o tribunal sediado em Estrasburgo.

Os magistrados salientam igualmente que foi permitido que as raparigas usassem o burkini (fato de banho integral), procurando dar resposta às preocupações da família.

Os pais podem ainda, nos próximos três meses, solicitar uma revisão do caso pelo tribunal, embora este não seja obrigado a aceitar o pedido.

consultar a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos no link:

Judgment Osmanoglu and Kocabas v. Switzerland – compulsory mixed swimming lessons and religious convictions

 

 

 


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