O meu filho mente. O que é que eu faço?

Janeiro 12, 2017 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social, Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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texto do http://www.noticiasmagazine.pt/ de 28 de dezembro de 2016.

O estudo citado na notícia é o seguinte:

Detecting Deception in Children: A Meta-Analysis

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Avaliar personalidade: se a mentira é patológica, é necessária uma intervenção especial. Avaliar a personalidade da criança, a sua vida emocional, ambiente familiar, sentimentos de medo, ansiedade, rejeição, insegurança. Estudar com profundidade as causas desses comportamentos. Em caso de dúvida, fale com os professores e/ou consulte um psicólogo ou especialista em desenvolvimento infantil

Por: Sara Dias Oliveira

Fotografia @ Shutterstock

Quando os mais novos mentem, os mais velhos podem dar passos importantes. Deixamos algumas dicas.

Há filhos que mentem aos pais. Facto. E estes só conseguem detetar 47,5% das mentiras dos filhos, segundo um estudo internacional publicado no Law and Human Behavior, jornal da Associação Americana de Psicologia. Quase metade, portanto. A percentagem surge depois de 45 experiências com 7 893 adultos e 1 858 crianças em diversos contextos. Se há mentiras, há perguntas que batem à porta. Uma educação autoritária? Regras demasiado exigentes? Estratégia para evitar castigos? Uma maneira de chamar a atenção? Esconder sentimentos negativos? Fruto de uma imaginação fértil? Há mentiras e mentiras. As inofensivas e as preocupantes. Há causas e causas. E que podem estar dentro de casa.

«A mentira na criança pode ser um fator pontual, um comportamento frequente ou pode até chegar a transformar-se numa patologia», escreve o espanhol Guillermo Ballenato, especialista em Psicologia Educativa, no seu livro Educar sem Gritar [ed. Esfera dos Livros]. «A ocultação e a falsidade podem destacar em muitos casos o medo das consequências, a desconfiança ou um certo distanciamento dos pais.»

Mentira detetada, hora de atuar. Perante as mentiras dos mais novos, os adultos devem analisar as causas, entender os motivos, prevenir situações, e intervir.

Cada caso é um caso. Neste assunto, as particularidades são importantes. É preciso perceber se o discurso está ou não ligado a uma fase de fantasia, se as mentiras se repetem e se tornam um hábito, entender as razões por detrás da necessidade de contornar a verdade. «Quando um filho mente e consegue enganar-nos não se trata de saber se a criança é muito hábil ou o adulto muito ingénuo, o que denota é que estamos longe da criança», sublinha Javier Urra, psicólogo clínico e pedagogo terapeuta, no livro O Pequeno Ditador [ed. Esfera dos Livros].

Há mentiras que não provocam estragos e há mentiras que causam transtornos. As crianças, nos primeiros anos de vida, não mentem. Inventam histórias, contam aventuras imaginárias porque fantasia e realidade confundem-se e a imaginação trabalha sem parar. Até aos 7 anos, é normal que ficção e realidade andem lado a lado. É sobretudo na adolescência que os filhos tentam ocultar a verdade sobre determinados assuntos, como consumo de substâncias aditivas, por exemplo por medo da reação dos pais. Seja como for, os adultos, pais ou educadores, devem estar de olho bem aberto e não esquecerem que o exemplo é fundamental. «É preciso analisar serenamente as causas da mentira e compreender os motivos reais que a criança possa ter tido para a utilizar. Devemos compreender a mentira como um sintoma. Os pais podem prevenir em grande medida estas situações, e intervir perante elas», sublinha Ballenato.

 

 

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