Autoridades registam mais crimes em ambiente escolar

Janeiro 6, 2017 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do https://www.publico.pt/ de 6 de janeiro de 2017.

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Furtos, insultos e ofensas à integridade física, dentro da escola ou perto, estão entre as ocorrências contabilizadas NFACTOS/FERNANDO VELUDO

O mais recente relatório sobre segurança escolar publicado pelo Ministério da Educação reporta a 2012/2013. Nos últimos quatro anos, segundo as polícias, a situação agravou-se. PSP e GNR registaram no ano lectivo passado 5000 ocorrências.

Ana Dias Cordeiro

Nos últimos quatro anos, os núcleos da Escola Segura da Polícia de Segurança Pública (PSP) ou da Guarda Nacional Republicana (GNR) foram mais vezes chamados às escolas. Principalmente por furtos, insultos, ameaças ou ofensas à integridade física. As vítimas das agressões são na grande maioria alunos, mas também podem ser, em situações pontuais, funcionários, ex-alunos ou professores, de acordo com a PSP.

Para as polícias são crimes, como aquele que está a ser investigado pela PSP relativo ao vídeo divulgado nesta quinta-feira pelo Correio da Manhã, e filmado em Novembro passado, no qual se vê um rapaz de 15 anos a ser brutalmente agredido na via pública. Pelo menos três adolescentes foram identificados, pela PSP, como autores das agressões. Frequentam uma escola próximo do local das mesmas. Outros jovens assistiram.

São raros os casos desta gravidade, afirma o subintendente Hugo Guinote, da Divisão de Prevenção Pública e Proximidade da PSP. Menos de um quarto das agressões físicas em ambiente escolar resultam numa situação em que a vítima é levada ao hospital.

Mesmo assim, houve 277 casos desses no ano lectivo 2015/2016, depois de no ano anterior terem sido 242 e em 2013/2014 terem sido levados ao hospital 280 pessoas agredidas, na escola, ou perto, “na grande maioria alunos”. Em Setembro de 2015, por exemplo, um aluno de 12 anos foi agredido na Escola das Olaias, dentro do estabelecimento enquanto jogava nos campos. Sofreu um traumatismo craniano e teve de ser submetido a uma cirurgia de urgência ao cérebro.

agressoes-escolasA maior parte das queixas vem de dentro das escolas, e são feitas por funcionários a quem os alunos contam o que se passou. Há mais consciência e solidariedade entre colegas para denunciar situações violentas, diz o subintendente Hugo Guinote. As acções de sensibilização das próprias polícias encorajam a queixa e, “localmente, a PSP continua a articular muito bem com as escolas”.

Porém a nível nacional os dados deixaram de ser tratados e analisados pelo Ministério da Educação há três anos. O mais recente relatório sobre violência em ambiente escolar da responsabilidade do ministério foi publicado em 2014, e é relativo ao ano lectivo de 2012/2013. O Ministério da Educação não explica se não o foi por falta de informação ou de técnicos para analisarem os dados. O relatório era até então (desde 2008) elaborado por três direcções-gerais – Educação, Estabelecimentos Escolares e Estatísticas da Educação e Ciência.

Em respostas ao PÚBLICO o gabinete de imprensa do Ministério da Educação diz apenas: “[Quando] esta equipa governativa tomou posse já o ano lectivo 2015/2016 tinha iniciado, desconhecendo os motivos pelos quais não houve relatórios nos dois anos anteriores.”

Por outro lado, o Gabinete de Segurança Escolar nunca foi extinto mas esteve sem director desde Julho de 2015. A nova directora Alexandra Martins entrou em funções em Novembro de 2016.

Violência no namoro

Nesses anos em que nenhum retrato da situação da segurança escolar foi elaborado pelo Ministério da Educação, os casos que foram chegado às forças de segurança aumentaram. O que é explicado, em parte, pelo facto de terem sido mais frequentes as participações relativas a violência no namoro que passou a ser crime – em 2015 houve mais 130 queixas do que em 2014 – refere o subintendente Hugo Guinote a propósito dos dados da PSP.

Em 2015/2016, o total de episódios criminais (que abrange vários tipos de crimes) atingiu um valor recorde de, pelo menos, quatro anos: foram registados 4102 casos dentro e fora dos estabelecimentos de ensino (embora na proximidade), ou seja, mais 700 casos do que em 2012/2013, ano em que a PSP contabilizou 3486 ocorrências. Nos anos seguintes o total fixou-se em 3888 (2013/2014) e 3930 (2014/2015).

Também os dados registados nas áreas do país da competência da GNR mostram um aumento das ocorrências (949 no ano lectivo passado), embora essa tendência de crescimento não tenha sido consistente ao longo dos últimos cinco anos.

Constante manteve-se o peso relativo dos casos de ofensas à integridade física (relativamente ao total de ocorrências), sempre superior a dois terços do total. E as participações por agressões físicas aumentaram no último ano. Houve 349 situações em 2015/2016 quando no ano anterior tinham sido de 258.

“Desinvestimento nesta área”

João Sebastião, investigador do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia – CIES do ISCTE em Lisboa e antigo coordenador do Observatório da Segurança Escolar que deixou de funcionar em 2011 por opção do Governo, lamenta o fim de disciplinas curriculares como era a Educação Cívica (durante o Executivo de Nuno Crato) que considera fundamental para uma melhor convivência nas escolas e uma diminuição dos casos de violência, insultos ou ameaças, e também de situações em que os próprios alunos levam armas brancas para a escola. Em Outubro de 2015, por exemplo, um aluno de 12 anos ameaçou uma professora e o director com uma pistola no Colégio da Imaculada Conceição em Coimbra.

Num universo de um milhão e 600 mil alunos e de 120 mil professores, considera o académico João Sebastião, a violência escolar deveria ser tratada de forma integrada, com os dados das polícias a serem validados pelos do Ministério da Educação a quem os agrupamentos escolares estão obrigados a comunicar todas as ocorrências no interior da escola. Essa regra mantém-se, confirmou o Ministério da Educação.

Mas na prática, afirma João Sebastião, os dados não são integrados para melhor se perceber a situação. “Há uma indefinição nas escolas”, diz. Haveria formas de “reduzir a violência nas escolas ao mínimo”. Mas não é o que resulta do que diz ser o “desinvestimento nesta área”, por parte deste Governo e do anterior.

 

 

277 vítimas de agressões nas escolas foram parar ao hospital em 2015/16

Janeiro 6, 2017 às 5:52 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://observador.pt/ de 6 de janeiro de 2017.

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Marlene Carriço

Em 2015/16, a PSP registou 4.102 crimes nas escolas portuguesas, um número que tem vindo a crescer nos últimos anos. 277 pessoas tiveram de ser assistidas no hospital.

No ano letivo de 2015/16, 277 pessoas vítimas de agressões dentro e nas imediações das escolas acabaram por ser conduzidas ao hospital. Os dados, noticiados pelo DN e pelo jornal Público, são da PSP, que, no âmbito do Programa Escola Segura, registou 4.102 casos de agressões — ameaças, injúrias e agressões físicas — nas escolas que vigia, mais 700 casos do que três anos antes.

O número de idas para o hospital, na sequência de agressões físicas nas escolas, tem-se mantido mais ou menos estável nos últimos anos. No ano 2014/2015 foram hospitalizadas 242 vítimas e em 2013/14 acabaram no hospital 280 pessoas agredidas, “na grande maioria alunos”, de acordo com o coordenador do Programa Escola Segura, Hugo Guinote. Esse foi o caso, divulgado esta quinta-feira, de Rómulo que, em novembro de 2016, foi vítima de uma brutal agressão por parte de um grupo de jovens, em Almada.

Já o número global de agressões registadas tem vindo a crescer: 4.102 em 2015/16; 3.939 em 2014/15; 3888 em 2013/14 e 3.486 em 2012/13. Isto não significa, porém, que haja mais episódios de violência. Pode refletir um aumento do número de denúncias.

Ao DN, Hugo Guinote afirma que “há um aumento das denúncias dos miúdos em relação ao bullying devido às ações de sensibilização que temos feito nas escolas. As queixas que têm aumentado referem-se sobretudo a crimes ocorridos no interior do espaço escolar”.

 

 

Projeto de Prevenção Primária do Bullying Escolar

Janeiro 6, 2017 às 4:38 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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No âmbito do Projeto Bullying NÃO! do IAC-CEDI, foi estabelecida uma parceria de intervenção preventiva do Bullying entre o Agrupamento de Escolas D. Maria II – EB Ribeiro de Carvalho e o IAC/CEDI.

Este projeto pretende ajudar a implementar uma cultura anti – bullying nas escolas do 1º ciclo do Agrupamento, levando a cabo ações de sensibilização para professores e pais e sessões pedagógicas para os alunos. Neste sentido, em novembro, realizou-se uma sessão de sensibilização para professores e Associações de Pais do Agrupamento que foi dinamizada pela Dra. Cláudia Manata e, em janeiro, dá-se início a um conjunto de sessões com os alunos, cujas dinâmicas serão orientadas, numa primeira etapa, pela Dra. Cátia Vaz, autora do jogo A Brincar e a Rir o Bullying vamos Prevenir e pela Dra. Cláudia Manata do Instituto de Apoio à Criança.

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Há 616 crimes por mês nas escolas portuguesas

Janeiro 6, 2017 às 1:00 pm | Publicado em O IAC na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia do http://www.dn.pt/ de 6 de janeiro de 2017.

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Rute Coelho

Bullying e as agressões em ambiente escolar têm vindo a aumentar. No último ano letivo, PSP e GNR registaram 4757 crimes

“Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas.” Os insultos repetiram-se durante meses, criando um clima de medo e de revolta numa aluna do 7.º ano de uma escola secundária na zona de Sacavém, Loures. O caso desta adolescente, de 14 anos, que chegou ao Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), do Instituto de Apoio à Criança, na passada quarta-feira, é um dos 4757 atos de agressões, ameaças ou injúrias registados em ambiente escolar.

Uma realidade que tem aumentado nos últimos quatro anos, segundo os dados do Programa Escola Segura da PSP, a que o DN teve acesso. No ano letivo de 2015-2016 houve 4102 crimes registados nas escolas portuguesas pela PSP, aos quais se juntaram 657 reportados pelo programa equivalente da GNR, num total de 4757 situações. A maioria dos casos acontece no interior do espaço escolar, sobretudo no recreio.

Um dos casos que vão entrar na estatística é o de um menor agredido por vários adolescentes em Almada, num episódio de violência acontecido em novembro, filmado com um telemóvel e conhecido ontem (ver texto secundário).

Feitas as contas aos 167 dias úteis de aulas no último ano letivo (de 15 de setembro de 2015 a 9 de junho de 2016), chegou-se à média de 616 crimes por mês nas escolas portuguesas cobertas pelos programas Escola Segura da PSP e da GNR. E têm sido mais de 200 as vítimas que, por ano, são conduzidas ao hospital, segundo os registos do programa da PSP (ver caixa).

As agressões estão em maioria no total de crimes, numa média estabilizada de 1350 por ano, nas 3366 escolas asseguradas pelo programa da PSP. Na área da GNR houve mais 91 casos de alunos agredidos no ano letivo passado – 349 situações contra 258 de 2014-15. A maioria dos agressores e vítimas têm menos de 16 anos.

Mas o coordenador do Programa Escola Segura da PSP acredita que a subida de casos nas estatísticas não significa maior quantidade de crimes. “Há um aumento das denúncias dos miúdos em relação ao bullying devido às ações de sensibilização que temos feito nas escolas. As queixas que têm aumentado referem-se sobretudo a crimes ocorridos no interior do espaço escolar”, comentou o subintendente Hugo Guinote.

Vítima de bullying quer desistir

Regressando à escola na zona de Sacavém – considerado território de risco – na quarta-feira à tarde, a técnica de serviço foi surpreendida pelo relato de uma rapariga de 14 anos, aluna do 7.º ano, que se queixou de ser vítima de bullying. A técnica falou com o DN mas pediu para que nem ela nem a escola fossem identificadas de forma a proteger a jovem. A rapariga começou a faltar às aulas antes do final do 1.º período. Depois de três semanas de ausência, a diretora contactou os pais e sinalizou o caso ao GAAF. Na quarta-feira, a aluna voltou então à escola, acompanhada pela mãe. Em casa já tinha contado o que se passava: há meses que era vítima de bullying por parte de duas colegas de turma que a humilhavam com ofensas, dia após dia. “Tens piolhos, és foleira, olha as tuas roupas”, eram alguns dos insultos constantes.

Os pais querem que a filha seja transferida de escola. A técnica do GAAF vai mediar o conflito da criança com o estabelecimento de ensino, ouvindo também o diretor de turma, as duas agressoras e os pais, e a comunidade escolar.

Na turma desta adolescente ninguém sabia, aparentemente, o que se passava. “Também já sinalizámos a situação ao Programa Escola Segura da PSP. A PSP pode encaminhar o caso de agressão verbal e psicológica para o tribunal mas é difícil fazer a prova”, referiu a técnica. “A menor e os seus pais querem a transferência da escola mas ela não vai resolver o seu problema assim. É quase uma fuga. Quantas transferências escolares poderão existir motivadas pelo bullying?”, questiona. A técnica vai querer “trabalhar com as agressoras e com os seus pais, perceber o que se passa. Geralmente, o agressor já foi vítima de alguma situação”.

Nos 137 agrupamentos de escolas que se localizam em zonas de risco, os GAAF não têm mãos a medir. Ali promove-se a mediação escolar em territórios de guerra pouco habituados ao diálogo.

Apoiar a vítima e chegar a quem agride é um dos objetivos deste ano do Programa Escola Segura, da PSP. “A causa do problema reside na criança que é agressora e que muitas vezes é vítima de violência no seu espaço doméstico ou social. Poderão ser os criminosos de amanhã. Por isso, temos de fazer uma intervenção o mais precoce possível”, salienta o subintendente Hugo Guinote. A PSP já iniciou, há um ano, ações de sensibilização sobre o que significa agredir os outros física e verbalmente, junto das crianças do pré-escolar e primeiro ciclo.

O cenário nas escolas é cada vez mais duro e a violência está a ser banalizada pelas gravações de telemóvel que se colocam nas redes sociais. No ano letivo passado, a PSP deteve 90 alunos, 74 deles no interior da escola, por alegada participação em crimes. Uma subida de assinalar, pois no ano letivo de 2014-15 foram 58 os detidos, a maioria deles no exterior (47). Nos últimos quatro anos, as armas apreendidas pela PSP nas escolas superaram a média de cem por ano.

A socióloga Margarida Gaspar de Matos, que coordenou parte dos dados do relatório da UNICEF – “As crianças no mundo desenvolvido” – divulgado em abril, diz não ser possível associar a pobreza às vítimas de bullying e a riqueza aos agressores. “Um estudo recente num outro sentido associa o desafogo económico e o sucesso escolar a algum egocentrismo. Por isso, mais do que “diabolizar” a pobreza ou a riqueza, era importante providenciar aos jovens alternativas (competências, motivação e oportunidades) de optarem por modos de convívio mais pacíficos”, conclui Margarida Gaspar.

 

Videojogos: “Proibir não é a solução”

Janeiro 6, 2017 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista de Nuno Lobo Antunes ao https://www.publico.pt/ de 27 de dezembro de 2016.

Nuno Lobo Antunes, director clínico do centro de desenvolvimento PIN – Progresso Infantil Enric Vives-Rubio

Nuno Lobo Antunes, director clínico do centro de desenvolvimento PIN – Progresso Infantil Enric Vives-Rubio

Nuno Lobo Antunes defende que é necessário utilizar os próprios jogos e a tecnologia no tratamento de crianças com dependência de videojogos.

Romana Borja-Santos

Para o neuropediatra Nuno Lobo Antunes, director clínico do centro de desenvolvimento PIN – Progresso Infantil, as tecnologias fazem e vão continuar a fazer parte do mundo das crianças e jovens. Perante um número cada vez maior de casos de adicção aos videojogos e jogos online, o médico defende que é urgente que os pais estejam atentos e que apostem na prevenção. Mas sem proibição. Lobo Antunes defende que o problema não está no meio, mas no uso que se lhe dá, e faz um paralelismo com uma faca: “Pode ser utilizada para cortar amarras ou para ferir alguém.”

As situações de adicção aos jogos são mais frequentes quando há perturbações do desenvolvimento nas crianças?

Há uma grande incidência, nomeadamente nos casos de Síndrome de Asperger, a forma mais ligeira do autismo. São miúdos com dificuldades na interacção social, com dificuldade em fazer ou manter amigos, e às vezes com alguma dificuldade também em fazer uma distinção entre o mundo real ou fantasiado. Temos vários casos em que a dependência chega a um ponto em que abandonam todas as outras actividades, o que provoca situações dramáticas. Se os pais lhes cortam essa possibilidade isso leva a desregulações comportamentais gravíssimas. Mas também há miúdos sem perturbações e em que percebemos numa idade precoce que têm uma grande tendência para desenvolver esta adicção. A prevenção é essencial.

Como se controla a relação com os videojogos se praticamente todas as crianças e jovens têm smartphones nas mãos?

Hoje já ninguém tem um telefone. As pessoas têm computadores nas mãos. A minha visão é de que temos de acompanhar os desafios, dificuldades e soluções que a sociedade vai criando à medida que vai evoluindo. Lidamos com seres em transformação constante. Se não estivermos atentos a essas mudanças estamos a lidar com crianças do passado e não com as crianças actuais e proibir não é solução. É preciso compreender que as novas tecnologias trazem soluções novas. No PIN temos mais de 100 crianças a quem fazemos intervenção à distância. As novas tecnologias também criam soluções novas que permitem fazer coisas fantásticas.

Nas terapias usam videojogos ou jogos online?

Absolutamente. Muitas vezes as sessões psicoterapêuticas também terminam com um jogo ou com uma actividade lúdica que reforça a cumplicidade e a ligação entre as crianças e os terapeutas. Como costumo dizer, a faca é um belíssimo instrumento. Tudo depende da mão que a empunha. Pode ser utilizada para cortar amarras ou para ferir alguém. O problema não é da faca, é da mão que a empunha. Queremos ser uma mão – e somos seguramente – que usa a faca no bom sentido. As pessoas confundem o instrumento com quem o utiliza.

A forma como as novas gerações utilizam os videojogos pode mudar o nosso cérebro?

O nosso cérebro permanece igual há milhares de anos. Não é assim tão fácil de transformar quanto isso. Se treinamos muito uma determinada actividade naturalmente que nos tornamos mais aptos nessa actividade. Mas o cérebro não muda assim de forma tão definitiva, adquire competências através do treino. Mas são alterações individuais. No século XIX temia-se muito que os romances fizessem mal às raparigas, que lhes enchessem a cabeça de fantasias e visões eróticas. Há sempre uma certa relutância da geração anterior em compreender o que atrai e fascina as gerações que se seguem. Os alunos mexem melhor com a tecnologia do que os professores e isso é novo. A reacção normal dos mestres é uma reacção muito defensiva e não adaptativa.

 

Sábados em Cheio em Janeiro na Biblioteca Municipal José Saramago – Loures

Janeiro 6, 2017 às 10:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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capturar

mais informações:

www.cm-loures.pt/media/pdf/PDF20161229104929360.pdf

7 ferramentas para criar histórias em quadrinhos com os alunos

Janeiro 6, 2017 às 6:00 am | Publicado em Recursos educativos | Deixe um comentário
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texto do site http://porvir.org/ de 25 de agosto de 2016.

porvir

Confira uma seleção de recursos para incentivar a produção autoral de histórias, incluindo cenários, personagens e muitos balõezinhos

por Redação

Confira a lista:

Pixton A ferramenta permite criar e compartilhar histórias com diferentes opções de cenários, personagens e expressões. A Pixton também oferece opções de contas para escolas e professores, que contam com um espaço privado para reunir alunos, criar quadrinhos em grupos, gravar narrações e até mesmo trabalhar com ferramentas de avaliação.

Create Your Own Comic Que tal incentivar a produção de histórias utilizando os personagens da Marvel? O site Create Your Own Comic permite montar quadrinhos com Capitão América, Homem-Aranha, Hulk e tantos outros. São diversos templates diferentes que possibilitam criar uma revistinha para salvar, imprimir e até mesmo compartilhar.

GoAnimate Para quem deseja dar vida aos quadrinhos, o site GoAnimate ajuda a montar pequenas animações. Ele oferece personagens, cenários e objetos prontos para serem personalizados por professores, alunos e outros usuários.

ReadWriteThink A ferramenta permite escolher diferentes templates para criar histórias. Em cada quadrinho, o usuário pode incluir personagens, objetos, balõezinhos e textos. Ao terminar, ele pode imprimir sua revistinha para colorir.

ToonDoo O ToonDoo traz diversas ferramentas para auxiliar na produção de histórias em quadrinhos. São várias opções de cenários, personagens, objetos, carimbos e balõezinhos, além de também permitir a inclusão de fotos.

Stripcreator O Stripcreator possibilita criar e compartilhar histórias curtas, com até três quadrinhos. No site, o usuário consegue escolher entre diversos personagens e cenários para montar a sua tirinha e compartilhar a sua criação.

Pencil Para professores e alunos que desejam criar suas próprias ilustrações, o programa Pencil pode ser uma boa solução. Desenvolvido para possibilitar a elaboração de desenhos à mão e no estilo cartoon, ele é considerado uma alternativa para criar animações em 2D de forma simples.

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