Jovens portugueses são os que mais procuram linguagem explícita na Internet. Mas há piores

Janeiro 5, 2017 às 12:00 pm | Publicado em Estudos sobre a Criança | Deixe um comentário
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Notícia da http://visao.sapo.pt/ de 23 de dezembro de 2016.

fabrizio-bensch

O mais recente estudo da empresa de softwares de antivírus Kaspersky fez um rescaldo do ano que agora termina e avaliou os comportamentos online de jovens menores de idade de 89 países, nos últimos 12 meses.

Os comportamentos online de risco assumem, neste estudo, 7 formas: conteúdos para adultos; álcool, tabaco e narcóticos; linguagem explícita; jogos a dinheiro, lotarias ou concursos e sorteios; conteúdos de software, áudio, vídeo em sites sem licença; violência; e armas, explosivos e pirotecnia.

O trabalho tem por base as estatísticas recolhidas com o módulo “Controlo Parental” ativo e, a nível global, Portugal encontra-se na 13ª classificação (com 170 tentativas por ano), no quer diz respeito aos comportamentos de risco adotados por crianças e jovens. É uma classificação muito positiva comparando com os três primeiros lugares: Israel (775 tentativas por ano), o Reino Unido (490 tentativas por ano) e os Estados Unidos (352 tentativas por ano). É importante referir que as tentativas em causa são, todas elas, falhadas, uma vez que o módulo “controlo parental” as intercetou, impedido o acesso aos sites pesquisados.

No parâmetro especifico de “linguagem explicita”, no entanto, lideramos esta lista, com 60 tentativas por ano. Isto significa que os jovens portugueses são os que mais visitam sites com asneiras ou linguagem de conteúdo sexual.

A pesquisa de conteúdos para adultos e a entrada em sites não licenciados é liderada pelo Japão enquanto Israel lidera a pesquisa de álcool, tabaco e narcóticos e armas, explosivos e pirotecnia, os Estados Unidos lideram a pesquisa de conteúdos violentos e Itália as pesquisas de associadas a apostas e jogos ou sorteios com recompensas.

Resta dizer que embora os nossos jovens sejam mais atrevidos no que toca à linguagem não estamos sequer presentes nos restantes top 10, dos outros seis parâmetros analisados, com um consumo e procura pouco substanciais de outros conteúdos considerados perigosos.

Alfonso Ramírez, o Diretor Geral do Kaspersky Lab Iberia comentou o estudo reforçando a importância do uso de soluções especializadas que alertem previamente os pais. “Uma mãe ou um pai não podem estar sempre ao pé do seu filho e prevenir um encontro casual com conteúdos pornográficos ou sites que promovem a utilização de drogas”, disse.

Este estudo cobre o espaço temporal entre o mês de dezembro de 2015 e o mês de novembro deste ano e inclui dados recolhidos pelas soluções de segurança do Kaspersky Lab para Windows e Mac OS X, mas há que ter em atenção que estes valores não dizem inteiramente respeito a pesquisas feitas pelos menores de forma deliberada, por exemplo, as crianças podem acabar nestes sites por terem clicado, acidentalmente, num banner ou num link partilhados por outra pessoa ou sugeridos por outros sites.

Um outro estudo feito com 3780 famílias em sete países e também este ano pela empresa serve de complemento a estes dados revelando que as crianças russas e americanas são as mais suscetíveis de esconder dos pais as provas das suas pesquisas online.

 

 

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