Vem divertir-te com os robôs LEGO Mindstorms! 8 de janeiro no Museu Nacional de História Natural e da Ciência

Dezembro 28, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mnhnc

mais informações no link:

http://www.museus.ulisboa.pt/pt-pt/node/1368

V Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial

Dezembro 27, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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A Dra. Melanie Tavares, Coordenadora dos Sectores da Actividade Lúdica e da Humanização dos Serviços de Atendimento à Criança do Instituto de Apoio à Criança, irá participar com o Dr. Miguel Fernandes nos V Ciclos Temáticos de Intervenção Psicossocial  no dia 14 de junho de 2017 com a comunicação “Criminalidade e Segurança : Ação Real”.

mais informações no link:

http://www.uf-massamamabraao.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=901:v-ciclos-tematicos-de-intervencao-psicossocial&catid=115:noticias&Itemid=299

Terrorismo, morte ou sexo. Falar com as crianças, mas sem detalhes

Dezembro 27, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do http://www.dn.pt/de 21 de dezembro de 2016.

Orlando Almeida / Global Imagens

Orlando Almeida / Global Imagens

 

Joana Capucho

Pais devem abordar os assuntos só quando são questionados pelos filhos e sem pormenores que os deixem ansiosos

Aos 9 anos, Filipa começou a falar sobre a morte. Ficava triste, porque imaginava que o pai ou a mãe podiam morrer. “Percebeu que somos finitos, que não duramos para sempre”. Depois veio a público a foto do corpo de uma criança síria encontrada numa praia turca. Luís e Lúcia, pais de quatro raparigas – Maria, de 16 anos, Daniela, de 15, Filipa, agora com 10 e Ana, de 6 – falaram então sobre refugiados. “Tentamos mostrar a realidade com uma linguagem que entendam”, conta Luís.

Dois meses depois, os atentados em Paris, onde vive uma prima. “Mesmo com as mais novas, tivemos de falar sobre o terrorismo. Queremos que saibam o que se passa, mas há imagens e pormenores que não acrescentam nada ao que têm de saber sobre o assunto, porque só as vai assustar mais”, frisa. Responder às perguntas das crianças sobre sexo ou explicar-lhes temas como o terrorismo ou a morte não são tarefas fáceis para muitos pais. Haverá uma idade indicada para falar sobre cada um? O que dizer? Os especialistas contactados pelo DN recomendam que só sejam abordados a pedido das crianças e sempre de acordo com as idades. Regra geral, primeiro surgem questões sobre a gravidez, a morte e as doenças e só mais tarde sobre o terrorismo ou o aborto.

“Não devemos evitar falar destes assuntos às crianças. Devemos sim é ter contenção sobre o que dizemos e como o dizemos. Contudo, não devem ser os pais a trazer o assunto para a discussão”, sugere Renato Paiva, diretor da Clínica da Educação. A ideia é responder às solicitações das crianças e adequar o discurso à idade. “Não falaremos da morte com uma criança de 4 anos do mesmo modo que falamos com uma de 10. A sua maturidade ainda não compreende conceitos abstratos”.

O pediatra Hugo Rodrigues reforça que “o princípio geral para temas difíceis é que sejam abordados a pedido da criança”. “Sempre que pergunta, deve esclarecer-se de uma forma correta e com linguagem adequada”. No 3.º ano de escolaridade, “já falam sobre o sistema reprodutor, os óvulos, a gestação”, portanto a gravidez é “provavelmente o tema mais fácil, mais visível” e um dos que aparece primeiro. “Até porque muitas crianças têm irmãos.” Aos 6 anos, diz o pediatra, começam a ter medo de morrer e que os pais morram.

Recentemente, as direções-gerais da Educação e da Saúde emitiram um documento com novas sugestões para as aulas de educação sexual, no qual há um tópico que gerou uma enorme polémica: a possibilidade de falar da interrupção voluntária e involuntária da gravidez no 2.º ciclo. Na opinião de Hugo Rodrigues, como rapazes e raparigas não amadurecem da mesma forma, “se calhar não faz muito sentido falar deste tema antes dos 12 anos”. Segundo o pediatra “será um assunto para introduzir mais tarde”. “Não tenho muita pressa em tornar as crianças adultas”. O mesmo é válido para o terrorismo. “Não podem fazer nada para mudar, portanto não deve ser uma preocupação das crianças”.

Para Cátia Teixeira, psicóloga da área infantojuvenil da Oficina de Psicologia, não há uma idade certa para falar sobre cada assunto. “As crianças têm fases de desenvolvimento diferentes e também precisam de respostas diferentes”, justifica, acrescentando que “uma criança de 10 anos pode estar preparada para falar de terrorismo, mas uma de 12 pode não estar”. O caminho, prossegue, é perceber o que é que ela quer saber. “Se pergunta o que é o terrorismo, devemos perguntar o que ela acha que é. É importante perceber o entendimento da criança e só depois dar a resposta. Por vezes, ela não tem as dúvidas que o adulto pensa que tem e não está preparada para certas respostas”. Se os temas não forem abordados de forma correta, “a criança pode ficar ansiosa, preocupada.”

Falar com os miúdos sobre violência pode gerar medo. Renato Paiva diz que importa “dar colo ao falar com as crianças nestes assuntos.” “Abordar temas como terrorismo, morte, aborto, fome, doenças, mexe com as emoções de cada um. São assuntos que tradicionalmente são difíceis para todos, para os pais não é exceção.” Segundo o psicopedagogo, “o concreto funciona melhor, assim como a recorrência a exemplos ajuda”. No entanto, adverte, as explicações não devem ser pormenorizadas. Para a criança fazer uma pergunta “é porque contactou com uma realidade que desconhece”, daí que seja essencial os pais perceberem o porquê das suas questões. Dizem os especialistas em educação que dificilmente uma criança faz perguntas sobre um tema com o qual não contactou. Hélder Ramos, professor do primeiro ciclo na Madeira, revela que “o que as crianças perguntam tem a ver com as suas vivências. Não improvisam perguntas sobre coisas abstratas”. Segundo o professor, “falam de alcoolismo, tabaco ou violência quando vivem essas situações”. Nesses casos, os professores não devem mentir, mas é importante abordar os temas com cautela. Relativamente à questão do aborto, Hélder lembra que, atualmente, há crianças no 2.º ciclo com 16 anos. “Não faz sentido generalizar, porque pode despertar curiosidade e não trará benefícios. Mas pode haver situações em que faz sentido”.

Já Odete Santos, professora numa escola de 1.º ciclo na Charneca da Caparica, diz que as perguntas das crianças aos 8 e 9 anos são sobretudo sobre a reprodução. “É a matéria que os cativa mais”. Também falam sobre a fome em África, os refugiados e, por vezes, sobre a morte. “Mas esse é um tema do qual tendem a fugir”. Já trabalhou em zonas carenciadas e, nesses casos, as crianças também falavam muito sobre droga. “Sabiam coisas muito à frente para a idade”.

Na opinião de Jorge Gravanita, presidente da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica, “o que precisamos hoje em dia é que os assuntos deixem de estar numa zona obscura e possam ser falados”. É o que faz António Rebelo, de 45 anos, com os cinco filhos. “Não há nada tabu. É tudo explicado consoante as idades”. Com filhos dos cinco aos 21 anos, este pai ressalva, no entanto, que há coisas que fala com os mais velhos e que, naturalmente, a filha mais nova não ouve.

António Rebelo é uma das mais de seis mil pessoas que assinaram a petição para que o aborto não seja abordado no 2,º ciclo. Considera que o filho de 11 anos poderá entender do que se trata, se o assunto for abordado por si, mas teme que lhe seja explicado de uma forma que considera errada. Tal como aconteceu com a educação sexual, razão pela qual retirou os filhos da escola pública. Segundo o psicólogo Jorge Gravanita, poderá fazer sentido o tema da IVG ser falado com alunos do 2.º ciclo. “Não como uma transmissão de conteúdo, mas a partir do questionamento das crianças. A ideia é permitir uma discussão entre colegas e professores.” Luís, pai de quatro raparigas, discorda : “É uma comparação grotesca, mas é quase como colocar o assunto da eutanásia nas mãos de uma criança. O tema merece ser falado, mas não aos 10 anos.”

 

 

A perda de um filho – intervenção psicológica – Workshop no Porto

Dezembro 27, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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Calendário: 24-02-2017

Horário: 18:00 – 22:00

Preço: 30 €

Data limite de inscrição: 22-02-2017

mais informações no link:

http://www.mdcpsicologia.pt/formacao/catalogo/action-detail/a-perda-de-um-filho-intervencao-psicologica/

“Os alunos que concluem um curso profissional encontram emprego com facilidade”

Dezembro 26, 2016 às 8:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Entrevista do site http://www.educare.pt/ a José Luís Presa, no dia 14 de dezembro de 2016.

educare

 

José Luís Presa, presidente da ANESPO – Associação Nacional de Escolas Profissionais, garante que a ideia de que há um ensino de primeira e um ensino de segunda tem vindo a mudar.

Sara R. Oliveira

Há cada vez mais alunos nos cursos profissionais e nota-se um aumento dos que querem continuar a estudar no Ensino Superior. “O objetivo do ensino profissional é formar quadros intermédios para trabalhar nas empresas, sem prejuízo de uma percentagem ainda significativa de alunos quererem prosseguir estudos nas universidades e nos politécnicos e o fazerem com muito sucesso”, afirma José Luís Presa, presidente da ANESPO – Associação Nacional de Escolas Profissionais, nesta entrevista ao EDUCARE.PT.

Informar e encaminhar os alunos de acordo com os seus interesses vocacionais é fundamental. Por isso, na sua opinião, é importante que jovens e suas famílias sejam informados, durante o 3.º ciclo, sobre as diferentes ofertas, vantagens de frequentar este ou aquele curso, taxas de empregabilidade, prosseguimento de estudos. Mas, em seu entender, nem sempre isso acontece. “Infelizmente, não é feita uma verdadeira orientação vocacional e a informação que chega aos alunos e famílias é, muitas vezes, completamente deturpada nas escolas do ensino básico que frequentam”, avisa.

José Luís Presa está satisfeito com a visão que o atual Ministério da Educação tem sobre o ensino profissional e acredita que é possível atingir o objetivo anunciado de chegar a 2020 com 50% dos alunos a concluírem o secundário através de vias profissionalizantes. Contudo, para alcançar essa meta, é preciso criar mais cursos nas escolas profissionais privadas e mais cursos nas escolas secundárias públicas. Nos últimos três anos, o financiamento das escolas profissionais tem sido uma dor de cabeça.

EDUCARE: O ensino profissional surgiu, 15 anos após o encerramento das escolas industriais e comerciais depois do 25 de Abril, como alternativa ao ensino geral unificado que não preparava os jovens para o mundo do trabalho. Justificava-se esta opção?
José Luís Presa:
O encerramento das escolas comerciais e industriais foi um erro pois as empresas durante muitos anos não puderam integrar nos seus quadros jovens com formação profissionalizante. Por essa razão, a criação pelo governo de um departamento específico com o objetivo de relançar o ensino profissional em Portugal foi saudada pelos agentes económicos e sociais como sendo uma medida muito positiva.

E: Os alunos que frequentam as escolas profissionais são, muitas vezes, conotados negativamente. Como convivem as escolas profissionais com esta situação?
JLP:
Os alunos que frequentam as escolas profissionais não são diferentes dos restantes. Há alunos com notas altas e baixas como em qualquer escola, mas o certo é que, cada vez mais, os alunos fazem dos cursos profissionais a sua primeira escolha. Muitas vezes, os alunos são conotados negativamente porque são obrigados a fazer percursos escolares que não gostam. Quando os alunos frequentam cursos profissionais devidamente informados e orientados vocacionalmente são assíduos, pontuais, têm bons resultados escolares e, naturalmente, muito sucesso na vida ativa.

E: Há cada vez mais jovens a procurar o ensino profissional?
JLP:
Efetivamente há cada vez mais jovens a frequentarem cursos profissionais mas, o mais importante, como anteriormente disse, seria fazer com que esses alunos fossem encaminhados de acordo com os seus centros de interesse vocacionais. Para isso, importava que no decurso do 3.º ciclo do Ensino Básico os jovens e as famílias fossem devidamente informados sobre as diferentes ofertas, sobre as vantagens de frequentarem um ou outro curso, sobre a empregabilidade e sobre as possibilidades de prosseguimento de estudos no Ensino Superior. Infelizmente, não é feita uma verdadeira orientação vocacional e a informação que chega aos alunos e famílias é, muitas vezes, completamente deturpada nas escolas do Ensino Básico que frequentam.

E: O número dos que tentam entrar na universidade tem vindo a aumentar?
JLP:
O número de alunos que pretendem prosseguir estudos está efetivamente a aumentar, mas importa dizer que o objetivo do ensino profissional é formar quadros intermédios para trabalhar nas empresas, sem prejuízo de uma percentagem ainda significativa de alunos quererem prosseguir estudos nas universidades e nos politécnicos e o fazerem com muito sucesso.

E: O ensino profissional deixou de ser o parente pobre do ensino? O que mudou?
JLP:
O que tem vindo a mudar é a ideia de que há um ensino de primeira, que é o científico-humanístico, e um ensino de segunda, que é o ensino profissional. O que se passa é que os alunos que concluem um curso profissional encontram emprego com facilidade. Os alunos que terminam o 12.º ano de um curso científico-humanístico e não prosseguem estudos não têm qualquer competência profissional e vão engrossar as fileiras do desemprego. Acresce que os alunos que frequentam os cursos profissionais podem igualmente prosseguir estudos e, em muitos casos, estão muito mais bem preparados para o fazerem e com assinalável sucesso. Os jovens e as famílias percebem as vantagens e fazem a escolha certa, ou seja, optam pelos cursos profissionais.

E: As ofertas formativas dos cursos profissionais têm encaixado nas reais necessidades do mercado de trabalho, no que os agentes económicos e sociais procuram em cada região? Ou há lacunas nesta matéria?
JLP:
Os cursos profissionais são organizados tendo em conta os pareceres dos conselhos consultivos das escolas onde têm assento os representantes do tecido económico e social. Por esse facto, há uma ligação às respetivas necessidades das empresas. De qualquer modo, nos últimos anos, a ANQEP – Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional dispõe de estudos realizados a nível nacional, regional e local, que elucidam sobre as necessidades de formação em cada comunidade intermunicipal.

E: Um aluno com o 12.º ano e um curso profissional está preparado para entrar no mercado de trabalho?
JLP:
Os alunos que frequentam um curso numa escola profissional, com equivalência ao 12.º ano e qualificação de nível IV da União Europeia, estão efetivamente preparados para entrar no mercado de trabalho e, em média, 85% desses alunos, ao fim do primeiro ano, após a formação, estão empregados.

E: O ministro da Educação referiu, há pouco tempo, que o ensino profissional é um dos pilares mais importantes da qualificação. Um bom sinal?
JLP:
O atual ministro da Educação é entre os muitos ministros que conheci, e foram muitos ao longo dos últimos 27 anos, um dos que mais apostam e defendem o ensino profissional. Isso é claramente um bom sinal. O atual ministro da Educação, no seu percurso de investigador, já passou por vários países da Europa e da OCDE e sabe que os países mais desenvolvidos do mundo são, justamente, aqueles que mais apostam no ensino profissional.

E: De que forma os sucessivos governos têm tratado este tipo de ensino? Tem havido uma aposta consistente nesta formação?
JLP:
Após a publicação do Decreto-Lei 26/89, que criou as escolas profissionais, houve um grande incremento de alunos e turmas que passaram a frequentar cursos profissionais. Depois assistiu-se a um largo período de tempo em que o número de alunos se manteve no patamar dos 30 000. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues apostou no aumento do número de alunos nas escolas profissionais e alargou o ensino profissional às escolas secundárias públicas, o que fez com que aumentasse muito o número de alunos nesta fileira. Durante o governo anterior, o aumento foi muito ténue. Agora, a intenção é aumentar, mas estamos longe do objetivo de se atingir os 50%, a que Portugal se comprometeu com a União Europeia, até 2020.

E: O Governo quer chegar a 2020 com 50% dos alunos a concluírem o secundário através de vias profissionalizantes. É um objetivo viável, face aos dados mais recentes?
JLP:
Parece-me viável, mas isso implicaria a criação de mais cursos nas escolas profissionais privadas e mais cursos nas escolas secundárias públicas. Importa conjugar o aumento das ofertas qualificantes para os jovens que frequentam o Ensino Secundário com a redução da natalidade. Sendo certo que precisamos de aumentar 6% até 2020, para atingirmos a meta dos 50%, é também certo que vamos assistir a uma redução média de 2% ao ano do número de alunos, nos próximos 15 anos, por efeito da redução da natalidade. Assim sendo, o Ministério da Educação pode aumentar ligeiramente o número de alunos nos percursos qualificantes, mas o mais importante é baixar o número de alunos que frequentam os cursos científico-humanísticos por causa do número de docentes existentes nas escolas.

Em síntese, é viável atingirmos os 50%. Certo será também que, quando lá chegarmos, os países mais desenvolvidos já estarão, nessa altura, bem acima dos 60%. Resta-nos a esperança de que algo de extraordinário aconteça sendo reconfortante o facto de que o Governo já fala na meta dos 55%.

E: O combate ao abandono e insucesso escolar e a dinamização de ofertas formativas para os adultos são fundamentais para travar o desemprego?
JLP:
O combate ao abandono e insucesso escolar está ligado à adoção de políticas que façam com que os alunos tenham os mínimos sociais garantidos, o que em muitas zonas do país ainda não acontece, mas, tão ou mais importante do que isso, que se faça uma verdadeira informação e orientação vocacional. Estamos esperançados que, complementarmente ao trabalho das escolas feito pelas escolas, essas atividades sejam desenvolvidas, finalmente, pelos Centros Qualifica. O que a nossa experiência de 27 anos em prol da educação e formação nos diz é que os alunos que frequentam um curso profissional que gostam não faltam, não desistem e têm bons resultados escolares.

E: O financiamento dos cursos profissionais continua a ser uma dor de cabeça? Quais são as maiores preocupações?
JLP:
Efetivamente o financiamento das escolas profissionais nos últimos três anos tem sido um verdadeiro caos. Normalmente havia problemas na transição de quadros comunitários voltando depois tudo à normalidade. Desta vez tudo piorou, pois tivemos problemas em 2014, em 2015 e continuamos com problemas no ano letivo 2016/2017. Sublinhamos o apoio e a atenção dada pelo Ministério da Educação a este problema e esperamos que, até ao final deste ano ou, o mais tardar, no início do próximo, a situação esteja, definitivamente, ultrapassada.

Importa também dizer que a alteração da percentagem de financiamento, a título de adiantamento que deveria ser paga em setembro, passou de 15% para 45%, o que foi saudada pela ANESPO e que, quando for recebida, coloca as contas em dia, mas, até lá, as escolas continuarão a debater-se com graves problemas financeiros.

E: A ANESPO está a assinalar 25 anos. Satisfeito com o trabalho feito? O que ainda há para fazer?
JLP: Efetivamente, a ANESPO foi criada dois anos depois da criação das escolas profissionais e, ao longo dos últimos 25 anos, tem desempenhado um papel muito importante na defesa dos projetos educativos das escolas profissionais, na explicitação das suas mais-valias e especificidades e no estabelecimento do primado do diálogo e concertação com o governo e com os parceiros sociais. Naturalmente que muito foi feito, mas muito mais há a fazer. As escolas profissionais devem continuar a ser os referenciais do ensino profissional em Portugal e para isso importa que mantenham os patamares de qualidade a que nos habituaram nos últimos 27 anos. Não tenho dúvidas de que será isso que irá acontecer!

 

 

Um Conto de Natal de Charles Dickens – 28 a 30 de dezembro no Teatro da Trindade

Dezembro 26, 2016 às 1:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.inatel.pt/content.aspx?menuid=1166

Aprender a ler numa simples cartada

Dezembro 26, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto da http://visao.sapo.pt/ de 14 de março de 2016.

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Nova metodologia de aprendizagem junta num baralho de cartas todas as formas de comunicação. Ideal para crianças e adultos com necessidades especiais comunicarem de forma universal

Esqueça uma cartada, ao fim do dia, com os amigos. As EKUI Cards não são para jogar à sueca, à bisca ou crapô. São 26 cartas, em vez das 52 do baralho francês, e no lugar dos quatro naipes está o alfabeto convencional, o alfabeto fonético, a língua gestual portuguesa e o Braille. “É a primeira vez, em Portugal, que crianças surdas, cegas, com autismo, disléxicas ou com qualquer outra limitação física ou cognitiva podem aprender o alfabeto, ao mesmo tempo, na mesma sala de aula”, explica Celmira Macedo, inventora da primeira linha de material lúdico/didático inclusivo na Península Ibérica. “Sei que também existe algo parecido no Brasil, mas não tão completo como as EKUI.”

Desde 2004 que Celmira Macedo, 44 anos, andava com este projeto na cabeça. Na altura, a professora de educação especial foi para Salamanca fazer um doutoramento porque “queria perceber como poderia ser melhor professora”. Depois de ter tido uma cadeira de língua gestual espanhola, quando regressou a Portugal quis aprender a equivalente portuguesa. “Na altura, a maior preocupação das famílias era obter informação de como lidar com os filhos com necessidades especiais”, lembra. Sem terminar o doutoramento, Celmira Macedo criou a Escola de Pais, em 2008, e a Associação Leque, no ano seguinte, que apesar de ter sede em Alfândega da Fé e servir o distrito de Bragança, consegue também dar respostas a nível nacional. E as EKUI Cards são disso o melhor exemplo. Além da sua venda online (€13,99) também existe uma app (€3,99) disponível.

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Celmira batizou o baralho de cartas com o nome EKUI a partir das iniciais das palavras, em inglês, equidade, conhecimento, universalidade e inclusão. Cada uma das 26 cartas tem um grafema da letra, a letra manuscrita, a letra em Braille tátil e em Braille visual, a letra em datilologia (alfabeto da língua gestual portuguesa) e o alfabeto fonético. Presente em nove escolas do 1.º ciclo de Vila Nova de Gaia e em um jardim-de-infância de Delães (Vila Nova de Famalicão), as EKUI Cards são também usadas por terapeutas da fala em pacientes adultos a recuperarem, por exemplo, de um AVC. Os resultados não podiam ser mais positivos: todas as crianças dos 3 aos 6 anos aprenderam o alfabeto e a língua gestual e comparando com anos anteriores de forma mais rápida. “Está provado cientificamente que quem aprende através de línguas gráficas ou gestuais, aprende mais rápido as línguas comuns”, afirma Celmira Macedo. Muitas destas crianças, em casa, ensinam a língua gestual aos pais e já falam em ter profissões relacionadas com o tema, como intérprete de língua gestual ou terapeutas da fala.

As EKUI Cards já chegaram a 1500 crianças, mas têm capacidade para ajudar dois milhões em idade escolar, em Portugal, 20500 instituições de Educação, Saúde e Área Social, mais 18300 profissionais. Isto é só o começo, pois Celmira Macedo quer espalhar as EKUI Cards às cores (especiais para daltónicos), aos animais, aos objetos, aos meios de transporte… haja financiamento para esta jogada, diga-se de mestre.

 

 

 

Vamos montar um espetáculo de teatro! Workshop para a infância na Malaposta

Dezembro 26, 2016 às 6:00 am | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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capturar

JAN 7 a MAR 25

SÁB – 11H00
mais informações no link:

http://www.malaposta.pt/2017/01_janeiro/workshop_vamos_montar_um_espetaculo_de_teatro.html

Serão os nossos brinquedos seguros?

Dezembro 25, 2016 às 1:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.rtp.pt/ de 20 dezembro de 2016.

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 Em época natalícia, os brinquedos são escolhas prioritárias para oferecer às crianças. Mas serão estes os presentes mais adequados? Será que os brinquedos cumprem as normas que salvaguardam asegurança dos mais novos? Dúvidas que procurámos esclarecer junto das entidades nacionais que asseguram o controlo destes produtos.

O Natal é a altura do ano em que o consumo é tradição e os brinquedos são  normalmente a primeira opção de compra para oferecer e agradar os mais novos da família.

No entanto, é importante ter consciência para os perigos que alguns brinquedos podem representar para a saúde e segurança das crianças.

A falta de atenção na escolha de um brinquedo pode ser a causa de um acidente. Como tal, torna-se necessário que os adultos saibam identificar um conjunto de características presentes nos brinquedos que salvaguardem a segurança das crianças e que sejam os mais adequados à sua idade.
O brinquedo que vai comprar é seguro?

É certo que ninguém tenciona comprar um brinquedo que coloque em risco a saúde ou a segurança da criança o que, infelizmente, é uma possibilidade nos dias de hoje. Como tal, a DECO reuniu um conjunto de 10 dicas que
facilitarão a sua escolha:

1. Escolha brinquedos adequados à idade e desenvolvimento da criança a
que se destina.
2. Leia os avisos de segurança e as instruções de utilização. Se não
existirem ou não estiverem em português opte por outro brinquedo.
3. Passe a mão pelas arestas, pontas e bordos e certifique-se de que
não existe o risco de magoarem a criança.
4. Verifique se tem peças pequenas que possam ser arrancadas com
facilidade (por exemplo: rodas, olhos ou pelos) e que caibam dentro
de um rolo vazio de papel higiénico. Em caso afirmativo, opte por
outro produto.
5. Certifique-se de que as pilhas estão num compartimento fechado com
parafuso e que se abre com ferramentas.
6. Máximo cuidado para brinquedos com fios compridos: estes não devem
exceder os 22 cm, para que a criança não consiga enrolá-lo à volta
do pescoço.
7. Brinquedos com pés dobráveis, como quadros escolares ou tábuas de
engomar, devem ter um sistema nas pernas de suporte que os impeça de
fechar completamente, para evitar entalar dedos.
8. Retire o brinquedo da embalagem, sobretudo se esta for de plástico,
antes de o oferecer à criança. Guarde a identificação e morada do
fabricante ou importador: é necessária, se ocorrer algum acidente.
9. Evite que as crianças mais novas utilizem os brinquedos das mais
velhas, quando possam constituir um risco.
10. Faça uma revisão periódica aos brinquedos e deite fora os que
estiverem danificados.

Certificado de garantia “CE”
A utilização do certificado “CE” é a garantia dada pelo fabricante de que o produto em questão está de acordo com as normas europeias estabelecidas.

No entanto, este símbolo colocado nos brinquedos nem sempre representa segurança para a criança.

Há fabricantes e distribuidores a venderem com frequência brinquedos com o símbolo “CE” que não contêm os padrões de fabrico exigidos que salvaguardam a segurança dos mais novos.
DECO alerta, ASAE fiscaliza

Tentámos perceber como é que as entidades DECO e ASAE atuam nestes casos e que medidas devem ser tomadas em torno deste grande comércio.

À RTP, o jurista da DECO Diogo Santos Nunes afirmou que a marca CE “deveria dar confiança ao consumidor”. O que nem sempre acontece. “Não dá confiança ao consumidor na medida em que aquilo que se verifica é que
as empresas colocam essa marca distintiva CE sem que haja uma clara comprovação da segurança do brinquedo”.

Ou seja, por vezes não há controlo por parte de uma identidade pública que proceda à análise do abusivo uso da mesma.

“Mesmo que haja uma aposição dessa marca CE no brinquedo sem que haja comprovação de segurança, não há qualquer tipo de consequência jurídica”, diz este jurista.

Compete à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) o controlo do cumprimento das normas. Um situação que levanta algumas reticências à DECO.

O Inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, confirma que existem alguns casos de irregularidade mas que a ASAE, sempre que tem conhecimento destes, atua em conformidade: “Quando elas têm uma gravidade significativa são determinadas as retiradas do mercado, ou seja, a proibição de comercialização de um brinquedo”. “Só este ano foram declaradas 10 retiradas de mercado” refere.

Relativamente ao ano de 2016 foram retirados do mercado cerca de sete mil brinquedos.

A ASAE utiliza uma rede de controlo europeu chamada RAPEX que, de acordo com o Inspetor-geral, “tem uma filosofia de notificação e de troca de informação entre os países membros da União Europeia que cria alertas
rápidos detetados por determinado país”.

Quando um alerta é emitido, por exemplo em Portugal, automaticamente é enviado pela rede RAPEX aos outros países e passa a ser proibida a comercialização do brinquedo perigoso em todo o espaço comunitário.

Relativamente à escolha do consumidor e ao controlo de compras pela internet afirma este responsável: “A escolha do consumidor hoje já não é exclusiva pelo estabelecimento físico mas cada vez mais pelo
estabelecimento virtual”.

Deste modo, alega que a inspeção não deve limitar-se aos espaços físicos mas sim alargar-se aos estabelecimentos virtuais.

visualizar os vídeos da reportagem no link:

http://www.rtp.pt/noticias/pais/serao-os-nossos-brinquedos-segurost_es969925

Uma em cada cinco famílias perdem uma criança no Natal

Dezembro 24, 2016 às 6:39 pm | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.impala.pt/ de 20 de dezembro de 2016.

impala

Durante a época natalícia, uma em cada cinco famílias portuguesas perdem uma criança durante as férias de Natal.

O Natal é uma época do ano vivida com muita intensidade, o acumular de gente nas ruas e nos lugares públicos obriga a ter cuidado redobrado com as criança.

Lugares cheios de gente, como centros comerciais, mercados ou praças das cidades e vilas, assim como desfrutar dos festejos próprios da época, como ir ao circo, espetáculo sempre apreciado por crianças e adultos.

Segundo a pesquisa que Jetcost fez com 3.000 pais de diferentes nacionalidades, a saber, 500 de cada uma das seguintes nacionalidades: britânicos, espanhóis, italianos, alemães, portugueses e franceses, de idades superiores a 18 anos, que tenham um filho entre os 3 e os 10 anos de idade e que tenham desfrutado de férias de Natal, pelo menos uma vez, nos últimos dois anos.

Inicialmente, perguntou-se a todos os inquiridos se alguma vez tinham perdido o(s) filho(s) durante as férias de Natal, por um curto período de tempo e 18% responderam que sim. Entre os que responderam afirmativamente, perguntou-se-lhes em que circunstâncias aconteceram e as respostas mais frequentes, foram:

1. Num centro comercial

2. No mercado da praça da cidade ou da vila

3. Durante a saída de um espetáculo

4. Num parque temático com motivos de Natal

5. No hotel onde estavam de férias

Fonte: Jetcost

 

 

 

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