A lei mudou mas há menos crianças adotadas

Dezembro 19, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Notícia da http://www.tsf.pt/ de 8 de dezembro de 2016.

tsf

Em 2016 foram adotadas 311 crianças, menos 39 do que no ano passado. Quanto aos casos em fase de pré-adoção, em 2015 registaram-se 412 e este ano contam-se 355, ou seja, menos 57.

Os dados foram enviados à TSF, pelo Instituto da Segurança Social, que sublinha que a fase de pré-adoção tem a duração máxima de seis meses. Estes números dizem respeito a todos os casos registados na base de dados da Adoção, sendo que alguns podem ter sido iniciados em anos anteriores ou prolongados.

A TSF conversou com o responsável do Refúgio Aboim Ascenção, no Algarve, e aqui a realidade é diferente. Em 2016 encaminharam para adoção 26 crianças, o que representa mais 15 do que no ano passado. O diretor, Luís Villas Boas, diz que o Refúgio Aboim Ascenção deve servir de exemplo.

“Se houvesse uma vintena de instituições com a nossa metodologia de trabalho, em colaboração com todos os parceiros envolvidos nestas problemáticas, teríamos 500 adoções. O que se está a passar em Portugal é que não há acolhimento temporário de crianças em risco. A deteção do risco não conduz ao acolhimento temporário, para depois poderem regressar às famílias ou serem adotadas, como este ano que serão 26”, explica Villas Boas.

A nova lei, que simplifica e torna mais céleres os processos, entrou em vigor há um ano. Foi criado o Conselho Nacional para a Adoção, que tem como função garantir a celeridade e rigor de cada processo. O Regime Jurídico do Processo de Adoção, aprovado pela lei nº 143/2015, facilitou ainda a entrada de crianças estrangeiras em Portugal, por via da adoção e o reconhecimento das sentenças de adoção estrangeiras no nosso país.

 

 

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