Relatório PISA coloca asiáticos no lugar do melhor aluno

Dezembro 14, 2016 às 8:00 pm | Publicado em Divulgação, Vídeos | Deixe um comentário
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Notícia do http://pt.euronews.com/ de 6 de dezembro de 2016.

 

Os estudantes asiáticos ocupam o lugar do melhor aluno nos testes PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) deste ano.

O resultado da avaliação aos conhecimentos científicos de alunos de 15 anos de mais de 72 países, coloca na linha da frente estados como Singapura, Japão ou Estónia.

Uma das responsáveis do estudo, organizado pela OCDE, revela as razões do sucesso dos jovens “tigres asiáticos”.

“É uma combinação de fatores. Penso que o mais importante é que fixam um padrão elevado de ambições em termos do que os estudantes podem fazer. Eles concentram os recursos e os esforços não apenas na escola mas também nas famílias, no investimento em educação de alta qualidade. E mais importante, eles investem bastante nos seus professores”.

Com um resultado de 501 pontos, acima da média da OCDE, os alunos portugueses estão ainda longe de Singapura, com 556 pontos.

O estudo deste ano sublinha ainda a falta de integração das novas ferramentas tecnológicas em alguns sistemas de ensino.

“Esta falha é antes de mais uma chamada de atenção aos sistemas educativos para que tirem vantagem de todas estas tecnologias para tentar de melhorar o ensino das ciências. E também para tentarem transmitir não apenas uma mensagem, ou ensinar e transmitir o conhecimento relativo ao pensamento científico, mas também para que possam desenvolver a curiosidade das crianças para que possam mais tarde enveredar por esta carreira”, afirma Gabriela Ramos da OCDE.

O relatório sublinha ainda o progresso de países como Portugal na área da ciência nos últimos nove anos e evoca uma taxa nacional de retenção no percurso escolar de 30%, quase três vezes superior à média dos países da OCDE.

 

 

 

Lançamento do livro “Diálogos Acerca da prematuridade” 16 dezembro em Lisboa

Dezembro 14, 2016 às 2:00 pm | Publicado em Divulgação | Deixe um comentário
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mais informações:

http://www.edicoesaloendro.com/

Bonecos eletrónicos com microfones emissores expõem crianças ao mundo

Dezembro 14, 2016 às 12:00 pm | Publicado em A criança na comunicação social, Vídeos | Deixe um comentário
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Reportagem da http://www.rtp.pt/noticias/  de 6 de dezembro de 2016.

My Friend Cayla, I-Que e Hello Barbie são os brinquedos testados pelo Conselho de Consumidores Noruegueses que apresentam falhas de segurança

My Friend Cayla, I-Que e Hello Barbie são os brinquedos testados pelo Conselho de Consumidores Noruegueses que apresentam falhas de segurança

Imagine que a boneca ou o robô que comprou para os seus filhos está a transmitir, via áudio, tudo o que se passa lá em casa. E se pensa que é esse o maior perigo desengane-se, porque os brinquedos My friend Cayla Hello Barbie e I-Que estão ligados à Internet. O que significa que qualquer pessoa pode entrar no sistema eletrónico dos bonecos e falar com as crianças, como se de um amigo se tratasse.

Nuno Patrício – RTP

O assunto despertou a atenção do Conselho de Consumidores Norueguês, que analisou as características técnicas de brinquedos ligados à internet, bem como os termos e condições das suas aplicações.

Os resultados provam infrações graves aos direitos das crianças, nomeadamente no que respeita à privacidade dos dados pessoais.

Os bonecos falam através de um sistema de áudio incorporado e ouvem tudo o que se passa à sua volta.

Tudo funciona através dos sistemas Wi-fi ou Bluetooth dos bonecos, que, ligados à Internet ou a um telemóvel de nova geração, se tornam uma espécie de aparelho emissor-recetor vocal, devido a um microfone incorporado no seu interior.

O perigo advém de não sabermos quem poderá controlar as ligações. Ou seja, se houver um hacker ou outro tipo de pessoas mal-intencionadas que tenham acesso ao sistema, podem controlar o que o boneco diz, ludibriar a mente e influenciar a atuação das crianças.

As crianças, ao interagirem com os brinquedos, poderão partilhar informações pessoais.

Daí o Conselho de Consumidores Norueguês – ao qual se associa a Deco – Associação para a Defesa do Consumidor – avisar que os brinquedos My Friend Cayla, I-Que e Hello Barbie falham na proteção, privacidade e direitos dos consumidores mais jovens.

Os brinquedos My Friends Cayla e I-Que são fabricados pela Genesis Toys, com sede em Hong Kong, que se apresenta como a empresa número um do mundo na construção de brinquedos eletrónicos.

A questão é tão delicada que o Conselho de Consumidores Norueguês mandou fazer um vídeo de demonstração dos perigos deste tipo de brinquedos.

Diogo Santos Nunes, jurista da Deco, afirma mesmo que “qualquer pessoa munida de um smartphone, um telemóvel com acesso à internet ou Bluetooth, pode aceder aos próprios brinquedos, que estão a interagir com as crianças”.

O jurista da Defesa do Consumidor refere ainda que as empresas que comercializam este tipo de brinquedos eletrónicos podem utilizar para vários propósitos a informação e a conversa que a criança tem com o equipamento. Por exemplo, para efeitos de marketing. Pode ainda transmiti-los a terceiros, sem que exista qualquer tipo de proibição.

Estes brinquedos, que funcionam através de ligação à internet, possuem microfones incorporados e tecnologias de reconhecimento de fala, permitindo-lhes “conversar” com as crianças que os manipulam.

Partindo do estudo do ForbrukerRadet – Conselho de Consumidores Norueguês – as organizações europeias e norte-americanas de consumidores, alertam para este tipo de produto e manifestam agora as suas preocupações às autoridades competentes.

Venda em Portugal e proteção de dados

Embora este tipo de brinquedos não esteja ainda a ser vendido em Portugal, há sempre a possibilidade de ser adquirido através da venda online, pelos canais comerciais.

Esta facilidade de acesso traz um problema associado, visto a Comissão Nacional de Proteção de Dados, em Portugal, não ter jurisdição sobre este tipo de produtos e não poder atuar em conformidade.

Um problema que o jurista da Deco Diogo Santos Nunes diz ser grave, aproveitando estas empresas o vazio legal dos vários países para onde podem exportar, sem terem de se restringir às leis nacionais.

Em Portugal os brinquedos My friend Cayla e I-Que não se encontram à venda em lojas físicas, mas estão acessíveis aos consumidores através de plataformas online como a Amazon ou Ebay, facto que levou a Deco a alertar a ASAE.

A boneca Hello Barbie ainda não está, por agora, acessível ao mercado europeu.

Bonecos podem recolher preferências

O estudo do Conselho de Consumidores Norueguês demonstra que estes brinquedos eletrónicos com ligação à Internet podem ser veículos publicitários disfarçados.

O jurista da Deco ouvido pelo site da RTP refere que, por exemplo, a boneca, quando estabelece diálogo com a criança, manifesta alguns gostos, através de frases pré-programadas, e dá exemplos, como os filmes da Disney.

“É um marketing completamente escondido e aquilo que se verificou e consta no estudo e nos testes que foram realizados é que a boneca, quando estabelece um diálogo com a criança, vai no fundo manifestando alguns gostos através de frases que foram programadas e estão pré-formatadas na própria boneca, que vai induzindo a criança para gostos, por exemplo para filmes da Disney. Isso é claramente indicador de que existe um acordo comercial entre o fabricante da boneca e a Disney”.

Avaliar antes de comprar

Diogo Santos Nunes é perentório no aconselhamento sobre estes produtos. “De acordo com o estudo que foi feito a estes três bonecos, aquilo que a Deco aconselha é não comprar estes três brinquedos, porque de facto pode colocar em causa a própria segurança da criança. Não só a segurança física mas também a segurança da vida privada. Identificados estes três brinquedos e depois de ter sido realizada esta análise, o melhor é não comprar”, refere o jurista.

Produtos potencialmente perigosos na Internet

Tudo ou quase tudo se pode adquirir através da Internet e os brinquedos testados e considerados perigosos pelas estruturas de proteção dos consumidores também lá estão. Comprar algo, hoje em dia, é tão simples como entrar num site de venda eletrónica e realizar a transação. A RTP foi à procura destes brinquedos e verificou que estão à venda em sites como Argos, Ebay, Tesco e Amazon, com preços atrativos. Mas a última escolha é sempre do consumidor. E antes de comprar o melhor é conhecer o produto a fundo.

ver o vídeo da reportagem no link:

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/bonecos-eletronicos-com-microfones-emissores-expoem-criancas-ao-mundo_es967396

 

Chega de birra nas lojas: ensine seu filho a economizar para comprar

Dezembro 14, 2016 às 6:00 am | Publicado em A criança na comunicação social | Deixe um comentário
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Texto do site http://www.paisefilhos.com.br/de 27 de abril de 2016.

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A educação financeira pode começar desde cedo

A REDAÇÃO PAIS&FILHOS

Seu filho já teve algum ataque de birra em público por você não comprar algo que ele queria? Saiba que cabe aos pais colocar limites, explicar e conversar sobre o valor do dinheiro, mas você também precisa dar o exemplo. Crianças precisam aprender a dar valor ao dinheiro e gastar só com o que importa desde cedo.

Segundo Patrícia Broggi, mãe de Luca e Tiago, nossa embaixadora, colunista e autora do livro “Falando de Grana”, para evitar um ataque de birra, é necessário que o filho tenha sido acostumado desde pequeno que toda compra tem sua hora e motivo e não comprar só por comprar.

Outro ponto é que as crianças precisam aprender que um presente deve ter ocasião, como aniversário, Natal ou uma data especial. Assim, eles saberão valorizar o que ganham. “Caso queira muito uma coisa e resolva fazer birra, os pais precisam ser firmes. A birra passa. Até porque, muitas vezes, basta ganhar para esquecer do presente logo depois”, argumenta.

Os filhos aprendem muito mais com as nossas ações do quem com as nossas palavras, explica Patrícia. “Além de desencorajar o consumismo nos seus filhos através de conselhos, é muito importante você não praticá-lo. Senão a mensagem não repercute”.

Por isso, repense em como você tem lidado com a questão e procure tomar atitudes que reforcem a mensagem que você quer passar. Algumas dicas da jornalista são: no final de semana, prefira passear em família no parque do que ir ao shopping. Na praia, priorize atividades como entrar no mar e jogar bola em vez de comprar um picolé, milho e refrigerante. A ideia é não valorizar o consumo.

Economizar para comprar

Uma solução para começar a educação financeira é dar uma mesada, que pode ser até de um valor simbólico, e ensiná-lo a poupar para planejar uma compra e guardar o que sobrar. Se seu filho tiver um desejo, nada melhor do que você criar com ele uma meta para alcançar esse objetivo. “Façam juntos um planejamento de economia, mostrando que se ele poupar por alguns meses, consegue comprar o que quer”, diz a escritora.

Não tenha medo de usar o bom e velho “não”. Ficar com dó e ceder vai mostrar a seu filho que quando ele bater o pé e espernear, vai conseguir que você faça a vontade dele. “Mesmo se o que ele quiser não faça nenhuma diferença no seu orçamento, o importante é você pensar no valor do dinheiro para uma criança e como ela deve administrá-lo”, aconselha Patrícia.

 

 


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